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segunda-feira, abril 6

Ver-te viver...


À medida que os seus lábios tocavam os meus, começava a ganhar uma consciência que até então não havia tido. De todas as raparigas que beijei até aquele momento, fora ela a única que me fez sentir assim. O seu beijo foi calmo, tranquilo, dado bem devagarinho. Esse momento de que falo foi o momento em que me apercebi do que queria para a minha vida, daí em diante. Era a ela que eu queria. Era o amor que ela tinha nas palavras, o carinho que tinha nas mãos, a atenção que carregava sempre consigo nos seus olhos. Aquele corpo que à sua maneira se ia compondo, para bem ou para o mal, magro ou gordo era o seu corpo. Fazia-me sentir bem comigo e ela sentia-se bem consigo. Mas foi preciso conhecer alguém assim para me ajudar a dar o próximo passo, tal como a ela a ajudei a dar o seu passo.

Olho-te com gosto, com um certo orgulho que me aquece as bochechas. Gosto de ti, pois tens aquela maneira simples de viver, de conviver, de falar, de ganhar gosto pelo mundo, de te dares a conhecer. É maravilhoso ver-te viver. Adoro o jeito simpático com que encaras as pessoas, a educação que te sai da boca, as maneiras, os tratos simples.

Pousei os meus lábios sobre o teu ombro.

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