É uma repetição constante dizer por palavras o que sinto à sexta-feira. É um perder-te para sempre. É isso que sinto quando te vejo partir de carro. Muito antes disso dou pela ultima vez o beijo que nos deixará separados fisicamente todo o fim-de-semana. Dar-te esse beijo é como se te soltasse a mão e todo o resto viesse atrás. Tudo se desliga-se dentro de nós.
Deixas de existir fisicamente ao meu lado, em todas as circunstancias. Se à cama me sinto vazio por ver o teu lugar vazio, sinto a minha mão fria por não sentir o calor da tua. E quando caminho a presença que tua tenho nos passeios que damos juntos, quando estou sozinho sinto a tua falta. A falta de uma mão a agarrar-me o braço, ou de um beijo na bochecha de vez em quando. Fico ainda mais saudoso por não ter os teus lábios para beijar, e os teus olhos para observar com atenção e carinho.

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