Dentro do meu sangue, este que me corre nas veias, sem medos e dúvidas, vai-se arrebitando o coração a cada piscar de olhos que te dou. Cada miminho no canto da boca que te ofereço. Nunca soube o porquê de o meu palpitar ser tão forte quando te dava a mão ou quando te beijava abraçando-te sem forças. Eras tu que me punhas assim sem saber o que fazer. Mas, ei? Ainda te lembras do nosso primeiro beijo? Daquela coisinha repugnante-mente perfeita, molhada e defeituosa de aparelho na tua boca e feridas na minha? Quero-te aqui, de lábios encostados nos meus e a minha mão a segurar-te a cabeça que se tenta inclinar para aproveitar um ângulo mais perfeito.
Suspira meu doce.

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