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terça-feira, outubro 4

De viver eternamente...

Oh meu suave e doce amor. Quanto da tua delicada e formosa forma me salvou da mais horrorosa escuridão? Foram os teus olhos que tiraram a graça de todos os outros. Foram as tuas mãos que me colocaram sobre o peito a vontade de viver eternamente.
Beija-me. Oh beija-me meu anjo, meu pedaço do céu que a inveja não deixa durar muito.

sábado, outubro 1

Quando estou contigo...

Quando estou contigo tento acender o cerebro e o coração. Mas só consigo acender o coração. Já quando estou longe de ti, acendem-se os dois. Passo o tempo a pensar em ti, a sentir algo sobre ti. A querer sentir-te todos os dias. E no meu pensamento vou tentando reconstruir frases e sons e inventando outras formas de preservar a tua doce voz. Essa voz que eu tanto adorava poder ouvir todos os dias. O coração alegra quando te vê sorrir, e sofre de uma saudade imensa quando recorda cada bocadinho teu em memórias e em desenhos que tenho teus.

Quero poder ver esse teu lindo sorriso todos os dias.

quarta-feira, setembro 21

E apesar de tudo...

Num encanto ledo e cego, só a saudade parece levar a melhor. Encantas-me com o sorriso, encantas-me com a alma, encantas-me com as palavras que fazes sair com esse teu maravilhoso tom de voz. Quero saborear cada pedaço, cada canto, cada recanto desse peito que manténs afastado de mim. Quero saber de cor o sabor dos teus lábios, saborear o doce das tuas orelhas, segredar-lhe promessas. Quero poder colocar as minhas mãos nas tuas ancas e elevar-te no ar, segurando-te como se fosse a minha bebé, a minha pedra preciosa, a minha mais que tudo.

Sei que tudo pode parecer esquisito. Tudo isto que por aqui escrevo, e possivelmente podes até não ter a mesma ideia sobre mim, e eu entendo isso. Custa-me, mas entendo que possas não ter-me com o mesmo carinho dentro de ti como aquele que tenho por ti dentro de mim. Porque este orgulho que me vai crescendo no peito, este fogo que me aquece a alma, esta adrenalina que me sobe ao sangue dava vez que te vejo, cada vez que te falo, cada vez que esses olhos focam os meus.... Oh que louco sou. E apaixonei-me por aquilo que menos esperava. Pela pessoa que és como um todo, ponde de lado o teu passado, ponde de lado os teus demónios, os teus desassossegos, as tuas angustias, as tuas lágrimas, e todos os teus problemas. São passado e tornaram-te na pessoa que és hoje, naquilo que me encantam o coração.

Se te disser com esta boca, com esta voz, com este olhar, com este jeito de ser meu que te quero proteger, que te quero fazer feliz, encher-te de mimo, encher esse sorriso de vontade de viver. Encher o peito com um fogo que mais nenhum gato consegue apagar. Acreditarias?

Há em mim uma vontade de te ver bem, de te amar, de proteger cada recanto teu, ajudando-te da melhor maneira possível a enfrentares os problemas que a vida te coloca a frente. Dar-te-ei sempre, sempre a mão, em qualquer decisão. Se tiver de enfrentar os leões para te ver sorrir só por mais um segundo, fá-lo-ia, por nós, por ti, por mim. Porque tu mereces um respeito que apenas os teus pais conseguem dar (para já), e porque eu mereço o mesmo. Não te quero moldar, não o farei, um ou outro ponto talvez, não vou mentir, pois foi por aquilo que tens sido para mim, aquilo que me tens mostrado de que me fez apaixonar por ti.

E apesar de tudo isto parecer talvez lamechas ou demasiado profundo para o tempo que temos tido juntos, não o acho. Pois se eu ainda não te pude beijar, não o fiz por não querer, mas mais por deixar o tempo decidir qual o melhor momento para saborear cada milímetro dos teus lábios. Se ainda não coloquei uma mão na tua cocha, um beijo sobre os teus lábios, sabe que o próximo texto, será algo como nunca leste, as minhas palavras serão como nunca ninguém as disse, a vida será como nunca a viveste antes. Porque se eu não dei o próximo passo, foi porque quero sentar-me ao teu lado e saber o quanto de nós estamos nós dispostos a sacrificar para podermos dar o melhor que temos a cada um.

Resumindo, quero poder pegar-te nas mãos, olhar-te nos olhos e sacrificar o peito e a alma ao dizer-te, quero confiar em ti para tudo, quero viver-te, quero ter-te, quero amar-te, quero segurar lágrimas e pesadelos por ti, quero sofrer contigo, quero chorar contigo, quero sorrir e ser feliz contigo. Quero dar a minha vida para te ver feliz. Queres arriscar comigo?

domingo, setembro 18

Para as estrelas...

Sabes que é amor quando a pessoa que amas na tua cabeça deixa de ter a voz delicada, mas passa a ter as mãos de um anjo. Quando os olhos se mantêm a brilhar como antes. Quando a maneira de falar desenvolve para algo mais complexo e interessante. Quando o corpo se transforma e parece que te diz "Sou mulher! Ama-me!" Mas tu já a amas de qualquer maneira, com ou sem pêlos, com ou sem maquilhagem. Porque tu gostas, e vais atrás. 

E por vezes cais e enquanto te levantas vez uma mão linda a ser esticada até ti. É ela. É ela que sorri para ti, que te ajuda, que te diz "força!", que te faz chorar por achares que sem ela perderias o mundo das mãos num ápice. É ela que te mantem à tona de água, mantém-te o mundo nas mãos, porque ela quer, porque se preocupa contigo, tal como tu. Ela quer que a puxes, que a levas ás costas quando ela não poder mais das pernas, que lhe limpes as lágrimas do rosto com a camisola nova, ou com as costas dos dedos. Ela quer receber o mesmo carinho que te dá a ti.

Quando lhe beijas a orelha ela sente-se alegre. Quando lhe beijas o pescoço acordas a leoa que nela habita, enraizada, escondida nas profundezas do seu ser. Quando lhe beijas a boca e de seguida lhe beijas a testa, ela sente-se mais preenchida de mimo, de carinho, de delicadeza naquele seu coração tão pequenino, mas tão forte. Porque é ali que ela vive, lá dentro.

Tu ama-la porque tu sentes que ela é diferente. O olhar é alegre, o sorriso demasiado bonito, o rosto encaixa na perfeição, a voz encanta-te ao ouvido, a boca mexe-se com delicadeza, as mãos suaves como a seda, e os jeitos dela, a maneira dela alegram-te, encantam-te, cativam-te, interessam-te.

Para as estrelas que me lêem e me ouvem.

quarta-feira, setembro 14

Amamos o que não compreendemos...

Pensei ter encontrado a resposta para todas as perguntas que tinha sobre o amor. Mas será assim tão facil entender? Não! Não é fácil de o entender, porque eu tenho os meus sentimentos, e os meus sentimentos têm bases em momentos, em acontecimentos, em coisas que vi, que ouvi, que disse, que me disseram, que fiz e me fizeram. A minha percepção do mundo é diferente da de qualquer outra pessoa, e muda todos os dias. Por isso, não! Não é fácil entender que quando me dizes amo-te, ou gosto de como o teu abraço me aqueçe o peito, porque não estou a sentir o que tu sentes, não estou a pensar o que tu pensas, mas abstratamente, imagino, invento e procrio dentro de mim, dentro da minha cabeça, vasculhando em memórias de coisas que senti ou vivi, para sentir tal como tu, estando ou tentado estar, sem sintunia contigo, com o que sentes, com o que dizes estar a sentir. Por isso, amo-te!

Amo-te porque sim. Porque apesar de tudo as palavras têm um sentimento, um significado que cada um lhe dá. Apesar de as palavras não terem o mesmo sentimento, posso pelo menos tentar amar-te inteira, ou em pedaços do que possas ser, ou ir sendo aos meus olhos. Amar-te a ti e a todas as tuas palavras, todas as tuas atitudes. Porque no fundo, o mais extraoridnário do amor,  é sentir coisas todos os dias, coisas novas ou coisas que nos façam encantar. Que nos façam acordar coisas belas, sentimentos estranhos, complexos e tão radiantes de se sentir dentro dos corpos de cada um de nós. 

Porque somos humanos e vivemos de sentimentos. Vivemos de paixões. Vivemos com o desejo de ultrapassar barreiras e amar o que não conseguimos ver, ouvir e tocar.

Porque amamos o que não compreendemos.

quinta-feira, setembro 8

A coragem existe em mim...


Para mim a coisa mais difícil de dizer, é que gosto de ti, que me preocupo contigo muito antes de sequer pedir-te em namoro. Aos poucos vou-te conhecendo, vou-te achando engraçada, interessante, bonita, sensual, divertida, alguém com jeito para esta coisa da vida. E gosto e vou gostando e gostando e o sentimento de segurança vai crescendo cá dentro, vou ganhando coragem e por vezes quando gaguejo, ou te digo que tenho coisas para te dizer ou que preciso de falar contigo pessoalmente e no fim não sai nada, ou quando digo que me esqueci, é quando as palavras fugiram com medo, o coração se escondeu da língua e está a gritar algures num canto do meu peito.
A coragem existe em mim, as palavras estão pensadas ao pormenor, os olhares e os toques, o beijo pensado ao milímetro, a língua foi questionada diversa vezes, se deve ser ou não usada no beijo, se sim como, as mãos, onde as ponho no teu corpo, os olhos abertos ou fechados e com muita ou pouca força. E a ânsia de tudo isto faz-me debater em mim memórias, sentimentos, batalhas que ganho com facilidade. Mas por vezes quando a incerteza ganha, fico com dúvidas, fico com medo das tuas palavras, dos teus gestos, das tuas reacções, dos teus medos, de tudo o que vem de ti. E sofro de uma certa maneira. Sofro por não conseguir dizer: "Gostaria de sair contigo.”, "Gostaria de me chegar mais a ti, de te ser de confiança, de saborear cada pedaço de lábio teu, de te abraçar todas as noites, de me despedir sempre de ti com dois beijos, um na boca e outro sobre a testa."
Que eu tenha a sabedoria de te amar. De te encantar com humildes palavras, pelos beijos sinceros, pelos abraços aconchegantes enchendo-te de vida e alegria. Porque é a única coisa que tenho para te dar.

terça-feira, setembro 6

Serás sempre...


Serás sempre o motivo do meu sorrir.

terça-feira, agosto 23

Quis-te por inteira...

Durante um ano (e não vou esconder o que senti) guardei-te em fotografia. Guardei-te na mais profunda memória. Queria saber o teu nome. Queria saber os teus gostos, os teus medos, os teus desejos, e os anseios. Queria saber onde moravas, queria saber o que do futuro esperavas. Queria saber qual a força tamanha tinha o teu coração para aguentar a distancia de mais de 170km.

Queria saber o quanto de saudade eras tu capaz de aguentar. Quantas noites sem ires para a cama a horas, quantos dias sem me ver, quantos dias sem me falar, quanto tempo aguentarias tu longe de mim, ausente de mim, ausente dos meus braços. Longe de tudo o que é meu. Longe dos meus lábios, dos meus carinhos, da minha voz, do conforto. E eu tão distante, tão saudoso de tudo o que é teu. De toda a beleza que possuis, de toda a vida que carregas nessa pequena alma, nessa personalidade que me encantou e desarmou.

Imaginei por várias vezes o teu possível nome. Soube-o e não esperava ouvir da tua própria boca o nome que dizias ter e achei perfeito para um rosto como o teu. Durante um ano imaginei a tua voz, o teu tom, os teus modos de falar. O meu coração derreteu-se ao ouvir-te falar. Era tudo o que eu tinha imaginado. Imaginei os teus jeitos de olhar e eram iguais aos que tinha criado sobre ti.

Caiu-me tudo, fiquei sem folego tal como tu, quis chorar, mas não pude, mas deveria tê-lo feito. Amei-te naquele instante, amei-te sem te conhecer durante um ano, apaixonei-me por tudo o que tinha diante de mim. A ti que agora sei qual o teu nome, agora que tenho gravado na memória o suave e delicado tom de voz. A ti que me roubaste o coração com um olhar que capturei numa simples foto. Tu que tão nova me destruíste com uma só palavra, com um só tom. Tu. Que és tudo o que podia imaginar e pedir numa mulher. Sofro com o teu tom, com o teu não, mas foi assim que te imaginei em personalidade.

Não te imaginei perfeita. Imaginei-te tão natural quanto pudesses ser na realidade. Quis-te real e em real te tornaste. Foste a primeira e a única até hoje que me arrebatou o coração, que me encheu as medidas. Foste a única que me deu vontade de por ti sofrer uma viagem de 2 a 4h para estar contigo um só dia, um só fim-de-semana.

Tudo acabou. Porque quis-te por inteira, quando só me podias dar um pedaço.

sexta-feira, agosto 12

Foste aquilo que...

Moldei-te pedaço a pedaço à minha imagem, aos meus desejos, aos meus orgulhos, aos meus medos, aos meus anseios. Moldei-te e criei patamares sobre ti que não pensava que alguma vez fosses alcançar, nem sequer pensava que pudesse haver alguém no mundo com as características que coloquei sobre ti, na mulher ideal, na minha ideia de mulher perfeita. Enquanto te criava e tornava perfeita, através de pensamentos e de textos que escrevia para mim e para o publico na internet, esqueci-me de me criar a mim, de me moldar, de me tornar o desejo daquela rapariga, daquela mulher que criara durante anos na minha cabeça. Senti hoje que a falta foi minha, quem deve levar o cartão vermelho sou eu, pois a culpa é minha. Quero-te interessante e destemida, selvagem e ao mesmo tempo quieta, silenciosa, carinhosa e tímida e eu não sou nem metade do que desejo.

Não moldei em primeiro lugar a pessoa que devia. Eu, a mim, à minha pessoa. E falhei tanto que hoje sinto-me tão distante de qualquer mulher, de qualquer ser do sexo oposto da minha idade que, me começo a ensinar, a sair mais, a procurar e a criar dentro de mim aquilo que desejei em ti, aquilo que sonhei em ti, aquilo que construí sobre ti. Sou eu quem deve estar em primeiro e não uma ideia, um desejo, um sonho de como deves ou não ser. Não posso controlar aquilo que és, aquilo que serás para mim, aquilo que o futuro tem para mim, para ti ou até para um nós.

Parei de sonhar quando deixei de te sentir perto de mim. Quando na minha cabeça a razão tomou o touro pelos cornos e disse que se eu não me tornar interessante ou digno de receber o amor de outra pessoa, então mais vale sonhar para todo o sempre algo que não terei.

Acordei. Não estou totalmente diferente, vejo o mundo da mesma maneira que via ontem. Já não olho para mim da mesma maneira, estou diferente em relação a ti e a tudo aquilo que tenho na minha cabeça sobre ti.

Morrerás em mim no dia em que morrer, no dia em que o meu corpo sentir que não precisa mais de ti para se sentir completo nesta vida. Tu que és a rapariga imaginária, a rapariga perfeita criada e guardada na minha cabeça. Que nunca morras, mas se tiver de acontecer, sabe que não foste em criada em vão. Foste aquilo que tinha medo de ser.

sábado, julho 30

Não a chora ou condena...

Por vezes, em certos momentos dou comigo a olhar-te, a contemplar-te e a pensar para comigo, onde estava o azar no dia em que te encontrei? Quando vamos para a esplanada a beira do rio Mondego e tu ficas sentada observando o horizonte, ou seja lá o que for que os teus olhos observam, fico com um carinho no coração. Fico quase em lágrimas quando te vejo, sentada, relaxada a olhar para um nada que te é tudo. Quando te olho nesses momentos só teus, nesses momentos em que és tu e apenas tu, onde nada de mim se encontra em ti, vejo-te linda, pura, carinhosa, extraordinária. Vejo-te!

Nessas vezes em que volto com o café, ou qualquer outra coisa feita, paro antes de chegar a ti. Paro porque te vejo tranquila e pensativa e com isso, ganho em mim uma sensação de admiração. Fico a admirar-te cada vez mais, nesses e em outros momentos. Gosto de ficar parado no caminho ou escondido atrás de algo simplesmente a olhar para ti, nada mais. E depois viras o olhar, desfocas a atenção no horizonte e procuras por mim. E o olhar preocupado que por vezes dá a sensação de ser triste, alegra-se ou despreocupa-se. Sorris para mim e devolvo-te o sorriso, o carinho, a preocupação, a atenção, o animo, o gosto, o preciso e delicado beijo que aguardas calmamente por receber quando eu chegar. Porque, apesar de eu ter as minhas duvidas, as minhas incertezas, os meus medos, as minhas batalhas, também tu tens as tuas. E apesar de não falares muito sobre os teus pensamentos, ou ideias e sentimentos que te fazem questionar, duvidar e ter medo, tu tens e vives com eles, tal como eu.

É um orgulho viver e namorar com alguém que aceita a própria morte como um desafio para a vida. Não a chora ou condena, mas que a aceita tal como é. Que vive desafiando-a de tal forma que a própria Morte deseja-se estar viva.

terça-feira, julho 26

Foi em Viana...

Foi em Viana que te encontrei. Foi na tua terra que me encontrei. Foi em Viana que me deliciei  por ela e por ti. Foi em Viana...

Foi no meio da multidão de meio milhar de raparigas, onde cada uma com o seu próprio sorriso, cada uma com o seu delicado olhar, cada uma com a beleza dos anjos no rosto, te fui encontrar. Com o olhar decidido posto no horizonte, de sorriso curto, de rosto sardento e cabelo de cenoura.

Estavas linda Inês assim em tão belo sossego de alma, ledo e cego. Nenhuma alma pode pecar à tua beira. É impossível ir a Viana e não desejar ficar por aí a viver. És impossível de esquecer, és impossível de dizer que não. Foi nas tuas mãos que deitei a minha alma, deitei também a minha infância toda. Depositei tudo de mim em ti e nada pedi de ti. Já me tinhas dado tudo. Palmilhas Portugal de lés a lés na altura das romarias e dos festivais de folclore e o meu maior medo é que nunca te possa eu ver nem que seja um único dia, um pedaço do teu sorriso, um pedaço do teu carinhoso e delicioso olhar.

O amor que tens depositado em mim não chega para mostrar ao mundo a maravilha do universo em que te tens tornado com o passar de um só ano. Ganhei raízes de ti. Guardo todas as tuas fotografias bem escondidas em gavetas e quando saio de casa, levo-te em memórias, levo-te em desejos. E os dias passam e nada se torna mais agradável do que ver-te de dois em dois meses na belíssima cidade do Porto. Arranjas sempre maneira de me ver, de me mostrar que sofres de amores, de saudades aterrorizantes e desconfortantes. Dizes-me que o meu demónio anda a invadir-te os sonhos todos os dias e faz em ti ânsias e desconfortos para que não durmas sem mim. Contas-me tanto e eu outro tanto te tenho por contar. Somos simples, gosto de pensar assim. Em breve voltarei a ver-te trajada e os meus lábios poderão sentir-te de novo. Dar-te-ei a mão para que não tenhas receio, ou que a ideia de me perder surja constantemente na tua cabeça.

Eu conheço os segredos da escuridão. Iremos enganar a morte!

domingo, julho 24

Amargamente um mês...

Perdi-te durante um mês. Tanto tempo fiquei sem te ver, sem te falar, sem te sentir. A saudade apertava tanto que chegava a recear perder-me na distancia e no tempo que faltava. E pensando sobre o caso, perdi-me. Quase que me esqueci de ti, deixei de te ver a sorrir para mim todos os dias de manhã e isso, foi o maior aperto que tive no coração este mês. Foram tantos dias sem ouvir uma palavra tua, sem sentir um beijo teu, sem cheirar o teu perfume.

O coração apertou-se, encolheu-se com o medo de te perder que me fez ficar insensível há vida alheia. Mas voltas-te meu amor, voltaste. E não imaginas a felicidade que tenho de te ter de volta. Tanta coisa para te contar, tanta coisa para te mostrar. E tu com tantas coisas para me dizer, tantas outras coisas para me mostrar e dar. Vens com um sorriso diferente, tem-lo mais vistoso, mais alegre, mais carinhoso, mais generoso. E eu aqui com o coração frio como uma pedra. Rejuvenesceste nessa tua viagem e eu aqui preso no trabalho.

Importa agora aproveitar o tempo que estamos juntos. O sexo já é mais intenso e saudoso, os beijos são longos e apreciados, as palavras são sempre de apoio e felicidade. Os abraços são longos e as caminhadas são ainda mais demoradas, as saídas mais ainda.

Nunca eu vivera tão amargamente um mês como aquele que passei sem te ver.

Tive tantas saudades tuas meu amor.

domingo, julho 3

Que nunca nos fuja...


Hoje acordei com um desejo de te beijar a boca mais vezes do que o costume. De te abraçar o corpo duas vezes mais, de te dar a mão o maior tempo possivel, mesmo que as nossas mãos desatem a chorar uma pela outra por saberem que a iremos largar. Hoje apeteces-me. Quero amar-te a dobrar, amar-te sem medir, sem me preocupar, sem ansiar, sem nada que possa prejudicar este meu estranho desejo de te deter nos meus braços para sempre.

Hoje estou assim, amanha posso já não ter a mesma vontade. Aproveitemos este dia. E sabendo que ainda não acordaste, anseio que acordes com o mesmo desejo que eu. O desejo de me amar profundamente, hoje. Hoje, porque o amanha não existe (ainda). Façamos do dia de hoje o dia em que nos fará rir, sorrir e chorar por o termos vivido tão intensamente quando possivel nesta idade tão jovem.

Que nunca nos fuja esta vontade dos nossos corpos.

sexta-feira, julho 1

Viverei contigo o resto...


Há já algum tempo que não escrevo sobre e para ti.

Tenho tirado tempo para mim, para as minhas coisas e apesar de te ter quase sempre na cabeça, por alguma razão, não me tenho preocupado contigo, saber como estás, se precisas de alguma coisa, como um abraço ou um beijo. Tenho saciado a saudade com as memorias que tenho de ti.

Quando em dias de maior saudade vou procurar por fotografias em que apareças só tu a sorrir, para que me encantes a alma, para que me adociques o coração, a língua, e suavizes as borboletas que remexem no estomago. As fotos que guardo de ti, matam saudades profundas e fazem-me adormecer mais depressa à noite.

Calculo que possas estar chateada de não te andar a ligar nada e a poder estar a responder-te de forma tão curta às tuas perguntas ou de as conversas demorarem apenas dez minutos ao invés das horas como antes.

Gostava de te compensar. Uma viagem a Viana, um jantar calmo e romântico acompanhado de um bouquet de rosas. Foram as primeiras três coisas que me surgiram neste momento na cabeça, por isso desculpa se esperavas algo mais.

Há já algum tempo que não tirava tempo para mim e para os meus sonhos. Voltarei em breve para junto de ti para viver contigo o resto daqueles que me faltam viver.

30-07-2016

quinta-feira, junho 23

Esse corpo desejoso por outro...


És tu tão estranha como eu?
Tão intensa como eu?
Tão modesta como eu?
Tão humilde como eu?


Tens em ti, oh delicioso pedaço de carne, o desejo de aventuras? Tens em ti as lágrimas do desejo? As lágrimas do orgasmo? Tens em ti os abraços do carinho? Os abraços do amor? Tens em ti os beijos do silencio? Os beijos da maravilha da vida? Tens em ti tudo o que não se nomeia por palavras? Tens os sentimentos em dia?


A capacidade que sempre gostei de ver em ti, na pessoa que sempre mostraste ser aos meus olhos, era esse olhar ardente, esses lábios safados, esse corpo desejoso por outro. Sempre gostei da voz suave ao meu ouvido, das estranhezas que guardavas só para mim e confessavas só a mim. Sempre soubeste como acender o fogo dentro de mim, o desejo de te deter em palavras, em desejos sexuais. Gostava quando as minhas palavras te faziam chorar, quando o delicado e carinhoso amor te enchia o peito de força, de humildade, de grandeza e satisfação.

Que a coroa nunca te deixe de servir e que o pedestal em que te coloquei nunca se parta.

É preciso muita coragem para ser-se carinhoso.

sábado, junho 11

O meu pescoço...

O meu pescoço, o toque delicado dos teus lábios. Tenho saudades deles. Tenho saudades tuas. Tudo o que eu faço é pensar nas emoções, nos sentimentos que escondo. Que te escondo com a distância. Estas cartas nunca farão acalmar o bater impetuoso deste meu já tão saudoso coração, que se bate e debate contra a distância do teu corpo, contra a distância da tua harmoniosa voz.

Tudo o que faço é sentar-me à janela ansiando mais uma carta ou visita tua.

quinta-feira, junho 9

Que nunca...


Quero os lábios que não toco e não posso beijar. Quero a voz que não ouço mas que me acalma o pulso. Quero o cheiro que me exalta e o abraço apertado que me aperta num pedaço. Quero o mundo, o mundo que só ela me pode dar. Quero-a, mas ela não me conhece. Ela não sabe quem eu sou, o que sou. Não sabe o meu passado e tão pouco o meu futuro. Mesmo assim teimo em achar que as coisas de alguma maneira lhe darão um sinal de que algo despertou o interesse nela em mim.

Que nunca se me acanhe a alma quando o coração e a cabeça estiverem em sintonia.

quarta-feira, maio 25

Entre o sentir e o pensar....


O beijo é a ponte entre o sentir e o pensar.

sexta-feira, maio 13

Foi o teu abraço...

Ame-me hoje porque amanhã já não teremos a oportunidade de ver os sorrisos um do outro, de ouvir a voz um do outro, de sentir os lábios um do outro. Façamos sexo e amor, porque amanhã o dia já não será para nós.

Amei-te de maneira a que ficasses com coisas boas e más para te lembrares de mim enquanto pessoa. Tivemos a oportunidade de tornar os beijos em coisas eternas, de trocar olhares durante horas, de ouvirmos a voz um do outro durante meses. Não culpo nenhum dos dois pelo fogo entre nós se ter posto em lume brando. Amei-te como queria e sabia. Amei-te como se fosses minha filha.

Arrependo-me apenas de não ter aproveitado o tempo para te dizer mais vezes o gosto de te ter conhecido. De não te ter demonstrando mais vezes o que sentia. Para te dizer o quanto me fazias feliz todos os dias. Que era o teu sorriso que me aquecia o peito, que eram as tuas mãos frias que me exaltavam o corpo e que eram esses teus pés quentes que aqueciam os meus em noites de inverno.

Poucas vezes me vistes chorar, e nessas poucas vezes soubeste como me amar. Serás para sempre uma memória que guardarei com prazer.

"É claro que a culpa é tua! Foi o teu abraço que tirou a graça de todos os outros."

quinta-feira, maio 5

Permanecerás em pedaços...


Eu disse-te adeus mas não foi com intenção de nunca mais te ver. Eu disse-te até um dia, mas não foi com o intuito de te ver depois de tantos anos. Teimas em ficar nas minhas memórias, por mais má que possas ter sido para mim, permanecerás em pedaços de mim como algo que foi bom em algum momento da minha vida e um pedaço mau que teimou em acontecer. No futuro irás encontrar-me igual ou diferente, mas com um gosto de te ter amado, de te ter beijado mais do que beijei em qualquer outro dia que estivemos juntos.

As nossas histórias ficarão guardadas em nós. Os beijos dados ficarão para sempre escondidos e guardados nos nossos lábios. As paisagens e os sorrisos ficarão nos nossos olhos. Os sons e as palavras entoarão nos nossos ouvidos. E na cabeça, ficarão os sentimentos que uniram todas as coisas que nos fizeram apaixonar e cuidar um do outro.

Ó cara de estrela.