Serás sempre o motivo do meu sorrir.
terça-feira, setembro 6
terça-feira, agosto 23
Quis-te por inteira...
Durante um ano (e não vou esconder o que senti) guardei-te em fotografia. Guardei-te na mais profunda memória. Queria saber o teu nome. Queria saber os teus gostos, os teus medos, os teus desejos, e os anseios. Queria saber onde moravas, queria saber o que do futuro esperavas. Queria saber qual a força tamanha tinha o teu coração para aguentar a distancia de mais de 170km.
Queria saber o quanto de saudade eras tu capaz de aguentar. Quantas noites sem ires para a cama a horas, quantos dias sem me ver, quantos dias sem me falar, quanto tempo aguentarias tu longe de mim, ausente de mim, ausente dos meus braços. Longe de tudo o que é meu. Longe dos meus lábios, dos meus carinhos, da minha voz, do conforto. E eu tão distante, tão saudoso de tudo o que é teu. De toda a beleza que possuis, de toda a vida que carregas nessa pequena alma, nessa personalidade que me encantou e desarmou.
Imaginei por várias vezes o teu possível nome. Soube-o e não esperava ouvir da tua própria boca o nome que dizias ter e achei perfeito para um rosto como o teu.
Durante um ano imaginei a tua voz, o teu tom, os teus modos de falar. O meu coração derreteu-se ao ouvir-te falar.
Era tudo o que eu tinha imaginado. Imaginei os teus jeitos de olhar e eram iguais aos que tinha criado sobre ti.
Caiu-me tudo, fiquei sem folego tal como tu, quis chorar, mas não pude, mas deveria tê-lo feito. Amei-te naquele instante, amei-te sem te conhecer durante um ano, apaixonei-me por tudo o que tinha diante de mim. A ti que agora sei qual o teu nome, agora que tenho gravado na memória o suave e delicado tom de voz. A ti que me roubaste o coração com um olhar que capturei numa simples foto. Tu que tão nova me destruíste com uma só palavra, com um só tom. Tu. Que és tudo o que podia imaginar e pedir numa mulher. Sofro com o teu tom, com o teu não, mas foi assim que te imaginei em personalidade.
Não te imaginei perfeita. Imaginei-te tão natural quanto pudesses ser na realidade. Quis-te real e em real te tornaste. Foste a primeira e a única até hoje que me arrebatou o coração, que me encheu as medidas. Foste a única que me deu vontade de por ti sofrer uma viagem de 2 a 4h para estar contigo um só dia, um só fim-de-semana.
Tudo acabou. Porque quis-te por inteira, quando só me podias dar um pedaço.
sexta-feira, agosto 12
Foste aquilo que...
Moldei-te pedaço a pedaço à minha imagem, aos meus desejos, aos meus orgulhos, aos meus medos, aos meus anseios. Moldei-te e criei patamares sobre ti que não pensava que alguma vez fosses alcançar, nem sequer pensava que pudesse haver alguém no mundo com as características que coloquei sobre ti, na mulher ideal, na minha ideia de mulher perfeita. Enquanto te criava e tornava perfeita, através de pensamentos e de textos que escrevia para mim e para o publico na internet, esqueci-me de me criar a mim, de me moldar, de me tornar o desejo daquela rapariga, daquela mulher que criara durante anos na minha cabeça. Senti hoje que a falta foi minha, quem deve levar o cartão vermelho sou eu, pois a culpa é minha. Quero-te interessante e destemida, selvagem e ao mesmo tempo quieta, silenciosa, carinhosa e tímida e eu não sou nem metade do que desejo.
Não moldei em primeiro lugar a pessoa que devia. Eu, a mim, à minha pessoa. E falhei tanto que hoje sinto-me tão distante de qualquer mulher, de qualquer ser do sexo oposto da minha idade que, me começo a ensinar, a sair mais, a procurar e a criar dentro de mim aquilo que desejei em ti, aquilo que sonhei em ti, aquilo que construí sobre ti. Sou eu quem deve estar em primeiro e não uma ideia, um desejo, um sonho de como deves ou não ser. Não posso controlar aquilo que és, aquilo que serás para mim, aquilo que o futuro tem para mim, para ti ou até para um nós.
Parei de sonhar quando deixei de te sentir perto de mim. Quando na minha cabeça a razão tomou o touro pelos cornos e disse que se eu não me tornar interessante ou digno de receber o amor de outra pessoa, então mais vale sonhar para todo o sempre algo que não terei.
Acordei. Não estou totalmente diferente, vejo o mundo da mesma maneira que via ontem. Já não olho para mim da mesma maneira, estou diferente em relação a ti e a tudo aquilo que tenho na minha cabeça sobre ti.
Morrerás em mim no dia em que morrer, no dia em que o meu corpo sentir que não precisa mais de ti para se sentir completo nesta vida. Tu que és a rapariga imaginária, a rapariga perfeita criada e guardada na minha cabeça. Que nunca morras, mas se tiver de acontecer, sabe que não foste em criada em vão. Foste aquilo que tinha medo de ser.
sábado, julho 30
Não a chora ou condena...
Por vezes, em certos momentos dou comigo a olhar-te, a contemplar-te e a pensar para comigo, onde estava o azar no dia em que te encontrei? Quando vamos para a esplanada a beira do rio Mondego e tu ficas sentada observando o horizonte, ou seja lá o que for que os teus olhos observam, fico com um carinho no coração. Fico quase em lágrimas quando te vejo, sentada, relaxada a olhar para um nada que te é tudo. Quando te olho nesses momentos só teus, nesses momentos em que és tu e apenas tu, onde nada de mim se encontra em ti, vejo-te linda, pura, carinhosa, extraordinária. Vejo-te!
Nessas vezes em que volto com o café, ou qualquer outra coisa feita, paro antes de chegar a ti. Paro porque te vejo tranquila e pensativa e com isso, ganho em mim uma sensação de admiração. Fico a admirar-te cada vez mais, nesses e em outros momentos. Gosto de ficar parado no caminho ou escondido atrás de algo simplesmente a olhar para ti, nada mais. E depois viras o olhar, desfocas a atenção no horizonte e procuras por mim. E o olhar preocupado que por vezes dá a sensação de ser triste, alegra-se ou despreocupa-se. Sorris para mim e devolvo-te o sorriso, o carinho, a preocupação, a atenção, o animo, o gosto, o preciso e delicado beijo que aguardas calmamente por receber quando eu chegar. Porque, apesar de eu ter as minhas duvidas, as minhas incertezas, os meus medos, as minhas batalhas, também tu tens as tuas. E apesar de não falares muito sobre os teus pensamentos, ou ideias e sentimentos que te fazem questionar, duvidar e ter medo, tu tens e vives com eles, tal como eu.
É um orgulho viver e namorar com alguém que aceita a própria morte como um desafio para a vida. Não a chora ou condena, mas que a aceita tal como é. Que vive desafiando-a de tal forma que a própria Morte deseja-se estar viva.
terça-feira, julho 26
Foi em Viana...
Foi em Viana que te encontrei. Foi na tua terra que me encontrei. Foi em Viana que me deliciei por ela e por ti. Foi em Viana...
Foi no meio da multidão de meio milhar de raparigas, onde cada uma com o seu próprio sorriso, cada uma com o seu delicado olhar, cada uma com a beleza dos anjos no rosto, te fui encontrar. Com o olhar decidido posto no horizonte, de sorriso curto, de rosto sardento e cabelo de cenoura.
Estavas linda Inês assim em tão belo sossego de alma, ledo e cego. Nenhuma alma pode pecar à tua beira. É impossível ir a Viana e não desejar ficar por aí a viver. És impossível de esquecer, és impossível de dizer que não. Foi nas tuas mãos que deitei a minha alma, deitei também a minha infância toda. Depositei tudo de mim em ti e nada pedi de ti. Já me tinhas dado tudo. Palmilhas Portugal de lés a lés na altura das romarias e dos festivais de folclore e o meu maior medo é que nunca te possa eu ver nem que seja um único dia, um pedaço do teu sorriso, um pedaço do teu carinhoso e delicioso olhar.
O amor que tens depositado em mim não chega para mostrar ao mundo a maravilha do universo em que te tens tornado com o passar de um só ano. Ganhei raízes de ti. Guardo todas as tuas fotografias bem escondidas em gavetas e quando saio de casa, levo-te em memórias, levo-te em desejos. E os dias passam e nada se torna mais agradável do que ver-te de dois em dois meses na belíssima cidade do Porto. Arranjas sempre maneira de me ver, de me mostrar que sofres de amores, de saudades aterrorizantes e desconfortantes. Dizes-me que o meu demónio anda a invadir-te os sonhos todos os dias e faz em ti ânsias e desconfortos para que não durmas sem mim. Contas-me tanto e eu outro tanto te tenho por contar. Somos simples, gosto de pensar assim. Em breve voltarei a ver-te trajada e os meus lábios poderão sentir-te de novo. Dar-te-ei a mão para que não tenhas receio, ou que a ideia de me perder surja constantemente na tua cabeça.
Eu conheço os segredos da escuridão. Iremos enganar a morte!
domingo, julho 24
Amargamente um mês...
Perdi-te durante um mês. Tanto tempo fiquei sem te ver, sem te falar, sem te sentir. A saudade apertava tanto que chegava a recear perder-me na distancia e no tempo que faltava. E pensando sobre o caso, perdi-me. Quase que me esqueci de ti, deixei de te ver a sorrir para mim todos os dias de manhã e isso, foi o maior aperto que tive no coração este mês. Foram tantos dias sem ouvir uma palavra tua, sem sentir um beijo teu, sem cheirar o teu perfume.
O coração apertou-se, encolheu-se com o medo de te perder que me fez ficar insensível há vida alheia. Mas voltas-te meu amor, voltaste. E não imaginas a felicidade que tenho de te ter de volta. Tanta coisa para te contar, tanta coisa para te mostrar. E tu com tantas coisas para me dizer, tantas outras coisas para me mostrar e dar. Vens com um sorriso diferente, tem-lo mais vistoso, mais alegre, mais carinhoso, mais generoso. E eu aqui com o coração frio como uma pedra. Rejuvenesceste nessa tua viagem e eu aqui preso no trabalho.
Importa agora aproveitar o tempo que estamos juntos. O sexo já é mais intenso e saudoso, os beijos são longos e apreciados, as palavras são sempre de apoio e felicidade. Os abraços são longos e as caminhadas são ainda mais demoradas, as saídas mais ainda.
Nunca eu vivera tão amargamente um mês como aquele que passei sem te ver.
Nunca eu vivera tão amargamente um mês como aquele que passei sem te ver.
Tive tantas saudades tuas meu amor.
domingo, julho 3
Que nunca nos fuja...
Hoje acordei com um desejo de te beijar a boca mais vezes do que o costume. De te abraçar o corpo duas vezes mais, de te dar a mão o maior tempo possivel, mesmo que as nossas mãos desatem a chorar uma pela outra por saberem que a iremos largar. Hoje apeteces-me. Quero amar-te a dobrar, amar-te sem medir, sem me preocupar, sem ansiar, sem nada que possa prejudicar este meu estranho desejo de te deter nos meus braços para sempre.
Hoje estou assim, amanha posso já não ter a mesma vontade. Aproveitemos este dia. E sabendo que ainda não acordaste, anseio que acordes com o mesmo desejo que eu. O desejo de me amar profundamente, hoje. Hoje, porque o amanha não existe (ainda). Façamos do dia de hoje o dia em que nos fará rir, sorrir e chorar por o termos vivido tão intensamente quando possivel nesta idade tão jovem.
Que nunca nos fuja esta vontade dos nossos corpos.
sexta-feira, julho 1
Viverei contigo o resto...
Há já algum tempo que não escrevo sobre e para ti.
Tenho tirado tempo para mim, para as minhas coisas e apesar de te ter quase sempre na cabeça, por alguma razão, não me tenho preocupado contigo, saber como estás, se precisas de alguma coisa, como um abraço ou um beijo. Tenho saciado a saudade com as memorias que tenho de ti.
Quando em dias de maior saudade vou procurar por fotografias em que apareças só tu a sorrir, para que me encantes a alma, para que me adociques o coração, a língua, e suavizes as borboletas que remexem no estomago. As fotos que guardo de ti, matam saudades profundas e fazem-me adormecer mais depressa à noite.
Calculo que possas estar chateada de não te andar a ligar nada e a poder estar a responder-te de forma tão curta às tuas perguntas ou de as conversas demorarem apenas dez minutos ao invés das horas como antes.
Gostava de te compensar. Uma viagem a Viana, um jantar calmo e romântico acompanhado de um bouquet de rosas. Foram as primeiras três coisas que me surgiram neste momento na cabeça, por isso desculpa se esperavas algo mais.
Há já algum tempo que não tirava tempo para mim e para os meus sonhos. Voltarei em breve para junto de ti para viver contigo o resto daqueles que me faltam viver.
30-07-2016
30-07-2016
quinta-feira, junho 23
Esse corpo desejoso por outro...
És tu tão estranha como eu?
Tão intensa como eu?
Tão modesta como eu?
Tão humilde como eu?
Tens em ti, oh delicioso pedaço de carne, o desejo de aventuras? Tens em ti as lágrimas do desejo? As lágrimas do orgasmo? Tens em ti os abraços do carinho? Os abraços do amor? Tens em ti os beijos do silencio? Os beijos da maravilha da vida? Tens em ti tudo o que não se nomeia por palavras? Tens os sentimentos em dia?
A capacidade que sempre gostei de ver em ti, na pessoa que sempre mostraste ser aos meus olhos, era esse olhar ardente, esses lábios safados, esse corpo desejoso por outro. Sempre gostei da voz suave ao meu ouvido, das estranhezas que guardavas só para mim e confessavas só a mim. Sempre soubeste como acender o fogo dentro de mim, o desejo de te deter em palavras, em desejos sexuais. Gostava quando as minhas palavras te faziam chorar, quando o delicado e carinhoso amor te enchia o peito de força, de humildade, de grandeza e satisfação.
Que a coroa nunca te deixe de servir e que o pedestal em que te coloquei nunca se parta.
É preciso muita coragem para ser-se carinhoso.
sábado, junho 11
O meu pescoço...
O meu pescoço, o toque delicado dos teus lábios. Tenho saudades deles. Tenho saudades tuas. Tudo o que eu faço é pensar nas emoções, nos sentimentos que escondo. Que te escondo com a distância. Estas cartas nunca farão acalmar o bater impetuoso deste meu já tão saudoso coração, que se bate e debate contra a distância do teu corpo, contra a distância da tua harmoniosa voz.
Tudo o que faço é sentar-me à janela ansiando mais uma carta ou visita tua.
quinta-feira, junho 9
Que nunca...
Quero os lábios que não toco e não posso beijar. Quero a voz que não ouço mas que me acalma o pulso. Quero o cheiro que me exalta e o abraço apertado que me aperta num pedaço. Quero o mundo, o mundo que só ela me pode dar. Quero-a, mas ela não me conhece. Ela não sabe quem eu sou, o que sou. Não sabe o meu passado e tão pouco o meu futuro. Mesmo assim teimo em achar que as coisas de alguma maneira lhe darão um sinal de que algo despertou o interesse nela em mim.
Que nunca se me acanhe a alma quando o coração e a cabeça estiverem em sintonia.
quarta-feira, maio 25
sexta-feira, maio 13
Foi o teu abraço...
Ame-me hoje porque amanhã já não teremos a oportunidade de ver os sorrisos um do outro, de ouvir a voz um do outro, de sentir os lábios um do outro. Façamos sexo e amor, porque amanhã o dia já não será para nós.
Amei-te de maneira a que ficasses com coisas boas e más para te lembrares de mim enquanto pessoa. Tivemos a oportunidade de tornar os beijos em coisas eternas, de trocar olhares durante horas, de ouvirmos a voz um do outro durante meses. Não culpo nenhum dos dois pelo fogo entre nós se ter posto em lume brando. Amei-te como queria e sabia. Amei-te como se fosses minha filha.
Arrependo-me apenas de não ter aproveitado o tempo para te dizer mais vezes o gosto de te ter conhecido. De não te ter demonstrando mais vezes o que sentia. Para te dizer o quanto me fazias feliz todos os dias. Que era o teu sorriso que me aquecia o peito, que eram as tuas mãos frias que me exaltavam o corpo e que eram esses teus pés quentes que aqueciam os meus em noites de inverno.
Poucas vezes me vistes chorar, e nessas poucas vezes soubeste como me amar. Serás para sempre uma memória que guardarei com prazer.
"É claro que a culpa é tua! Foi o teu abraço que tirou a graça de todos os outros."
Amei-te de maneira a que ficasses com coisas boas e más para te lembrares de mim enquanto pessoa. Tivemos a oportunidade de tornar os beijos em coisas eternas, de trocar olhares durante horas, de ouvirmos a voz um do outro durante meses. Não culpo nenhum dos dois pelo fogo entre nós se ter posto em lume brando. Amei-te como queria e sabia. Amei-te como se fosses minha filha.
Arrependo-me apenas de não ter aproveitado o tempo para te dizer mais vezes o gosto de te ter conhecido. De não te ter demonstrando mais vezes o que sentia. Para te dizer o quanto me fazias feliz todos os dias. Que era o teu sorriso que me aquecia o peito, que eram as tuas mãos frias que me exaltavam o corpo e que eram esses teus pés quentes que aqueciam os meus em noites de inverno.
Poucas vezes me vistes chorar, e nessas poucas vezes soubeste como me amar. Serás para sempre uma memória que guardarei com prazer.
"É claro que a culpa é tua! Foi o teu abraço que tirou a graça de todos os outros."
quinta-feira, maio 5
Permanecerás em pedaços...
Eu disse-te adeus mas não foi com intenção de nunca mais te ver. Eu disse-te até um dia, mas não foi com o intuito de te ver depois de tantos anos. Teimas em ficar nas minhas memórias, por mais má que possas ter sido para mim, permanecerás em pedaços de mim como algo que foi bom em algum momento da minha vida e um pedaço mau que teimou em acontecer. No futuro irás encontrar-me igual ou diferente, mas com um gosto de te ter amado, de te ter beijado mais do que beijei em qualquer outro dia que estivemos juntos.
As nossas histórias ficarão guardadas em nós. Os beijos dados ficarão para sempre escondidos e guardados nos nossos lábios. As paisagens e os sorrisos ficarão nos nossos olhos. Os sons e as palavras entoarão nos nossos ouvidos. E na cabeça, ficarão os sentimentos que uniram todas as coisas que nos fizeram apaixonar e cuidar um do outro.
Ó cara de estrela.
quarta-feira, abril 27
Este amor que...
Damos as mãos numa tentativa de nos sentirmos unidos. Damos beijos com a esperança de que os sentimentos sejam trocados, sejam sentidos um pelo outro. Olhamos nos olhos e sorrimos intensamente por acharmos que um milagre irá unir-nos para sempre com este amor que nos afoga e aquece o coração. Acreditamos no futuro porque a respiração que temos hoje foi dada hoje e ansiamos que amanha também lá esteja ajudando-nos a sentir o ardor nas nossas bocas.
Quero amar-te de maneiras tão perfeitas que temo que o amor que chegue a sentir por ti te desfaça do pedestal em que te coloquei. Temo que a vida seja demasiado azeda para que te possa amar dignamente. Para onde me irei virar quando disseres que as coisas já não dão mais?
Irei de novo sofrer da ausência do teu corpo junto ao meu, dos teus lábios delicados, dos teus olhos carregados de fogo, das palavras doces com que me entretinhas horas e horas seguidas, muitas vezes pela noite dentro, contando-me as histórias da tua vida, os teus desejos, o teus sonhos, os teus segredos mais mal guardados? Irei sofrer de saudades das mãos carinhosas com que me acariciavas o corpo, dessas mãos que me aqueciam a alma e lhe davam o sustento de que precisava? Irei sofrer certamente de tudo o que me irá fazer sentir vivo todos os dias, e de muito mais do que possa chegar transpor em palavras. Só posso desejar que o sorriso nunca morra e o brilho nos olhos nunca se acabe.
O meu coração... transformar-te-á em mais uma memória alegre.
quinta-feira, abril 14
Disseste através deles...
Houve ao inicio um clima de fazer fervilhar o sangue nas veias, de fazer tremer as mãos, o corpo, de ficar com os lábios secos e ansiosos por um beijo. Olhei-te com desejo, tu olhavas-me de volta. Havia uma ânsia de nos completarmos, de nos fazer gemer, de soltar palavras doces, de fazer coisas amargas ao nosso corpo. A vontade era muita, mas a timidez venceu todas as batalhas existentes na nossa cabeça, enquanto freneticamente nos dava murros no estômago e nas cordas vocais, impedindo-nos de falar, de dizer, de perguntar qualquer coisa. Ficámos uma hora mudos diante um do outro. A razão não a sei, se por timidez, se por medo do futuro, ou do presente quem sabe?
Depois de todo aquele clima acabar, olhei-te uma vez nos olhos e tu fazendo o mesmo disseste através deles: "Adorei conhecer-te!"
segunda-feira, abril 11
A voz fica mais baixa...
Gostava de sonhar contigo, de saborear tudo aquilo que és. Sentir todo o teu corpo, segredar-te ao ouvido coisas loucas e ousadas. Os lábios tocam-se, as mãos tremem, os olhares cruzam-se várias vezes e os corpos já começam a transpirar, a suar e com os minutos a passar depressa, também nós nos apressamos a despir. Acaricio-te o peito, mordo-te os lábios, fixo o meu olhar no teu e agarro nas tuas ancas e tento encaixar-te no meu corpo. Este que já fervilha de desejos por ti. Despes-me a camisola, e eu colo uma mão por dentro das leggings que trazes e que te assenta tão bem nesse corpo de ballet. Gemes enquanto mordes o lábio e reviras o olhar ao tecto. O pescoço é agora meu, e delicio-me nele, beijando-o, mordendo-o e sigo para a orelha, o teu ponto mais fraco e mordo, passo a língua, puxo-a para que tenhas o prazer e o desejo de me dizer "vamos fazer!" E as coisas descontrolam-se e antes que estávamos debaixo de cobertores, estamos por cima, a suar, a gemer, de corpos unidos num só.
Acabamos por nos vir ao mesmo tempo, apoiando-nos um no outro, soltando beijos, abraços e carinhos no corpo um do outro. A voz fica mais baixa, os olhos já se fixam mais vezes, e os sorrisos são tímidos, mas sentidos.
terça-feira, abril 5
O corpo acalma...
O teu corpo repousa confortavelmente na minha cama. A cabeça amavelmente aconchegada pela minha almofada ortopédica de feijões. O peito sobe e desce lentamente, à medida que o ar vai-se desfazendo dos gritos de há dez minutos. O corpo acalma uma vez mais.
Considero-te a fundação do meu amor. Foste crescer no meu peito, foste crescer em saudades na minha cabeça, fizeste desvairos acontecer, fizeste a ingenuidade acordar de sonos profundos. Perguntei-me durante tantos anos quem é que eu era, quem queria eu ser, e descobri sobre mim com a tua ajuda mais do que poderia esperar. Foste sempre o meu sol e eu a tua sombra, hoje está na altura de ser eu a respirar sozinho, ter a minha própria sombra e seguir a vida amando os outros como me amaste até hoje.
Nunca estive tão certo e enganado ao mesmo tempo. O teu corpo foi a chave e a tua boca o meu local de tesouro, onde depositei as minhas mágoas, e os meus segredos mais sombrios.
quarta-feira, março 23
A terceira é...
Há já muito tempo que não te escrevo. Há muito que não digo que te amo, que tenho saudades tuas, que detenho em palavras o amor que nasce em mim por tua causa. Há muito tempo que não via o teu sorriso, e há ainda mais tempo que não ouvia a melodia bonita na tua voz.
Continuas a encantar-me com a maneira simples que és enquanto pessoa, enquanto ser humano. A beleza é-te natural e a maquilhagem vive revoltada contigo, por nunca colocares um pó no rosto, ou um traço de lápis nos olhos. Ela odeia-te, mas sou eu quem te ama com a originalidade com que vives os teus dias, e a destreza com que te vais amando, inclusive a mim.
Gostava de te dizer duas coisas.
A segunda é de que és linda.
A terceira é de que és a mulher mais extraordinária que já conheci, depois da minha mãe, é claro.
domingo, março 6
Se o céu for...
Diz-me algo antes que desista de ti. Sinto-me tão pequeno quando estou longe de ti e tão grande quando as mãos se juntam, se abraçam, se acarinham, se beijam e se apegam uma à outra. Rasteja o coração no meu interior, sofre e vive feliz, tal como eu, quando a saudade de ti é superior aos dias da tua presença. Estou lentamente a desistir de ti, estou lentamente a deixar ir o orgulho.
Se o céu for feito de algodão e o inferno feito de espinhos, dá-me metade de cada um para que metade de mim sofra de dores com os espinhos e a outra metade se aconchegue depois com o algodão.
Amar-te é viver e morrer.
Se o céu for feito de algodão e o inferno feito de espinhos, dá-me metade de cada um para que metade de mim sofra de dores com os espinhos e a outra metade se aconchegue depois com o algodão.
Amar-te é viver e morrer.
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