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sexta-feira, julho 1

Viverei contigo o resto...


Há já algum tempo que não escrevo sobre e para ti.

Tenho tirado tempo para mim, para as minhas coisas e apesar de te ter quase sempre na cabeça, por alguma razão, não me tenho preocupado contigo, saber como estás, se precisas de alguma coisa, como um abraço ou um beijo. Tenho saciado a saudade com as memorias que tenho de ti.

Quando em dias de maior saudade vou procurar por fotografias em que apareças só tu a sorrir, para que me encantes a alma, para que me adociques o coração, a língua, e suavizes as borboletas que remexem no estomago. As fotos que guardo de ti, matam saudades profundas e fazem-me adormecer mais depressa à noite.

Calculo que possas estar chateada de não te andar a ligar nada e a poder estar a responder-te de forma tão curta às tuas perguntas ou de as conversas demorarem apenas dez minutos ao invés das horas como antes.

Gostava de te compensar. Uma viagem a Viana, um jantar calmo e romântico acompanhado de um bouquet de rosas. Foram as primeiras três coisas que me surgiram neste momento na cabeça, por isso desculpa se esperavas algo mais.

Há já algum tempo que não tirava tempo para mim e para os meus sonhos. Voltarei em breve para junto de ti para viver contigo o resto daqueles que me faltam viver.

30-07-2016

quinta-feira, junho 23

Esse corpo desejoso por outro...


És tu tão estranha como eu?
Tão intensa como eu?
Tão modesta como eu?
Tão humilde como eu?


Tens em ti, oh delicioso pedaço de carne, o desejo de aventuras? Tens em ti as lágrimas do desejo? As lágrimas do orgasmo? Tens em ti os abraços do carinho? Os abraços do amor? Tens em ti os beijos do silencio? Os beijos da maravilha da vida? Tens em ti tudo o que não se nomeia por palavras? Tens os sentimentos em dia?


A capacidade que sempre gostei de ver em ti, na pessoa que sempre mostraste ser aos meus olhos, era esse olhar ardente, esses lábios safados, esse corpo desejoso por outro. Sempre gostei da voz suave ao meu ouvido, das estranhezas que guardavas só para mim e confessavas só a mim. Sempre soubeste como acender o fogo dentro de mim, o desejo de te deter em palavras, em desejos sexuais. Gostava quando as minhas palavras te faziam chorar, quando o delicado e carinhoso amor te enchia o peito de força, de humildade, de grandeza e satisfação.

Que a coroa nunca te deixe de servir e que o pedestal em que te coloquei nunca se parta.

É preciso muita coragem para ser-se carinhoso.

sábado, junho 11

O meu pescoço...

O meu pescoço, o toque delicado dos teus lábios. Tenho saudades deles. Tenho saudades tuas. Tudo o que eu faço é pensar nas emoções, nos sentimentos que escondo. Que te escondo com a distância. Estas cartas nunca farão acalmar o bater impetuoso deste meu já tão saudoso coração, que se bate e debate contra a distância do teu corpo, contra a distância da tua harmoniosa voz.

Tudo o que faço é sentar-me à janela ansiando mais uma carta ou visita tua.

quinta-feira, junho 9

Que nunca...


Quero os lábios que não toco e não posso beijar. Quero a voz que não ouço mas que me acalma o pulso. Quero o cheiro que me exalta e o abraço apertado que me aperta num pedaço. Quero o mundo, o mundo que só ela me pode dar. Quero-a, mas ela não me conhece. Ela não sabe quem eu sou, o que sou. Não sabe o meu passado e tão pouco o meu futuro. Mesmo assim teimo em achar que as coisas de alguma maneira lhe darão um sinal de que algo despertou o interesse nela em mim.

Que nunca se me acanhe a alma quando o coração e a cabeça estiverem em sintonia.

quarta-feira, maio 25

Entre o sentir e o pensar....


O beijo é a ponte entre o sentir e o pensar.

sexta-feira, maio 13

Foi o teu abraço...

Ame-me hoje porque amanhã já não teremos a oportunidade de ver os sorrisos um do outro, de ouvir a voz um do outro, de sentir os lábios um do outro. Façamos sexo e amor, porque amanhã o dia já não será para nós.

Amei-te de maneira a que ficasses com coisas boas e más para te lembrares de mim enquanto pessoa. Tivemos a oportunidade de tornar os beijos em coisas eternas, de trocar olhares durante horas, de ouvirmos a voz um do outro durante meses. Não culpo nenhum dos dois pelo fogo entre nós se ter posto em lume brando. Amei-te como queria e sabia. Amei-te como se fosses minha filha.

Arrependo-me apenas de não ter aproveitado o tempo para te dizer mais vezes o gosto de te ter conhecido. De não te ter demonstrando mais vezes o que sentia. Para te dizer o quanto me fazias feliz todos os dias. Que era o teu sorriso que me aquecia o peito, que eram as tuas mãos frias que me exaltavam o corpo e que eram esses teus pés quentes que aqueciam os meus em noites de inverno.

Poucas vezes me vistes chorar, e nessas poucas vezes soubeste como me amar. Serás para sempre uma memória que guardarei com prazer.

"É claro que a culpa é tua! Foi o teu abraço que tirou a graça de todos os outros."

quinta-feira, maio 5

Permanecerás em pedaços...


Eu disse-te adeus mas não foi com intenção de nunca mais te ver. Eu disse-te até um dia, mas não foi com o intuito de te ver depois de tantos anos. Teimas em ficar nas minhas memórias, por mais má que possas ter sido para mim, permanecerás em pedaços de mim como algo que foi bom em algum momento da minha vida e um pedaço mau que teimou em acontecer. No futuro irás encontrar-me igual ou diferente, mas com um gosto de te ter amado, de te ter beijado mais do que beijei em qualquer outro dia que estivemos juntos.

As nossas histórias ficarão guardadas em nós. Os beijos dados ficarão para sempre escondidos e guardados nos nossos lábios. As paisagens e os sorrisos ficarão nos nossos olhos. Os sons e as palavras entoarão nos nossos ouvidos. E na cabeça, ficarão os sentimentos que uniram todas as coisas que nos fizeram apaixonar e cuidar um do outro.

Ó cara de estrela.

quarta-feira, abril 27

Este amor que...


Damos as mãos numa tentativa de nos sentirmos unidos. Damos beijos com a esperança de que os sentimentos sejam trocados, sejam sentidos um pelo outro. Olhamos nos olhos e sorrimos intensamente por acharmos que um milagre irá unir-nos para sempre com este amor que nos afoga e aquece o coração. Acreditamos no futuro porque a respiração que temos hoje foi dada hoje e ansiamos que amanha também lá esteja ajudando-nos a sentir o ardor nas nossas bocas.

Quero amar-te de maneiras tão perfeitas que temo que o amor que chegue a sentir por ti te desfaça do pedestal em que te coloquei. Temo que a vida seja demasiado azeda para que te possa amar dignamente. Para onde me irei virar quando disseres que as coisas já não dão mais?

Irei de novo sofrer da ausência do teu corpo junto ao meu, dos teus lábios delicados, dos teus olhos carregados de fogo, das palavras doces com que me entretinhas horas e horas seguidas, muitas vezes pela noite dentro, contando-me as histórias da tua vida, os teus desejos, o teus sonhos, os teus segredos mais mal guardados? Irei sofrer de saudades das mãos carinhosas com que me acariciavas o corpo, dessas mãos que me aqueciam a alma e lhe davam o sustento de que precisava? Irei sofrer certamente de tudo o que me irá fazer sentir vivo todos os dias, e de muito mais do que possa chegar transpor em palavras. Só posso desejar que o sorriso nunca morra e o brilho nos olhos nunca se acabe. 

O meu coração... transformar-te-á em mais uma memória alegre.

quinta-feira, abril 14

Disseste através deles...

Houve ao inicio um clima de fazer fervilhar o sangue nas veias, de fazer tremer as mãos, o corpo, de ficar com os lábios secos e ansiosos por um beijo. Olhei-te com desejo, tu olhavas-me de volta. Havia uma ânsia de nos completarmos, de nos fazer gemer, de soltar palavras doces, de fazer coisas amargas ao nosso corpo. A vontade era muita, mas a timidez venceu todas as batalhas existentes na nossa cabeça, enquanto freneticamente nos dava murros no estômago e nas cordas vocais, impedindo-nos de falar, de dizer, de perguntar qualquer coisa. Ficámos uma hora mudos diante um do outro. A razão não a sei, se por timidez, se por medo do futuro, ou do presente quem sabe?

Depois de todo aquele clima acabar, olhei-te uma vez nos olhos e tu fazendo o mesmo disseste através deles: "Adorei conhecer-te!"

segunda-feira, abril 11

A voz fica mais baixa...

Gostava de sonhar contigo, de saborear tudo aquilo que és. Sentir todo o teu corpo, segredar-te ao ouvido coisas loucas e ousadas. Os lábios tocam-se, as mãos tremem, os olhares cruzam-se várias vezes e os corpos já começam a transpirar, a suar e com os minutos a passar depressa, também nós nos apressamos a despir. Acaricio-te o peito, mordo-te os lábios, fixo o meu olhar no teu e agarro nas tuas ancas e tento encaixar-te no meu corpo. Este que já fervilha de desejos por ti. Despes-me a camisola, e eu colo uma mão por dentro das leggings que trazes e que te assenta tão bem nesse corpo de ballet. Gemes enquanto mordes o lábio e reviras o olhar ao tecto. O pescoço é agora meu, e delicio-me nele, beijando-o, mordendo-o e sigo para a orelha, o teu ponto mais fraco e mordo, passo a língua, puxo-a para que tenhas o prazer e o desejo de me dizer "vamos fazer!" E as coisas descontrolam-se e antes que estávamos debaixo de cobertores, estamos por cima, a suar, a gemer, de corpos unidos num só.

Acabamos por nos vir ao mesmo tempo, apoiando-nos um no outro, soltando beijos, abraços e carinhos no corpo um do outro. A voz fica mais baixa, os olhos já se fixam mais vezes, e os sorrisos são tímidos, mas sentidos.

terça-feira, abril 5

O corpo acalma...

O teu corpo repousa confortavelmente na minha cama. A cabeça amavelmente aconchegada pela minha almofada ortopédica de feijões. O peito sobe e desce lentamente, à medida que o ar vai-se desfazendo dos gritos de há dez minutos. O corpo acalma uma vez mais.

Considero-te a fundação do meu amor. Foste crescer no meu peito, foste crescer em saudades na minha cabeça, fizeste desvairos acontecer, fizeste a ingenuidade acordar de sonos profundos. Perguntei-me durante tantos anos quem é que eu era, quem queria eu ser, e descobri sobre mim com a tua ajuda mais do que poderia esperar. Foste sempre o meu sol e eu a tua sombra, hoje está na altura de ser eu a respirar sozinho, ter a minha própria sombra e seguir a vida amando os outros como me amaste até hoje.

Nunca estive tão certo e enganado ao mesmo tempo. O teu corpo foi a chave e a tua boca o meu local de tesouro, onde depositei as minhas mágoas, e os meus segredos mais sombrios.

quarta-feira, março 23

A terceira é...

Há já muito tempo que não te escrevo. Há muito que não digo que te amo, que tenho saudades tuas, que detenho em palavras o amor que nasce em mim por tua causa. Há muito tempo que não via o teu sorriso, e há ainda mais tempo que não ouvia a melodia bonita na tua voz. 

Continuas a encantar-me com a maneira simples que és enquanto pessoa, enquanto ser humano. A beleza é-te natural e a maquilhagem vive revoltada contigo, por nunca colocares um pó no rosto, ou um traço de lápis nos olhos. Ela odeia-te, mas sou eu quem te ama com a originalidade com que vives os teus dias, e a destreza com que te vais amando, inclusive a mim.

Gostava de te dizer duas coisas.
A segunda é de que és linda.
A terceira é de que és a mulher mais extraordinária que já conheci, depois da minha mãe, é claro.





domingo, março 6

Se o céu for...

Diz-me algo antes que desista de ti. Sinto-me tão pequeno quando estou longe de ti e tão grande quando as mãos se juntam, se abraçam, se acarinham, se beijam e se apegam uma à outra. Rasteja o coração no meu interior, sofre e vive feliz, tal como eu, quando a saudade de ti é superior aos dias da tua presença. Estou lentamente a desistir de ti, estou lentamente a deixar ir o orgulho.

Se o céu for feito de algodão e o inferno feito de espinhos, dá-me metade de cada um para que metade de mim sofra de dores com os espinhos e  a outra metade se aconchegue depois com o algodão.


Amar-te é viver e morrer.

terça-feira, fevereiro 23

Assombra as memórias...

Há momentos em que o teu rosto me assombra as memórias que tenho sobre o amor. Outras vezes simplesmente é o remédio milagroso que me cura das mazelas do dia-a-dia. Esse teu rosto, esse pedaço de corpo que alberga esses olhos, os lábios amaldiçoados pela amargura da vida, as orelhas que já ouviram de tudo e o nariz que por tantos anos respiraram fragrâncias de perfume, ou os cheiros de dois corpos suados, ou os aromas da natureza.

Esse teu rosto é a arma secreta que as minhas memórias usam para não me esquecer de com o que é que se parece o amor.

terça-feira, fevereiro 16

Ama-me com carinho...


Ama-me com carinho e beija-me apaixonadamente.

quinta-feira, fevereiro 4

Faz perder...

A saudade é uma ferida que teima em fazer doer o coração. Faz ansiedade, faz perder o controlo sobre os pensamentos.

Choro a ausência do teu ser. Choro a inexistência do teu amor no meu peito.


sábado, janeiro 23

Queres o mundo...

Queres o mundo, queres as árvores, queres a terra, queres os mares, o sol, as nuvens, oes trovões, a chuva, o barulho e o silêncio. Queres tudo o que há no mundo, queres a dor, queres o choro, queres o sangue, queres os gritos a fazerem estalar os teus ouvidos. Queres tudo o que houve, há e haverá sobre a terra. Mas querelo uma e uma só vez. Queres sentir o mundo de todas as maneiras com todos os teus sentidos. Queres ser capaz de dizer que sofreste e que ultrapassaste, continuaste a tua vida e que o amanhã esperas que seja a melhor coisa depois do dia em que vieste ao mundo.

Queres o mundo. O teu e o meu. Sentes o mundo de outra maneira, mas o amor, esse sentimos com igualdade.

Vejo nos teus olhos a grandiosidade de uma alma pura. 

quarta-feira, janeiro 13

A primeira frase...

«Estarei aqui para ti.»

Foi esta a primeira frase que te disse quando te encontrei em carne e osso, sem as barreiras virtuais no caminho. Foi esta a primeira frase que deixei sobre esses teus doces lábios. Foi sobre o teu peito que a desabafei. E nos teus olhos vi estampada as palavras, o desejo, o carinho que ganhaste por mim. Mas não imaginas o quanto de mim se queria entrar a ti naquele momento em que sobre os lábios te disse que te amava, ou aos ouvidos te segredei as emoções que habitavam no interior do meu coração.

Foi também ela a ultima frase que te disse antes de te ver partir, antes de virares as costas, seguindo o teu caminho. Foi ela a ultima frase e a única a já mais deixar que o fio que nos únido desde o primeiro toque, desde o primeiro beijo, fosse cortado, pelas Moiras.

quinta-feira, janeiro 7

Ir longe de mais...

Tu és um fogo fora de controlo. Algo te disse antes que o amanhã seria complicado se deixasses de olhar para o passado. Eu só queria que olhasses para dentro de ti, que procurasses quem foi que matou esse sonho. Tu consegues mudar tudo isso. Consegues trazer de volta os teus sonhos. Gostava de encontrar em ti um buraco no coração e por ele entrar e trazer-te de novo os sonhos, trazer-te de novo a vida.

Tu és como o gelo que me queima, tu és aquela que me faz querer ir longe de mais.

quarta-feira, janeiro 6

Chegámos até aqui...

Chegámos até aqui com tanto custo, através de todas as palavras que partilhamos durante todo este tempo. Porque na minha cabeça e no meu coração, não voltarei a ter de volta as coisas boas ou más que outrora te disse. Parece que te consigo sentir mentir a ti própria bem dentro de ti, escondida em cantos do teu ser as coisas que te fazem chorar, as coisas pelo qual tanto anseias sentir. Foges das coisas que te fazem sentir viva, das coisas que te dão alegria pela manhã, para que possas manter a postura nesse corpo, nessa alma, nesse coração tão debilitado. Eu não vou dizer mais nada. Terei sempre os braços abertos para ti, até ao dia em que alguma outra alma tomar o teu lugar. Chegámos até aqui e quero evitar perder-te, ver-te afastar de mim por causa de sentimentos, ou qualquer outra coisa. 

Talvez seja eu que não tenha sido feito para amar. Ou talvez anseie amar demasiado e esse demasiado ainda não tenha sido inventado no campo do amor.