Páginas

domingo, dezembro 6

E de lá sair...

Chora por mim nas noites em que o meu corpo não ocupar o meu lado na tua cama. Chora por mim nos dias em que a trovoada povoar os céus e eu não estiver do teu lado para te proteger e sussurrar ao ouvido "tem calma amor, já vai passar".

Porque mesmo que o Diabo te tenha pintado o sangue de preto como fez com o meu coração tu precisas de alguém que te ame, que cuide daquilo que é teu, que cuide de ti e tal como ele o faz, não te julgue pelos defeitos que tiveres no corpo ou em qualquer parte da tua alma. Porque é para os outros mais fácil amar a pessoa maravilhosa que mostras ser do que amar a alma negra e os horrores que guardas. Prefiro amar-te com tudo o que és, bom e mau. Gosto de ti inteira e não em metades ou segredos.

Se algum dia for o Diabo a tua casa por-te a chorar com o propósito de com isso te magoar, sabe meu anjo que estarei no dia seguinte a entrar pelos portões do Inferno e de lá sair com o coração de quem te fez mal e choro te deu.

A mulher tem o homem que reflecte o valor que ela da a si mesma.

sexta-feira, dezembro 4

Tudo o que tenho...



Se não fizeres perguntas nunca terás a possibilidade de saber a verdade que guardo com tanto afinco no coração. Se não me deres a bochecha nunca saberás o que é carinho e se nunca me chegares a dar a mão, porque só tu sabes entrelaçar os dedos nos meus, nunca saberás de que é feito o meu amor. Se me negares um beijo sobre a tua testa, prometo-te que já mais saberás a luz da minha preocupação.

Eu estaria ainda a suster o meu fôlego se não fosses tu. Foste capaz de me livrar da solidão que me queria levar deste mundo. São os teus olhos que me aconchegam, as tuas mãos dão-me o abrigo temporário de que tanto preciso. Os teus lábios abrem em mim as portas do meu amor, é sobre eles que deixo os meus pecados, é sobre eles que largo tudo o que tenho dentro de mim sobre tudo aquilo que sinto por ti. Afastas-me da solidão, mas não do Diabo. Afastas-me das lágrimas que ferem o rosto, das preocupações e das maldades com que o dia me vai atirando numa tentativa de me ver cair uma e outra vez.

Tu és a razão pela qual eu ainda luto. Eu sou um sonhador e tu és um dos meus sonhos e posso dizer-te que és o melhor que até hoje tive.

terça-feira, dezembro 1

Mas não agora...

Eu quero fazer a minha vida. Quero tê-la só para mim durante um curto ou longo espaço de tempo onde tu és apenas a minha melhor amiga. Quero viver na grande cidade e ter uma casinha pequenina no campo pronta para férias de verão e para onde possa levar a família no natal ou em qualquer outra ocasião especial e importante. Quero eu aprender a cozinhar sozinho, gerir uma casa sozinho, mais ainda do que agora. Quero servir de todo o potencial que eu sou, aprender a viver sozinho e quando a oportunidade de viver com mais alguém eu convido-te para me fazer os mimos, de pintares as paredes à tua maneira, de fazeres comer com o carinho especial que aprendeste com a tua mãe, cuides da casa como eu a cuido, deixando sempre um ligeiro toque a mulher. 

Eu quero-te na minha vida, mas preciso de viver a minha primeiro. Entendes o que te quero dizer com isto? Que não me sinto preparado para te ter na minha vida quotidiana. Quero-te na minha casa, no meu dia-a-dia, mas não agora. Não agora.

domingo, novembro 29

A complicada forma...

A vontade de acalmar muitas vezes acaba por tornar tudo tão mais confuso. Deixemos as palavras saírem, se nos calarmos o coração irá sofrer. Por certo fará sofrer, por certo ainda deverá haver a capacidade de abraçar e beijar cada pedaço, cada camada de pele do outro até que ao coração se chegue e sobre ele se chore o amor, se chore a perda, o carinho, o trato cuidadoso, a emoção de o ter, a vontade de o ver viver.

Tu és tão difícil de esquecer. Por vezes até difícil de entender. Eu cá vou fazendo os possíveis para que de toda a complicada forma que o teu coração toma quando partilhas os teus medos, os teus anseios, as tuas mágoas, as tuas feridas e me mostras as tuas cicatrizes, guardo em mim um pedaço do que és, do que foste e ponho-me a imaginar o que no futuro serás. É complicado perceber o quanto de carinho e afecto começo a ganhar por ti. Pois por um lado sinto-me bem com a relação que temos, e por outro parece que apesar de tudo fazer sentido, tenho medo da distância que se pode criar entre nós. Um dia irás à tua vida e eu à minha e será aí que terei de voltar a aprender a viver no silencio, a viver sem a bolinha verde a dizer-me que estás ligada, do tempo que vais demorar a dizer olá quando te saudar com um bom dia ou boa tarde.

Não tenho medo do futuro, tenho medo do frio que ele me possa causar.

quinta-feira, novembro 26

Desde então que...

A sua voz era como o ouro, doce, suave, brilhante e deslumbrante. A sua personalidade era tudo o que o céu desejava ser. Tinha tanta humildade como uma borboleta sobre as pétalas de uma flor, tinha de honesta o que não tinha de arrogância, tinha uma personalidade irrequieta, e o respeito que tinha pela mundo residia no lugar onde residia o amor pela família, no peito.

Os seus sonhos faziam parte da sua personalidade. Definiam o que era o que podia vir a ser. O horror não lhe povoava a mente, não lhe penetrava no coração, não lhe chegava a tingir de sangue as mãos. O tempo para ela sempre passou mais devagar, a vida para ela sempre foi verdadeira, sempre foi difícil de esquecer ou ignorar. Para ela não havia coisas pequenas ou grandes para aproveitar, tudo eram emoções, tudo era sentimentos, tudo era belo. As crueldades do mundo eram para ela algo impuro, pois a maldade estava nos corações e não na mente.

Certo dia um rapaz passou por ela, e desde então que já mais foi a mesma. Foi o amor quem a corrompeu. Ela era livre do amor e já não o seria mais.

domingo, novembro 22

Que tenho medo...

O silencio dos teus olhos fez-me sentir um enorme peso sobre o coração. A boca secou e não a pude mais usar. Desejava falar-te mas era em vão todo o meu esforço. Começaste a chorar no momento em que estiquei a minha mão na tua direcção. O meu corpo petrificou assim. De braço direito firme no ar com a palma da mão levemente virada para cima e os meus dedos a suplicar pelo toque da tua mão.

As lágrimas gelaram-te o rosto e a mim nada pior do que te ver chorar, nada pior do que te ver tão triste. Que fiz eu para te ter assim diante de mim? Que fizeste tu aos céus para que eles te condenassem desta horrorosa e terrível forma?

Uma forma misteriosa impede-me de mexer e outra maior ainda impede que me consigas tocar, há uma barreira invisível entre nós. Há algo estranho que me separa de ti e eu não sei o que é. Quero-te tanto assim tão de repente, sem pensar que talvez seja isso que nos faz ter esta camada a separar cada um de nós. Pois eu quero tocar-te, abraçar-te, beijar-te, sentir-te, e ao mesmo tempo não o quero fazer, quero ver-te apenas, falar-te, olhar-te, sorrir para ti.

És um carinho que tenho medo de perder se chegar a tocar.

quarta-feira, novembro 18

O abraço confortável...

Se antes era apenas a tua beleza que me encantava, agora são as tuas palavras e o teu raciocínio. Como me admiro com as tuas conclusões, com as tuas revoltas, com as tuas lutas. São as conversas que me trazem de novo à realidade, aos sentimentos que tento calar para não sentir tanta dor e saudade do que um dia tive como certo. 

És a mão carinhosa que me passa no rosto. És o beijo simples que me toca na bochecha. És a lágrima de amor que me ataca o peito de saudade. És o abraço confortável e a palavra amiga que eu gosto de ter sempre por perto.


As tuas palavras encantam-me: «Gosto quando dizes "criar aquilo que sentíamos um pelo outro.

sábado, novembro 14

Te seja...

Eu sou o homem que quer o mundo. Eu sou o homem que quer ser rei. Que quer ser rei contigo ao seu lado. A vida tem sido injusta, o povo tem sido injusto para comigo, para contigo, para nós. A vida é muito mais do que estas coisas pequenas e mesquinhas que as gentes fazem e dizem sobre nós. Somos muito mais do que eles Inês. A vida é tudo aquilo que possamos viver sem exageros. Quantos dias fui eu a Albuquerque só para te ver da janela? Quantas noites passei eu sem dormir só para poder ver-te na manhã seguinte? Quanto perdi eu do mundo na ânsia de te ver? Quantas cartas escrevi eu e quantas escreveste tu e nunca nenhum de nós as chegou a ler? Quantas vezes enfrentei o meu pai para que parasse com tamanha estupidez, com tamanha revolta contra ti e os teus? Quantas vezes me disse ele «Ela é um cancro e vai-te levar à morte!» e eu sempre lhe virei costas e me dirigi a ti como a mulher que quisera eu que me fizesse ainda mais feliz.

Rasgaste o rosto com um sorriso deveras exagerado, e nesse momento pude eu ver-te genuína, pura e insensível ao mundo da corte. A vida mundana estava-te nas veias. Sempre gostaste mais do trabalho que da luxuria da corte, mesmo passando largas horas a arranjar o cabelo e a ajustar vestidos. Toda a mulher se gosta de arranjar. Era pelo teu coração que me fazia vergar. Era pelo teu amor que chorava. Era por ti que passava dias sem comer, dias sem dormir, dias de solidão, para no fim te ter por um pedaço do tempo tão curto como um encher de pulmões depois de tanto correr.

Que a alma te seja para sempre elegante.

terça-feira, novembro 10

Mais do que...


Nos teus olhos vejo a alegria. Nos teus olhos vejo a luta que travas todos os dias. E é nos teus olhos que orgulho de me ver. Dar-te a mão é mais do que te beijar o rosto, é mais do que dizer que te amo. Deixar sobre a testa um delicado beijo é dizer mais do que "eu protejo-te". É dizer-te que te quero, que te respeito, que tenho orgulho de lutar ao teu lado. Mas nada disto é aquilo que eu sinto, nada disto, nada destas palavras consegue mostrar aquilo que tu me fazes ao corpo, aquilo que provocas sobre as minhas memórias, ás minhas razões, ás minhas complexas e adversas sensações e emoções.

No silencio da noite ouço o teu respirar. Sinto o teu corpo deitado ao lado do meu, abraçada a mim, de testa colocada num dos meus ombros. Estás quente de corpo e fria de mãos. Apanhas-me o peito e parte das costelas ao primeiro toco e logo me arrepio, tenho tendência em dizer alguma coisa, mas nessa noite eu queria-te sentir de todas as maneiras. Queria sentir todo o teu amor, todo o teu carinho, toda a tua delicadeza a sair-te pela ponta dos dedos que me tocavam. "Abraça-me com mais força!" Disse-te eu. E tu encostaste-me mais e assim o fizeste. Que bem me senti naquela noite. Que bem me sinto adormecer e acordar com o teu rosto a sorrir para mim embelezando todas as minhas noites e manhãs.

«Escreve um texto» Disseste-me tu.
Guarda o que amas e queima o resto.

domingo, novembro 8

No fim disseste...

 
Eu não sou uma má pessoa, apenas gosto de sentir a vida de outras maneiras. Gosto de sentir o arrepio a atravessar todo o meu corpo, o arrepiar de pele. Por vezes quando as palavras não me saem chego a morder os meus lábios com tanta força que quase me afogo no meu próprio sangue. O teu som poderá em algumas alturas perder o significado e o teu toque virá a causar apenas dor. Eu não quero que desistas de mim, pois eu não vou desistir de ti, pois quero-te sempre à minha volta, sempre presente nas minhas memórias.

É no teu silencio que encontro a minha revolta. É na tua voz que encontro a minha calma, o meu conforto. É com o teu amor que chego a pensar que o futuro é possível. Que por mais lágrimas que tu ou eu soltemos para o mundo, o amor acabará por nos fazer acreditar que a vida boa ou má que levamos é satisfatória, pois se não fossemos vivos, o que chegaríamos a amar?

Quando disse que te amava, mostraste-me a língua. Ao inicio não percebi o que querias dizer, mas logo te achegaste e pude ver que a tinhas carregada de cicatrizes, de marcas de dentes, como se tivesse um passado horrível em cima de si. Disseste-me que "foi feito pelas coisas que nunca te cheguei a dizer!". Foram tantos dias sem me ver. Tantos pensamentos de revolta que te moíam a cabeça. Foram tantas as memórias que querias criar e com a distâncias não a podíamos fazer.

E no fim disseste "eu também te amo".

sábado, novembro 7

Nem mais ou menos...

Anseio-te na mais pura e inocente forma. Anseio dizer-te boa noite, dar-te beijinhos na testa e dizer que te adoro. Anseio apenas estar ao teu lado, nem mais ou menos.
 
Anseio amar-te. Anseio ver-te morrer. Anseio viver contigo o que a vida nos deixar. Anseio-te com carinho. Anseio-te com orgulho.
 
Anseio que possamos viver para sempre. Deixemos secar o coração só depois de partir.

quinta-feira, outubro 29

Pela primeira vez...

Bati-te pela primeira vez em sete anos. Em sete anos de convívio, de namoro, de amor partilhado, de mimo dado, de beijos e abraços. Sete anos de vida feita a dois. Nunca em nenhuma vez nestes anos todos ergui a mão com o intuito de te bater. É claro que por momentos dás-me vontades de te ferir, de te rasgar os lábios, de te colocar uma nódoa negra no peito, mais propriamente no coração. Sentia-me mal cada vez que me erguias a voz e, eu, na minha mente julgando estar a fazer bem, erguia mais a minha. Achava eu que ia fazer com que te acalmasses, mas só te fazia ficar pior. Pior a ti e a mim. E em sete anos esta foi a primeira vez que ergui a mão e te dei uma bofetada no rosto.

A lágrima rolou-te bochecha abaixo, os olhos ficar vermelhos com o sangue, coraste profundamente e lançaste um olhar ameaçador na minha direcção. Viraste-te a mim como se me quisesses matar. Vieste bater-me no peito com morros, pontapés e bofetadas. E sendo eu mais alto e robusto do que tu, deixei. Enquanto desferias tais golpes brutos sobre o meu corpo uma e outra vez, fechei os olhos e pela primeira vez pude sentir-te, conhecer-te de outras formas que não as normais. Não consegui conter as lágrimas e por isso deixei-as ir. Só paraste de me bater quando as primeiras gotas te tocaram nas mãos que me batiam violentamente no peito que começara a ficar dorido. Não me ia vergar, não era pelo orgulho, mas sim para te mostrar que mereci, que não abandono uma luta e sei dar a outra face quando falho, que é a ti que eu amo e é contigo que eu quero ser cada dia melhor pessoa.

Desejava poder conseguir andar para trás com o relógio.
Encontrar-te-ia mais cedo e amar-te-ia muito mais.

segunda-feira, outubro 26

O corpo trai-me...

Tenho algo para te dizer. É-me tão difícil explicar aquilo que tenho cá dentro para te contar. Vim aqui para te dizer que te amo. Que tenho falta de ti. Saudades dos teus abraços, das tuas mãos a apertar-me o coração com a tua delicadeza. Sinto saudades dos teus beijos, das tuas expressões.

Cada vez que te vejo algo dentro de mim faz-me tremer de ansiedades. Desejo falar-te, mas a voz falha-me. Anseio tocar-te mas o corpo trai-me cada vez que ergo a mão para te tocar. Quero beijar-te com suavidade, mas a ausência de tantos beijos, de tanto amor deixou-os secos, feridos, gretados, como se tivessem desistido da vida.

Tantos sorrisos por aí e só quero o teu. Tantos olhares sobre ti e tu só queres o meu. Eu gostava de acreditar que este meu coração, quando bate com mais força quando te vejo, quando te toco, quando te beijo, quando falo contigo, é sinal de amor. Que é um sinal de que és a tal e eu não ter mais medo. Mas... E se não fores a tal? Eu gosto de achar que és. Mas se não fores, vou dar o meu melhor para que sejas feliz, e com isso também eu consiga ser feliz contigo. Vou pensar que és tu quem me está a "criar" a tomar conta, a proteger-me de outras mulheres enquanto a certa não aparece.

Como é possível perdermos o rasto de cada um? Como permite a vida tanta crueldade? Esse imenso horror de sofrimento e perda que se abate sobre os corações, sobre a alma de cada um quando o outro simplesmente deixa de estar presente o resto da vida?

terça-feira, outubro 20

Um momento único...

Adoro quando ela sorri. Adoro a maneira como os seus olhos brilham. Noto tão bem quando o faz genuinamente ou não. Adoro a maneira como ela olha para mim. Adoro a maneira doce da sua voz ao rir de coisas sem nexo algum para os outros, mas para ela fazem todo o sentido. Adoro a simplicidade no seu sorriso, não é arrojado, não é feroz, não é curto ou grosso. É simples, é doce, é suave, é qualquer coisa parecida com aquele momento em que o sol nos aquece o rosto e o vento nos bate ao de leve. É assim o seu sorriso.

Por cada riso, solta-se de si um carinho. Um momento único que me aquece quase sempre o peito. Riu-me com ela, divirto-me com ela. Cada riso tem a sua dose de amor. Cada riso tem a sua doçura. Por mais risos que damos, poucos são os que são guardados pela memória. Ao lembrar-mo-nos de cada vez que nos rimos, vamos saborear a ideia de felicidade que outrora tivemos tão ou mais intensa. São esses momentos que tentamos cultivar. Afinal, o riso é quem cura todos os males.

E eu tolo, amo-a.
Amo-a por isto e muito mais.

segunda-feira, outubro 19

É o tempo...

Passa o dia do sol, passa a noite da Lua. Passam-se vários dias e a vontade morre, desfalece com a tua ausência. Aproximam-se dias de chuva e a única coisa que vejo como certo é de novo a tua ausência. Tornaste-te em saudades, em passado, em algo que me aflige o peito por cada vez que penso em ti. As tuas cartas confortam-me, parece que me abraçam quanto as leio. Elas beijam-me quando as beijo também. Consigo sentir o teu cheiro, o teu amável coração só através das palavras. Pode a carta dar-me tudo isto para sentir, mas nada há melhor que ter-te realmente ao meu lado e poder fazer tudo com a oportunidade de sentir tudo o que faça. Sem ter de recorrer ás memórias que tenho de ti.

É o tempo que te mata em mim. É ele e eu sem que me aperceba, sem que o queira. Morres dentro de mim e eu vou morrendo contigo. 

quinta-feira, outubro 1

O acto refilona...

Queria que entendesses que o ciume não faz parte do que sou, mas também sou humano e sofro de ânsias que não consigo controlar, de medos que não consigo calar, de vergonhas que não consigo esconder, de ciumes que não consigo vencer. Entende que o ciume que tenho sobre ti é saudável, que não faz de mim pior pessoa, pois não há mais ninguém neste mundo a dar-te tanto espaço e liberdade para as tuas coisas se não eu.

O acto de refilona com que vens para perto de mim quando me achego mais perto de outra rapariga faz-te tonta, boba, exagerada, mas significa a meu ver que tens medo de me perder, que mesmo confiando em mim, tens carinho, tens preocupação sobre mim. Atacas qualquer fêmea com o qual não te sintas à vontade de a ter perto de mim. Os teus olhos arregalam-se, olhas-a de cima-a-baixo com um ódio e repudio espantado no rosto. Tu não o sabes, e ela também não, mas eu que estou de fora reparo nos olhares que trocam, principalmente tu. E os gestos que fazes inconscientemente na tentativa de lhe mostrar que estás inquieta com a sua presença, que não estás satisfeita de a ter ali contigo. Mexes no cabelo, mordes os lábios, ajeitas o corpo, cruzas e descruzas as pernas incessantemente. Procuras mostrar quem é a minha mulher, a minha leoa, a minha rainha, a minha mais que tudo.

Eu digo minha, mas na tua cabeça eu sou teu, pertenço-te única e exclusivamente a ti. Não gostas de partilhar, principalmente o homem, o namorado, o marido/esposo. Pois ela não me conhece como tu. Ela não sabe do que gosto, não sabe os meus segredos, não sabe lidar comigo. Não foi ela que teve de atravessar o inferno para conseguir ter a relação que tem hoje comigo. Ela não me sabe acalmar, não sabe o que significa o meu beijo sobre a testa, não sabe o gosto de amar alguém que te ama também e que veja para lá do corpo que tens. Tenho ciumes que qualquer outro homem me leve tudo o que guardo com tanto carinho. Que leve a fonte do amor, a chama da minha vida, o orgulho, a beleza, a razão, a bondade, a leoa, a rainha, o meu mar, o meu mundo.

Dá mão do que é teu e um dia terás o mundo.
Dá mão do amor e um dia deixarás de ter coração.
Dá mão da alma e o diabo encarregar-se-à de fazer de ti pessoa.

terça-feira, setembro 29

Tempo para te amar...

Haverá sempre tempo para te amar. Terei sempre tempo para estar contigo, falar-te, ouvir-te, curar-te os males do coração.  Haverá em mim um carinho especial para te dar. Haverá em mim um beijo doce e amargo para te dar. Haverá sempre em mim algo de bom para te fazer sorrir e algo de mau para te fazer chorar. pois nada na vida é perfeito e eu não ou sou, tal como tu. Vivemos, amamos, rimos e choramos: No fim o que importa são os momentos, os risos, as lágrimas de felicidade, o ombro, a mão sobre o ombro, o beijo no rosto, o carinho pelos cabelos, a alegria a penetrar o coração.

Tens a beleza do paraíso.
Ternura a mais do que é preciso.
A voz dos anjos enaltece-te a alma.
E é a tua voz que a mim me acalma.
Tens o carinho da tua mãe.
Com a qual tu não vives sem.
Tens a força do teu pai.
É para o peito dele que o teu choro vai.

És a alma que o céu teima em guardar.
És a filha que o diabo não quer mostrar.

Quantas vezes grita um homem com vontade de chorar?

domingo, setembro 27

Suave e doce forma...

Minha estrela. Será mau dizer que te amo sem te poder tocar? Será mau dizer que o teu corpo que me é impossível de tocar me aquece o coração? Que são os teus beijos sobre a minha boca que me aceleram a respiração? Que és tu com essa tua suave e doce forma que me encantas a alma, mesmo sabendo eu que não existes, que não tens corpo, que não tens alma, anão ser tudo aquilo que sobre ti crio com palavras,com pensamentos e ideias. 

Olho para ti com um sorriso no rosto. A simplicidade dos traços do teu rosto, a cor delicada dos teus olhos. As veias salientes nas costas das tuas mãos. Os lábios avermelhados que juntaste para me puderes beijar silenciosamente.

Por muito que te invente, que te aperfeiçoe, já mais irei eu querer alguém tão perfeita quanto tu. Quero  apenas que esse teu tenro e precioso beijo, esse carinho que carregas no peito, o amor sobre as pontas dos dedos, se apodere da mulher por quem eu me apaixonar. Pois que a sua personalidade seja real, ao contrário de ti, não te consigo dar uma com precisão.

É possível amar alguém que não existe?
Vive para sempre, ou sucumbe há tua morte.

sábado, setembro 26

A melodia...


Ouço a melodia do sol a ecoar por entre as brancas nuvens. Ouço a tua suave voz a chamar o meu nome. O sol aquece-me o peito e a tua mão acelera-me a respiração.  Nada há neste mundo mais bonito que o cheiro da manhã e o beijo doce dos teus lábios.


Muito de mim se perde em ti quando a vida se cruza em momentos complicados, em momentos em que não conseguimos pensar bem, ou nos momentos em que trocamos beijos, abraços e gargalhadas. Sempre te amei e sempre irei amar.

Não sou eu aquele que despedaça o teu sorriso com um simples beijo na testa?

Que a Chuva te lave do rosto todas as lágrimas que o Sol te deu, e que ele te aqueça o coração que a Lua te arrefeceu.

domingo, setembro 13

És o seu orgulho...


Nasceste para felicidade dos teus pais. És a prenda que o universo lhes deu. És o seu orgulho, o seu rubi, a sua alma, o amor e o carinho juntos num só. És a pureza de cada um, és o resultado da persistência, das lágrimas, das dores, dos gritos, das perdas, do mundo estranho e confuso em que habitam.

É este o teu reino. É esta a tua coroa. E eles irão fazer tudo para que consigas manter essa riqueza na tua alma. A coisa mais difícil que vais ter de fazer na vida, é aprender a andar e vê-los partir. Mas antes de os perderes, querem eles que vivas para sempre e que sejas feliz. Sem que tenhas de sentir uma única vez o amargo das lágrimas, o nó na garganta, ou o aperto do vazio no coração. Querem ver-te sempre a sorrir. E farão de tudo para que morram vendo-te sorrir. Nada os fará mais felizes do que ver-te feliz, de sorriso no rosto e de olhos brilhantes.

Será a tua mãe a preparar-te para a vida sentimental, para a vida que te espera no mundo civilizado. O teu pai será o teu herói, será o homem que te irá proteger de outros homens que te queiram fazer mal. Irá ensinar-te a defender, a evitar os piores, enquanto que a tua mãe irá ensinar-te como viver sem eles. Mas no fim de contas, o que eles mais querem é deixar-te nos braços de um homem que cuide tão bem de ti como cuidaram eles durante todos os anos da tua vida. Pois será esse homem que irá levar-te ao hospital quando tiveres mal, irá ser ele a enxaguar-te as lágrimas do rosto, a dar-te colo, a proteger-te de outros homens, a dar-te valor e motivação para que consigas alcançar tudo na tua vida, tal como os teus pais assim desejaram. Assim como os pais deles assim o desejam.

Ele não é teu dono, e nem tu serás dona dele. Ambos têm de se completar. Têm de se amar uma e outra vez, até que de vocês saia um ser tão puro e delicado, tal como vocês o foram um dia neste mundo.

Confias em mim o suficiente a ponto de me amares e deixares que te ame como amam os teus pais?