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sexta-feira, setembro 19

Que uses com gosto...


Tenho um presente para ti. O tipo de presente que condiz com a estação do ano que se avizinha e com o tempo que veio para ficar até ao fim do ano. Mal posso esperar para que chegues a casa para que possas abrir a prenda que tenho para te oferecer. Foi comprada com carinho, foi comprada com a intenção de te ter sempre quente e calorosa, para afastar do corpo os males, as constipações, as febres e dores de cabeça. E mais ainda impedir que tenhas aquelas dias maus em que não te apetece colocar um pé à frente do outro.

Espero que uses com gosto. Acho que condiz com a tua personalidade. 

quarta-feira, setembro 17

Tenho saudades...


Tenho saudades dos dias de cumplicidade.

sábado, setembro 13

A tua mãe diz...

Diz a tua mãe que não sou digno do sorriso que surge no teu rosto. Diz ela também que não mereço todo o carinho, todo o tempo que tens dispensado comigo, que não sou aquele com quem deverás casar, que não devo ser o homem que partilhará o resto da vida contigo, o cuidar de um ou mais filhos, cuidar da casa e levantar-me todos os dias de manhã para ir trabalhar. Para ela eu não posso passar da linha que nos une por mais um pedaço do tempo. E quando lhe dizes que sou eu o homem que escolheste para chorar, gritar e ter filhos, ela diz-te zangada e de maneiras que toda a mulher conhece, de te colocar contra mim, ou pelo menos numa tentativa de te fazer perder a cabeça e de caíres na realidade. Mas na tua realidade eu estou ao teu lado, ela pode dizer que irás desiludir-te ao perceberes o tempo que perdeste supostamente comigo.

É uma pessoa adorável a tua mãe, quando coloca de lado toda a raiva, todas as infelicidades que a vida já lhe dera, e acredito que ela diga muitas das coisas só da boca para fora para nos chatear, mais a mim do que a ti. Ela ainda julga que casar com alguém rico irá fazer-te feliz. Vê-de o casamento quase arranjado da tua irmã, a vida que ele tem e a estranha vida que ela vai vivendo.

A tua mãe diz...

quarta-feira, setembro 10

Tenta...


Escondeste do mundo como se quisesses deixar de sentir o seu cheiro, deixar de sentir o desconforto que te causa no peito, a ansiedade que te causa a cada vez que te atiras às ruas com a vontade de viver. Tens medo de ser esquecida, medo de não ser correspondida, medo de não seres bonita suficiente para o rapaz que tanto desejas amar. Escondeste do mundo com o desejo que o tempo cuide de todas as cicatrizes que ganhaste com a vida e com isso te tornes na pessoa maravilhosa que julgas não ser. Porque fazes isso? 

Porque tens de ser tão fria quando te toco? Porque não aceitas o amor e a atenção de alguém que realmente se preocupa contigo? Sentes que precisas de ser forte sozinha sem ter de necessitar a ajuda de ninguém. É isso que eu vejo quando viras o rosto para o lado quando te tento confortar. Contudo o beijo suave sobre a testa permanece a coisa que mais gostas de receber, mesmo que teimes em bater-me no peito ou apertar-me os braços com força.

Conheces-me bem, sabes como sou.
Para mim nada mais importa quando te vejo desistir de lutar. Sentes o mundo a desabar sobre ti? Imagina como fica o meu quando vejo as lágrimas que se soltam sobre o rosto tornam-te ainda mais frágil, insegura. Olha bem para ti, liberta-te dessas mágoas, desses terrores que te assombram, dessas maldades que criaste dentro de ti, julgando que te tornariam mais forte, mais resistente ao olhar e ao trato do homem. Vê no que te tornaste. Estou aqui ao teu lado desde que decidiste ficar assim, distante das gentes, distante de mim, distante das nossas conversas tidas com uma bela caneca de café. Estamos perto um do outro fisicamente e apesar de tentar ter-te comigo desse modo e em jeito intelectual, achas que já mais te irei entender. Tenta.

Poderão os nossos corações ser amigos?

segunda-feira, setembro 8

Transformar as feridas em cicatrizes...

Foste a única. Foste a única que arriscou a dar-me a mão, a única que assumiu a relação de tantas outras, a única que teve a coragem em concorrer com os demónios que me queriam habitar o coração. Foste a única a ganhar tal batalha, foste a única que depois de cair, não desistiu e me voltou a dar a mão para me ajudar a aprender de novo a andar.

Há já tanto tempo que tinha perdido o jeito de caminhar, de falar, as boas maneiras de comer. Sentia-me tal e qual como o Monstro da Bela. Foste tu a Bela que entrou no coração com o intuito não só de ajudar, como de me amar como sou. Ficaste o tempo que quiseste, ficaste o tempo suficiente para me ver de novo erguer. Enquanto as outras não acreditavam em mim, foste tu a única que teve a ousadia de me beijar o rosto e dizer que ia ficar tudo bem, foste a única que me tocou o coração sem uma única palavra, sem um único beijo, apenas e simplesmente a tua suavis vox.

É tudo uma questão de transformar as feridas em cicatrizes. E fazes das cicatrizes momentos de alegria únicos.

domingo, setembro 7

O facto de te ver partir...


Provavelmente não será tanto o facto de te ver partir, mas mais o de me ter de ir embora, deixando-te para trás com um sorriso estranho e um olhar de confusão. Posso ver-te duas ou três vezes por dia, e a conversa não passar do "olá, tudo bem", mas fico satisfeito que já exista a interacção de duas ou três palavras. É bom sinal. Julgo eu que o seja, ou não fosse eu gostar da voz e do suave sorriso que fazes surgir de maneiras tão subtis na tua face.

Talvez já não saiba falar com uma rapariga. Talvez na minha cabeça haja outras coisas mais importantes do que sexo, lábios e rabos. Talvez sejam as palavras a tomar conta de mim, os livros e as suas letras. Terei eu perdido o jeito?

quinta-feira, setembro 4

Amo-te


Amo-te a ti e às sestas de fim-de-semana.

Não é difícil...

Não é difícil amar alguém. É difícil amar algo que não existe, algo que já existe na ideia do pensamento. Digo difícil de amar no sentido físico, porque psicologicamente amamos mais o que criamos na cabeça do que as coisas que nela colocamos ou deixamos colocar pelos outros. E é estranho falar ti, pois quando falo de ti imagino vários rostos, vários corpos, várias cores para os teus olhos, várias personalidades, várias coisas sobre ti, apesar de que a única coisa que não muda é o nome que te dou, continua sempre o mesmo.Eu entendo porque o faço e mesmo que fosses tu verdadeira, fosses tu realmente genuína como me és em pensamento, eu todos os dias vinha a este canto deixar pedaços de mim em jeito de palavras para que mais tarde pudéssemos ler as coisas boas pelo quais passámos, sem tirar as coisas más que nos ficaram na memória.

Olho pelo quarto e vejo-te a ti erguida de pé e sinto coisas tão boas que não sei como te as devo explicar.

domingo, agosto 31

Estranho as maneiras carinhosas...


Estranho as maneiras carinhosas como o teu corpo se chega ao meu e de como os teus braços envolvem o meu tronco na esperança de me aquecer o peito que vai ficando frio. Ele fica frio com a tua ausência, talvez seja por isso que estranho mais o teu corpo junto ao meu do que a cama vazia nos dias em que não estás, ou quando a noite me chama para trabalhar e não posso fazer companhia ao teu calor, à tua alma, ao teu amor.

Por vezes quando te enroscas em mim, quando te aninhas sobre o meu peito encostando a orelha ao meu corpo para sentires o meu coração, sentes de uma maneira ou de outra a calma que te trago, talvez tenha sido por isso que te aproximaste tanto de mim e quando me levanto para ir ao quarto de banho me puxas de novo para a cama, para te confortar, para te preencher o coração com delicadas canções, com deliciosas pequenas histórias inventas para te ver sorrir.


O meu coração é tão delicado como a natureza de um girassol. Quando não há sol deprime, quando há sol enche o peito de forças. Quando não estás sofro de saudades, quando estás ao meu lado volto a sentir de novo a vida a bater-me no peito.

sexta-feira, agosto 22

Menos enraivecido...

Fervilha na minha mente a ideia de te ter nos meus braços. Tenho formigueiros nas pontas dos dedos quando abraço a almofada durante a noite julgando que és tu, que é o teu corpo que agarro, que é o teu rosto que vejo que são os teus lábios que beijo. Mas na realidade não passas de uma simples almofada. Estico-me sobre a cama na esperança de ouvir um resmungar indelicado pronunciado com uma voz feminina, mas outra vez, não ouço, não sinto.

O teu perfume ainda reside no quarto-de-banho. Será que ainda me visitas? Será que surges durante a noite para espalhar o perfume suave, tão delicado e aconchegante que faz sentir menos saudoso do teu pescoço, menos enraivecido com as palavras saídas da tua boca?

Sou cheio de pecados. E há algo dentro de mim não consegue apagar os teu silenciosos sorrisos das minhas memórias, do sabor que os teus lábios continham, da força bruta de mulher que os teus braços e mãos erguiam contra o meu corpo quando te apertava em abraços.

Ó menina de olhos verdes...

domingo, agosto 17

Eu criei-te...

Eu criei-te, pedaço a pedaço, detalhe a detalhe. Construí-te à minha imagem, perfeitíssima. Cada vez que vejo o teu rosto asseguro-te de que não me arrependo de nada, então porque haverias tu? Não há nada em ti que não adore, que não seja capaz de dizer que estou orgulhoso com a mulher que tenho todos os dias diante de mim, de esbelto sorriso. 


Agarra-te a mim quando achares que estás a afundar-te. Corre até mim quando julgares que não consegues andar mais. Meu doce, chora no meu peito quando a vida for injusta para ti. Percorre o meu rosto com as tuas mãos, procura as imperfeições e beija-as com carinho e eu tratar-te-ei das feridas que o coração não deixa cicatrizar.

É a tua voz a coisa mais doce que prefiro ouvir todos os dias sobre os meus ouvidos. Essa voz, esse instrumento tão ternurento, tão carinhoso, doce e delicado, tal como as mãos que tens, tal como a alma que dentro de ti se acanha quando me beija, quando me toca e me deseja. Olha para mim quando não conseguires ver o mundo com clareza. Não tenhas medo quando me sentires por perto. Meu amor, fica calma e percebe que estou junto a ti. Eu já mais tirei os meus olhos de ti. Eu seguro a tua mão em todas as situações que passares. Nunca estarás sozinha. Carregar-te-ei por todos os altos e baixo, por todas as coisas em que precises de alguém para te apoiar, para te ouvir, de te apertar com mais força quando precisares de um abraço que te faça sentir viva, calma, segura e que te acalme as batidas de coração. Quando houver dias em que sentires que o mundo desaba sobre os teus ombros recordar-te de que estou sempre a teu lado.


Vem cair sobre os meus braços para que te possa de novo seduzir. Rende a tua mão sobre o meu peito, falece gentilmente esses lábios sobre os meus e deixa que o tempo os faça despegarem-se. Por vezes tornas-te um labirinto quando não queres ouvir as outras pessoas, em dias de choro, de maldade sobre esse coração. A maldade que as gentes e o mundo teimam em depositar sobre ele, sobre ti.

Quando em pequena caiaste de joelhos sobre o chão, soltaste lágrimas de dor, de sofrimento, e foste de maneiras tão delicadas agarrar-te aos joelhos, chorando. Foi nesse momento que deuses e anjos choraram pela primeira vez, e foi por ti.

quarta-feira, agosto 13

Já alguma vez pensaste...

Já alguma vez pensaste que chegarias a ver o mundo das maneiras que o vês? Que a visão que temos do mundo mudaria ao longo dos tempos e que o amor iria ajudar a maneira como nos vemos a nós próprios, como vemos e nos damos com os outros. E que o acharmos a vida adulta a coisa mais simples de todas, se tornaria na mais complexa, mais desgastante e desonesta que há?

Alguma vez pensaste que te tornarias na pessoa que és hoje, que chegarias a amar quem já amaste, que irias chorar por pessoas que te chegaram a tocar de maneiras tão complexas que te deixavam com um nó na garganta impedindo-te de falar e outro nos pulmões que te impediam de respirar.

O mundo pode ser estranho e por vezes confuso, mas tenho a certeza de que quando juntamos as mãos, o que era complexo se torna simples e fácil. Teremos também de ter a certeza e o cuidado a quem damos a mão, pois a pessoa a quem a damos terá de ter tanta confiança em nós como nós nele. Terá essa pessoa de nos proteger dos males do mundo e nós a ela. 


Entendes o que te quero dizer?
Que te dou a mão porque tenho confiança em ti.

domingo, agosto 10

Somos dois tolos...

Fecha os olhos meu amor. Deixa que te prove de novo os lábios para saber de que são feitos, a que sabem eles, a que devo eu a honesta e a maravilhosa oportunidade de saborear tais instrumentos de carinho. Num dia falamos de amor, no outro vivemos o ardor que nos consome o coração, que nos arrebita o corpo, que nos coloca de mãos a suar em bica, ou quando se ganha uma incerta comichão na cabeça, ou mesmo até em dias de frio em que os corpos se junto e dele nascem as maiores cumplicidades entre dois corpos, entre duas almas, entre duas pessoas que até então só falavam do amor que sentiam um pelo outro.

Colocamos as mãos nos bolsos um do outro na tentativa de dar o melhor de nós. Unimo-nos um ao outro com outra tentativa de fazer o nosso amor continuar a viver muito depois de termos morrido, ou caso queiras perceber melhor do que te falo, unimos os nossos corpos na tentativa de adiar a morte, de nos fazer sentir com a vida que nos foge pela ponta dos dedos, que nos foge do corpo sem nos dizer, sem nos perguntar, sem avisar.

Diz-me de que maneira preferes ser abraçada.
Diz-me de que maneira é que os meus beijos te fazem sentir especial.
Diz-me de que jeitos preferes o meu corpo.

Somos dois tolos quando se trata de falar de amor.

quinta-feira, julho 31

Deve ela ser humilde...


Deve ela ser humilde.

Sim! Humilde e com um grande coração. Que não tenha medo de sorrir, que não tenha medo de falhar, de se levantar sozinha ou pedir ajuda. Que seja orgulhosa mas que saiba dar o braço a torcer. Que seja corajosa o suficiente para pegar na vida pela mão ou quando esta lhe falhar, que lhe pegue pelos cornos. Que saiba dar valor às pequenas coisas e saiba dar e receber, principalmente dar e que não tenha medo de dar e partilhar. Que seja ela honesta, que seja ela sincera, que seja ela mulher com os seus defeitos e sabia assumir os seus erros, sem medos, sem vergonhas. Saiba ser mulher com responsabilidade, com maturidade. Que seja mãe, que seja mulher acima de todas as coisas e saiba usar as palavras para conseguir ganhar. Não ganhar de se tornar orgulhosa ou digna de algo, mas que saiba usar as palavras para mostrar (quando certa) que as coisas são "estas" e "não aquelas". Que não julgue ou aponte o dedo aos erros dos outros. Saiba dar a volta e mostrar a sua visão, o seu ponto de vista.

Tenha ou não dinheiro. E se tiver que seja humilde e que não se vanglorie-se que o tem, que tem poder, que tem isto ou tem aquilo. Saiba ela dar o valor às pequenas coisas que não se compram com dinheiro e sim aquelas que se adquirem com um sorriso, ou o simples obrigado. Seja capaz de valorizar cada gesto de carinho, de atenção, de compaixão, de amor e ternura. Seja ela sensível aos problemas dos outros e educada, mas que não torne a vida dos outros a sua. Seja ela firme na postura e na voz quando tal for necessário. Seja rainha ou princesa, mas não tenha medo ou vergonha de lavar casas-de-banho, que não tenha medo ou vergonha de meter as mãos na terra, que não tenha nojo quando limpar o rabo ao filho. Seja ela princesa ou rainha mas saiba como é viver como a gente pobre do povo e lhes dê valor. Que tenha coragem para continuar. E no dia em que se preocupar se é ou não uma boa mãe, que coloque os olhos na mãe dela e pense nas coisas boas e más que a fizeram tornar-se na mulher que é hoje e que isso sirva de exemplo. As boas atitudes prevalecem sempre. Deve ela ser humana!

O orgulho exagerado faz a alma horrorosa.

domingo, julho 27

Enquanto fores uma ilusão...

Era já altura de me dizeres onde foste desencantar esse sorriso. Em que lugar estranho e imundo foste tu recuperar a leveza do teu olhar. Em que melodia foste buscar o alegre canto, o leve timbre e essa tão doce voz. Até onde foste capaz de ir para conquistar esse angélico rosto, esse corpo feminino de formosas formas. Conta-me o teu segredo...

Sempre vi em ti um olhar tão digno e nobre, tão forte e cheio de vida que poderia jurar que as palavras que em tempos Homero escreveu se possam hoje aplicar a ti. «não parecia filha dum mortal, mas sim dum Deus».

Talvez enquanto fores uma ilusão, uma simples ideia do que não tenho em mim, do que gostava de poder tocar fora do que sou, fora deste corpo. Poder tocar um corpo que não o meu. O de conseguir sentir outras mãos sobre o meu rosto que não as minhas. Outras lágrimas sobre o peito que não as que me magoam quando as solto. Que as dores no peito sejam causadas pelas saudades de alguém e, a tristeza que me invade a alma e me faz tremer como se fosse um velho fossem causadas por algum beijo amargo sobre os meus lábios.

sábado, julho 26

Sobre o olhar atento...

Sobre o olhar atento das trinta e duas pessoas que sentadas nas suas cadeiras ansiosamente esperavam pela cerimónia, atravessas-te tu à frente do meu olhar, radiante, saída de uma preta limousine, acompanhada do teu pai que fez questão de te abrir a porta e estender a mão, cumprimentando-te como um verdadeiro cavalheiro. Pude ver a lágrima a rolar-te pelo rosto, mesmo que tentasses não chorar por causa do momento, por causa das fotografias que viriam a seguir, soltaste uma lágrima e o teu pai amparou-te no seu ombro quando o abraças-te, quando o apertaste contra ti como se fosse a ultima vez que visses o sorriso extraordinário do teu pai.

Seguraste-o pelo braço, ou terá sido ele a fazer isso? Foi ele quem tomou as rédeas naquele momento. Estavas a tremer e ele acalmou-te beijando-te a têmpora direita, também ele tremendo. Mas tremia por ver a sua filha casar. Caminharam lentamente pelo corredor entapetado de vermelho e esticando o meu braço recebi-te. Chorei ao sorrir-te, ao ter-te diante de mim, tão bela, tão radiante e perfeita, com esse sorriso branco, com esses olhos verdes, com esse carinho no rosto e esse amor suave pela ponta dos dedos.

Sim! Choraste tu.
Sim! Sorri-te eu.


Duas árvores. Foi nisso que nos tornámos nesse dia.

terça-feira, julho 22

Longe das minhas mãos...


Custa-me tanto ter-te longe das minhas mãos, dos meus braços, do meu peito, dos meus olhos, dos meus lábios. Por muito que tente imaginar-te ao meu lado é-me tão difícil reviver o teu cheiro no meu nariz, ouvir as tuas palavras carinhosas e motivadoras à porta dos meus ouvidos. Enterro-me completamente nos lençóis e cobertores enquanto me deito na cama, ou no sofá onde, passo algumas horas solitário, sozinho sem a tua presença, sem o teu braço a pedir-me conforto e um pedaço de calor. 

Tento esquecer-te. Não, calma! Eu não te tento esquecer, quero dizer, tento ver-me livre dos pensamentos que me fazem nós no coração, como quando me tento lembrar do teu perfume, ou do tom da tua voz, ou ainda ao que sabiam os teus lábios, eu tento esquecer-me disso, porque já não me recordo de como era quando estavas comigo e por isso, tento esquecer.

Tenho apertos na garganta quando à memória me surgem as tuas palavras já com o teu tom de voz meio enferrujado de esquecimento: - Dorme bem, boa noite. - e me davas um beijo curto sobre os lábios, segurando-me a cabeça gentilmente.

Mais me custa ainda quando em certos dias a minha cabeça me prega partidas, - das boas - e me faz sentir-te cá e com isso corro um bocado depois de sair do trabalho até à florista mais próxima e ao mini-mercado para comprar chocolates para tos dar. Quando chego a casa e me deparo com o silêncio causado pela ausência do teu ser, acabo por colocar as flores na jarra junto à porta trocando-as pelas mortas que lá estão e os chocolates, acabo por abrir uma garrafa de vodka para ajudar a engolir tais afrodisíacos que me empanturram a garganta.

Se soubesses como é estranho escrever-te sem te conhecer... Torna-te real! Torna-te!

terça-feira, julho 15

Serei eu digno...


Quando tu não estás aqui só eu sei a falta que me fazes, a saudade que em mim despertas, a dor… A dor que me causas no peito ao largares a minha mão, a dor que me causas nos nós dos dedos, porque eu debato-me com o silêncio causado pela tua ausência. Debato-me contra paredes, contra as madeiras que se transformaram em armários e portas. Transformaram-se em tudo o que nos é tão útil tal como tu me encantaste a vida. Tu que com esse sorriso tão delicado, com esse brilho nos olhos sempre me conseguiste acalmar. 

Envolve com os teus braços o meu corpo tenso. Beija com esse carinho que trazes nos lábios as feridas que fiz sacrificar sobre o meu corpo com o sentimento de desespero por te perder para sempre. Em forma de gente ou de luz, traz esses lábios para junto daquilo que mais precisa de ser beijado. O coração! Sim porque o coração também se partiu quando decidiste deixar-me ou terei sido eu quem te abandonou todo este tempo? Terei sido eu quem te mandou embora? Segreda-me aos ouvidos o pecado que cometi. Ajuda-me a libertar de toda esta dor.

Diz-me!
Serei eu digno de pisar a terra seca e rasgada do inferno?
Ou será antes o chão macio do paraíso?

sexta-feira, julho 11

Te magoar o rosto...


Há dias em que nada mais são do que apenas dias comuns. Dias em que tudo se envolve em rotina e por vezes quando me liberto da rotina e parto para longe da terra que me viu crescer dá-se o caso de dar de caras com gente que nunca vi, com feitios diferentes do meu, diferentes das gentes da minha terra e por vezes nesses momentos soltam-se sorrisos, gargalhadas, apertos de mãos, cumprimentos rápidos ou longos, sempre com um sorriso sobre os lábios, ou estampada no rosto. Gostava tanto de partilhar os meus dias, de partilhar o sorriso, a alegria, a leveza que a alma ganha. Partilhar as saudades de casa, de abraçar o corpo, de beijar a forma única dos seus lábios. Mas só posso imaginar e não ligar ao que a vida me rouba todos os dias. Enquanto eu conseguir ver um sorriso nos seus rostos, ou imaginar-lhes um, estarei bem. Mesmo que a figura feminina me falte sobre os ombros, sobre o coração tempestuoso, estarei bem, despreocupado vivendo cada dia com um novo raiar de sol.

Havia nela uma delicadeza. Os seus olhos eram algo que nunca tinha visto, o rosto era tão delicado, tão belo e silencioso. Transmitiu-me uma paz estranha, uma calma que pude sentir com suavidade a esbarrar contra o meu corpo. O seu sorriso era caloroso, confiante; Confortante devo eu dizer. Voz suave e bem colocada. Corpo atlético e bem tratado. Quem és? Como te chamas? Tu de perna traçada debruçada sobre um livro, tendo como destino, Coimbra. Não fungues, assoa-te. :)

Se a lágrima te magoar o rosto, lembra-te de a magoar também!

quarta-feira, julho 9

Fui comprada...

Acorda sua preguiçosa duma-figa. Hoje é dia de treino, é dia de correr dez quilómetros. Deixa-te de fitas meu amor, levanta mas é esse cu gordo da cama e vamos correr que já se faz tarde. Depois dizes que estás gorda. Levanta o cu da cama e vem comigo. Ainda te compro qualquer coisa. "-Tu e as tuas negociações!" dizes-me tu com esse olhar revirado com o sentimento de que "fui comprada". Já não há nada a fazer. Ou vens correr comigo ou ficas em casa a tomar conta das paredes. Escolhe. Ou cu gordo entre quatro paredes ou corpo magro por porta curta.

Tu não gostas de suar no sexo? De que estás à espera? Bora resmungo-na!

- "Tu falas para mim com palavras, eu olho para ti com sentimentos." - Dizes-me tu.

sábado, julho 5

Foi esse sorriso...

A cama está ocupada com dois corpos e eu dou comigo a olhar para o tecto a pensar em tudo o que já vivemos, em tudo o que já passamos, em tudo o que já te fiz sofrer e em todas as coisas maravilhosas que te fiz sentir. Lembro-me de todas as palavras de conforto que tu sempre foste capaz de dar. Ouço subitamente o meu coração bater com força. Olho-te vislumbrando um sorrido delicado, mas não é o mesmo sorriso que vi no primeiro dia que te deitaste comigo, é outro, completamente diferente. Levanto-me ao de-leve, visto-me com toda a rapidez que posso e desço as escadas do apartamento levando no pensamento esse sorriso delicado.


Descendo as escadas penso para mim próprio sobre como poderei eu voltar atrás? Recuar mais do que três anos. Apenas três anos para aquele dia antes de te ter conhecido. Certamente que eu nunca te teria dito "Olá"! Ter-te-ia deixado ir, porque tu mereces tanto mais do que tudo isto. Tanto mais do que um simples sorriso no rosto, tanto mais do que um falso conforto sobre o corpo. Não, meu amor, a culpa não é tua, é minha porque eu vejo nesse teu delicado rosto, que mereces muito mais do que isto, mereces muito mais do que tudo aquilo que te dou todos os dias. Mereces o calor das estrelas e não o frio da lua que olha sobre nós através da nossa janela.

Entro na loja ao fundo da rua, e saio com um saco nas mãos, correndo o mais que posso para que chegue antes do momento de acordares sem mim. No pensamento trago de novo a ideia de nunca te ter dito olá. Sim eu nunca te teria dito olá! Chego a casa com um sorriso estranho no rosto. Sobre o meu lado da cama deito o saco. O saco que na verdade é um ramo de flores.

Viraste para me abraçar. Mas a única coisa que abraçaste foi o ramo de flores. Acordas com os olhos ainda carregados de sono e olhas-as com questões. Vês-me e sorris, esfregas o olho direito e sorris intensamente. Nesse momento o que me ia na cabeça era se tinha escolhido as flores certas. Parece que sim. Sim! É esse o sorriso que ansiava ver esta manhã no teu rosto.

Foi esse sorriso que se manteve todo o dia.

sexta-feira, julho 4

Espero que gostes...

 
Colocando o meu nariz sobre a tua nuca é possível quase saborear o cheiro, o intenso aroma que a tua pele liberta depois de te dar as mãos, depois de cada beijo sobre esses sedosos lábios, ou sobre a delicada e confortante testa. Espero que gostes do novo cheiro que comprei para ti, não com a ideia de alterar o maravilhoso que ostentas naturalmente no corpo, as para aclamar com ainda mais intensidade a beleza do cheiro que carregas contigo nesse corpo belo e altivo.
 
Adorei o aroma assim que o cheirei nas costas da minha mão. Lembrei-me logo daquele sabonete que costumas usar para lavar o corpo, usando-o como gel de banho. Quando a tua pele se torna suave, macia e sedosa e lhe chego o nariz quase que à memória me vem o aroma do dia em que te beijei pela primeira vez. Aquele momento em que o teu cheiro natural se entranhou na minha memória, gravando para sempre o cheiro do teu corpo nos meus neurónios.

Espero que gostes do perfume.

segunda-feira, junho 30

Faltou pouco...

O dia urge com o seu frio a tirar-nos da cama. O mesmo frio que nos junto aos dois na cama. O mesmo frio que nos fez encontrar um ao outro no acaso do dia. O frio que te fez arrepiar e dar pele-de-galinha.

O teu inglês faz-me corar. O meu inglês faz-te rir. é estranho escrever-te. Falta já pouco para me ir embora.

domingo, junho 29

Até que o meu coração decida...

 
A casa já não tem a mesma alegria desde que te foste embora. Julguei que esse sorriso significava algo entre nós e afinal significava algo entre outro. Como pude eu pensar que esse sorriso seria por minha causa? A cama à noite fica fria e o meu corpo arrepia-se por cada vez que penso nesse teu olhar, por cada vez que relembro a tua voz a dizer o meu nome. Gostava tanto de ser eu a ter-te nos braços. Fui tão burro pensar que esse sorriso carinho, esse brilho nos olhos seria em tudo culpa por minha causa e não o foi.

A porta está aberta. Pelo menos até ao dia em que o coração decida fechá-la..

segunda-feira, junho 23

Este beijo suave...


Sobre o céu estrelado a companhia não podia ser mais gloriosa. Tu! Tu que com tanto carinho o peito me enches, com tanto amor me acalmas os nervos, com um beijo me fazes sentir de novo o ar com o seu doce e delicado sabor salgado. Ao mesmo tempo que me dás tanto e me pedes tão pouco e sendo eu igual, fico quase sem jeito, sem modos, sem palavras, sem falas, sem conversas, sem olhares. Sem nada por onde possa dizer: - Nem um beijo me dás!

Esses teus braços tão finos e suaves, tão cheios de bochecha muscular encantam-me o espírito, alegram-me a alma, enchem-me de força. Esses mesmos braços com que me abraças apertadamente, com força, com vinco e sem qualquer medo. Queres que te sinta, que sinta todo o teu amor bem junto do teu corpo, bem junto de ti. Enquanto sorris para mim e me apertas contra esse teu belíssimo corpo eu vou pensando: - Que sorte que tenho de tu me teres dado a mão.

E como tu és uma mulher que por vezes também tem as suas necessidades de menina-princesa, são os meus braços à tua volta e o peito encostado ao teu ouvido que permanece a maior parte do tempo. Dizes tu com esse carinhoso tom de voz: - Preciso de mimo, Pedro!

Este beijo suave que te deixo sobre a testa quente, não é de despedida, meu amor, é antes uma das minhas maneiras de te mostrar que me preocupo contigo. Que também choro por não conseguir ouvir as palavras deliciosas que o meu coração tanto te quer dizer.

Quantas vezes terei eu de te beijar?
Quantas vezes terei de me declarar?
Quantas vezes terei de dizer?: - Foi o teu sorriso que me despertou o interesse em ti.

sexta-feira, junho 20

Estarás cá...

Estarás cá quando eu voltar? Estarás decidida a acolher-me no teu peito protegendo-me com os teus braços? Estarás pronta quando eu chegar, quando eu voltar?

Eu sei que terei de largar a mão de muita coisa ao longo da vida, mas não quero fazê-lo contigo. A distância pode até ser grande, posso chegar a chorar do outro lado do telefone, quero que fiques a saber que gosto bastante de ti, que é o teu amor que me faz sentir o peito cheio de amor, é o teu coração que me embala nas noites frias, é o teu sorriso que me refresca nos dias de verão, é o teu beijo que me faz querer arriscar.


Estarás cá quando eu voltar?
Quando eu voltar prometo que estarei pronto para ti. Que terei um novo sorriso no rosto e um carinho especial nas mãos para cada toque que fizer em ti, no teu corpo, no teu rosto.


Dizer adeus é demasiado triste, digo-te antes até já que fica bem melhor e mais alegre.

quinta-feira, junho 19

Nos meus olhos...


Já pensaste como consegues agredir num bom sentido a alma de qualquer um que tem a maravilhosa, a extraordinária possibilidade de vislumbrar esse radiante sorriso? Esse tão delicado, tão silencioso sorriso que fazes questão de ser a tua arma e moeda de troca em todas as situações. Para não falar da beleza desse teu rosto tão suave, tão de anjo, tão perfeito, com as suas irregularidades. Esse colo, esse peito tão caloroso, as mãos tão suaves como seda. Quando coras sinto que te toquei no ponto certo para de ti roubar mais um sorriso, mais um pedacinho de ti, não um beijo, não um abraço, mas algo que não consigo explicar. Adoro ouvir a tua voz do outro lado do telefone, adoro a maneira carinhosa como olhas para mim, adoro. Adoro sentir a tua presença diante de mim.

Consegues ver nos meus olhos o quanto me fizeste deixar a concha e simplesmente falar? Neste momento para te ser sincero acho que olhar para uma fotografia tua em que sorris foi o que me tirou todas as preocupações da cabeça, não sei se é mau, não sei se é bom, sei apenas que me aliviou.

"Há definitivamente algo em ti que me faz querer mais."

domingo, junho 15

A noite está a nu e cru...


O corpo treme. A boca seca. As mãos transpiram. As pernas perdem a força e a voz fica escondida na garganta. As palavras saem tortas. Os pulmões trabalham a todo o gás. Sinto na planta dos pés a erva do jardim, sinto o frio da chuva a penetrar-me na pele. Sobre a cabeça o cabelo molhado deixa-me a cabeça gelada. Os ombros a descobertos fazem-me sentir o frio da noite. As estrelas só me aquecem o coração, só me aquecem o peito quando as olho. 

Deito-me sobre a relva molhada a fim de puder sentir o mundo com mais intensidade. Sobre a barriga, do lado esquerdo, está a tua cabeça, ouvindo o bater do coração e o turbilhão infernal do meu estômago. Respiras profundamente tocando-me com uma certa delicadeza na barriga da perna. Beijas-me o umbigo e sorris com o maior e mais bonito suspiro. 

A noite está a nu e cru. Os corpos juntam-se. O calor das estrelas dissipasse à medida que os lábios se juntam, os corpos se unem, os dedos das mãos se entrelaçam e as almas se fundem uma na outra, libertando uma explosão de sentimentos sobre todos os sentidos dos nossos corpos.

A noite está a nu e cru, tal como nós.

sexta-feira, junho 13

Não podemos continuar...


Por vezes sinto que não faço parte da tua vida, como se houvesse uma espada que cortasse tudo o que nos possa chegar a unir. Agora que tenho a coragem para te dizer aquilo que sinto em relação a ti, é quando tu decides desaparecer. Decides ir embora levando contigo esse sorriso, esse corpo, essa beldade, esse carinho. Decides ir embora. Levas contigo a coragem que ganhei nestes últimos quinze dias. Agora não sei se deva dizer aquilo que sinto por ti ou se escondo tudo.

Não podemos continuar a andar em círculos. Eu digo-te o que sinto e engulo o "não", ou digo-te deixando-te ir. Perdendo-te mais uma vez. Desde o dia que te reencontrei foste a rapariga que me deu a força para me erguer da cama todos os dias, sorrindo sem medo, chorando sem vergonha, transformando-me melhor a cada dia. Fico contente por saber que nunca foste nenhuma miragem.

"Parece que quando tu queres alguém, esse alguém não te quer. E quando alguém te quer, tu não queres esse alguém. Mas quando ambos se querem, é quando vem alguma coisa de lado nenhum estragar tudo."

quarta-feira, junho 11

Como abraçar o teu coração....


As mãos mostram-se delicadas nas palmas e grosseiras nas costas. As veias povoam-tas sem dó ou qualquer sinal de misericórdia. Mostram a força e a dureza, a destreza e a brutalidade que a alma e a vida ajudaram a fazer delas o que são hoje, a fazer delas o que se vê quando andas com as mãos fora dos bolsos. A tua palma da mão é suave porque assim fazes para as ter. Dizes que o bebé deve sempre sentir a harmonia a cada toque intimo, seja no banho ou na muda de fralda. 

As costas direitas e ágeis, os braços finos mas carregados de força necessária para me abraçar, ou para suportar o peso da filha quando se carrega ao colo. O cabelo anda sempre apanhado, dizes que é mais fácil, retirando-te a constante preocupação de o colocares preso atrás das orelhas. Quando nãos estás a trabalhar, largas os vestidos, as camisas, os brincos, os anéis e os colares para te vestires de fato de treino e sapatilhas desportivas, tendo constantemente o cabelo amarrado. Até quando chegamos a sair de casa, vestes-te sempre de tons alegres, como o laranja, o vermelho, o verde, o amarelo, o cor-de-rosa. Não gostas do preto porque te faz lembrar o dia em que a tua mãe se vestiu completamente de tal cor porque o teu pai faleceu de cancro, não gostas do castanho porque te faz lembrar o podre da terra, não gostas do cinzento porque detestas os dias de chuva intensa.

A simplicidade está-te na alma, a força nos braços e o carinho no peito. Cada gesto, cada fala, cada beijo sobre a testa, cada aperto no teu peito, cada colo que dás à pequena "Inês" é um motivo para que ela, todos os dias sorria. Ela sorri porque aprendeu contigo, porque preferes o sorriso ao choro. Eu fico perdido pelos livros que se vão completando sobre a mesa de escrita, dizes sempre que adoras o que escrevo, dizes sempre para não os deixar incompletos, bem eu te ouço meu amor, mas por vezes o ser pai também tira bastante da alma de cada um. Mas tu. Tu parece que tens uma constante bateria agarrada a ti, sempre cheia de vida e energia.

O sorriso estampado no rosto surge todos os dias e permanece nele até que os teus olhos se fechem e o teu corpo lentamente repouse na cama, junto a mim, depois de leres mais um livro no meio de tantos que tens amontoados junto à tua mesinha de cabeceira, alguns oferecidos por amigos e outros tantos por mim, mas a maioria sem dúvida que foste tu que os compraste só para ler, porque devoras as letras com uma rapidez hábil, dizes que é como respirar o próprio ar que te mantém viva. A tua alma sossega agora sobre a almofada, o sorriso mantém-se, mas muito subtil pela noite dentro.

Beijar-te é como fazer amor com o teu corpo.
Beijar-te é como abraçar o teu coração.

Podias ser real. Por enquanto não o és.
E eu não me importo que sejas apenas um pedaço da minha imaginação. Sabe-me bem escrever-te!

Diz-lhe que me vais chamar...


Se pelo menos tu fosses capaz de ver o que vejo, pudesses sentir o que eu sinto quando olho para ti, ou, quando te chego a tocar no braço, no rabo, no rosto, nos lábios. Se pudesses sentir o mesmo que eu, farias tal e qual como eu? Tal e qual como eu estou a fazer agora? Que sinto uma palpitação no coração? Que as dores que surgem no meu corpo desaparecem quando a tua mão assenta sobre o meu rosto, sobre o meu peito quase como se me pedisses colo ou um sitio sossegado para nele deitares o teu corpo que treme, não por medo, mas porque te dói a alma, porque te sentes cansada da vida, porque me dizes às vezes quando nos sentamos para um café, que dói-te a alma por causa das exigências que ela faz sobre a tua vida.

Respira fundo quando o demónio te quiser atacar.
Respira fundo e diz-lhe que me vais chamar se ele tentar alguma coisa.

terça-feira, junho 10

Que te suje os lábios!...



As mãos tornam-se mais suaves e com a suavidade tornam-se mais escorregadias porque o coração está a palpitar demasiado depressa, demasiado excitado tornando a transpiração das mãos automaticamente mais intensa.

Tu! Tu és o meu sonho, és a mentira, és o frio que me ataca de noite, e o calor que me aquece de dia. Quero dar-te a mão, mas só para te sentir mais chegada a mim. Preciso de te sentir de outras maneiras, quero sentir-te mais intensamente, de outras maneiras sem ser pelas maneiras mais comuns. Será que me entendes? Será que percebes onde quero chegar? Talvez até nem eu saiba o que entender deste meu pensamento, porque, apesar de gostar de te beijar, sinto necessidade de te beijar de outras maneiras, beijar-te com mais força, mais intensidade, mais majestosidade.

Trinca-me os lábios! Faz-me sangrar! Deixa que te suje os lábios!

quarta-feira, junho 4

Um sorriso caloroso...


Esse gesto tão curto, tão subtil, tão harmonioso e delicado que é o teu sorriso. Oh que calor me dá ele sobre o peito, que calor me cobre o rosto, que conforto sobre as mãos que beijas, que silêncio que se fica quando os teus lábios tocam os meus enquanto mantens nesse rosto um sorriso caloroso. Posso dizer-te que também me encanta ver-te de lágrimas nos olhos, não num mau sentido, não que goste de te ver sofrer, de te ver de bochechas avermelhadas e os olhos inchados, é mais porque há um jeito que o teu lábio tem, uma maneira insensível que os teus olhos brotam para mim quando me olhas em sofrimento que me faz expelir do corpo, que me faz expelir do coração as amarguras que me afligem de noite, os medos que me atacam, quase como se deixasse de me preocupar com aquilo que me deixa tão mal, para ir a correr ao teu encontro, salvando-te, socorrendo-te de demónios, de ânsias e medos que te atormentam a tão deleitosa alma.

De onde vem toda essa ternura?

terça-feira, junho 3

Talvez porque...


Porque tu estás aqui! Tudo isto que temos não pode voltar a correr mal. Podemos até fazer de conta que está tudo mal, podemos fazer de conta que sabemos o que estamos a fazer, mas na realidade não sabemos, apenas sentimos que algo está diferente entre nós e dentro de nós. Vemos as expressões no rosto um do outro, vemos o sobrolho levantar quando há palavra que nos saem da boca sem quase nos apercebermos. As ideias encontram o seu caminho e os pensamentos organizam-se de maneiras tão gentis que quase cada momento que vivemos juntos dá para termos conversa.

Mal tu sabes o que sou capaz de fazer por ti. Talvez eu ainda não saiba o que sou capaz de fazer por ti, talvez porque ainda não te tenho e fico apenas com a pequena sensação de que sei o que era capaz de fazer por ti, talvez seja a única maneira - para já - de o meu coração se acalmar e a cabeça não ficar sempre a pensar em ti, num nós, numa casa, num filho ou dois, num cão ou gato, numa casa e um carro, num emprego ou dois, nas férias, no amor que tenho guardado no peito protegido por palavras secretas que saberás quando chegar a altura certa. Quando chegar a altura de apareceres e aceitares a minha mão.

Tento usar todas as palavras que conheço para explicar o que sinto. A cada dia se torna mais fácil, talvez seja por tua casa, talvez porque... Porque tu estás aqui!

segunda-feira, junho 2

Unir os nossos caminhos...


Se antes não te sentia como um todo, hoje posso dizer-te com certezas de que estou pronto para te sentir como um todo. Estou pronto para te dizer que sim aos teus pedidos, prontíssimo para te beijar na boca, para te apertar no meu corpo, pronto para te dizer as palavras que te fazem chorar de alegria.

As palavras, à medida que tas digo, que tas lanço com vontade, saem cada vez mais suaves, cada vez mais pausadas, mais sem medos, sem vergonhas, sem nada do que antes me impedia de te falar com maior à vontade. Tu mordes os lábios quando me ouves falar, piscas os olhos e sorris para mim quando te entretenho com as minhas histórias, e escangalhaste a rir quando lanço aquelas piadas, aquelas histórias curtas que são autenticas pérolas de comédia. Adoro ver-te sorrir, adoro ver-te bonita, adoro ver-te com uma alegria natural no rosto. És um encanto que me encanta.

Quero unir os nossos caminhos. Sentes-te preparada para o fazer comigo?

terça-feira, maio 27

Não sabes quando parar...


Achavas que me ia embora quando larguei a tua mão. Com isso desataste nós no coração. Não só desataste nós no meu coração como soltaste as lágrimas presas que te feriam o peito. Desfizeste-me em palavras. Rasgaste todas as cartas que te enviei e julgaste que estavas a agir bem, a agir bem perante a dor estranha que assombrava o teu coração. 

E eu meu amor? E eu? Não pensaste em mim?
Não julgaste por ventura que eu também tinha algo que me fazia dores no peito? Que quando eu não respondia aos teus telefonemas era porque estava no hospital? Que quando te sorria com lágrimas a pintarem-me o rosto de um vermelho rosado era porque sofria por não te ter todos os dias ao meu lado? Que quando te beijava com o corpo a tremer era porque me ferias os lábios com as tuas palavras? Porque me ferias o corpo com as tuas atitudes? Deixar cair a máscara meu anjo. Estou aqui. Posso eu ter largado a tua mão, mas eu permaneço aqui. E mesmo que o tenha feito continuas a ser a minha pedra preciosa.

Eu adorava continuar viver ao teu lado, mas eu já não suporto ver o sangue jorrar do meu corpo. É que por vezes tu és tão bonita. Já não sei em que pensar. Tornaste-te tão perfeita (desde o dia me que o quisesses-te ser) que não sabes quando parar.

Quando eu mais precisar...


Ergues-te diante de mim.
As palavras saem-te quase atropeladas umas nas outras. As tuas mãos tremem e dizes-me que não sabes bem porquê. Apoias o teu corpo sobre o meu envolvendo o meu pescoço com as tuas mãos. Onde foi que falhei? Perguntas-me tu quase de lágrima no rosto. Eu não sei onde falhaste, mas eu posso-te dizer em que é que eu falhei. Mas irei evitar dizer-te porque só quero resolver as coisas, só quero fazer o que é melhor para mim, o que é melhor para ti e o que nos pode fazer sentir bem um com o outro.

De certo modo ao arriscares, ao abrires o teu peito dessa maneira tão orgulhosa com uma pontinha de delicadesa fa-me sentir forte e ao mesmo tempo tão estranho.

És linda! E nunca deixes que ninguém te diga o contrário. És uma excelente profissional, és amável, sonhadora, calorosa, inteligente, boa comunicadora, adoro os teus interesses. Esforça-te minha ovelha negra, esforça-te para que tudo o que temos dê resultado. Se for preciso poderei sacrificar algumas coisas hoje para te ter comigo amanhã.

Diz-me apenas que estarás do outro lado do telefone quando eu mais precisar.


sábado, maio 24

As suas mãos tremem...


Tenho saudades dos dias em passava a manhã inteira deitado ao lado dela na cama. Saudades dos dias em que a tarde era passada a fazer amor, ou deitados sobre o sofá da sala a ver filmes embrulhados com o cobertor da cama. Tenho saudades de os seus sentir lábios secos ou molhados que me deixavam com um calor sobre o peito, que me faziam agarra-la de maneiras delicadas a fim de lhe beijar a testa, a fim de lhe beijar o peito, de lhe lamber o pescoço, de a segurar no meu colo enquanto libertava mimos e carinhos nas suas costas. Queria que o amor voltasse de novo ao meu peito, que voltasse a aquecer-me nas noites em que faz tanto frio, nas noites em que passo em branco, chorando com o rosto contra a almofada, com o rosto vermelho que nem o sangue que me sai dos lábios quando os mordo por ter medo de nunca mais vir a ter amor no coração, amor sobre as pontas dos dedos, medo de não encontrar alguém que se encaixe em mim com dificuldade, mas que ao mesmo tempo me deixe ser o que sou, deixo-a ser o que é.


Tenho saudades de sair e comer com ela, não é alguém em particular, mas a ideia do ela, talvez seja ela, num todo, reunindo-as como uma só. Porque cada uma teve a sua parte em mim, cada uma teve a sua maneira de me tocar no rosto deixando-me encantado e calorento.


As suas mãos tremem porque, de alguma maneira o beijo que lhe dei sobre a testa a fez sentir-se bem, calma, tranquila, desejada, amada. Também vi uma dor nos seus olhos, como se no passado tivesse havido alguém que tivesse também ele deixado um beijo na testa e dito que ficaria com ela para sempre e de alguma maneira ele, quebrou essa promessa e ela sente que eu serei mais um que lhe irá partir o coração, que irá brincar com os seus sentimentos. Foi quando notei aquela dor nos seus olhos que a abracei e dizendo-lhe enquanto a beijava na testa que não prometeria que ficaria com ela para sempre e sim que enquanto estivesse com ela, que a iria apoiar, estar sempre lá para ela confortando-a. Há qualquer coisa nela que me faz querer abraça-la, quer vê la todos os dias, que me faz não querer desistir dela, mas há alguma coisa dentro de mim que me diz que "Sim! Seria uma relação maravilhosa, mas que duraria pouco tempo". E eu não sei o que lhe dizer, como lhe dizer, como lhe falar e que palavras usar, porque sinto que ela era capaz de me ligar a meio da noite para me dizer "Fica comigo! Mesmo com esta distância, fica comigo!" E isso conforta-me de uma maneira que não consigo bem explicar.

Ela é calma, carinhosa e nunca ninguém me tratou assim como ela (sem ser a minha mãe). Ninguém fez tanto em tão pouco tempo como ela. Mesmo que não a conheça pessoalmente, julgo que o tempo será o meu melhor amigo neste momento. Não é um deixar "ir" é mais um "Deixa ver onde é que isto vai dar! Deixa que a natureza faça o seu caminho e vê onde vai dar!"

Quando está comigo a suas mãos tremem, ou devo antes dizer que, são as minhas que fazem mais barulho??

quinta-feira, maio 22

Tudo o que queria...


O teu olhar cai sobre a minha pessoa, observas-me com dedicação, com orgulho que te aquece o peito, que te rosa o rosto e te faz soltar sorrisos tolos. Tenho a percepção de que tens algo para me dizer, de que um só beijo não serve para demonstrar aquilo que me queres explicar, aquilo que me queres dizer com todo o sangue que te corre no corpo.

Tudo o que queria neste momento era saber esses lábios de cor. 
E se eu te dissesse que eras a única?
E se eu te dissesse que tu eras a mais importante para mim?
Que quando viravas costas ao mundo e  eu, quando eu fechava os olhos, simplesmente esperava que estivesses lá para mim. Que tivesses os teus joelhos prontos para que eu pudesse pousar a cabeça e descansar. Mas acho que não é isso que me passa pela cabeça. Porque sinto que não és tu, que de alguma maneira sinto que seria bom de mais seres tu, logo tu. Logo tu! Com esse olhar, com esse jeito, com esse sorriso diabólico que escondes quando finges coçar o cabelo ou o canto da tua boca.

quarta-feira, maio 21

Tu continuarias a sorrir...



Quero contar-te um segredo meu amor. Se disseres que sim à minha pergunta de amanhã, sabe que eu não sou perfeito. Que não sei como amar alguém, como meter conversa com alguém, como responder bem, como ser carinhoso, como dar amor, como dar mimos e fazer rir. Não sei, confesso que não sei dar o amor da mais perfeita e maravilhosa maneira como nos filmes, como nas histórias de encantar. Não sei meu amor. Não sei e não tenho pena por não saber, tenho mais pena porque também não sei viver, não sei como viver a vida. Não sei como a sentir, como a ver de outras maneiras que não aquelas que tenho na cabeça. Porque para dizer a verdade, tudo me parece distante, o amor, as amizades, as aventuras, o orgulho, a alegria, a diversão, parece que custa tanto, parece que tudo demora a juntar e a tornar-se como um. E eu tenho-me esforçado tanto, mas tanto meu amor, meu carinho.

Eu desejo tanto que a minha vida resulte e que os sonhos que tenho se concretizem.
Eu farei qualquer coisa para te ver feliz. Mesmo que não seja comigo, eu ficaria feliz porque pelo menos, tu continuarias a sorrir. E isso seria o meu maior orgulho. Mesmo não sabendo como falar para raparigas como tu, mesmo não sabendo como é que a vida no futuro será, eu não sei lidar com mulheres, não sei como lhes falar, como falar para ti por exemplo, meu amor. E talvez seja mau eu tratar-te por "meu amor", talvez seja, mas neste momento é a única coisa que me ajudar a manter a cabeça no lugar, é a única expressão que consegue tirar as coisas más da minha cabeça e por isso perdoa-me. 

Perdoa-me por te chamar tal coisa, perdoa-me ainda mais por escrever estas coisas. Perdoa-me! Sou um louco que se sente a afogar nas peripécias da vida. Talvez isto seja ao que chamam "Viver!"

Até que me tens feito bem...


Eu sinto! Eu sinto que não és tu aquela, eu sinto que não será a tua voz que irei ouvir todos os dias ao acordar do outro lado do telefone. Sinto que nunca saberei o tom do teu choro, sinto que nunca irei saborear os teus lábios, sinto que nunca irei sentir o teu coração. Sinto ainda que mesmo que as tuas mãos me toquem já mais irei senti-las a abraçar o meu corpo. Mesmo assim gosto do teu trato, gosto e adoro a maneira como o tom da tua voz me faz delicias no coração, de como o toque suave das tuas mãos me deixa confortável e com confiança para te deter em palavras.

Eu gostava de escrever isto, não com a ideia de que possas ler estas minhas palavras, mas para eu ter a certeza do que eu realmente sinto. Porque apesar de seres uma rapariga muito bonita e teres uma voz encantadora, sinto que não és tu. E se tiver errado faz-me ver o contrário antes que te vás embora, porque quando se tem o motivo para acordar todos os dias às seis da manhã, é porque realmente vale mesmo a pena a pessoa que faz um sacrifício dessa magnitude.

Até que me tens feito bem! :3

terça-feira, maio 20

Ainda só passaram dois dias...


Ainda só passaram dois dias!
Fica!

Tenho medo de te ver desaparecer com a mesma facilidade com que te encontrei.
Tenho medo de ficar com saudades tuas, dos teus olhos, da tua boca, da tua voz, das tuas mãos, do teu toque, do teu rosto, do teu nariz, do cheiro do teu corpo, da delicadeza das pontas dos dedos. 

É normal ter este medo todo? 
É normal chorar à noite sobre a almofada quando não te sinto? 
Quando não te vejo? 
Quando não ouço a tua voz? 
Quando não sinto o calor do teu corpo?
Quando a cor dos teus olhos subitamente ficam negros na minha cabeça?

domingo, maio 18

Já não conseguir...



Não deixes que me esqueça do teu amor, é tudo o que tenho.
Não deixes que eu perca o teu toque, é tudo o que eu tenho.
Não deixes de me amar, és tudo o que eu tenho.
Não deixes que me esqueça do teu nome.
Não me deixes esquecer da cor dos teus olhos.
Não me deixes esquecer do suave tom da tua voz.
És tudo o que eu tenho.

O que tenho eu no coração para já não conseguir sentir os teus lábios tocarem-me?


15_05_2014

Minha alma delicada...


O Diabo voltou a colocar os seus lábios nos meus ouvidos. Voltou para me colocar no coração um buraco e, um nó na garganta, impedindo-me de te dizer o quanto eu amo a tua voz, o quanto eu adoro a tua pele suave, o quanto amo beijar-te esses lábios, o quanto desejo beijar-te a nuca, o quanto me encho de vontades quando te acarinho o rosto, quando te encho de mimo, de um desejo bom e caloroso. Ele veio para me matar a alma, ele veio para me prender, para me manter longe de ti, porque acha que não mereces nada do que eu te chego a dar, acha ele que não mereces viver aquilo que tens vivido comigo. Porque no passado foi ele quem me disse que deverias ser - aos meus olhos - a inspiração para tudo, a motivação para eu acreditar de que o futuro independente de como venha ele a ser, serás tu sempre a minha preocupação, serás tu o motivo pelo qual vale a pena respirar o ar.

Por cada vez que observo o teu olhar uma chama ergue-se em mim que me faz querer agarrar-te e dizer: Amo-te... Meu amor! Minha alma delicada.

Há muito tempo não ouço o Diabo dizer:

Tira o ar dos teus pulmões e,
Da-lho a ela sem preocupações.
Merece mais ela do que tu.
Merece mais ela a vida do que tu.

quarta-feira, maio 14

És tudo o que tenho...


Não deixes de me tocar e espero que nunca, mas nunca, negues qualquer toque da minha parte. Não te esqueças do meu amor porque eu nunca me irei esquecer do teu. Trás de volta esses sorrisos tão calorosos, trás lá de novo esses lábios amorosos, trás de novo esse corpo sensual, trás para junto de mim esse rosto de anjo, essa voz com que me encanto. Fica de novo junto a mim agarrando-me pela mão, sempre pronta para me levantar se chegar a cair, sempre pronta a dar um beijo na ferida.

És tudo o que tenho!

sábado, maio 10

Significas o mundo...

Sê gentil, meu amor! Pudesse esse carinho que trazes nos olhos, esse carinho que trazes nas pontas dos dedos, esse amor que trazes amarrado ao coração, esse amor que é teu, que te é característico, tal como a voz que da tua garganta nasce. Pudesse eu dizer-te de como adoraria sentir de todas as formas e feitios o carinho dos teus olhos, o amor do teu coração e, a gentileza que sobre o teu corpo pousa como o dedo da mão de uma mãe sobre o rosto bochechudo do seu bebé.

Respirando levemente levas a tua mão ao meu rosto. Olhas-me com delicadeza e falas, falas baixinho como se achasses que quebrar o silêncio que existe entre nós nesse momento fosse o maior pecado de todos. E eu penso que tal acto seria quase tão cruel como partir o coração de alma tão pura e angelica como a de alguém como tu. O teu corpo treme, a tua voz treme, a tua mão treme. Descolas os lábios um do outro e vens aninha-los nos meus, fechas os olhos expirando fundo, parecendo que todo o medo te finalmente deixou em fim beijar-me, tocar-me, desejar-me melhor.

Significas o mundo para mim!
És muito mais do que tu julgas.

quarta-feira, maio 7

Diante de mim tenho-te a ti...

Diante de mim as tuas mãos.
Diante de mim os teus olhos.
Diante de mim o teu sorriso tímido.
Diante de mim tenho-te a ti.

Fosse o meu coração feito de ouro e toda agente mo cobiçava, toda a gente mas tu não, tu não que para ti há mais nele do que a luz que o faz brilhar, a luz que o faz parecer mágico e único. Na realidade ele é único, na realidade ele é verdadeiro e tão puro como o ouro, tão delicado e silencioso como os amores que te correm na veia, os amores que prendes no peito, os amores que vêm de dentro desse teu coração devorador de sentimentos. Leva-me ao teu encontro quando estiver sozinho. Levanta-me do chão se cair, tira-me de joelhos se sobre eles cair por já não ter forças para aguentar tanto do que a vida me poderá dar. Com o tempo eu tenho a certeza de que farei contigo tudo aquilo que te pedi agora.

Diante de mim tenho-te a ti... Olho-te pelo espelho e apercebo-me de como tudo o que há em ti me faz inspirar, me faz escrever coisas, umas lindas outras nem por isso. É certo meu amor, que um dia quando terminar a obra que tenho escrito, ta irei dedicar. A minha Magnum opus será a obra que te irá imortalizar, não a mim, mas a ti que foste os meus sentidos, foste a minha musa, o meu canto de inspiração, o peito afagado que me deu alento de continuar a lutar, de concluir o que tinha começado, sempre com um sorriso silencioso, sempre com uma mão a aconchegar-me a alma que sofria de uma dor estranha.

Diz-me! Haverá tempo para eu ver a minha obra concluída?

sábado, maio 3

Que tu, um dia...


Nunca pensei vir a deter-te em palavras cúmplices de uma paixão que arde dentro de mim. Mal consigo eu entender como fui capaz de falar para ti, de me meter contigo assim tão "naturalmente" como gosto de ser. Talvez seja por ter mudado a maneira como vejo o mundo, como te vejo a ti e a qualquer outra mulher, independentemente do passado, independentemente de tudo aquilo que fiz de mal, julgo eu saber que o futuro me espera - mesmo que incerto - alguma coisa para o qual eu nunca cheguei ainda a pensar ou sequer a reflectir. És estranha de uma boa maneira porque eu nunca sei que palavras te vão sair da boca, porque apesar de saber que o teu olhar rasgado e iluminado me faz querer beijar-te o rosto, ver-te de perto e sentir o cheiro do teu corpo, saborear cada poro do teu ombro ao pescoço, sinto que de alguma maneira sou correspondido com o mesmo olha com que te olho, é um desejo que não é bem um desejo, é um querer-te por inteira, mas lentamente, aos bocadinhos, como quando se alimenta um filho, colher-a-colher, lentamente como o passo de um caracol. Quero-te assim, perta, mas distante para que me obrigue a caminhar na tua direcção, não te quero toda de uma só vez, quero-te por bocados. 

Ultimamente tenho tentado ver-te pelo menos uma vês por dia, não sei qual é a tua reacção sobre isso, não sei ainda o que pensas cada vez que me vez de sorriso estampado no rosto, não sei o que pensas, mas julgava saber. Tu sorris quando me falas, os teus olhos brilham com intensidade e há já muito tempo que não vejo os olhos de alguém brilhar assim tanto como tu. Gostava de pensar que és a única, pelo menos foste a única capaz de roubar assim a minha atenção do mundo. Foste a rapariga-mulher que me fez tirar a máscara da timidez. Não te posso agradecer sobre aquilo que ainda não te contei, mas um dia espero poder contar-te, talvez quem saiba, quando aceitares o convite para o café eu te diga tudo, maçando - em principio - mas sempre com um carinho de bochecha-a-bochecha e uma vontade irresistível de te tocar nos lábios, no rosto fofo e carinhoso.

Por agora fico-me pelo pensamento de que tu, um dia, irás aceitar o meu convite.
Adoro apreciar a tua doce beleza. Tivesse eu metido contigo mais cedo...

sexta-feira, maio 2

O tom da tua voz...


O tom da tua voz é-me bom, o olhar que trocamos é intenso e as bochechas coram como as flores em dias de primavera. Toca-me no rosto, dá-me a tua mão, deixa-me ver de perto esses olhos. adoraria poder escrever-te uma coisa que faça jus àquilo que tu me fizeste sentir, mas na minha cabeça as palavras misturam-se, elas abalroaram-se mutuamente. É um sentimento bom, é estranho, não te quero mentir, falar para ti faz-me sentir bem, como se algo dentro de ti retirasse os demónios que o meu coração negro cria todas as noites para evitar que chore, para evitar sofrer com a solidão do meu pensamento, com o silêncio do meu quarto.

Não estou habituado a receber esse tipo de olhar, não estou habituado a ver esses tipo de sorrisos, não estou habituado há existência de um ser como tu.

Olho o céu azul à procura de um sorriso que me faça aquecer o peito, que me faça esquecer o dia que julgava ser perfeito. Tão estranhamente te vi com esse olhar tão intenso que a minha mente colocou mais uma estrela no céu.

sábado, abril 26

Ela olhava-o...


Se for pecado gabar-te a beleza, gabar-te o colo do peito, gabar-te as costas do pescoço, se isso for pecado que seja rei no inferno, porque beleza como a tua é difícil de se encontrar. Cada palavra que penso em escrever-te, cada frase, cada texto, cada bocado de vida que tento criar com as letras, não mostram a beleza do teu rosto, o carinho do teu colo, a delicadeza das tuas mãos, o anseio que o teu coração, que o teu amor me faz sentir.

Talvez se estivesse mais vezes contigo, talvez, não sei bem como te dizer estas coisas, mas talvez tu pudesses ver aquilo que sou, a pessoa que te adora, que te enerva e irrita, que te faz sentir princesa e criada ao mesmo tempo. Todos os dias eu gostava de poder chorar no teu colo, todos os dias eu gostava de puder sentir o teu cheiro, saborear os teus lábios, apertar-te contra o meu peito, deter-te em palavras sussurradas ao ouvido.

Poder ver-te todos os dias é um desejo tornado realidade. É doloroso ver-te partir, é ainda mais doloroso saber que o teu sorriso me fere o coração, me fere a alma de diábo, e não devida. Não devia! Não devia de ser assim, devia dar-me alegrias, deveria dar-me atenção e amor, mas não. Mas não…

Dizer-te que gosto de ti é querer-te dizer mais do que as próprias palavras poderão algumas vez expressar. Posso eu escrever toda a minha vida sem conseguir explicar aquilo que sinto, cada vez que te olho, cada vez que o teu rosto se ilumina e o teu rosto me encanta, me aquece o corpo.

Os teus olhos percorrem o horizonte, percorrem o mar de gente. Preferes a praia à cidade, preferes o sorriso às lágrimas, preferes olhar o céu azulado que as nuvens negras no inverno.

Ela olhava-o com admiração. Sempre atenta a cada gesto seu, a cada trejeito de lábio, a cada palavra e som. Um orgulho correu-lhe no peito aquecendo as suas bochechas deixando-a rosada.

sexta-feira, abril 25

Estou a largar a tua mão..


Amo a maneira simples e delicada como te acanhas no meu peito, a maneira fofa que o teu corpo faz quando se enrola e se ajeita contra mim, quando o teu nariz se encosta na minha bochecha, quando os lábios me tocam o queixam, me tocam o ombro e, me beijam a mão que te passo no rosto. Fechas os olhos e sorris, sorris como se fosses uma criancinha cheia, carregada de mimo, carregada de felicidade. É ao ver-te assim tão cheia de vida que sinto o meu coração a aquecer, a tornar-se mole, mais calmo e brilhante, como esses olhos que me olham intensamente, que me rasgam a alma à procura do conforto de um colo, da amizade de um abraço, do calor de uma mão aconchegante, ou de um beijo delicioso largado com cuidado sobre a tua testa. Há dias em que penso em ti, em que sorriu quando ainda me recordo do teu rosto e da tua voz, da maneira maravilhosa do teu olhar sobre a minha pessoa.

Há poucas coisas neste mundo que são tão bonitas como tu, tão bonitas como o teu brilhar de olhos. Desculpa se te mato a paciencia por falar sempre do teu sorriso, por falar sempre da tua voz, da tua doce voz. Se os anjos têm voz, que a tua seja uma delas, pois quando falas, quando te declaras aos meus ouvidos, sinto a alma a crescer, sinto a tua doce voz a gatinhar dentro dos meus ouvidos, quase como se fosse algodão.

Quero com tudo isto dizer-te que - por muita pena que tenha de  não ter passado mais tempo da minha vida contigo - quero seguir em frente e neste momento estou a largar a tua mão.