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sexta-feira, junho 20

Estarás cá...

Estarás cá quando eu voltar? Estarás decidida a acolher-me no teu peito protegendo-me com os teus braços? Estarás pronta quando eu chegar, quando eu voltar?

Eu sei que terei de largar a mão de muita coisa ao longo da vida, mas não quero fazê-lo contigo. A distância pode até ser grande, posso chegar a chorar do outro lado do telefone, quero que fiques a saber que gosto bastante de ti, que é o teu amor que me faz sentir o peito cheio de amor, é o teu coração que me embala nas noites frias, é o teu sorriso que me refresca nos dias de verão, é o teu beijo que me faz querer arriscar.


Estarás cá quando eu voltar?
Quando eu voltar prometo que estarei pronto para ti. Que terei um novo sorriso no rosto e um carinho especial nas mãos para cada toque que fizer em ti, no teu corpo, no teu rosto.


Dizer adeus é demasiado triste, digo-te antes até já que fica bem melhor e mais alegre.

quinta-feira, junho 19

Nos meus olhos...


Já pensaste como consegues agredir num bom sentido a alma de qualquer um que tem a maravilhosa, a extraordinária possibilidade de vislumbrar esse radiante sorriso? Esse tão delicado, tão silencioso sorriso que fazes questão de ser a tua arma e moeda de troca em todas as situações. Para não falar da beleza desse teu rosto tão suave, tão de anjo, tão perfeito, com as suas irregularidades. Esse colo, esse peito tão caloroso, as mãos tão suaves como seda. Quando coras sinto que te toquei no ponto certo para de ti roubar mais um sorriso, mais um pedacinho de ti, não um beijo, não um abraço, mas algo que não consigo explicar. Adoro ouvir a tua voz do outro lado do telefone, adoro a maneira carinhosa como olhas para mim, adoro. Adoro sentir a tua presença diante de mim.

Consegues ver nos meus olhos o quanto me fizeste deixar a concha e simplesmente falar? Neste momento para te ser sincero acho que olhar para uma fotografia tua em que sorris foi o que me tirou todas as preocupações da cabeça, não sei se é mau, não sei se é bom, sei apenas que me aliviou.

"Há definitivamente algo em ti que me faz querer mais."

domingo, junho 15

A noite está a nu e cru...


O corpo treme. A boca seca. As mãos transpiram. As pernas perdem a força e a voz fica escondida na garganta. As palavras saem tortas. Os pulmões trabalham a todo o gás. Sinto na planta dos pés a erva do jardim, sinto o frio da chuva a penetrar-me na pele. Sobre a cabeça o cabelo molhado deixa-me a cabeça gelada. Os ombros a descobertos fazem-me sentir o frio da noite. As estrelas só me aquecem o coração, só me aquecem o peito quando as olho. 

Deito-me sobre a relva molhada a fim de puder sentir o mundo com mais intensidade. Sobre a barriga, do lado esquerdo, está a tua cabeça, ouvindo o bater do coração e o turbilhão infernal do meu estômago. Respiras profundamente tocando-me com uma certa delicadeza na barriga da perna. Beijas-me o umbigo e sorris com o maior e mais bonito suspiro. 

A noite está a nu e cru. Os corpos juntam-se. O calor das estrelas dissipasse à medida que os lábios se juntam, os corpos se unem, os dedos das mãos se entrelaçam e as almas se fundem uma na outra, libertando uma explosão de sentimentos sobre todos os sentidos dos nossos corpos.

A noite está a nu e cru, tal como nós.

sexta-feira, junho 13

Não podemos continuar...


Por vezes sinto que não faço parte da tua vida, como se houvesse uma espada que cortasse tudo o que nos possa chegar a unir. Agora que tenho a coragem para te dizer aquilo que sinto em relação a ti, é quando tu decides desaparecer. Decides ir embora levando contigo esse sorriso, esse corpo, essa beldade, esse carinho. Decides ir embora. Levas contigo a coragem que ganhei nestes últimos quinze dias. Agora não sei se deva dizer aquilo que sinto por ti ou se escondo tudo.

Não podemos continuar a andar em círculos. Eu digo-te o que sinto e engulo o "não", ou digo-te deixando-te ir. Perdendo-te mais uma vez. Desde o dia que te reencontrei foste a rapariga que me deu a força para me erguer da cama todos os dias, sorrindo sem medo, chorando sem vergonha, transformando-me melhor a cada dia. Fico contente por saber que nunca foste nenhuma miragem.

"Parece que quando tu queres alguém, esse alguém não te quer. E quando alguém te quer, tu não queres esse alguém. Mas quando ambos se querem, é quando vem alguma coisa de lado nenhum estragar tudo."

quarta-feira, junho 11

Como abraçar o teu coração....


As mãos mostram-se delicadas nas palmas e grosseiras nas costas. As veias povoam-tas sem dó ou qualquer sinal de misericórdia. Mostram a força e a dureza, a destreza e a brutalidade que a alma e a vida ajudaram a fazer delas o que são hoje, a fazer delas o que se vê quando andas com as mãos fora dos bolsos. A tua palma da mão é suave porque assim fazes para as ter. Dizes que o bebé deve sempre sentir a harmonia a cada toque intimo, seja no banho ou na muda de fralda. 

As costas direitas e ágeis, os braços finos mas carregados de força necessária para me abraçar, ou para suportar o peso da filha quando se carrega ao colo. O cabelo anda sempre apanhado, dizes que é mais fácil, retirando-te a constante preocupação de o colocares preso atrás das orelhas. Quando nãos estás a trabalhar, largas os vestidos, as camisas, os brincos, os anéis e os colares para te vestires de fato de treino e sapatilhas desportivas, tendo constantemente o cabelo amarrado. Até quando chegamos a sair de casa, vestes-te sempre de tons alegres, como o laranja, o vermelho, o verde, o amarelo, o cor-de-rosa. Não gostas do preto porque te faz lembrar o dia em que a tua mãe se vestiu completamente de tal cor porque o teu pai faleceu de cancro, não gostas do castanho porque te faz lembrar o podre da terra, não gostas do cinzento porque detestas os dias de chuva intensa.

A simplicidade está-te na alma, a força nos braços e o carinho no peito. Cada gesto, cada fala, cada beijo sobre a testa, cada aperto no teu peito, cada colo que dás à pequena "Inês" é um motivo para que ela, todos os dias sorria. Ela sorri porque aprendeu contigo, porque preferes o sorriso ao choro. Eu fico perdido pelos livros que se vão completando sobre a mesa de escrita, dizes sempre que adoras o que escrevo, dizes sempre para não os deixar incompletos, bem eu te ouço meu amor, mas por vezes o ser pai também tira bastante da alma de cada um. Mas tu. Tu parece que tens uma constante bateria agarrada a ti, sempre cheia de vida e energia.

O sorriso estampado no rosto surge todos os dias e permanece nele até que os teus olhos se fechem e o teu corpo lentamente repouse na cama, junto a mim, depois de leres mais um livro no meio de tantos que tens amontoados junto à tua mesinha de cabeceira, alguns oferecidos por amigos e outros tantos por mim, mas a maioria sem dúvida que foste tu que os compraste só para ler, porque devoras as letras com uma rapidez hábil, dizes que é como respirar o próprio ar que te mantém viva. A tua alma sossega agora sobre a almofada, o sorriso mantém-se, mas muito subtil pela noite dentro.

Beijar-te é como fazer amor com o teu corpo.
Beijar-te é como abraçar o teu coração.

Podias ser real. Por enquanto não o és.
E eu não me importo que sejas apenas um pedaço da minha imaginação. Sabe-me bem escrever-te!

Diz-lhe que me vais chamar...


Se pelo menos tu fosses capaz de ver o que vejo, pudesses sentir o que eu sinto quando olho para ti, ou, quando te chego a tocar no braço, no rabo, no rosto, nos lábios. Se pudesses sentir o mesmo que eu, farias tal e qual como eu? Tal e qual como eu estou a fazer agora? Que sinto uma palpitação no coração? Que as dores que surgem no meu corpo desaparecem quando a tua mão assenta sobre o meu rosto, sobre o meu peito quase como se me pedisses colo ou um sitio sossegado para nele deitares o teu corpo que treme, não por medo, mas porque te dói a alma, porque te sentes cansada da vida, porque me dizes às vezes quando nos sentamos para um café, que dói-te a alma por causa das exigências que ela faz sobre a tua vida.

Respira fundo quando o demónio te quiser atacar.
Respira fundo e diz-lhe que me vais chamar se ele tentar alguma coisa.

terça-feira, junho 10

Que te suje os lábios!...



As mãos tornam-se mais suaves e com a suavidade tornam-se mais escorregadias porque o coração está a palpitar demasiado depressa, demasiado excitado tornando a transpiração das mãos automaticamente mais intensa.

Tu! Tu és o meu sonho, és a mentira, és o frio que me ataca de noite, e o calor que me aquece de dia. Quero dar-te a mão, mas só para te sentir mais chegada a mim. Preciso de te sentir de outras maneiras, quero sentir-te mais intensamente, de outras maneiras sem ser pelas maneiras mais comuns. Será que me entendes? Será que percebes onde quero chegar? Talvez até nem eu saiba o que entender deste meu pensamento, porque, apesar de gostar de te beijar, sinto necessidade de te beijar de outras maneiras, beijar-te com mais força, mais intensidade, mais majestosidade.

Trinca-me os lábios! Faz-me sangrar! Deixa que te suje os lábios!

quarta-feira, junho 4

Um sorriso caloroso...


Esse gesto tão curto, tão subtil, tão harmonioso e delicado que é o teu sorriso. Oh que calor me dá ele sobre o peito, que calor me cobre o rosto, que conforto sobre as mãos que beijas, que silêncio que se fica quando os teus lábios tocam os meus enquanto mantens nesse rosto um sorriso caloroso. Posso dizer-te que também me encanta ver-te de lágrimas nos olhos, não num mau sentido, não que goste de te ver sofrer, de te ver de bochechas avermelhadas e os olhos inchados, é mais porque há um jeito que o teu lábio tem, uma maneira insensível que os teus olhos brotam para mim quando me olhas em sofrimento que me faz expelir do corpo, que me faz expelir do coração as amarguras que me afligem de noite, os medos que me atacam, quase como se deixasse de me preocupar com aquilo que me deixa tão mal, para ir a correr ao teu encontro, salvando-te, socorrendo-te de demónios, de ânsias e medos que te atormentam a tão deleitosa alma.

De onde vem toda essa ternura?

terça-feira, junho 3

Talvez porque...


Porque tu estás aqui! Tudo isto que temos não pode voltar a correr mal. Podemos até fazer de conta que está tudo mal, podemos fazer de conta que sabemos o que estamos a fazer, mas na realidade não sabemos, apenas sentimos que algo está diferente entre nós e dentro de nós. Vemos as expressões no rosto um do outro, vemos o sobrolho levantar quando há palavra que nos saem da boca sem quase nos apercebermos. As ideias encontram o seu caminho e os pensamentos organizam-se de maneiras tão gentis que quase cada momento que vivemos juntos dá para termos conversa.

Mal tu sabes o que sou capaz de fazer por ti. Talvez eu ainda não saiba o que sou capaz de fazer por ti, talvez porque ainda não te tenho e fico apenas com a pequena sensação de que sei o que era capaz de fazer por ti, talvez seja a única maneira - para já - de o meu coração se acalmar e a cabeça não ficar sempre a pensar em ti, num nós, numa casa, num filho ou dois, num cão ou gato, numa casa e um carro, num emprego ou dois, nas férias, no amor que tenho guardado no peito protegido por palavras secretas que saberás quando chegar a altura certa. Quando chegar a altura de apareceres e aceitares a minha mão.

Tento usar todas as palavras que conheço para explicar o que sinto. A cada dia se torna mais fácil, talvez seja por tua casa, talvez porque... Porque tu estás aqui!

segunda-feira, junho 2

Unir os nossos caminhos...


Se antes não te sentia como um todo, hoje posso dizer-te com certezas de que estou pronto para te sentir como um todo. Estou pronto para te dizer que sim aos teus pedidos, prontíssimo para te beijar na boca, para te apertar no meu corpo, pronto para te dizer as palavras que te fazem chorar de alegria.

As palavras, à medida que tas digo, que tas lanço com vontade, saem cada vez mais suaves, cada vez mais pausadas, mais sem medos, sem vergonhas, sem nada do que antes me impedia de te falar com maior à vontade. Tu mordes os lábios quando me ouves falar, piscas os olhos e sorris para mim quando te entretenho com as minhas histórias, e escangalhaste a rir quando lanço aquelas piadas, aquelas histórias curtas que são autenticas pérolas de comédia. Adoro ver-te sorrir, adoro ver-te bonita, adoro ver-te com uma alegria natural no rosto. És um encanto que me encanta.

Quero unir os nossos caminhos. Sentes-te preparada para o fazer comigo?

terça-feira, maio 27

Não sabes quando parar...


Achavas que me ia embora quando larguei a tua mão. Com isso desataste nós no coração. Não só desataste nós no meu coração como soltaste as lágrimas presas que te feriam o peito. Desfizeste-me em palavras. Rasgaste todas as cartas que te enviei e julgaste que estavas a agir bem, a agir bem perante a dor estranha que assombrava o teu coração. 

E eu meu amor? E eu? Não pensaste em mim?
Não julgaste por ventura que eu também tinha algo que me fazia dores no peito? Que quando eu não respondia aos teus telefonemas era porque estava no hospital? Que quando te sorria com lágrimas a pintarem-me o rosto de um vermelho rosado era porque sofria por não te ter todos os dias ao meu lado? Que quando te beijava com o corpo a tremer era porque me ferias os lábios com as tuas palavras? Porque me ferias o corpo com as tuas atitudes? Deixar cair a máscara meu anjo. Estou aqui. Posso eu ter largado a tua mão, mas eu permaneço aqui. E mesmo que o tenha feito continuas a ser a minha pedra preciosa.

Eu adorava continuar viver ao teu lado, mas eu já não suporto ver o sangue jorrar do meu corpo. É que por vezes tu és tão bonita. Já não sei em que pensar. Tornaste-te tão perfeita (desde o dia me que o quisesses-te ser) que não sabes quando parar.

Quando eu mais precisar...


Ergues-te diante de mim.
As palavras saem-te quase atropeladas umas nas outras. As tuas mãos tremem e dizes-me que não sabes bem porquê. Apoias o teu corpo sobre o meu envolvendo o meu pescoço com as tuas mãos. Onde foi que falhei? Perguntas-me tu quase de lágrima no rosto. Eu não sei onde falhaste, mas eu posso-te dizer em que é que eu falhei. Mas irei evitar dizer-te porque só quero resolver as coisas, só quero fazer o que é melhor para mim, o que é melhor para ti e o que nos pode fazer sentir bem um com o outro.

De certo modo ao arriscares, ao abrires o teu peito dessa maneira tão orgulhosa com uma pontinha de delicadesa fa-me sentir forte e ao mesmo tempo tão estranho.

És linda! E nunca deixes que ninguém te diga o contrário. És uma excelente profissional, és amável, sonhadora, calorosa, inteligente, boa comunicadora, adoro os teus interesses. Esforça-te minha ovelha negra, esforça-te para que tudo o que temos dê resultado. Se for preciso poderei sacrificar algumas coisas hoje para te ter comigo amanhã.

Diz-me apenas que estarás do outro lado do telefone quando eu mais precisar.


sábado, maio 24

As suas mãos tremem...


Tenho saudades dos dias em passava a manhã inteira deitado ao lado dela na cama. Saudades dos dias em que a tarde era passada a fazer amor, ou deitados sobre o sofá da sala a ver filmes embrulhados com o cobertor da cama. Tenho saudades de os seus sentir lábios secos ou molhados que me deixavam com um calor sobre o peito, que me faziam agarra-la de maneiras delicadas a fim de lhe beijar a testa, a fim de lhe beijar o peito, de lhe lamber o pescoço, de a segurar no meu colo enquanto libertava mimos e carinhos nas suas costas. Queria que o amor voltasse de novo ao meu peito, que voltasse a aquecer-me nas noites em que faz tanto frio, nas noites em que passo em branco, chorando com o rosto contra a almofada, com o rosto vermelho que nem o sangue que me sai dos lábios quando os mordo por ter medo de nunca mais vir a ter amor no coração, amor sobre as pontas dos dedos, medo de não encontrar alguém que se encaixe em mim com dificuldade, mas que ao mesmo tempo me deixe ser o que sou, deixo-a ser o que é.


Tenho saudades de sair e comer com ela, não é alguém em particular, mas a ideia do ela, talvez seja ela, num todo, reunindo-as como uma só. Porque cada uma teve a sua parte em mim, cada uma teve a sua maneira de me tocar no rosto deixando-me encantado e calorento.


As suas mãos tremem porque, de alguma maneira o beijo que lhe dei sobre a testa a fez sentir-se bem, calma, tranquila, desejada, amada. Também vi uma dor nos seus olhos, como se no passado tivesse havido alguém que tivesse também ele deixado um beijo na testa e dito que ficaria com ela para sempre e de alguma maneira ele, quebrou essa promessa e ela sente que eu serei mais um que lhe irá partir o coração, que irá brincar com os seus sentimentos. Foi quando notei aquela dor nos seus olhos que a abracei e dizendo-lhe enquanto a beijava na testa que não prometeria que ficaria com ela para sempre e sim que enquanto estivesse com ela, que a iria apoiar, estar sempre lá para ela confortando-a. Há qualquer coisa nela que me faz querer abraça-la, quer vê la todos os dias, que me faz não querer desistir dela, mas há alguma coisa dentro de mim que me diz que "Sim! Seria uma relação maravilhosa, mas que duraria pouco tempo". E eu não sei o que lhe dizer, como lhe dizer, como lhe falar e que palavras usar, porque sinto que ela era capaz de me ligar a meio da noite para me dizer "Fica comigo! Mesmo com esta distância, fica comigo!" E isso conforta-me de uma maneira que não consigo bem explicar.

Ela é calma, carinhosa e nunca ninguém me tratou assim como ela (sem ser a minha mãe). Ninguém fez tanto em tão pouco tempo como ela. Mesmo que não a conheça pessoalmente, julgo que o tempo será o meu melhor amigo neste momento. Não é um deixar "ir" é mais um "Deixa ver onde é que isto vai dar! Deixa que a natureza faça o seu caminho e vê onde vai dar!"

Quando está comigo a suas mãos tremem, ou devo antes dizer que, são as minhas que fazem mais barulho??

quinta-feira, maio 22

Tudo o que queria...


O teu olhar cai sobre a minha pessoa, observas-me com dedicação, com orgulho que te aquece o peito, que te rosa o rosto e te faz soltar sorrisos tolos. Tenho a percepção de que tens algo para me dizer, de que um só beijo não serve para demonstrar aquilo que me queres explicar, aquilo que me queres dizer com todo o sangue que te corre no corpo.

Tudo o que queria neste momento era saber esses lábios de cor. 
E se eu te dissesse que eras a única?
E se eu te dissesse que tu eras a mais importante para mim?
Que quando viravas costas ao mundo e  eu, quando eu fechava os olhos, simplesmente esperava que estivesses lá para mim. Que tivesses os teus joelhos prontos para que eu pudesse pousar a cabeça e descansar. Mas acho que não é isso que me passa pela cabeça. Porque sinto que não és tu, que de alguma maneira sinto que seria bom de mais seres tu, logo tu. Logo tu! Com esse olhar, com esse jeito, com esse sorriso diabólico que escondes quando finges coçar o cabelo ou o canto da tua boca.

quarta-feira, maio 21

Tu continuarias a sorrir...



Quero contar-te um segredo meu amor. Se disseres que sim à minha pergunta de amanhã, sabe que eu não sou perfeito. Que não sei como amar alguém, como meter conversa com alguém, como responder bem, como ser carinhoso, como dar amor, como dar mimos e fazer rir. Não sei, confesso que não sei dar o amor da mais perfeita e maravilhosa maneira como nos filmes, como nas histórias de encantar. Não sei meu amor. Não sei e não tenho pena por não saber, tenho mais pena porque também não sei viver, não sei como viver a vida. Não sei como a sentir, como a ver de outras maneiras que não aquelas que tenho na cabeça. Porque para dizer a verdade, tudo me parece distante, o amor, as amizades, as aventuras, o orgulho, a alegria, a diversão, parece que custa tanto, parece que tudo demora a juntar e a tornar-se como um. E eu tenho-me esforçado tanto, mas tanto meu amor, meu carinho.

Eu desejo tanto que a minha vida resulte e que os sonhos que tenho se concretizem.
Eu farei qualquer coisa para te ver feliz. Mesmo que não seja comigo, eu ficaria feliz porque pelo menos, tu continuarias a sorrir. E isso seria o meu maior orgulho. Mesmo não sabendo como falar para raparigas como tu, mesmo não sabendo como é que a vida no futuro será, eu não sei lidar com mulheres, não sei como lhes falar, como falar para ti por exemplo, meu amor. E talvez seja mau eu tratar-te por "meu amor", talvez seja, mas neste momento é a única coisa que me ajudar a manter a cabeça no lugar, é a única expressão que consegue tirar as coisas más da minha cabeça e por isso perdoa-me. 

Perdoa-me por te chamar tal coisa, perdoa-me ainda mais por escrever estas coisas. Perdoa-me! Sou um louco que se sente a afogar nas peripécias da vida. Talvez isto seja ao que chamam "Viver!"

Até que me tens feito bem...


Eu sinto! Eu sinto que não és tu aquela, eu sinto que não será a tua voz que irei ouvir todos os dias ao acordar do outro lado do telefone. Sinto que nunca saberei o tom do teu choro, sinto que nunca irei saborear os teus lábios, sinto que nunca irei sentir o teu coração. Sinto ainda que mesmo que as tuas mãos me toquem já mais irei senti-las a abraçar o meu corpo. Mesmo assim gosto do teu trato, gosto e adoro a maneira como o tom da tua voz me faz delicias no coração, de como o toque suave das tuas mãos me deixa confortável e com confiança para te deter em palavras.

Eu gostava de escrever isto, não com a ideia de que possas ler estas minhas palavras, mas para eu ter a certeza do que eu realmente sinto. Porque apesar de seres uma rapariga muito bonita e teres uma voz encantadora, sinto que não és tu. E se tiver errado faz-me ver o contrário antes que te vás embora, porque quando se tem o motivo para acordar todos os dias às seis da manhã, é porque realmente vale mesmo a pena a pessoa que faz um sacrifício dessa magnitude.

Até que me tens feito bem! :3

terça-feira, maio 20

Ainda só passaram dois dias...


Ainda só passaram dois dias!
Fica!

Tenho medo de te ver desaparecer com a mesma facilidade com que te encontrei.
Tenho medo de ficar com saudades tuas, dos teus olhos, da tua boca, da tua voz, das tuas mãos, do teu toque, do teu rosto, do teu nariz, do cheiro do teu corpo, da delicadeza das pontas dos dedos. 

É normal ter este medo todo? 
É normal chorar à noite sobre a almofada quando não te sinto? 
Quando não te vejo? 
Quando não ouço a tua voz? 
Quando não sinto o calor do teu corpo?
Quando a cor dos teus olhos subitamente ficam negros na minha cabeça?

domingo, maio 18

Já não conseguir...



Não deixes que me esqueça do teu amor, é tudo o que tenho.
Não deixes que eu perca o teu toque, é tudo o que eu tenho.
Não deixes de me amar, és tudo o que eu tenho.
Não deixes que me esqueça do teu nome.
Não me deixes esquecer da cor dos teus olhos.
Não me deixes esquecer do suave tom da tua voz.
És tudo o que eu tenho.

O que tenho eu no coração para já não conseguir sentir os teus lábios tocarem-me?


15_05_2014

Minha alma delicada...


O Diabo voltou a colocar os seus lábios nos meus ouvidos. Voltou para me colocar no coração um buraco e, um nó na garganta, impedindo-me de te dizer o quanto eu amo a tua voz, o quanto eu adoro a tua pele suave, o quanto amo beijar-te esses lábios, o quanto desejo beijar-te a nuca, o quanto me encho de vontades quando te acarinho o rosto, quando te encho de mimo, de um desejo bom e caloroso. Ele veio para me matar a alma, ele veio para me prender, para me manter longe de ti, porque acha que não mereces nada do que eu te chego a dar, acha ele que não mereces viver aquilo que tens vivido comigo. Porque no passado foi ele quem me disse que deverias ser - aos meus olhos - a inspiração para tudo, a motivação para eu acreditar de que o futuro independente de como venha ele a ser, serás tu sempre a minha preocupação, serás tu o motivo pelo qual vale a pena respirar o ar.

Por cada vez que observo o teu olhar uma chama ergue-se em mim que me faz querer agarrar-te e dizer: Amo-te... Meu amor! Minha alma delicada.

Há muito tempo não ouço o Diabo dizer:

Tira o ar dos teus pulmões e,
Da-lho a ela sem preocupações.
Merece mais ela do que tu.
Merece mais ela a vida do que tu.

quarta-feira, maio 14

És tudo o que tenho...


Não deixes de me tocar e espero que nunca, mas nunca, negues qualquer toque da minha parte. Não te esqueças do meu amor porque eu nunca me irei esquecer do teu. Trás de volta esses sorrisos tão calorosos, trás lá de novo esses lábios amorosos, trás de novo esse corpo sensual, trás para junto de mim esse rosto de anjo, essa voz com que me encanto. Fica de novo junto a mim agarrando-me pela mão, sempre pronta para me levantar se chegar a cair, sempre pronta a dar um beijo na ferida.

És tudo o que tenho!

sábado, maio 10

Significas o mundo...

Sê gentil, meu amor! Pudesse esse carinho que trazes nos olhos, esse carinho que trazes nas pontas dos dedos, esse amor que trazes amarrado ao coração, esse amor que é teu, que te é característico, tal como a voz que da tua garganta nasce. Pudesse eu dizer-te de como adoraria sentir de todas as formas e feitios o carinho dos teus olhos, o amor do teu coração e, a gentileza que sobre o teu corpo pousa como o dedo da mão de uma mãe sobre o rosto bochechudo do seu bebé.

Respirando levemente levas a tua mão ao meu rosto. Olhas-me com delicadeza e falas, falas baixinho como se achasses que quebrar o silêncio que existe entre nós nesse momento fosse o maior pecado de todos. E eu penso que tal acto seria quase tão cruel como partir o coração de alma tão pura e angelica como a de alguém como tu. O teu corpo treme, a tua voz treme, a tua mão treme. Descolas os lábios um do outro e vens aninha-los nos meus, fechas os olhos expirando fundo, parecendo que todo o medo te finalmente deixou em fim beijar-me, tocar-me, desejar-me melhor.

Significas o mundo para mim!
És muito mais do que tu julgas.

quarta-feira, maio 7

Diante de mim tenho-te a ti...

Diante de mim as tuas mãos.
Diante de mim os teus olhos.
Diante de mim o teu sorriso tímido.
Diante de mim tenho-te a ti.

Fosse o meu coração feito de ouro e toda agente mo cobiçava, toda a gente mas tu não, tu não que para ti há mais nele do que a luz que o faz brilhar, a luz que o faz parecer mágico e único. Na realidade ele é único, na realidade ele é verdadeiro e tão puro como o ouro, tão delicado e silencioso como os amores que te correm na veia, os amores que prendes no peito, os amores que vêm de dentro desse teu coração devorador de sentimentos. Leva-me ao teu encontro quando estiver sozinho. Levanta-me do chão se cair, tira-me de joelhos se sobre eles cair por já não ter forças para aguentar tanto do que a vida me poderá dar. Com o tempo eu tenho a certeza de que farei contigo tudo aquilo que te pedi agora.

Diante de mim tenho-te a ti... Olho-te pelo espelho e apercebo-me de como tudo o que há em ti me faz inspirar, me faz escrever coisas, umas lindas outras nem por isso. É certo meu amor, que um dia quando terminar a obra que tenho escrito, ta irei dedicar. A minha Magnum opus será a obra que te irá imortalizar, não a mim, mas a ti que foste os meus sentidos, foste a minha musa, o meu canto de inspiração, o peito afagado que me deu alento de continuar a lutar, de concluir o que tinha começado, sempre com um sorriso silencioso, sempre com uma mão a aconchegar-me a alma que sofria de uma dor estranha.

Diz-me! Haverá tempo para eu ver a minha obra concluída?

sábado, maio 3

Que tu, um dia...


Nunca pensei vir a deter-te em palavras cúmplices de uma paixão que arde dentro de mim. Mal consigo eu entender como fui capaz de falar para ti, de me meter contigo assim tão "naturalmente" como gosto de ser. Talvez seja por ter mudado a maneira como vejo o mundo, como te vejo a ti e a qualquer outra mulher, independentemente do passado, independentemente de tudo aquilo que fiz de mal, julgo eu saber que o futuro me espera - mesmo que incerto - alguma coisa para o qual eu nunca cheguei ainda a pensar ou sequer a reflectir. És estranha de uma boa maneira porque eu nunca sei que palavras te vão sair da boca, porque apesar de saber que o teu olhar rasgado e iluminado me faz querer beijar-te o rosto, ver-te de perto e sentir o cheiro do teu corpo, saborear cada poro do teu ombro ao pescoço, sinto que de alguma maneira sou correspondido com o mesmo olha com que te olho, é um desejo que não é bem um desejo, é um querer-te por inteira, mas lentamente, aos bocadinhos, como quando se alimenta um filho, colher-a-colher, lentamente como o passo de um caracol. Quero-te assim, perta, mas distante para que me obrigue a caminhar na tua direcção, não te quero toda de uma só vez, quero-te por bocados. 

Ultimamente tenho tentado ver-te pelo menos uma vês por dia, não sei qual é a tua reacção sobre isso, não sei ainda o que pensas cada vez que me vez de sorriso estampado no rosto, não sei o que pensas, mas julgava saber. Tu sorris quando me falas, os teus olhos brilham com intensidade e há já muito tempo que não vejo os olhos de alguém brilhar assim tanto como tu. Gostava de pensar que és a única, pelo menos foste a única capaz de roubar assim a minha atenção do mundo. Foste a rapariga-mulher que me fez tirar a máscara da timidez. Não te posso agradecer sobre aquilo que ainda não te contei, mas um dia espero poder contar-te, talvez quem saiba, quando aceitares o convite para o café eu te diga tudo, maçando - em principio - mas sempre com um carinho de bochecha-a-bochecha e uma vontade irresistível de te tocar nos lábios, no rosto fofo e carinhoso.

Por agora fico-me pelo pensamento de que tu, um dia, irás aceitar o meu convite.
Adoro apreciar a tua doce beleza. Tivesse eu metido contigo mais cedo...

sexta-feira, maio 2

O tom da tua voz...


O tom da tua voz é-me bom, o olhar que trocamos é intenso e as bochechas coram como as flores em dias de primavera. Toca-me no rosto, dá-me a tua mão, deixa-me ver de perto esses olhos. adoraria poder escrever-te uma coisa que faça jus àquilo que tu me fizeste sentir, mas na minha cabeça as palavras misturam-se, elas abalroaram-se mutuamente. É um sentimento bom, é estranho, não te quero mentir, falar para ti faz-me sentir bem, como se algo dentro de ti retirasse os demónios que o meu coração negro cria todas as noites para evitar que chore, para evitar sofrer com a solidão do meu pensamento, com o silêncio do meu quarto.

Não estou habituado a receber esse tipo de olhar, não estou habituado a ver esses tipo de sorrisos, não estou habituado há existência de um ser como tu.

Olho o céu azul à procura de um sorriso que me faça aquecer o peito, que me faça esquecer o dia que julgava ser perfeito. Tão estranhamente te vi com esse olhar tão intenso que a minha mente colocou mais uma estrela no céu.

sábado, abril 26

Ela olhava-o...


Se for pecado gabar-te a beleza, gabar-te o colo do peito, gabar-te as costas do pescoço, se isso for pecado que seja rei no inferno, porque beleza como a tua é difícil de se encontrar. Cada palavra que penso em escrever-te, cada frase, cada texto, cada bocado de vida que tento criar com as letras, não mostram a beleza do teu rosto, o carinho do teu colo, a delicadeza das tuas mãos, o anseio que o teu coração, que o teu amor me faz sentir.

Talvez se estivesse mais vezes contigo, talvez, não sei bem como te dizer estas coisas, mas talvez tu pudesses ver aquilo que sou, a pessoa que te adora, que te enerva e irrita, que te faz sentir princesa e criada ao mesmo tempo. Todos os dias eu gostava de poder chorar no teu colo, todos os dias eu gostava de puder sentir o teu cheiro, saborear os teus lábios, apertar-te contra o meu peito, deter-te em palavras sussurradas ao ouvido.

Poder ver-te todos os dias é um desejo tornado realidade. É doloroso ver-te partir, é ainda mais doloroso saber que o teu sorriso me fere o coração, me fere a alma de diábo, e não devida. Não devia! Não devia de ser assim, devia dar-me alegrias, deveria dar-me atenção e amor, mas não. Mas não…

Dizer-te que gosto de ti é querer-te dizer mais do que as próprias palavras poderão algumas vez expressar. Posso eu escrever toda a minha vida sem conseguir explicar aquilo que sinto, cada vez que te olho, cada vez que o teu rosto se ilumina e o teu rosto me encanta, me aquece o corpo.

Os teus olhos percorrem o horizonte, percorrem o mar de gente. Preferes a praia à cidade, preferes o sorriso às lágrimas, preferes olhar o céu azulado que as nuvens negras no inverno.

Ela olhava-o com admiração. Sempre atenta a cada gesto seu, a cada trejeito de lábio, a cada palavra e som. Um orgulho correu-lhe no peito aquecendo as suas bochechas deixando-a rosada.

sexta-feira, abril 25

Estou a largar a tua mão..


Amo a maneira simples e delicada como te acanhas no meu peito, a maneira fofa que o teu corpo faz quando se enrola e se ajeita contra mim, quando o teu nariz se encosta na minha bochecha, quando os lábios me tocam o queixam, me tocam o ombro e, me beijam a mão que te passo no rosto. Fechas os olhos e sorris, sorris como se fosses uma criancinha cheia, carregada de mimo, carregada de felicidade. É ao ver-te assim tão cheia de vida que sinto o meu coração a aquecer, a tornar-se mole, mais calmo e brilhante, como esses olhos que me olham intensamente, que me rasgam a alma à procura do conforto de um colo, da amizade de um abraço, do calor de uma mão aconchegante, ou de um beijo delicioso largado com cuidado sobre a tua testa. Há dias em que penso em ti, em que sorriu quando ainda me recordo do teu rosto e da tua voz, da maneira maravilhosa do teu olhar sobre a minha pessoa.

Há poucas coisas neste mundo que são tão bonitas como tu, tão bonitas como o teu brilhar de olhos. Desculpa se te mato a paciencia por falar sempre do teu sorriso, por falar sempre da tua voz, da tua doce voz. Se os anjos têm voz, que a tua seja uma delas, pois quando falas, quando te declaras aos meus ouvidos, sinto a alma a crescer, sinto a tua doce voz a gatinhar dentro dos meus ouvidos, quase como se fosse algodão.

Quero com tudo isto dizer-te que - por muita pena que tenha de  não ter passado mais tempo da minha vida contigo - quero seguir em frente e neste momento estou a largar a tua mão.

O teu silêncio não tem poder sobre o meu coração.


Eu cometi tantos erros e hoje faço tanta coisa para tentar emendar o que fiz de mal no passado. Quero evitar errar de novo. Sinto-me a explodir de vida, quero tanto, fazer tanto, viver tanto e sentir outro tanto. Foste para mim aquilo que eu não podia ser para mim, deste-me aquilo que não tinha, e eu em troca dei-te as coisas de que não precisava, que tu não precisavas.

Projecto nas paredes da minha casa as dores que senti, as dores que te fiz sentir, na solidão que te causei, na ansiedade de que tanto sofri por não te ter diante de mim, deslumbrante sorrindo para mim, com o olhar tenro de menina-mulher. Evito dizer que tenho saudades tuas porque apenas tenho saudades da tua voz, do cheiro que o teu belo corpo soltava. Agora sei que ao olhar para a frente vendo todo um mar de oportunidades posso decidir caminhar sem medo ou voltar a falhar por me julgar ainda pequeno.

Se eu continuar a caminhar, estica-te e segura-me pelo braço e diz-me, Espera! Vamos falar!

quinta-feira, abril 24

Ganhei uma saudade...


Ganhei uma saudade que não consigo apagar, que não consigo fazer da boca do coração tirar, do peito arrancar, dos lábios limpar, dos olhos fazer desaparecer. As horas que faltam até ao fim do dia são por ti tornadas mais longas, como se conseguisses estica-las com magia, com um amor que te sai das mãos, do peito. Fazes os dias maus valerem sempre a pena.

Com isto acho que os meus sentimentos sobre ti se estão a tornar cada vez mais escassos, não te deixo de amar, mas de certo modo que o amor acalmou-se ao de-leve.

Continuo a adorar o teu sorriso.

segunda-feira, abril 21

De maneira diferente...


O teu olhar rasgava-me a alma. Talvez não fosse realmente rasgar, mas colocavas em mim um olhar sobre o qual eu não conseguia desviar o meu. Foste tão arrojada, tão bruta com o olhar, e tão meiga com o corpo que não sabia se estava a olhar para uma rapariga, se para um anjo, sei que parece fatela, que parece meio esquisito ou totalmente fora do contexto, mas foi o que senti, aliás, era o que sentia cada vez que te olhava nos olhos, cada vez que abrias a boca e respiravas fundo olhando para mim, fechando os olhos e encostavas a cabeça no banco. Olhavas-me com uma intensidade com a qual eu já há muito tempo não estava habituado, e há já muito tempo que não sentia isso de uma rapariga. Costuma ser ao contrario pois não é normal uma rapariga olhar para mim da mesma maneira que tu olhaste.

Eu sinto a chuva de maneira diferente.

sexta-feira, abril 18

Da mesma maneira que olho para ti...

Bate levemente o meu coração dentro do meu peito. Olho-te ao longe, procuro um sorriso teu, um carinho que te saia do rosto sem tu dares conta. Quando tu sorris oh, meu amor, meu anjo encantado, o mundo pára, o sol brilha com mais intensidade e a chuva que cai sem parar, subitamente cessa. Ela pausa como se por magia esse teu delicado e precioso sorriso lhe dissesse: - "Ei, para um bocadinho, oh chuva. Porque choras? Não deverias chorar, o tempo esta tão lindo e tu só pensas em estraga-lo com a tua água."

O teu sorriso encanta-me, embala-me de uma maneira que não consigo explicar, que não te conseguiria fazer entender mesmo com estas palavras. Transmites-me uma emoção boa, uma tranquilidade que só tenho quando me deito na cama já tarde, fecho os olhos e ouço o gélido silêncio do meu quarto. Imagino o teu corpo junto do meu, mas provavelmente estarei a fazer mal, deveria ter o teu corpo junto ao meu fisicamente. É-me tão difícil olhar para ti sabendo que nunca colocaste os teus olhos sobre mim, que nunca me irás olhar da mesma maneira que olho para ti.

segunda-feira, abril 14

Quase todos os dias...


Por mais que me imagine ao teu lado, por mais que imagine o teu rosto a sorrir, os teus lábios a tocarem nas minhas bochechas e as tuas mãos a pousarem delicadamente sobre as minhas pernas, por muito que eu me esforce, por muito que eu tente concretizar este mero futuro, este sonho estranho e tão cruel. Cruel porque me deixa assim, sem saber o que te escrever, sem saber o que chorar, o que sentir. Causa-me dores pelo corpo, pela alma, pelo coração que teima em continuar a bater por ti, ou por algo que é teu e eu não sei bem o que é.


Fico perdido a pensar no passado, sinto-me bem a pensar no presente e triste por imaginar o futuro.
Eu vejo-te nesse futuro, não sempre, mas em quase todos os dias, tu estás presente.

segunda-feira, abril 7

Teima em não aparecer...


Por muito que me digam que sou novo, ou que a vida corre depressa e devo o mais rapidamente possível encontrar alguém para casar, para ter filhos, para viver e dar netos aos meus pais, o mais difícil é encontrar a pessoa certa, a pessoa com cabeça, com força no peito, uma pessoa que saiba cair dez vezes e levantar-se de onze maneiras diferentes. Porque o mais importante é a coragem de enfrentar o mundo, de arranjar o que se parte, de cozer o coração que se rasga com o tempo, com os puxões de um lado para o outro. O calar dos gritos, o limpar das lágrimas que batem sobre o rosto rosado, sobre o rosto calmo ou entristecido.

A rapariga teima em não aparecer. Certo é o dia, não sabendo eu qual é, sei que é certo e que irá muito cedo aparecer diante de mim, a rapariga que os erros e os acertos da vida deram como trunfo para a relação, casar, ter filhos e viver.

sábado, abril 5

Intendo insultar o mundo...


Desejava que houvesse um nós.
Os teus demónios mudam-me o interior.
São pessoas como tu que me dão a razão de aprender.
É com as pessoas más que aprendo a não ser como elas
E com as pessoas boas a ser melhor.

Talvez te perguntes o porquê de que eu querer ser sempre mais e melhor. De ser tudo e tanta coisa ao mesmo tempo. Tens razão em dizer que sou um louco, que sou tolo por algumas vezes não ter a cabeça no lugar. Eu sei que tens razão quando dizes essas coisas e o facto de querer ser o melhor amanhã é porque te quero vem. Porque mesmo não tendo necessidade de te arrebatar o coração com as minhas palavras, são as atitudes que se ficam gravadas nas paredes do coração, neste caso, não no meu, mas no teu. Porque o teu sorriso significa muito mais para mim do que o dinheiro que cai todos os meses na conta bancária, porque ver-te alegre com a vida, alegre comigo, satisfeita como que a vida te tem dado de tão bom é maravilhoso, é mais aconchegante que os cobertores que nos protegem do frio.

(tenciono)Intendo insultar o mundo. 
Ao mundo, não a ti!

terça-feira, abril 1

Somos Reis, por agora...


Quando a coroa te foi posta na cabeça toda agente se ajoelhou, todas as mulheres soltaram lágrimas de ódio, de alegria, de felicidade, de desprezo, de pena e compaixão. As minhas foram de orgulho, de te ver assim, tão bonita, tão simples de sorriso rosado, de olhar tímido e satisfeito, de lágrima prestes a sair-te do canto do olho esbatendo nas bochechas encarnadas. Se não fosse a tua mão sobre a minha perna a acalmar-me o batimento do coração, certamente que quando me levantei para falar, para soltar as palavras que completavam o teu discurso e, certamente que,… Certamente que não teria forças para falar, certamente que as palavras não me sairiam da boca como te saíram a ti. Tu estavas nervosa, o que é normal, pois foste tu a coroada, já eu… Já eu sentia-me a perder o chão debaixo dos meus pés, sentia que tudo deixara de fazer sentir por breves segundos, por breves instantes que o teu sorriso e a tua mão foram a única coisa que me amparou neste desamparo momentâneo. Aconteceu como me tinha acontecido no pesadelo que tive antes de me sentar, aquela aterradora visão de que as palavras não me iriam sair bem da boca, que tudo o que eu queria dizer me saia totalmente ao contrário, foi um pensamento de puro terror.

Julguei mal as palavras que te saíram da boca. Foram quase todas elas dirigidas a mim, quase todas elas sobre mim. Sinto um alívio dentro de mim. Já mais te irei largar a mão, já mais te voltarei a fazer chorar.

Será que este silêncio alguma vez irá acabar? Voltarei a ouvir o tom da tua voz e sentir a textura suave e delicada das tuas mãos como senti naquele dia em que a coroa te foi colocada na cabeça?

sexta-feira, março 28

Cobiçar-te é...


Encontrar-te tem sido difícil, não sei se é do tempo, não sei se é da falta de sol que te impede de sair à rua, de arriscar e sentir o aroma do pólen no ar, ou se és alérgica a ele e por isso não sais de casa. Gostava de te ver, de te encontrar num canto qualquer da cidade. Gostava de te ver sorrir, de ouvir a tua voz e olhar-te nos olhos. Esforço-me para te fazer sorrir, para te colocar um sorriso nesses olhos, nesse rosto tímido e delicado, fazer-te cócegas no coração quente e silencioso. Quero que me fales e que não te fiques pelos olhares, quero que me toques e não te prendas com medos, quero tudo e não o futuro.
Quero-te agora e não depois. Espero que não te demores.

Cobiçar-te é amar-te, cobiçar-te é querer-te, cobiçar-te é... É desejar-te.

quarta-feira, março 26

Ou que te veja apenas...


Há uma coisa estranha que não consigo explicar, nem a ti nem a mim. Não sei como por em palavras o que me vai no pensamento. Desde aquele dia que te vi toda altiva, bem vestida lançando olhares na minha direcção, que cada vez que me recordo do teu rosto, cada vez que recordo o que trazias vestida naquele fim de tarde que uma alegria, uma emoção qualquer que me aquece o peito, que me aquece a alma, como se te tivesses tornado na razão, no motivo pelo qual acordo todos os dias, o motivo pelo qual deixei de ficar na cama mais cinco minutos depois de o despertador ter tocado. Porque me deste um motivo, transformaste-te num motivo, numa esperança, numa realidade. 

És o leão e eu a gazela.

Mesmo que nunca mais te volte a ver, mesmo que dentro de dias deixe de saber-te de cor, sei que pelo menos haverá esperança para mim, no sentido de que mais cedo do que penso, mais cedo do que espero e que não seja tarde, encontre assim alguém que me tenha perturbado as noites de sono, ou os dias completos a pensar em ti. Mesmo que não saiba o teu nome, mesmo que não saiba de onde és, do que gostas, acendeste uma luz, mostraste-me um caminho.

Que te volte a ver. Que tenha coragem para a próxima de te falar, de te tocar, ou que te veja apenas.

domingo, março 23

Te pudesse voltar a ver...


Tive a oportunidade de te tocar, de te falar, de te dizer aquilo que querias ouvir, mas com-ti-me, deixei-me estar sentado observando-te apenas. Olhando para tudo o que eras, para tudo o que és. Tu moça tão bonita, de rosto decidido e no teu fundo vi-te carinhosa, sorridente, amável, silenciosa, forte, robusta e delicada. Salto alto preto, calças justas pretas e um casaco vermelho, ou seria uma camisola? Não sei bem, deixei-me estar sentado enquanto ficaste em pé à espera talvez de uma amiga ou de uma irmã, nunca te antes e certamente que nunca mais te irei ver. Deliciei-me com o teu olhar, com a tua postura, com a tua atitude. Fui ou fomos desleixados por termos perdido a oportunidade de nos termos falado, talvez se não se tivessem sentado perto de mim eu a esta hora saberia o teu nome, saberia o tom da tua voz, saberia de cor o cheiro do teu perfume, sentiria o toque dos teus dedos no meu braço ou na minha mão. Vi-te no Continente de Anadia neste domingo ao fim de tarde pelas 16 horas. 

Formoso rosto, bonito corpo, olhar brilhante, desejo ardente e delicioso. Pudesse eu saber o teu nome. Oh! Se pelo menos te pudesse voltar a ver.

Para te querer de volta...



Amei-te sem querer. Amei-te porque precisava de me sentir vivo novamente. Amei-te porque me encantaste a alma, motivaste-me o coração a bater, inspiraste as minhas mãos a escrever coisas lindas, foste um anjo que me fez corar e chorar como um homem deve sempre chorar por uma mulher. De ti tenho apenas saudades da tua voz e dos teus lábios, não posso ter saudade de mais nada porque não és minha, não me pertences. Saber-te alegre é estar também eu alegre. Ver-te feliz é eu estar feliz, não na totalidade, mas pelo menos quando vejo o teu sorriso dás-me vontades de te beijar o rosto, o rosto, pois os lábios não mos deixas beijar-te. Não te abraço porque teimas que os corações se cheguem a tocar e desates a amar-me sem perceber o que realmente aconteceu para tal acontecer.

A sensação mais estranha que tenho sentido, não é a ausência do teu ser, a ausentaria do som da tua voz, do carinho das tuas mãos, da alegria do teu rosto e do estesiante amor dos teus lábios sobre os meus. Nada disso faz mais sentido do que ter apenas saudades do teu cheiro e, com isso ganho medos com os quais luto temporariamente, acabando sempre por ganhar, mas mesmo ao ganhar sinto-me fraco, sinto que a minha felicidade não depende de ti, depende de mim. Se me perguntares se ela faria mais sentido se te tivesse do meu lado, sim sem dúvida. Esse olhar que te torna tão mais meiga, tão mais suave e delicada, porque pode a tua voz ser de maria-rapaz, que só de te olhar nos olhos, perdes essa força, essa capacidade de deitar montanhas abaixo, perdes o jeito de má com quem sempre gostastes de andar. És orgulhosa e sempre soubeste deixar o orgulho de lado quando eu te pedia concelhos, quando te te pedia o peito para chorar.

Não te escrevo para te querer de volta, escrevo porque é o momento para seguir para a frente com a minha vida.

domingo, março 16

Voltou a manifestar...



Chegaste quando menos precisava de ti, quando menos queria algo contigo. Apareceste com o nevoeiro nas noites de inverno. Surgiste como o mar sobre as praias, como o mar que forma ondas enormes e cruas que levam tudo consigo não deixando nada para mais tarde ser apreciado. Tiveste esse efeito em mim, levaste tudo o que tinha para te dar ao inicio, sugaste-me a vida e durante semanas julguei que estaria a desfalecer, julguei que o meu fim estaria próximo. Levaste tudo o que eu era, levaste consigo todas as minhas forças e durante dias não disseste uma palavra, durante dias que não sorriste para mim, temi que nunca mais viesse a recuperar aquilo que soltei, aquilo que te dei de tão bom agrado. E quando já tudo parecia desabar sobre mim eis que surges de sorriso rasgado no rosto e uma lágrima negra a tocar na bochecha indo alojar-se no teu queixo. Abriste a boca e com a voz tão suave com a brisa que se sente no inicio do verão disseste : 

"Desculpa! Foi o medo que me fez separar de ti! Foi o medo!"

Quando a tua voz capturada pelo silêncio se voltou a manifestar foi apenas para dizer: 

"Perdoa-me!".

As lágrimas tomaram conta de mim, a minha voz ficou rouca e pude sentir a garganta a dar nós em si mesma, impedindo-me de falar. Mas ganhei coragem, engoli em seco, arranhei a garganta com as pontas dos dedos e falei: 

"Temi nunca mais voltar a ver-te, temi que este amor que tinha sobre o meu peito, este ardor que me crescia tão desalmadamente sobre o corpo secasse com a tua ausência, mas não foi isso que aconteceu, tive medo de nunca mais te ver, de nunca mais poder conversar contigo, de nunca mais podermos voltar a sair juntos, de te beijar os lábios delicados e segurar-te nas mãos que tal como as minhas teimam em ficar suadas quando se juntam uma na outra. Temi que a minha vida deixasse de ser importante para mim, pois tanto fiz para encontrar uma alma tão parecida como a minha que me ajudasse a encontrar e realizar os mesmos sonhos e quem sabe os sonhos um do outro, porque tal como tu eu nunca te julguei os sonhos, nunca te calei, nem nunca os matei."

Ela - Senti a tua falta! Falta de ouvir a tua voz e saudades de te ouvir resmungar...
- Não fui só eu que senti a tua falta, também a rua sentiu a tua ausência!
Ela - Sabes sempre como me encantar!

sexta-feira, março 14

Podemos não ser ricos...


Podemos não ser ricos. Podemos não chegar a sair de portugal. Podemos até não vestir as melhores marcas, ter e comprar das melhores marcas, mas o mais importante é nos termos um ao outro, porque nada é mais perfeito do que um sorriso ao fim do dia, nada é mais bonito que dar e receber um beijo, um carinho, uma preocupação em jeito de abraço, em jeito de um amor ternurento e silencioso.

Um simples sorriso consegue comprar tudo.
Se chegar a falhar não tem mal, haverá outro dia para se tentar.

Podemos não ser ricos, mas a maior riqueza que posso ter, é poder olhar para o mundo de frente e saber que não devo nada a ninguém, que ao olhar-te nos olhos sei que tenho sorte por te manteres ao meu lado, por me dares a mão e suportares as indelicadezas que chegam por vezes a sair de mim.


Podemos não ser ricos e, sabendo isso, até acho que chegamos a cuidar muito bem um o outro.

domingo, março 9

Que nome se dá...


Eras tudo o que eu sempre desejei na minha vida. Tu com o teu sorriso, com os teus amores sobre o peito, com as palavras meigas e carinhosas a saírem-te da boca, as expressões maravilhosas que tinhas sobre o rosto. Sempre te vi como o melhor amigo, como o meu melhor namorado, como o meu homem, o pai dos meus filhos. Sempre te vi como a maior loucura que alguma vez fiz na minha vida amorosa, na minha relação com alguém. No inicio quando as lágrimas me corriam o rosto faziam-me sentir bem, sentia-me alegre porque as lágrimas eram provocadas pelos teus risos, pelas tuas carinhosas e loucas palavras. 

Mas agora meu amor, agora choro quando levantas a mão e me gritas. Choro quando me puxas os cabelos, quando me bates no rosto ou me magoas no peito e, o coração dói. O meu coração dói-me tanto e custa-me tanto olhar para trás, olhar e recordar tudo o que tivemos, tudo o que fizemos um com o outro para agora estarmos assim. Eu estar assim. Custa-me a engolir a comida, custa-me ainda mais saber que vais chegar a casa e que a primeira coisa que possas fazer em vez de me dares um beijo nestes lábios doridos ou afagares com carinho este corpo que por vezes sinto já não ser o meu, custa-me saber que vais chegar a casa e que me irás levantar a mão para me bater, que irás puxar-me os cabelos, gritar comigo e chamar-me todo o tipo de nomes que tiveres para dizer.

O que fiz eu meu amor? O que fiz eu para merecer ser tratada assim?

Todos os dias o mundo vai-se embora. Todos os dias a vida parece desaparecer-te do seio, do peito. Todos os dias perdes a batalha e, quando a noite se põem o medo apodera-se de ti, envolve-te o estômago com borboletas, com ansiedades descomunais e não sabes o que fazer. Algo em ti provoca medo, pavor, vontade de querer fugir, de desaparecer, de morrer. Por vezes desejavas nunca o ter conhecido. És uma pessoa e tens sentimentos, tens uma boca e sabes falar, sabes escrever, sabes comunicar.  Sê forte o suficiente para dizer não ao que a vida te tem dado até hoje. Diz-lhe não, diz-lhe que as coisas não são como ela quer, que quem decide és tu, porque tu podes escolher. Escolhe!

Que nome se dá ao homem que coloca as mãos na mulher?
Que nome se dá ao homem que não é capaz de defender a filha?
Ainda dizem que o amor que lhes têm, é forte. Talvez mais forte do que o amor, seja a mão que cai sobre o rosto deixando-o marcado e, as palavras que fazem feridas impossíveis de cicatrizar.

Protege o que tens. Enfrenta o mal.

quarta-feira, março 5

Alguém para amar...


Eu não minto ao dizer que te adoro. Eu não minto ao dizer que gostava de te deter com abraços, de te deter com conversas curtas ou longas no café, ao telefone, por mensagens, ou quando o fim-de-semana se propõem, possamos sair para um passeio a dois onde nos preocupamos apenas um com o outro, sem pensar em mais nada, sem pensar em mais ninguém.

Gosto, adoro, encanto-me por completo quando pousas a tua cabeça no meu ombro. Preciso mesmo de alguém assim como tu. Alguém forte o suficiente para aguentar com as dificuldades da vida. Alguém para amar assim como tu.

terça-feira, março 4

O meu mais (in)delicado amor...


E se eu eu te contar que és importante para mim? Acreditarias no que te chegasse a dizer?
És a única mulher que até hoje me deu o peito não como um sitio de prazer, mas como um canto seguro e delicado onde pudesse descansar a cabeça. Foste a única a conseguir tirar-me as preocupações da cabeça, foste a única a conseguir fazer-me realmente descansar, desarmar o coração da cabeça, arrancar a dor do peito, a ânsia dos pulmões e a vida perturbada da ponta dos dedos.

Foste a única que ao passar as mãos pelo meu rosto me devolveste a inocência que a vida teima em levar-me.

E se eu te contar que és única?
Acreditas nas minhas palavras?
Acreditarias nas histórias que tenho para te contar?
AS coisas maravilhosas que os teus risos me fazem sentir?
Saberás porventura o que realmente o meu coração sente?
És a única capaz de me abraçar com força.
Amparas-me com uma magia tão cuidada, tão teimosa e delicada.

O teu mais suave gesto. O meu mais (in)delicado amor.

sábado, março 1

Quando se põem a noite...



Recordo-me de ti quando sinto a tua falta. Lembro-me dos teus sorrisos quando tenho falta deles. Anseio pelo teu peito sempre que me dá vontade de chorar. Mesmo que a distancia nos separe e as nossas vidas só se unam por breves momentos, breves e curtas horas, curtos minutos passados no café ou na padaria da esquina da rua, sinto-te presente, mesmo não te tendo comigo todos os dias. 

Somos uma espécie de relação estranha, não confusa, mas muito peculiar. Tratamos-nos como irmãos, é pelo menos assim que nos vemos, como irmãos. Mesmo não sendo tal coisa, damos-nos bem e, talvez seja isso que nos faz tão próximos, tão, tão cúmplices um com o outro, ou, um do outro.

Se o que eu escrevi não reflecte na realidade a relação que temos, pelo menos deixa-me sentir que assim, desta maneira que escrevo sobre nós, me continue a fazer sorrir todos os dias de manhã, e me faça aquecer o coração quando se põem a noite.

terça-feira, fevereiro 25

Como um rei sem coroa...


Pela primeira vez te digo que tenho mais vontade de abraçar o céu do que o teu corpo, tenho mais vontade de devorar as palavras do que os teus lábios. Esta noite eu quero-te distante, não fisicamente, mas mentalmente. Quero-te distante, quero sentir saudades tuas, quero poder sentir saudades dos teus lábios, sentir saudades da tua voz, do teu amor, do teu gosto, do teu carinho, da tua vida, quero sentir-te falta.

Se eu alguma vez perder o controlo quero que lá estejas para mim. Não para me secar as lágrimas, não para me levantar do chão, mas para me ajudar a curar as minhas feridas. Não preciso dos teus beijos, mas se os tiver como algo que me motive a tirar os joelhos do chão e a voltar a erguer-me diante do mundo, então beija-me, mima-me, atira contra mim todo o amor que tens dentro de ti. Quero-te ao meu lado para que eu possa sentir que aquilo que estou a viver não é nenhum sonho.

Hoje quero sentir-me como um rei sem coroa...
Evita tornares-te no passado, pois eu, preciso de ti como futuro!

domingo, fevereiro 23

Ao olhar-te...


Ao olhar-te, ao beijar-te, ao abraçar-te
com carinho, posso sentir-te melhor,
mais perto de mim...

Escrito na folha de mesa do restaurante "Ei"

sábado, fevereiro 22

Quero perder-me do mundo...


Estou farto de escrever sobre ti. Adorava poder viver-te com mais intensidade, perder-me no teu corpo da mesma maneira que me perco com as palavras. Perder-me nos teus lábios como me perco com os pensamentos. Perder-me com a tua voz como quando me perco ao ouvir música. Quero perder-me do mundo e encontrar-me em ti. 

Tenho milhares de pensamentos na minha cabeça e apenas um faz sentido para ti.

quarta-feira, fevereiro 19

Por vezes...


Atravessei o oceano para ver o teu sorriso outra vez.
Confesso que já tinha saudades de te ouvir sorrir.
Queria voltar a beijar-te, voltar a sentir os teus lábios.

Tive saudades do teu corpo, saudades do cheiro do teu perfume.
Por vezes quando fechava os olhos, conseguia ver-te, eras uma mera ilusão, um simples pensamento, mas conseguia ver-te mesmo assim. E apesar de estarmos tão distantes, tão soltos e cada um com a sua vida, sinto-te perto, sinto-te chegada.

domingo, fevereiro 16

E só mais uma coisa...


Há tantas coisas na minha cabeça neste momento, há tantas coisas que gostava de chorar, tantas coisas que gostava de te dizer, tantas outras que gostava de gritar até que os meus pulmões sangrassem. Adorava ver-te sorrir todos os dias, adorava poder sentir o teu peito, saborear os teus lábios, ouvir o teu coração e as palavras que mantens na cabeça. Adorava poder lavar-te o pé e massajar-te as costas. Pegar-te nas mãos com carinho, com dedicação e tratar de ti, prometer-te diante do mundo, diante do sol, debaixo da lua e das estrelas que para sempre tomarei conta de ti.

Ajoelho-me diante de ti. Observo o teu rosto sorridente a ficar sério, a ficar surpreso e pelos olhos passam-te milhares de pensamentos que te fazem esconder o rosto, que te fazem sorrir envergonhada.

Estou de joelhos, digo-te tudo aquilo que o coração há já demasiado tempo tem para te dizer. Em breve não estaremos juntos e ou digo-te agora tudo o que sempre me fizeste sentir, se não o fizer ficarei a viver num arrependimento de nunca o ter feito. Deves ficar a saber de que me aqueces a alma, de que me motivas, que me extravasas tudo de uma maneira tão natural como o próprio respirar. Tomas-me como teu companheiro para a tua vida? Não me quero casar contigo, sabe-o, apenas quero ser a pessoa com quem tu queiras passar a maior parte da tua vida. Diz-me, meu amor.

E só mais uma coisa...
Adoro quando me aqueces os pés nas noites de inverno.

segunda-feira, fevereiro 10

Contigo sinto-me capaz de arriscar...


Com o tempo conseguiste tornar-te naquela pessoa mais chegada a mim, na pessoa de quem eu sinto falta mal eu fecho a porta de casa, ou quando te telefono e tu não atendes ou mando mensagem e tu ficas horas sem responder, tudo porque estás a trabalhar. Posso olhar para ti durante horas a observar-te que nunca me canso, nunca me deixo aborrecer pelo silêncio entre nós. És uma magia andante, carregas no coração um carinho tão fofo e delicioso que me comove muitas vezes à noite. Não me canso de ouvir a tua voz, de te olhar nos olhos, de sentir o teu cheiro a entrar-me pelas narinas, de me acarinhar quando o dia foi mais cansativo, quando as dores no corpo voltam a atacar-me. Adoro a maneira como me acolhes no teu peito largando sempre um beijinho e um passar de mãos sobre os meus cabelos enquanto me falas das tuas coisas, dos teus medos, de tudo aquilo que durante o dia te aborreceu, das coisas que te fizeram sentir mal e as outras que te dão motivos para colocar um sorriso no rosto. As lidas são feitas a dois, mas quando um tem mais preguiça lá nos ajudamos. Fazemos pequenos favores um ao outro. "Amanhã lavo eu a loiça, pode ser?" Perguntas-me tu com um sorriso no rosto sentada no sofá. Eu acho estes pequenos momentos sempre tão maravilhosos. Por vezes quando vais para a cama e eu fico em frente ao computador a carregar nas teclas, eu escrevo, meu amor, eu escrevo sobre os nossos momentos, sobre aquilo que me faz apaixonar por ti todos os dias, sobre aquilo que me faz sentir seguro cada vez que estou contigo, porque é contigo que me sinto bem, é contigo que o medo não se manifesta, é contigo, meu amor.

Contigo sinto-me capaz de arriscar tudo na vida e avançar para o próximo passo, o próximo assunto de debate. O escolher o nome, comprar a roupa, se para rapaz ou rapariga, o que esperamos que ele/ela sejam no futuro e no fim acabamos sempre por dizer "quero que seja apenas feliz, só isso!". E nada mais do que isso nos importa, nada mais.

Posso arriscar e dizer que gostava de ter uma menina?
Que gostava que ela tivesse os teus olhos e o teu sorriso?
Gostava que tivesse um coração tão aconchegado como o teu.
Gostava que tivesse a tua maneira de ser.
Que tivesse o teu nariz e os teus lábios.
Gostava que fosse melhor escritora que o pai.

Não importa como ela nasça, sei que somos capazes de lhe dar o melhor de nós.
Dar-lhe um sorriso e um aconchego sempre que precisar de um, ou dois, ou mais.

Se ao menos tu, existisses...
4.1.2014

domingo, fevereiro 9

O façamos a sorrir...


Quando o mar deixa de fazer o seu indistinguível som o silêncio apodera-se das nossas vozes. Esperamos que o silêncio passe, que o som volte a fazer parte de nós. Por breves momentos ouvimos o nada, o vazio, o choro/sofrimento do mundo. Queremos abraçar aquele momento maravilhoso e nunca mais largar. Olhamos um para o outro, sorrimos sem largar qualquer palavra, qualquer som que perturbe aquele tão delicioso momento. Orgulho-me que o nosso silêncio seja agradável, que nos dê esta alegria que só olhando nos olhos um do outro entendemos o verdadeiro sentido das nossas vidas, o verdadeiro sentido do nosso amor, da cumplicidade que nos atormenta todos os dias, dos sorrisos rasgados, das lágrimas caídas sobre os nossos rostos, dos beijos longos ou curtos, das discussões, dos prazeres que os corpos tanto gostam de ter.


Quando te conheci senti a minha vida mudar.

Tudo à minha volta se tornou mais claro, mais novo e menos comum.
Só te quero a ti.

Se temos de morrer, que pelo menos o façamos a sorrir.