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quarta-feira, maio 14

És tudo o que tenho...


Não deixes de me tocar e espero que nunca, mas nunca, negues qualquer toque da minha parte. Não te esqueças do meu amor porque eu nunca me irei esquecer do teu. Trás de volta esses sorrisos tão calorosos, trás lá de novo esses lábios amorosos, trás de novo esse corpo sensual, trás para junto de mim esse rosto de anjo, essa voz com que me encanto. Fica de novo junto a mim agarrando-me pela mão, sempre pronta para me levantar se chegar a cair, sempre pronta a dar um beijo na ferida.

És tudo o que tenho!

sábado, maio 10

Significas o mundo...

Sê gentil, meu amor! Pudesse esse carinho que trazes nos olhos, esse carinho que trazes nas pontas dos dedos, esse amor que trazes amarrado ao coração, esse amor que é teu, que te é característico, tal como a voz que da tua garganta nasce. Pudesse eu dizer-te de como adoraria sentir de todas as formas e feitios o carinho dos teus olhos, o amor do teu coração e, a gentileza que sobre o teu corpo pousa como o dedo da mão de uma mãe sobre o rosto bochechudo do seu bebé.

Respirando levemente levas a tua mão ao meu rosto. Olhas-me com delicadeza e falas, falas baixinho como se achasses que quebrar o silêncio que existe entre nós nesse momento fosse o maior pecado de todos. E eu penso que tal acto seria quase tão cruel como partir o coração de alma tão pura e angelica como a de alguém como tu. O teu corpo treme, a tua voz treme, a tua mão treme. Descolas os lábios um do outro e vens aninha-los nos meus, fechas os olhos expirando fundo, parecendo que todo o medo te finalmente deixou em fim beijar-me, tocar-me, desejar-me melhor.

Significas o mundo para mim!
És muito mais do que tu julgas.

quarta-feira, maio 7

Diante de mim tenho-te a ti...

Diante de mim as tuas mãos.
Diante de mim os teus olhos.
Diante de mim o teu sorriso tímido.
Diante de mim tenho-te a ti.

Fosse o meu coração feito de ouro e toda agente mo cobiçava, toda a gente mas tu não, tu não que para ti há mais nele do que a luz que o faz brilhar, a luz que o faz parecer mágico e único. Na realidade ele é único, na realidade ele é verdadeiro e tão puro como o ouro, tão delicado e silencioso como os amores que te correm na veia, os amores que prendes no peito, os amores que vêm de dentro desse teu coração devorador de sentimentos. Leva-me ao teu encontro quando estiver sozinho. Levanta-me do chão se cair, tira-me de joelhos se sobre eles cair por já não ter forças para aguentar tanto do que a vida me poderá dar. Com o tempo eu tenho a certeza de que farei contigo tudo aquilo que te pedi agora.

Diante de mim tenho-te a ti... Olho-te pelo espelho e apercebo-me de como tudo o que há em ti me faz inspirar, me faz escrever coisas, umas lindas outras nem por isso. É certo meu amor, que um dia quando terminar a obra que tenho escrito, ta irei dedicar. A minha Magnum opus será a obra que te irá imortalizar, não a mim, mas a ti que foste os meus sentidos, foste a minha musa, o meu canto de inspiração, o peito afagado que me deu alento de continuar a lutar, de concluir o que tinha começado, sempre com um sorriso silencioso, sempre com uma mão a aconchegar-me a alma que sofria de uma dor estranha.

Diz-me! Haverá tempo para eu ver a minha obra concluída?

sábado, maio 3

Que tu, um dia...


Nunca pensei vir a deter-te em palavras cúmplices de uma paixão que arde dentro de mim. Mal consigo eu entender como fui capaz de falar para ti, de me meter contigo assim tão "naturalmente" como gosto de ser. Talvez seja por ter mudado a maneira como vejo o mundo, como te vejo a ti e a qualquer outra mulher, independentemente do passado, independentemente de tudo aquilo que fiz de mal, julgo eu saber que o futuro me espera - mesmo que incerto - alguma coisa para o qual eu nunca cheguei ainda a pensar ou sequer a reflectir. És estranha de uma boa maneira porque eu nunca sei que palavras te vão sair da boca, porque apesar de saber que o teu olhar rasgado e iluminado me faz querer beijar-te o rosto, ver-te de perto e sentir o cheiro do teu corpo, saborear cada poro do teu ombro ao pescoço, sinto que de alguma maneira sou correspondido com o mesmo olha com que te olho, é um desejo que não é bem um desejo, é um querer-te por inteira, mas lentamente, aos bocadinhos, como quando se alimenta um filho, colher-a-colher, lentamente como o passo de um caracol. Quero-te assim, perta, mas distante para que me obrigue a caminhar na tua direcção, não te quero toda de uma só vez, quero-te por bocados. 

Ultimamente tenho tentado ver-te pelo menos uma vês por dia, não sei qual é a tua reacção sobre isso, não sei ainda o que pensas cada vez que me vez de sorriso estampado no rosto, não sei o que pensas, mas julgava saber. Tu sorris quando me falas, os teus olhos brilham com intensidade e há já muito tempo que não vejo os olhos de alguém brilhar assim tanto como tu. Gostava de pensar que és a única, pelo menos foste a única capaz de roubar assim a minha atenção do mundo. Foste a rapariga-mulher que me fez tirar a máscara da timidez. Não te posso agradecer sobre aquilo que ainda não te contei, mas um dia espero poder contar-te, talvez quem saiba, quando aceitares o convite para o café eu te diga tudo, maçando - em principio - mas sempre com um carinho de bochecha-a-bochecha e uma vontade irresistível de te tocar nos lábios, no rosto fofo e carinhoso.

Por agora fico-me pelo pensamento de que tu, um dia, irás aceitar o meu convite.
Adoro apreciar a tua doce beleza. Tivesse eu metido contigo mais cedo...

sexta-feira, maio 2

O tom da tua voz...


O tom da tua voz é-me bom, o olhar que trocamos é intenso e as bochechas coram como as flores em dias de primavera. Toca-me no rosto, dá-me a tua mão, deixa-me ver de perto esses olhos. adoraria poder escrever-te uma coisa que faça jus àquilo que tu me fizeste sentir, mas na minha cabeça as palavras misturam-se, elas abalroaram-se mutuamente. É um sentimento bom, é estranho, não te quero mentir, falar para ti faz-me sentir bem, como se algo dentro de ti retirasse os demónios que o meu coração negro cria todas as noites para evitar que chore, para evitar sofrer com a solidão do meu pensamento, com o silêncio do meu quarto.

Não estou habituado a receber esse tipo de olhar, não estou habituado a ver esses tipo de sorrisos, não estou habituado há existência de um ser como tu.

Olho o céu azul à procura de um sorriso que me faça aquecer o peito, que me faça esquecer o dia que julgava ser perfeito. Tão estranhamente te vi com esse olhar tão intenso que a minha mente colocou mais uma estrela no céu.

sábado, abril 26

Ela olhava-o...


Se for pecado gabar-te a beleza, gabar-te o colo do peito, gabar-te as costas do pescoço, se isso for pecado que seja rei no inferno, porque beleza como a tua é difícil de se encontrar. Cada palavra que penso em escrever-te, cada frase, cada texto, cada bocado de vida que tento criar com as letras, não mostram a beleza do teu rosto, o carinho do teu colo, a delicadeza das tuas mãos, o anseio que o teu coração, que o teu amor me faz sentir.

Talvez se estivesse mais vezes contigo, talvez, não sei bem como te dizer estas coisas, mas talvez tu pudesses ver aquilo que sou, a pessoa que te adora, que te enerva e irrita, que te faz sentir princesa e criada ao mesmo tempo. Todos os dias eu gostava de poder chorar no teu colo, todos os dias eu gostava de puder sentir o teu cheiro, saborear os teus lábios, apertar-te contra o meu peito, deter-te em palavras sussurradas ao ouvido.

Poder ver-te todos os dias é um desejo tornado realidade. É doloroso ver-te partir, é ainda mais doloroso saber que o teu sorriso me fere o coração, me fere a alma de diábo, e não devida. Não devia! Não devia de ser assim, devia dar-me alegrias, deveria dar-me atenção e amor, mas não. Mas não…

Dizer-te que gosto de ti é querer-te dizer mais do que as próprias palavras poderão algumas vez expressar. Posso eu escrever toda a minha vida sem conseguir explicar aquilo que sinto, cada vez que te olho, cada vez que o teu rosto se ilumina e o teu rosto me encanta, me aquece o corpo.

Os teus olhos percorrem o horizonte, percorrem o mar de gente. Preferes a praia à cidade, preferes o sorriso às lágrimas, preferes olhar o céu azulado que as nuvens negras no inverno.

Ela olhava-o com admiração. Sempre atenta a cada gesto seu, a cada trejeito de lábio, a cada palavra e som. Um orgulho correu-lhe no peito aquecendo as suas bochechas deixando-a rosada.

sexta-feira, abril 25

Estou a largar a tua mão..


Amo a maneira simples e delicada como te acanhas no meu peito, a maneira fofa que o teu corpo faz quando se enrola e se ajeita contra mim, quando o teu nariz se encosta na minha bochecha, quando os lábios me tocam o queixam, me tocam o ombro e, me beijam a mão que te passo no rosto. Fechas os olhos e sorris, sorris como se fosses uma criancinha cheia, carregada de mimo, carregada de felicidade. É ao ver-te assim tão cheia de vida que sinto o meu coração a aquecer, a tornar-se mole, mais calmo e brilhante, como esses olhos que me olham intensamente, que me rasgam a alma à procura do conforto de um colo, da amizade de um abraço, do calor de uma mão aconchegante, ou de um beijo delicioso largado com cuidado sobre a tua testa. Há dias em que penso em ti, em que sorriu quando ainda me recordo do teu rosto e da tua voz, da maneira maravilhosa do teu olhar sobre a minha pessoa.

Há poucas coisas neste mundo que são tão bonitas como tu, tão bonitas como o teu brilhar de olhos. Desculpa se te mato a paciencia por falar sempre do teu sorriso, por falar sempre da tua voz, da tua doce voz. Se os anjos têm voz, que a tua seja uma delas, pois quando falas, quando te declaras aos meus ouvidos, sinto a alma a crescer, sinto a tua doce voz a gatinhar dentro dos meus ouvidos, quase como se fosse algodão.

Quero com tudo isto dizer-te que - por muita pena que tenha de  não ter passado mais tempo da minha vida contigo - quero seguir em frente e neste momento estou a largar a tua mão.

O teu silêncio não tem poder sobre o meu coração.


Eu cometi tantos erros e hoje faço tanta coisa para tentar emendar o que fiz de mal no passado. Quero evitar errar de novo. Sinto-me a explodir de vida, quero tanto, fazer tanto, viver tanto e sentir outro tanto. Foste para mim aquilo que eu não podia ser para mim, deste-me aquilo que não tinha, e eu em troca dei-te as coisas de que não precisava, que tu não precisavas.

Projecto nas paredes da minha casa as dores que senti, as dores que te fiz sentir, na solidão que te causei, na ansiedade de que tanto sofri por não te ter diante de mim, deslumbrante sorrindo para mim, com o olhar tenro de menina-mulher. Evito dizer que tenho saudades tuas porque apenas tenho saudades da tua voz, do cheiro que o teu belo corpo soltava. Agora sei que ao olhar para a frente vendo todo um mar de oportunidades posso decidir caminhar sem medo ou voltar a falhar por me julgar ainda pequeno.

Se eu continuar a caminhar, estica-te e segura-me pelo braço e diz-me, Espera! Vamos falar!

quinta-feira, abril 24

Ganhei uma saudade...


Ganhei uma saudade que não consigo apagar, que não consigo fazer da boca do coração tirar, do peito arrancar, dos lábios limpar, dos olhos fazer desaparecer. As horas que faltam até ao fim do dia são por ti tornadas mais longas, como se conseguisses estica-las com magia, com um amor que te sai das mãos, do peito. Fazes os dias maus valerem sempre a pena.

Com isto acho que os meus sentimentos sobre ti se estão a tornar cada vez mais escassos, não te deixo de amar, mas de certo modo que o amor acalmou-se ao de-leve.

Continuo a adorar o teu sorriso.

segunda-feira, abril 21

De maneira diferente...


O teu olhar rasgava-me a alma. Talvez não fosse realmente rasgar, mas colocavas em mim um olhar sobre o qual eu não conseguia desviar o meu. Foste tão arrojada, tão bruta com o olhar, e tão meiga com o corpo que não sabia se estava a olhar para uma rapariga, se para um anjo, sei que parece fatela, que parece meio esquisito ou totalmente fora do contexto, mas foi o que senti, aliás, era o que sentia cada vez que te olhava nos olhos, cada vez que abrias a boca e respiravas fundo olhando para mim, fechando os olhos e encostavas a cabeça no banco. Olhavas-me com uma intensidade com a qual eu já há muito tempo não estava habituado, e há já muito tempo que não sentia isso de uma rapariga. Costuma ser ao contrario pois não é normal uma rapariga olhar para mim da mesma maneira que tu olhaste.

Eu sinto a chuva de maneira diferente.

sexta-feira, abril 18

Da mesma maneira que olho para ti...

Bate levemente o meu coração dentro do meu peito. Olho-te ao longe, procuro um sorriso teu, um carinho que te saia do rosto sem tu dares conta. Quando tu sorris oh, meu amor, meu anjo encantado, o mundo pára, o sol brilha com mais intensidade e a chuva que cai sem parar, subitamente cessa. Ela pausa como se por magia esse teu delicado e precioso sorriso lhe dissesse: - "Ei, para um bocadinho, oh chuva. Porque choras? Não deverias chorar, o tempo esta tão lindo e tu só pensas em estraga-lo com a tua água."

O teu sorriso encanta-me, embala-me de uma maneira que não consigo explicar, que não te conseguiria fazer entender mesmo com estas palavras. Transmites-me uma emoção boa, uma tranquilidade que só tenho quando me deito na cama já tarde, fecho os olhos e ouço o gélido silêncio do meu quarto. Imagino o teu corpo junto do meu, mas provavelmente estarei a fazer mal, deveria ter o teu corpo junto ao meu fisicamente. É-me tão difícil olhar para ti sabendo que nunca colocaste os teus olhos sobre mim, que nunca me irás olhar da mesma maneira que olho para ti.

segunda-feira, abril 14

Quase todos os dias...


Por mais que me imagine ao teu lado, por mais que imagine o teu rosto a sorrir, os teus lábios a tocarem nas minhas bochechas e as tuas mãos a pousarem delicadamente sobre as minhas pernas, por muito que eu me esforce, por muito que eu tente concretizar este mero futuro, este sonho estranho e tão cruel. Cruel porque me deixa assim, sem saber o que te escrever, sem saber o que chorar, o que sentir. Causa-me dores pelo corpo, pela alma, pelo coração que teima em continuar a bater por ti, ou por algo que é teu e eu não sei bem o que é.


Fico perdido a pensar no passado, sinto-me bem a pensar no presente e triste por imaginar o futuro.
Eu vejo-te nesse futuro, não sempre, mas em quase todos os dias, tu estás presente.

segunda-feira, abril 7

Teima em não aparecer...


Por muito que me digam que sou novo, ou que a vida corre depressa e devo o mais rapidamente possível encontrar alguém para casar, para ter filhos, para viver e dar netos aos meus pais, o mais difícil é encontrar a pessoa certa, a pessoa com cabeça, com força no peito, uma pessoa que saiba cair dez vezes e levantar-se de onze maneiras diferentes. Porque o mais importante é a coragem de enfrentar o mundo, de arranjar o que se parte, de cozer o coração que se rasga com o tempo, com os puxões de um lado para o outro. O calar dos gritos, o limpar das lágrimas que batem sobre o rosto rosado, sobre o rosto calmo ou entristecido.

A rapariga teima em não aparecer. Certo é o dia, não sabendo eu qual é, sei que é certo e que irá muito cedo aparecer diante de mim, a rapariga que os erros e os acertos da vida deram como trunfo para a relação, casar, ter filhos e viver.

sábado, abril 5

Intendo insultar o mundo...


Desejava que houvesse um nós.
Os teus demónios mudam-me o interior.
São pessoas como tu que me dão a razão de aprender.
É com as pessoas más que aprendo a não ser como elas
E com as pessoas boas a ser melhor.

Talvez te perguntes o porquê de que eu querer ser sempre mais e melhor. De ser tudo e tanta coisa ao mesmo tempo. Tens razão em dizer que sou um louco, que sou tolo por algumas vezes não ter a cabeça no lugar. Eu sei que tens razão quando dizes essas coisas e o facto de querer ser o melhor amanhã é porque te quero vem. Porque mesmo não tendo necessidade de te arrebatar o coração com as minhas palavras, são as atitudes que se ficam gravadas nas paredes do coração, neste caso, não no meu, mas no teu. Porque o teu sorriso significa muito mais para mim do que o dinheiro que cai todos os meses na conta bancária, porque ver-te alegre com a vida, alegre comigo, satisfeita como que a vida te tem dado de tão bom é maravilhoso, é mais aconchegante que os cobertores que nos protegem do frio.

(tenciono)Intendo insultar o mundo. 
Ao mundo, não a ti!

terça-feira, abril 1

Somos Reis, por agora...


Quando a coroa te foi posta na cabeça toda agente se ajoelhou, todas as mulheres soltaram lágrimas de ódio, de alegria, de felicidade, de desprezo, de pena e compaixão. As minhas foram de orgulho, de te ver assim, tão bonita, tão simples de sorriso rosado, de olhar tímido e satisfeito, de lágrima prestes a sair-te do canto do olho esbatendo nas bochechas encarnadas. Se não fosse a tua mão sobre a minha perna a acalmar-me o batimento do coração, certamente que quando me levantei para falar, para soltar as palavras que completavam o teu discurso e, certamente que,… Certamente que não teria forças para falar, certamente que as palavras não me sairiam da boca como te saíram a ti. Tu estavas nervosa, o que é normal, pois foste tu a coroada, já eu… Já eu sentia-me a perder o chão debaixo dos meus pés, sentia que tudo deixara de fazer sentir por breves segundos, por breves instantes que o teu sorriso e a tua mão foram a única coisa que me amparou neste desamparo momentâneo. Aconteceu como me tinha acontecido no pesadelo que tive antes de me sentar, aquela aterradora visão de que as palavras não me iriam sair bem da boca, que tudo o que eu queria dizer me saia totalmente ao contrário, foi um pensamento de puro terror.

Julguei mal as palavras que te saíram da boca. Foram quase todas elas dirigidas a mim, quase todas elas sobre mim. Sinto um alívio dentro de mim. Já mais te irei largar a mão, já mais te voltarei a fazer chorar.

Será que este silêncio alguma vez irá acabar? Voltarei a ouvir o tom da tua voz e sentir a textura suave e delicada das tuas mãos como senti naquele dia em que a coroa te foi colocada na cabeça?

sexta-feira, março 28

Cobiçar-te é...


Encontrar-te tem sido difícil, não sei se é do tempo, não sei se é da falta de sol que te impede de sair à rua, de arriscar e sentir o aroma do pólen no ar, ou se és alérgica a ele e por isso não sais de casa. Gostava de te ver, de te encontrar num canto qualquer da cidade. Gostava de te ver sorrir, de ouvir a tua voz e olhar-te nos olhos. Esforço-me para te fazer sorrir, para te colocar um sorriso nesses olhos, nesse rosto tímido e delicado, fazer-te cócegas no coração quente e silencioso. Quero que me fales e que não te fiques pelos olhares, quero que me toques e não te prendas com medos, quero tudo e não o futuro.
Quero-te agora e não depois. Espero que não te demores.

Cobiçar-te é amar-te, cobiçar-te é querer-te, cobiçar-te é... É desejar-te.

quarta-feira, março 26

Ou que te veja apenas...


Há uma coisa estranha que não consigo explicar, nem a ti nem a mim. Não sei como por em palavras o que me vai no pensamento. Desde aquele dia que te vi toda altiva, bem vestida lançando olhares na minha direcção, que cada vez que me recordo do teu rosto, cada vez que recordo o que trazias vestida naquele fim de tarde que uma alegria, uma emoção qualquer que me aquece o peito, que me aquece a alma, como se te tivesses tornado na razão, no motivo pelo qual acordo todos os dias, o motivo pelo qual deixei de ficar na cama mais cinco minutos depois de o despertador ter tocado. Porque me deste um motivo, transformaste-te num motivo, numa esperança, numa realidade. 

És o leão e eu a gazela.

Mesmo que nunca mais te volte a ver, mesmo que dentro de dias deixe de saber-te de cor, sei que pelo menos haverá esperança para mim, no sentido de que mais cedo do que penso, mais cedo do que espero e que não seja tarde, encontre assim alguém que me tenha perturbado as noites de sono, ou os dias completos a pensar em ti. Mesmo que não saiba o teu nome, mesmo que não saiba de onde és, do que gostas, acendeste uma luz, mostraste-me um caminho.

Que te volte a ver. Que tenha coragem para a próxima de te falar, de te tocar, ou que te veja apenas.

domingo, março 23

Te pudesse voltar a ver...


Tive a oportunidade de te tocar, de te falar, de te dizer aquilo que querias ouvir, mas com-ti-me, deixei-me estar sentado observando-te apenas. Olhando para tudo o que eras, para tudo o que és. Tu moça tão bonita, de rosto decidido e no teu fundo vi-te carinhosa, sorridente, amável, silenciosa, forte, robusta e delicada. Salto alto preto, calças justas pretas e um casaco vermelho, ou seria uma camisola? Não sei bem, deixei-me estar sentado enquanto ficaste em pé à espera talvez de uma amiga ou de uma irmã, nunca te antes e certamente que nunca mais te irei ver. Deliciei-me com o teu olhar, com a tua postura, com a tua atitude. Fui ou fomos desleixados por termos perdido a oportunidade de nos termos falado, talvez se não se tivessem sentado perto de mim eu a esta hora saberia o teu nome, saberia o tom da tua voz, saberia de cor o cheiro do teu perfume, sentiria o toque dos teus dedos no meu braço ou na minha mão. Vi-te no Continente de Anadia neste domingo ao fim de tarde pelas 16 horas. 

Formoso rosto, bonito corpo, olhar brilhante, desejo ardente e delicioso. Pudesse eu saber o teu nome. Oh! Se pelo menos te pudesse voltar a ver.

Para te querer de volta...



Amei-te sem querer. Amei-te porque precisava de me sentir vivo novamente. Amei-te porque me encantaste a alma, motivaste-me o coração a bater, inspiraste as minhas mãos a escrever coisas lindas, foste um anjo que me fez corar e chorar como um homem deve sempre chorar por uma mulher. De ti tenho apenas saudades da tua voz e dos teus lábios, não posso ter saudade de mais nada porque não és minha, não me pertences. Saber-te alegre é estar também eu alegre. Ver-te feliz é eu estar feliz, não na totalidade, mas pelo menos quando vejo o teu sorriso dás-me vontades de te beijar o rosto, o rosto, pois os lábios não mos deixas beijar-te. Não te abraço porque teimas que os corações se cheguem a tocar e desates a amar-me sem perceber o que realmente aconteceu para tal acontecer.

A sensação mais estranha que tenho sentido, não é a ausência do teu ser, a ausentaria do som da tua voz, do carinho das tuas mãos, da alegria do teu rosto e do estesiante amor dos teus lábios sobre os meus. Nada disso faz mais sentido do que ter apenas saudades do teu cheiro e, com isso ganho medos com os quais luto temporariamente, acabando sempre por ganhar, mas mesmo ao ganhar sinto-me fraco, sinto que a minha felicidade não depende de ti, depende de mim. Se me perguntares se ela faria mais sentido se te tivesse do meu lado, sim sem dúvida. Esse olhar que te torna tão mais meiga, tão mais suave e delicada, porque pode a tua voz ser de maria-rapaz, que só de te olhar nos olhos, perdes essa força, essa capacidade de deitar montanhas abaixo, perdes o jeito de má com quem sempre gostastes de andar. És orgulhosa e sempre soubeste deixar o orgulho de lado quando eu te pedia concelhos, quando te te pedia o peito para chorar.

Não te escrevo para te querer de volta, escrevo porque é o momento para seguir para a frente com a minha vida.

domingo, março 16

Voltou a manifestar...



Chegaste quando menos precisava de ti, quando menos queria algo contigo. Apareceste com o nevoeiro nas noites de inverno. Surgiste como o mar sobre as praias, como o mar que forma ondas enormes e cruas que levam tudo consigo não deixando nada para mais tarde ser apreciado. Tiveste esse efeito em mim, levaste tudo o que tinha para te dar ao inicio, sugaste-me a vida e durante semanas julguei que estaria a desfalecer, julguei que o meu fim estaria próximo. Levaste tudo o que eu era, levaste consigo todas as minhas forças e durante dias não disseste uma palavra, durante dias que não sorriste para mim, temi que nunca mais viesse a recuperar aquilo que soltei, aquilo que te dei de tão bom agrado. E quando já tudo parecia desabar sobre mim eis que surges de sorriso rasgado no rosto e uma lágrima negra a tocar na bochecha indo alojar-se no teu queixo. Abriste a boca e com a voz tão suave com a brisa que se sente no inicio do verão disseste : 

"Desculpa! Foi o medo que me fez separar de ti! Foi o medo!"

Quando a tua voz capturada pelo silêncio se voltou a manifestar foi apenas para dizer: 

"Perdoa-me!".

As lágrimas tomaram conta de mim, a minha voz ficou rouca e pude sentir a garganta a dar nós em si mesma, impedindo-me de falar. Mas ganhei coragem, engoli em seco, arranhei a garganta com as pontas dos dedos e falei: 

"Temi nunca mais voltar a ver-te, temi que este amor que tinha sobre o meu peito, este ardor que me crescia tão desalmadamente sobre o corpo secasse com a tua ausência, mas não foi isso que aconteceu, tive medo de nunca mais te ver, de nunca mais poder conversar contigo, de nunca mais podermos voltar a sair juntos, de te beijar os lábios delicados e segurar-te nas mãos que tal como as minhas teimam em ficar suadas quando se juntam uma na outra. Temi que a minha vida deixasse de ser importante para mim, pois tanto fiz para encontrar uma alma tão parecida como a minha que me ajudasse a encontrar e realizar os mesmos sonhos e quem sabe os sonhos um do outro, porque tal como tu eu nunca te julguei os sonhos, nunca te calei, nem nunca os matei."

Ela - Senti a tua falta! Falta de ouvir a tua voz e saudades de te ouvir resmungar...
- Não fui só eu que senti a tua falta, também a rua sentiu a tua ausência!
Ela - Sabes sempre como me encantar!

sexta-feira, março 14

Podemos não ser ricos...


Podemos não ser ricos. Podemos não chegar a sair de portugal. Podemos até não vestir as melhores marcas, ter e comprar das melhores marcas, mas o mais importante é nos termos um ao outro, porque nada é mais perfeito do que um sorriso ao fim do dia, nada é mais bonito que dar e receber um beijo, um carinho, uma preocupação em jeito de abraço, em jeito de um amor ternurento e silencioso.

Um simples sorriso consegue comprar tudo.
Se chegar a falhar não tem mal, haverá outro dia para se tentar.

Podemos não ser ricos, mas a maior riqueza que posso ter, é poder olhar para o mundo de frente e saber que não devo nada a ninguém, que ao olhar-te nos olhos sei que tenho sorte por te manteres ao meu lado, por me dares a mão e suportares as indelicadezas que chegam por vezes a sair de mim.


Podemos não ser ricos e, sabendo isso, até acho que chegamos a cuidar muito bem um o outro.

domingo, março 9

Que nome se dá...


Eras tudo o que eu sempre desejei na minha vida. Tu com o teu sorriso, com os teus amores sobre o peito, com as palavras meigas e carinhosas a saírem-te da boca, as expressões maravilhosas que tinhas sobre o rosto. Sempre te vi como o melhor amigo, como o meu melhor namorado, como o meu homem, o pai dos meus filhos. Sempre te vi como a maior loucura que alguma vez fiz na minha vida amorosa, na minha relação com alguém. No inicio quando as lágrimas me corriam o rosto faziam-me sentir bem, sentia-me alegre porque as lágrimas eram provocadas pelos teus risos, pelas tuas carinhosas e loucas palavras. 

Mas agora meu amor, agora choro quando levantas a mão e me gritas. Choro quando me puxas os cabelos, quando me bates no rosto ou me magoas no peito e, o coração dói. O meu coração dói-me tanto e custa-me tanto olhar para trás, olhar e recordar tudo o que tivemos, tudo o que fizemos um com o outro para agora estarmos assim. Eu estar assim. Custa-me a engolir a comida, custa-me ainda mais saber que vais chegar a casa e que a primeira coisa que possas fazer em vez de me dares um beijo nestes lábios doridos ou afagares com carinho este corpo que por vezes sinto já não ser o meu, custa-me saber que vais chegar a casa e que me irás levantar a mão para me bater, que irás puxar-me os cabelos, gritar comigo e chamar-me todo o tipo de nomes que tiveres para dizer.

O que fiz eu meu amor? O que fiz eu para merecer ser tratada assim?

Todos os dias o mundo vai-se embora. Todos os dias a vida parece desaparecer-te do seio, do peito. Todos os dias perdes a batalha e, quando a noite se põem o medo apodera-se de ti, envolve-te o estômago com borboletas, com ansiedades descomunais e não sabes o que fazer. Algo em ti provoca medo, pavor, vontade de querer fugir, de desaparecer, de morrer. Por vezes desejavas nunca o ter conhecido. És uma pessoa e tens sentimentos, tens uma boca e sabes falar, sabes escrever, sabes comunicar.  Sê forte o suficiente para dizer não ao que a vida te tem dado até hoje. Diz-lhe não, diz-lhe que as coisas não são como ela quer, que quem decide és tu, porque tu podes escolher. Escolhe!

Que nome se dá ao homem que coloca as mãos na mulher?
Que nome se dá ao homem que não é capaz de defender a filha?
Ainda dizem que o amor que lhes têm, é forte. Talvez mais forte do que o amor, seja a mão que cai sobre o rosto deixando-o marcado e, as palavras que fazem feridas impossíveis de cicatrizar.

Protege o que tens. Enfrenta o mal.

quarta-feira, março 5

Alguém para amar...


Eu não minto ao dizer que te adoro. Eu não minto ao dizer que gostava de te deter com abraços, de te deter com conversas curtas ou longas no café, ao telefone, por mensagens, ou quando o fim-de-semana se propõem, possamos sair para um passeio a dois onde nos preocupamos apenas um com o outro, sem pensar em mais nada, sem pensar em mais ninguém.

Gosto, adoro, encanto-me por completo quando pousas a tua cabeça no meu ombro. Preciso mesmo de alguém assim como tu. Alguém forte o suficiente para aguentar com as dificuldades da vida. Alguém para amar assim como tu.

terça-feira, março 4

O meu mais (in)delicado amor...


E se eu eu te contar que és importante para mim? Acreditarias no que te chegasse a dizer?
És a única mulher que até hoje me deu o peito não como um sitio de prazer, mas como um canto seguro e delicado onde pudesse descansar a cabeça. Foste a única a conseguir tirar-me as preocupações da cabeça, foste a única a conseguir fazer-me realmente descansar, desarmar o coração da cabeça, arrancar a dor do peito, a ânsia dos pulmões e a vida perturbada da ponta dos dedos.

Foste a única que ao passar as mãos pelo meu rosto me devolveste a inocência que a vida teima em levar-me.

E se eu te contar que és única?
Acreditas nas minhas palavras?
Acreditarias nas histórias que tenho para te contar?
AS coisas maravilhosas que os teus risos me fazem sentir?
Saberás porventura o que realmente o meu coração sente?
És a única capaz de me abraçar com força.
Amparas-me com uma magia tão cuidada, tão teimosa e delicada.

O teu mais suave gesto. O meu mais (in)delicado amor.

sábado, março 1

Quando se põem a noite...



Recordo-me de ti quando sinto a tua falta. Lembro-me dos teus sorrisos quando tenho falta deles. Anseio pelo teu peito sempre que me dá vontade de chorar. Mesmo que a distancia nos separe e as nossas vidas só se unam por breves momentos, breves e curtas horas, curtos minutos passados no café ou na padaria da esquina da rua, sinto-te presente, mesmo não te tendo comigo todos os dias. 

Somos uma espécie de relação estranha, não confusa, mas muito peculiar. Tratamos-nos como irmãos, é pelo menos assim que nos vemos, como irmãos. Mesmo não sendo tal coisa, damos-nos bem e, talvez seja isso que nos faz tão próximos, tão, tão cúmplices um com o outro, ou, um do outro.

Se o que eu escrevi não reflecte na realidade a relação que temos, pelo menos deixa-me sentir que assim, desta maneira que escrevo sobre nós, me continue a fazer sorrir todos os dias de manhã, e me faça aquecer o coração quando se põem a noite.

terça-feira, fevereiro 25

Como um rei sem coroa...


Pela primeira vez te digo que tenho mais vontade de abraçar o céu do que o teu corpo, tenho mais vontade de devorar as palavras do que os teus lábios. Esta noite eu quero-te distante, não fisicamente, mas mentalmente. Quero-te distante, quero sentir saudades tuas, quero poder sentir saudades dos teus lábios, sentir saudades da tua voz, do teu amor, do teu gosto, do teu carinho, da tua vida, quero sentir-te falta.

Se eu alguma vez perder o controlo quero que lá estejas para mim. Não para me secar as lágrimas, não para me levantar do chão, mas para me ajudar a curar as minhas feridas. Não preciso dos teus beijos, mas se os tiver como algo que me motive a tirar os joelhos do chão e a voltar a erguer-me diante do mundo, então beija-me, mima-me, atira contra mim todo o amor que tens dentro de ti. Quero-te ao meu lado para que eu possa sentir que aquilo que estou a viver não é nenhum sonho.

Hoje quero sentir-me como um rei sem coroa...
Evita tornares-te no passado, pois eu, preciso de ti como futuro!

domingo, fevereiro 23

Ao olhar-te...


Ao olhar-te, ao beijar-te, ao abraçar-te
com carinho, posso sentir-te melhor,
mais perto de mim...

Escrito na folha de mesa do restaurante "Ei"

sábado, fevereiro 22

Quero perder-me do mundo...


Estou farto de escrever sobre ti. Adorava poder viver-te com mais intensidade, perder-me no teu corpo da mesma maneira que me perco com as palavras. Perder-me nos teus lábios como me perco com os pensamentos. Perder-me com a tua voz como quando me perco ao ouvir música. Quero perder-me do mundo e encontrar-me em ti. 

Tenho milhares de pensamentos na minha cabeça e apenas um faz sentido para ti.

quarta-feira, fevereiro 19

Por vezes...


Atravessei o oceano para ver o teu sorriso outra vez.
Confesso que já tinha saudades de te ouvir sorrir.
Queria voltar a beijar-te, voltar a sentir os teus lábios.

Tive saudades do teu corpo, saudades do cheiro do teu perfume.
Por vezes quando fechava os olhos, conseguia ver-te, eras uma mera ilusão, um simples pensamento, mas conseguia ver-te mesmo assim. E apesar de estarmos tão distantes, tão soltos e cada um com a sua vida, sinto-te perto, sinto-te chegada.

domingo, fevereiro 16

E só mais uma coisa...


Há tantas coisas na minha cabeça neste momento, há tantas coisas que gostava de chorar, tantas coisas que gostava de te dizer, tantas outras que gostava de gritar até que os meus pulmões sangrassem. Adorava ver-te sorrir todos os dias, adorava poder sentir o teu peito, saborear os teus lábios, ouvir o teu coração e as palavras que mantens na cabeça. Adorava poder lavar-te o pé e massajar-te as costas. Pegar-te nas mãos com carinho, com dedicação e tratar de ti, prometer-te diante do mundo, diante do sol, debaixo da lua e das estrelas que para sempre tomarei conta de ti.

Ajoelho-me diante de ti. Observo o teu rosto sorridente a ficar sério, a ficar surpreso e pelos olhos passam-te milhares de pensamentos que te fazem esconder o rosto, que te fazem sorrir envergonhada.

Estou de joelhos, digo-te tudo aquilo que o coração há já demasiado tempo tem para te dizer. Em breve não estaremos juntos e ou digo-te agora tudo o que sempre me fizeste sentir, se não o fizer ficarei a viver num arrependimento de nunca o ter feito. Deves ficar a saber de que me aqueces a alma, de que me motivas, que me extravasas tudo de uma maneira tão natural como o próprio respirar. Tomas-me como teu companheiro para a tua vida? Não me quero casar contigo, sabe-o, apenas quero ser a pessoa com quem tu queiras passar a maior parte da tua vida. Diz-me, meu amor.

E só mais uma coisa...
Adoro quando me aqueces os pés nas noites de inverno.

segunda-feira, fevereiro 10

Contigo sinto-me capaz de arriscar...


Com o tempo conseguiste tornar-te naquela pessoa mais chegada a mim, na pessoa de quem eu sinto falta mal eu fecho a porta de casa, ou quando te telefono e tu não atendes ou mando mensagem e tu ficas horas sem responder, tudo porque estás a trabalhar. Posso olhar para ti durante horas a observar-te que nunca me canso, nunca me deixo aborrecer pelo silêncio entre nós. És uma magia andante, carregas no coração um carinho tão fofo e delicioso que me comove muitas vezes à noite. Não me canso de ouvir a tua voz, de te olhar nos olhos, de sentir o teu cheiro a entrar-me pelas narinas, de me acarinhar quando o dia foi mais cansativo, quando as dores no corpo voltam a atacar-me. Adoro a maneira como me acolhes no teu peito largando sempre um beijinho e um passar de mãos sobre os meus cabelos enquanto me falas das tuas coisas, dos teus medos, de tudo aquilo que durante o dia te aborreceu, das coisas que te fizeram sentir mal e as outras que te dão motivos para colocar um sorriso no rosto. As lidas são feitas a dois, mas quando um tem mais preguiça lá nos ajudamos. Fazemos pequenos favores um ao outro. "Amanhã lavo eu a loiça, pode ser?" Perguntas-me tu com um sorriso no rosto sentada no sofá. Eu acho estes pequenos momentos sempre tão maravilhosos. Por vezes quando vais para a cama e eu fico em frente ao computador a carregar nas teclas, eu escrevo, meu amor, eu escrevo sobre os nossos momentos, sobre aquilo que me faz apaixonar por ti todos os dias, sobre aquilo que me faz sentir seguro cada vez que estou contigo, porque é contigo que me sinto bem, é contigo que o medo não se manifesta, é contigo, meu amor.

Contigo sinto-me capaz de arriscar tudo na vida e avançar para o próximo passo, o próximo assunto de debate. O escolher o nome, comprar a roupa, se para rapaz ou rapariga, o que esperamos que ele/ela sejam no futuro e no fim acabamos sempre por dizer "quero que seja apenas feliz, só isso!". E nada mais do que isso nos importa, nada mais.

Posso arriscar e dizer que gostava de ter uma menina?
Que gostava que ela tivesse os teus olhos e o teu sorriso?
Gostava que tivesse um coração tão aconchegado como o teu.
Gostava que tivesse a tua maneira de ser.
Que tivesse o teu nariz e os teus lábios.
Gostava que fosse melhor escritora que o pai.

Não importa como ela nasça, sei que somos capazes de lhe dar o melhor de nós.
Dar-lhe um sorriso e um aconchego sempre que precisar de um, ou dois, ou mais.

Se ao menos tu, existisses...
4.1.2014

domingo, fevereiro 9

O façamos a sorrir...


Quando o mar deixa de fazer o seu indistinguível som o silêncio apodera-se das nossas vozes. Esperamos que o silêncio passe, que o som volte a fazer parte de nós. Por breves momentos ouvimos o nada, o vazio, o choro/sofrimento do mundo. Queremos abraçar aquele momento maravilhoso e nunca mais largar. Olhamos um para o outro, sorrimos sem largar qualquer palavra, qualquer som que perturbe aquele tão delicioso momento. Orgulho-me que o nosso silêncio seja agradável, que nos dê esta alegria que só olhando nos olhos um do outro entendemos o verdadeiro sentido das nossas vidas, o verdadeiro sentido do nosso amor, da cumplicidade que nos atormenta todos os dias, dos sorrisos rasgados, das lágrimas caídas sobre os nossos rostos, dos beijos longos ou curtos, das discussões, dos prazeres que os corpos tanto gostam de ter.


Quando te conheci senti a minha vida mudar.

Tudo à minha volta se tornou mais claro, mais novo e menos comum.
Só te quero a ti.

Se temos de morrer, que pelo menos o façamos a sorrir.

sábado, fevereiro 8

Aquece-me o rosto...


Amanhece o dia vem de mansinho, aquece-me o rosto e faz-me acordar sonolento. Viro-me para o teu lado e abraço-te com carinho, apodero-te em mim, contra mim, diante de mim, com os teus olhos fechados e os teus lábios unidos. Sinto a tua expiração ao tocar-me pelo peito, porque me fica quente, sinto-te a inspirar quando sobre ele ganho um frio estranho, como se tudo o que me estivesses a dar estivesse de certa maneira a ser-me tirado. Vislumbro-me com o teu suave sorriso, com os olhos fechados, com o rosto limpo da maquilhagem, limpo das máscaras e das mentiras de tudo aquilo que não é. Daquilo que não és. És um encanto e encantas-me também a mim quando com essa suave e penetrante voz me adoças o peito, me ajeitas a respiração, me arrancas do corpo os males e no rosto me colocas um sorriso, por mais simples que seja, por mais pequenino que o deixes sobre o meu coração será sempre a tua personalidade, o teu amor e carinho que me ião fazer sorrir, se não for por fora, por dentro de certo que estarei, meu amor.

Acende uma vela meu amor. 
Preciso que me ilumines a escuridão.

Tenho saudades...


Tenho saudades de tomar café contigo!

sexta-feira, fevereiro 7

Vejo-te no Comboio...

Tu passas todos os dias bem diante dos meus olhos. Há dias em que não apareces no comboio, há outros em que pura e simplesmente te sentas à minha frente em bancos de seis lugares, mais precisamente nos do meio da primeira carruagem e , quando apanho o comboio entre as 18h e as 19h tu vens na carruagem do meio. Eu vejo-te à distância e quando me vês parece que me olhas com gosto, não sei como explicar. Tudo parece tão estranho quando te olho nos olhos tentando descobrir o que raio está a surgir nessa cabeça. Vejo-te o rosto e é tão querido, observo o teu sorriso e é tão rasgado. Adoro a tua voz e a altura que tens de corpo. De ti sei pouco, apenas que poderás ser talvez uma enfermeira em algum hospital de Aveiro, pois o comboio é de Coimbra-Aveiro. Entras sempre na mesma estação sempre à mesma hora, Mogofores. Quando o comboio por lá pára os meus olhos ganham uma adrenalina que me faz procurar por ti, que me faz procurar pelos teus olhos. Usas óculos. Eu costumo estar sentado de costas para a porta de saída ao lado de uma rapariga, talvez a conversar. 

De ti também sei que tens um problema complicado no joelho, não sei dizer se no esquerdo ou no direito, apenas ouvi uma conversa tua com uma colega. E ainda no outro dia houve uma rapariga com quem começaste a falar. Tu de um lado e ela do outro com o corredor a separar-vos. Ela tinha caracóis e tu tinhas esse cabelo castanho claro e liso tão bonito como os teus olhos. Apesar de nunca lhes ter visto a cor eu gosto quando olhas para mim e da expressão que fazes quando os nossos olhares se cruzam. Tu mantens-te a olhar e rapidamente desvias o olhar.

Adorava saber o teu nome.

quinta-feira, fevereiro 6

Quero que seja o mais natural possível...



Sinto que estás cada vez mais perto de mim. Há uma certeza que me vai invadindo o peito calmamente. Não tenho presas para saber quem és, não tenho pressa para que o sol venha. Sinto que estás cada vez mais perto. Há medida que os dias vão passando e eu vou ganhando confiança sobre a minha pessoa apercebo-me de como tudo um dia destes irá tornar-se tão diferente. 

A vida custa quando se é feita sozinha, mas neste momento estou desejoso apenas para ver o teu sorriso. E se fores tu quem eu vi hoje no comboio, digo-te que tens um sorriso rasgado e uma voz bonita. A personalidade? Essa vai-se descobrindo com o tempo. Não me imagino contigo, não me ponho para aqui a pensar " e se fores tu a tal pessoa? ". Não penso e acho que é isso que tem tornado estes últimos dias tão maravilhosos. Porque a qualquer momento as coisas podem mudar/dar a volta e tudo será inesperado, porque quando acontecer, quero que seja o mais natural possível.

Cada vez me sinto mais perto de conhecer a minha cara metade.

terça-feira, fevereiro 4

És mais brilhante que o sol...


 - Estou grávida!

Caminho ao teu encontro enquanto as lágrimas me vão saindo sem qualquer tipo de esforço dos olhos. Esboço um sorriso e tu respondes com outro de igual amplitude. Soltas a tua primeira lágrima em meses e chego a tempo de a beijar delicadamente. O som do beijo perpetua-se sobre os meus ouvidos. Olho-te nos olhos e enquanto as lágrimas se vão apoderando do meu rosto beijo-te, beijo-te porque não sei o que dizer, que palavras usar para descrever o sentimento maravilhoso que estou a sentir neste momento. Tu ris e choras olhando para mim. Limpas as lágrimas mas eu teimo em tirar-te os braços do rosto. Deixa correr as lágrimas, deixa que a vida te encha a alma de vida, deixa-te sentir as lágrimas, deixa-te sentir a viver este momento, porque ele é único meu amor e não se repete mais nenhuma vez. Neste momento junta-se o ranho teimoso à confusão das lágrimas e dos beijos suaves e sentidos.

Há já tanto tempo que não sentia um beijo teu assim tão calmo, tão pausado, tão sem pressa nenhuma de acabar. O meu corpo não se excita a minha cabeça está focada nos teus lábios, em saborear tudo o que te vai ter à boca e do que dela sai. Há já tanto tempo que não te sentia assim tão calma, tão cheia de vida, cheia de uma energia contagiosa. 

Podes não te sentir preparada e, mesmo que eu sinta o mesmo, acho que deveríamos pegar neste momento as nossas vidas pelos colarinhos e mostrar-lhes quem manda nela.

És mais brilhante que o sol.

domingo, fevereiro 2

Assim que te larguei a mão...



O olhar que no teu rosto se fez assim que te larguei a mão, foi das coisas mais dolorosas de ver. Eu contia as lágrimas para não chorar diante de ti, não por orgulho, mas porque eu não queria chorar, mas agora que revejo tudo na minha cabeça eu deveria ter chorado, porque até hoje, depois de quase um ano, ainda não chorei a tua perda, a tua distancia, o teu amor, as tuas lágrimas, a tua vida que começava a fazer sentido dentro de mim. Mas não chorei porque achava que tinha de ser forte e dar-te o apoio necessário. Custou-me tanto ver-te de costas voltas para mim e de lágrimas no rosto. Era quando olhavas para trás que o meu corpo se arrepiava. Não foste só mais um, foste uma senhora, pequena, mas foste mulher. 

As estrelas diziam-me tantas vezes, nada ou deixa-te afundar. Mas eu não queria saber delas para nada, queria-te apenas a ti. Não escrevo agora sobre ti porque me sinto sozinho, mas sim porque sei que fui mau quando deveria era ter sido bom, que deveria ter dado mais um beijo e um abraço depois de já ter dado dois, que te devia ter amado com mais tempo. Que deveria ter-te ouvido mais e tentado perceber o que se passava dentro de ti. Ou talvez devesse o contrário ter acontecido. Deveria preocupar-me mais comigo primeiro, arrancar as maldades de dentro de mim. Aconteceu e estou grato por te ter conhecido. 

Por vezes pergunto-me se tudo o que fiz, esquecendo a meia dúzia de coisas más, se tudo o resto que te disse, que te fiz, que te dei, que te ofereci, se tudo isso teve algum efeito positivo em ti. Tinhas o mundo mesmo a teus pés. Tinhas tudo. Tinhas tudo para seres mais do que és hoje.

O meu reino perdeu a rainha. Tudo o que chego a amar rapidamente se distancia.

Já não sei...


Vou aprender a tocar guitarra, vou aprender a tocar piano, vou aprender a cantar, vou aprender a dançar, vou aprender tudo o que possa aprender antes que o meu coração pare. E depois de tudo vou tentar reconquistar-te. Porque não te quero perder de novo. Vou conseguir, tenho a certeza. Mesmo que não consiga chegar a aprender tudo, eu vou tentar arrancar todos os dias um sorriso teu. Vou todos os dias tentar colocar um orgulho nesses olhos. 

Adoro apertar-te nos meus braços e sentir o teu corpo quente. Gosto de ver de perto esses olhos, de sentir o teu perfume a entrar-me pelas narinas e gosto principalmente de te aconchegar a cabeça no meu peito, de te olhar e ver-te de ar sereno e delicado.

Já não sei o que mais escrever sobre ti. Sinto falta de um amor como o teu. Tenho saudades das tuas mãos. Tenho saudades do teu beijo ao fim do dia. Tenho saudades tuas meu amor.

quinta-feira, janeiro 30

Que perdesses esses medos...


Teimas em mandar bocas, teimas em teimar. Teimas em dizer que não tenho nada haver com as tuas coisas, que elas são tuas e só tuas. Teimas em chatear-te e a ir do oito ao oitenta por coisas simples, por coisas pequeninas demais para se fazer logo uma tempestade. Vives com insegurança e eu sofro com ela. Sofro porque não tens razão para ser insegura comigo e apesar de eu saber isto não to consigo fazer entender de que não tenho nada a esconder-te, de que não tenho necessidade de estar constantemente chateado contigo. Detesto quando começas com as tuas coisas, com as tuas manias e teimosias, cheia de medos e sabe-se lá mais o quê e, mos jogas à cara como se tivesse culpa. Como se tivesse culpa por teres medo de algo que nunca consegui até hoje entender, não tenho culpa de seres insegura e agarrada a mim, não tenho culpa que me insultes indirectamente.

Mesmo que te diga que te quero bem, que te quero de sorriso rasgado no rosto, tu parece que tens sempre alguma coisa escondida na manga, parece que esperas pela oportunidade perfeita para que quando eu falhe tu aí me ataques sem dó nem piedade, despindo-me a nu, despindo-me de todos os contra-argumentos que te possa dar, porque só tu nessa tua cabeça de passarinho bonito é que tens razão, sentes que só tu tens razão. Que tens razão para ficares chateada comigo. Que tens razão para me atirares as coisas me atirares à cara. Mas não tens razão nenhuma para teima, não tens razão para ter razão, não tenho culpa que tenhas tudo isso que te afecta a nível pessoal e profissional. Não tenho culpa e preciso de te dizer que ou aprendes aquilo que te quero ensinar e aquilo que tu sempre me pediste para que te ensinasse ou tenho pena de te dizer que gostava que tivesses mais vida dentro de ti e que não visses só as coisas negativas. 

Eu sei que nem tudo é perfeito, que não temos um castelo, mas tenta imaginar, sim?
Não é assim tão difícil sorrir um bocadinho todos os dias. Também a mim me dói a cabeça, também a mim me atacam os maus olhados, também a mim me acontece tanta merda e mesmo assim, eu continuo a sorrir para ti. Continuo a tentar colocar todos os dias um sorriso nesses olhos, um beijo nesses lábios e uma esperteza qualquer dentro dessa tua cabecinha que só sabe é magicar coisas para me magoar.

Gostava que perdesses esses medos todos e começasses a arriscar mais na tua vida.

terça-feira, janeiro 28

Seremos assim tão frágeis...


E quando choras eu não estou ao teu lado para te amparar, para te acudir num gesto tenro e delicado. Não estou e isso faz-me sentir tão mal, faz-me sentir tanta raiva de mim mesmo. Porque eu não cheguei a tempo, porque não estava lá, porque não te apertei com doçura entre os meus braços, porque faltei com um beijo, com um ombro, com uma palavra carinhosa, com algo que fizesse sentido naquele momento em que precisavas de apoio, de mimo, de segurança e bem estar.

Quando te jogas contra o meu peito para me maltratar, para me calar, para me dar dores no coração, as tuas palavras são capazes de deixar cicatrizes. Nesses momentos eu mal consigo respirar, mal consigo soltar uma palavra que seja na tua direcção. Sinto que mereço. Mereço mas por pouco tempo, porque tento logo dar a volta para que se acanhe em ti um sorriso. Prefiro ver-te sorrir do que a chorar de tristezas. E se alguma vez eu for o motivo para a tua tristeza diz-mo na cara, diz-mo, pois prefiro poder sabe-lo da tua boca e discutir o que de mal te faço e tentar mudar, do que acabar por sofrer ao descobrir quando já não estiver contigo. Eu 

Se tu saltares eu salto também.
Se tu arriscares eu arrisco também.
Se eu arriscar tu também arriscas?
Se eu saltar tu também saltas?

Seremos assim tão frágeis para nos escondermos por de trás de paredes criadas dentro da nossa mente? Eu julgo que está na altura de as deitar abaixo e deixar o monstro sair...

domingo, janeiro 26

Deste mais do que eu podia ter pedido...


Gostava de te poder dizer que nunca fui uma perda de tempo. 
Que me deste mais do que eu podia ter pedido.

E por muito estranho e cruel que alguma vez pude ter sido para ti, talvez era porque nessas alturas eu não me lembrava da maravilhosa pessoa que tu eras para mim, das coisas boas que me deste, das lágrimas de felicidade e das bofetadas no rosto quando te respondia torto, ou quando as palavras me saiam sem lhes medir a força e a dor que pudessem causar. Já fui mau, já fui bom, já fui tudo e ao mesmo tempo nada. Pude sempre achar-me um falhado, um completo louco ou desvairado, mas quando me seguravas no teu colo e olhavas com esses olhos brilhantes para mim, eu era tudo para ti, era a coisa mais perfeita que podias ter tido nos braços, que foi a melhor coisa que te podia ter acontecido na vida.

Apesar de querer ser sempre perfeito eu já mais irei esquecer das palavras de aconchego que me davas quando ia chorar para o teu colo, para os teus ombros, ou dos dias em que estava doente tu vinhas para perto de mim com um estranho sorriso, com um sorriso que só tu entendias, porque ao olhares para mim tu vias que estava mal, mas que com o teu amor, com esse teu carinho e a amabilidade sobre as pontas dos teus dedos, todos os males que me tinham atacado e deixado em tal estado deplorável, rapidamente me iria soltar.

Sempre foste capaz de enfrentar a escuridão para me dela tirares.
Sem ti perco-me, sem ti caio, sem ti sinto-me desamparado.

Obrigado, Mãe!

sábado, janeiro 25

Quando estou longe de ti...


Não me importa o tempo, não me importa o dinheiro nem as noites mal dormidas, desde que no fim me prometas que estarás comigo, que me irás abraçar e deixar sobre os meus lábios um ultimo beijo teu ficarei feliz. É estranho e ao mesmo tempo tão bom saber que independentemente de como sais vestida comigo, ou a maneira como te arranjas para sair, ficarei sempre com a ideia de que nada te precisa de ficar bem, que de alguma maneira o teu sorriso acaba sempre por tornar o teu interior sempre mais importante. Mas para te ser sincero gosto de te ver confiante, e tu dás-me a confiança de que preciso. Sinto-te como uma irmã, é tudo muito estranho, porque não estou contigo por gostar do que és por fora, mas sim porque te prefiro pela companhia, pela pessoa que és por dentro e por aquelas coisinhas que sinto na barriga quando me olhas nos olhos e sorris carinhosamente.

Beija-me, beija-me nem que seja sobre as bochechas. Eu posso sonhar, mas pelo menos sonho alegre. De que me vale acordar quando este sonho está a ser tão maravilhoso? E mesmo que não seja, porque raio é que não encontro a rapariga que me dá tantas alegrias como tu? Onde está a rapariga que me aceita como sou? Onde está? Onde anda? Mesmo que caia de joelhos eu continuarei a lutar para a encontrar. 

Não digas que sou eu que te protejo porque no nosso caso é mais ao contrário. Sabes ser decidida, sabes pegar o problema pelos colarinhos e dar umas valentes bofetadas quando é necessário. Sabes usar a voz e o seu tom. Mesmo que eu te defenda, tu preferes fazê-lo comigo, como se fosse o teu bebé, a tua coisa mais preciosa, como a mãe a um filho. Arreganhas o dente e mostras quem manda, mantens-te sempre ao meu lado e nunca à minha frente. Por ti eu punha este mundo de pernas para o ar. Deitava fogo ao céu e fazia apagar o brilho de todas as estrelas.

Eu não me quero sentir morto como me sinto por dentro quando estou longe de ti. Não quero que me partas o coração, não quero que me jogues ao chão. Eu prometo pela minha vida que eu irei ficar bem, bebé eu irei ficar bem. Eu prometo que esta não será a ultima vez porque eu consigo crescer a amar uma mentira enquanto não encontrar uma verdade para amar. Aprendi a sorrir dentro de mim.

Eu ando a perseguir algo mas não sei bem o que é. 
Talvez seja uma mera sombra tua. Talvez.

quarta-feira, janeiro 22

Nunca quis esta distância...


Nunca quis esta distância, este silêncio entre nós. Acho que ninguém realmente quer distancia e solidão, silêncio e uma falta qualquer de aconchego, de mimo, de amor, de paixão, de beijos e sorriso. 

Por vezes sinto que te foste embora para sempre, mesmo que possa estar contigo e sair contigo, parece que tu já tomaste a tua vida, já meteste um pé à frente do outro e... E eu tenho de seguir com a minha, mas torna-se tão difícil não te ter aqui, não te poder ver todos os dias. Mas o que agora me importa é saber que estás bem, porque, mesmo que para mim me custe olhar para a frente eu tenho planos para o futuro e penso que isso é o melhor que posso fazer para seguir com a minha vida. 

Fico preocupado ao pensar que poderei não voltar a encontrar-te na minha vida, ou pelo menos, conhecer alguém como tu, que cause um impacto tão forte e vincado como tu causaste quando te reencontrei. Talvez um dia a vida me sorria de outras maneiras, talvez um dia deixe de procurar e assim alguém como tu poderá aparecer. Até lá, vou observando as gentes, levando nãos atrás de nãos, até que alguma por fim me diga que sim e daí possa arrepiar-me todo por saber que a vida finalmente sorrio, mesmo que por um bocadinho.

segunda-feira, janeiro 20

Contigo...


Contigo é sempre tudo tão mágico. Consegues colocar no meu rosto um sorriso engraçado. Consegues por as minhas bochechas a corar, mesmo que a distancia nos separe tu tens esse efeito em mim. Alegro-me quando tu me inspiras a ser melhor, quando me motivas a escrever coisas de outra maneira, a tornar melhor tudo aquilo que sou. És especial e importante. Mesmo que as nossas personalidades choquem uma na outra, tudo vai lentamente compondo-se à nossa maneira, ao nosso jeito de que as coisas voltem a resultar.

O apoio mutuo faz com que cresçamos e com isso possamos saber como nos dirigirmos aos outros. Por vezes a tua língua doce tornasse demasiado destrutiva. Outras alturas quem ganha a vez de ter o lenço na mão para fazer maldades sou eu, e não escapo às tuas opressões, aos teus indelicados ataques e contra-ataques. Já os meus estoiram contigo, estoiram com a tua pessoa e isso faz-te chorar, faz com que te feches no quarto de banho chorando baba e ranho e quando a realidade se abate sobre ti, abres a porta, completamente ranhosa, cabelo despenteado e de braços abertos recebo-te com um carinho, com um sentimento de tristeza, vamos para o sofá os dois conversar sobre o que acabou de acontecer tentando perceber no que pudemos nós melhorar.

Quando comentamos as atitudes um do outro fartamos-nos de rir, pelas expressões, pelas palavras, por tudo. És-me estranha e ao mesmo tempo conheço-te tão bem.

sábado, janeiro 18

É nele que choro...


O segredo nos teus gestos, a agradável maneira como os teus finos dedos tratam as coisas, como se fossem coisas vindas de ti, feitas por ti com carinho, quase como se fossem teus filhos. Como posso eu olhar para a frente quando ao colocar os olhos no passado eu me encanto com a maneira maravilhosa de como foste tão querida para mim, tão simpática, tão humana, tão extremamente inovadora, inspiradora e imparável de me dar novo animo, nova ânsia de viver. Eu quero olhar para o presente com os mesmos olhos com que olho o passado, mas eu tenho medo de ao largar o passado que deixe de ser feliz, deixe de sentir o calor do teu saudoso corpo sobre o meu, o de não voltar a saber de cor os teus lábios, os teus jeitos, o teu calor, o teu cheiro, a tua amável personalidade. E isso deixa-me sem saber o que fazer, porque por vezes ao olhar para a frente tu não estás lá e, o meu maior medo é não encontrar ninguém como tu foste e continuas a ser para mim. Talvez o melhor a fazer seja largar a tua mão e olhar em frente, meu amor.

Embalas-me com tanto carinho quando sorris. 
É nele que penso, é nele que choro e, é nele que ganho força para viver.

Deixa cair um beijo...


Sei-te o tom de voz de cor e o que mais me agrada é que nunca se alterou desde o dia que te conheci, continua a ser sempre o mesmo, continua a ser aquele tom de voz suave e delicado, decidido e por vezes indefeso, mas sempre com um à vontade com as palavras que mais ninguém tem. Eu conheço de cor os teus lábios apesar de os beijar pouquíssimas vezes, sei as palmas das tuas mãos muito pouco, o que melhor te conheço é o rosto, mais exactamente meu amor, os teus olhos da cor âmbar.

Enquanto dormes eu beijo-te as bochechas, estou de frente para ti e observo-te a dormir, vejo os teus lábios um contra o outro, vejo o teu rosto de bebé, vejo o rosto totalmente descontraído contra a almofada, ficas tão querida enquanto dormes. Mimo-te com as costas dos dedos sobre as tuas bochechas e de vez em quando acaricio-te os cabelos louros. Sorrio a olhar para ti nesse estado de conforto total. Sinto-te viva, sonhadora, aventureira, lutadora. Sinto tanto e queria-te por mais outro tanto.

Quando não te toco sinto-me cair, quando não te beijo sinto-me perdido, quando não te tenho fico cego.
Quando deixares de existir dentro de mim, haverei de morrer. No dia da tua morte, caso sejas tu a minha companheira e, caso não tenha tido tempo para te dedicar o que sempre te quis dedicar, que faça de ti rainha, que a coroa te seja posta com jeito, que seja feita uma estátua em tua homenagem e o teu nome para sempre fique gravado na pedra.

Escrever sobre ti é sempre tão bom, sabe-me sempre tão vem. Torna-te real meu amor, torna-te real e todas as palavras que escrevo aqui para ti, ser-te-ão ditas com orgulho, os gestos serão dados com prazer, e todos os mimos que escrevo serão feitos sobre o teu corpo.

Deixa cair um beijo teu sobre os meus lábios.

segunda-feira, janeiro 13

Que importa...


Quero as tuas mãos sobre o meu rosto... Quando digo que sinto a tua falta é porque sinto mesmo a tua falta. Sinto falta daqueles risos naturais e não dos que parecem forçados a sair-te do rosto. Gostava quando me olhavas e me acariciavas a perna e por breves momentos soltavas um sorriso de orelha a orelha que te fazia fechar os olhos. Tenho saudades tuas, tenho saudades do cheiro do teu perfume. Para te ser sincero acho que já me esqueci de como era. Já me esqueci da cor dos teus olhos já me esqueci da forma do teu rosto, da cor dos teus lábios, mas não me esqueci da suave pele que as tuas mãos têm. 

- Olha como tudo arde meu amor! 
- Que importa que tudo arda? Tenho o que preciso mesmo aqui, ao meu lado, chorando lágrimas de tristeza. É verdade meu amor que a nossa vida arde, mas temo-nos um ao outro e, o que importa mais do que não isso, meu coração? Que importa que o céu caia e se desfaça, que a terra arda? Que importa tudo isso quando nos temos um ao outro?

domingo, janeiro 12

Quando não estás comigo...


Aproxima-te meu carinho. Há algo debaixo da tua pele que me deixa ansioso por te tocar, por te beijar esses lábios tão vermelhos, tão arreados de sangue tão vivo e intenso como a própria vida que tu levas. Há algo que me deixa com arrepios a cada toque, a cada beijo, a cada abraço, a cada olhar trocado, a cada mão dada, a cada caminho feito, a cada noite que dormimos juntos, há algo debaixo da tua pele que me faz morrer um bocado mais.

Quando não estás comigo, acordo todas as noites, acordo com um vazio no peito, com um frio do teu lado da cama que permanece vazio. Volta meu amor, sinto falta do teu calor, sinto falta dos teus mimos sobre as minhas costas, sinto falta do toque das tuas mãos, tenho saudades dos beijos nos meus ombros, dos risos que me calavas com um abraço tenro e doloroso. Tenho saudades de te abraçar por trás e fazer a concha, saudades de te beijar as costas, de cheirar o teu cabelo, de sentir as tuas mãos a aconchegar as minhas pernas. Tenho-te saudades.

Não te vás embora meu anjo, não me deixes aqui debaixo da chuva que me leva a alma, a mesma chuva que te estraga o cabelo quando menos esperas, a mesma chuva que já nos viu beijar tantas vezes. Fica aqui! Fica! Peço-te, fica! Eu grito o teu nome do fundo dos meus pulmões, eu choro, eu choro porque tu não me ouves, parece que não me vês ou não queres ver. Quando estás mal eu sou o primeiro a dar-te a mão, quando estou mal tu parece que me ignoras, parece que te esqueces de mim, parece que eu deixei de ser a pessoa que vias como tu, que vias como aquela que te amparava nas quedas, que te ajudava a levantar limpando as lágrimas, dava beijinhos nas feridas e levemente te colocava de novo no mundo, pronta para triunfar. Tenho saudades dos teus mimos sobre o meu peito, tenho saudades tuas meu amor, meu anjo, minha preciosa e deliciosa harmonia.

 Deixa-me sentir o teu perfume, sentir o teu calor, as tuas mãos sobre o meu rosto, os teus lábios sobre o meu nariz. Volta. Não te ter é como morrer devagarinho.

sábado, janeiro 11

Vou amar-te...


Um dia irei escrever nos teus braços, no teu peito, deixar escrito nos teus lábios as coisas boas que me fazes sentir, as emoções constantes que sinto ao ver o teu olhar, as ansiedades que me causas só de te ver morder o lábio, das nostalgias que me aconchegam o corpo quando me dás a tua mão e, fazes pousar levemente a minha cabeça sobre o teu ombro de mulher.

Eu irei partilhar contigo as minhas batatas fritas quando já tiveres comido todas das tuas e ainda estiveres com fome. Nunca irei quebrar uma promessa, se souber que não a posso concretizar digo-te logo que não, mas que poderei tentar. Irei beijar os cortes e os dedos entalados nas portas. Irei tentar não ser chato com aquelas minhas perguntas tolas e sem sentido algum, aquelas que te deixam chateada e sem vontade de me responder. Irei enviar-te presentes ao calhas, mesmo que não signifiquem nada. Não sempre, não a certos dias ou a certas horas, apenas quando eu quiser e sentir que mereces um, ou dois, ou talvez mais. Estarei sempre à tua espera uma hora mais cedo no sitio onde combinarmos encontrar-nos. Responder-te-ei com educação e farei com que estejas sempre a sorrir.

Irei agarrar-te pela mão e... Vou amar-te. Vou amar-te. Vou amar-te.

sexta-feira, janeiro 10

Tal como o sol o faz comigo...


Vai com cuidado digo-te eu. Vai devagar, dizes-me tu. Amo-te! Dizemos nós com um beijo sobre os nossos lábios. Agarras-me no braço e fazes-me parar, puxas-me para ti e soltas uma pequena lágrima que te corre bochecha a baixo e olhas-me com esse olhar tão doce, com essa voz suave e delicada e apertas-me com força o braço, nunca desviando o olhar dos meus olhos. Eu olho-te, observo-te e jogo os olhos à tua mão e volto a olhar-te. Tu vês-me sofrido e olhas para o que estás a fazer e lentamente largas o meu braço. Dás um passo a trás e dizes apenas "Desculpa, Pedro! Desculpa!" E desatas a chorar. Cobres o rosto com as tuas mãos, os soluços começam a ganhar força, a tua voz suave ganha um som intenso e horrendo e o teu corpo treme por todos os lados. as tuas lágrimas caiem no chão. Choras.

Pego-te por um braço e puxo-te para o meu peito onde continuas a chorar e a lamentar-te, a pedir-me desculpa enquanto no meu braço vai aparecendo a marca da tua insegurança, do teu medo, da tua ansiedade, do teu desconforto, do teu silêncio. Da vida que te mata aos poucos. Devagarinho comecei a balançar o meu corpo de um lado para o outro como se te segurasse nos meus braços como se fosses um bebé, a minha bebé. Do nada começamos a dançar lentamente e acabamos por nos rir. Nós nem pensamos nas coisas que fazemos um ao outro, simplesmente fazemos e pronto. Magoas-me com as tuas deixas, com os teus ciumes compulsivos, com as palavras amargas que expeles da boca, dos olhares tenebrosos com que me acusas de algo tão simples como o esquecer de comprar pão. O medo de te perder é grande, mas nada impede que faça de ti a mulher mais confiante e alegre durante o tempo que estiver contigo. Quero que chegues ao fim e te lembres do sorriso que coloquei no teu rosto, nos dias em que a tristeza te invadia o coração.

Eu já te encontrei e já te perdi. Voltei a encontrar-te e não te quero voltar a perder, não desta vez. Eu quero apenas dizer que me fazes sentir bem, que tu me alegras os dias, que me aqueces o peito, tal como o sol o faz comigo.

quinta-feira, janeiro 9

Sabe sempre tão bem...



Sabe sempre tão bem passar um serão no café a conversar contigo, a ver-te sorrir, a ver-te piscar os olhos, a fecha-los quando o riso é mais forte e tens de os fechar porque se não choras. Gosto quando colocas a tua mão sobre as minhas pernas em jeito de me chamar a atenção para alguma coisa que queres dizer e adoro o silêncio. Apenas o silêncio do mundo, das pessoas, dos carros, da vida que nos corre à volta e sem nos apercebermos invade-nos de uma maneira subtil e delicada.

Dás-me vontades de viver, de acreditar, de acordar cedo e escrever-te, simplesmente escrever-te.
Fazes-me querer viver cada segundo com uma vontade imensa de o ter todo em mim.
Quero viver devagarinho....

És maravilhosa!