Amo-te a ti e às sestas de fim-de-semana.
quinta-feira, setembro 4
Não é difícil...
Não é difícil amar alguém. É difícil amar algo que não existe, algo que já existe na ideia do pensamento. Digo difícil de amar no sentido físico, porque psicologicamente amamos mais o que criamos na cabeça do que as coisas que nela colocamos ou deixamos colocar pelos outros. E é estranho falar ti, pois quando falo de ti imagino vários rostos, vários corpos, várias cores para os teus olhos, várias personalidades, várias coisas sobre ti, apesar de que a única coisa que não muda é o nome que te dou, continua sempre o mesmo.Eu entendo porque o faço e mesmo que fosses tu verdadeira, fosses tu realmente genuína como me és em pensamento, eu todos os dias vinha a este canto deixar pedaços de mim em jeito de palavras para que mais tarde pudéssemos ler as coisas boas pelo quais passámos, sem tirar as coisas más que nos ficaram na memória.
Olho pelo quarto e vejo-te a ti erguida de pé e sinto coisas tão boas que não sei como te as devo explicar.
domingo, agosto 31
Estranho as maneiras carinhosas...
Estranho as maneiras carinhosas como o teu corpo se chega ao meu e de como os teus braços envolvem o meu tronco na esperança de me aquecer o peito que vai ficando frio. Ele fica frio com a tua ausência, talvez seja por isso que estranho mais o teu corpo junto ao meu do que a cama vazia nos dias em que não estás, ou quando a noite me chama para trabalhar e não posso fazer companhia ao teu calor, à tua alma, ao teu amor.
Por vezes quando te enroscas em mim, quando te aninhas sobre o meu peito encostando a orelha ao meu corpo para sentires o meu coração, sentes de uma maneira ou de outra a calma que te trago, talvez tenha sido por isso que te aproximaste tanto de mim e quando me levanto para ir ao quarto de banho me puxas de novo para a cama, para te confortar, para te preencher o coração com delicadas canções, com deliciosas pequenas histórias inventas para te ver sorrir.
O meu coração é tão delicado como a natureza de um girassol. Quando não há sol deprime, quando há sol enche o peito de forças. Quando não estás sofro de saudades, quando estás ao meu lado volto a sentir de novo a vida a bater-me no peito.
sexta-feira, agosto 22
Menos enraivecido...
Fervilha na minha mente a ideia de te ter nos meus braços. Tenho formigueiros nas pontas dos dedos quando abraço a almofada durante a noite julgando que és tu, que é o teu corpo que agarro, que é o teu rosto que vejo que são os teus lábios que beijo. Mas na realidade não passas de uma simples almofada. Estico-me sobre a cama na esperança de ouvir um resmungar indelicado pronunciado com uma voz feminina, mas outra vez, não ouço, não sinto.
O teu perfume ainda reside no quarto-de-banho. Será que ainda me visitas? Será que surges durante a noite para espalhar o perfume suave, tão delicado e aconchegante que faz sentir menos saudoso do teu pescoço, menos enraivecido com as palavras saídas da tua boca?
Sou cheio de pecados. E há algo dentro de mim não consegue apagar os teu silenciosos sorrisos das minhas memórias, do sabor que os teus lábios continham, da força bruta de mulher que os teus braços e mãos erguiam contra o meu corpo quando te apertava em abraços.
Ó menina de olhos verdes...
domingo, agosto 17
Eu criei-te...
Eu criei-te, pedaço a pedaço, detalhe a detalhe. Construí-te à minha imagem, perfeitíssima. Cada vez que vejo o teu rosto asseguro-te de que não me arrependo de nada, então porque haverias tu? Não há nada em ti que não adore, que não seja capaz de dizer que estou orgulhoso com a mulher que tenho todos os dias diante de mim, de esbelto sorriso.
Agarra-te a mim quando achares que estás a afundar-te. Corre até mim quando julgares que não consegues andar mais. Meu doce, chora no meu peito quando a vida for injusta para ti. Percorre o meu rosto com as tuas mãos, procura as imperfeições e beija-as com carinho e eu tratar-te-ei das feridas que o coração não deixa cicatrizar.
É a tua voz a coisa mais doce que prefiro ouvir todos os dias sobre os meus ouvidos. Essa voz, esse instrumento tão ternurento, tão carinhoso, doce e delicado, tal como as mãos que tens, tal como a alma que dentro de ti se acanha quando me beija, quando me toca e me deseja. Olha para mim quando não conseguires ver o mundo com clareza. Não tenhas medo quando me sentires por perto. Meu amor, fica calma e percebe que estou junto a ti. Eu já mais tirei os meus olhos de ti. Eu seguro a tua mão em todas as situações que passares. Nunca estarás sozinha. Carregar-te-ei por todos os altos e baixo, por todas as coisas em que precises de alguém para te apoiar, para te ouvir, de te apertar com mais força quando precisares de um abraço que te faça sentir viva, calma, segura e que te acalme as batidas de coração. Quando houver dias em que sentires que o mundo desaba sobre os teus ombros recordar-te de que estou sempre a teu lado.
Vem cair sobre os meus braços para que te possa de novo seduzir. Rende a tua mão sobre o meu peito, falece gentilmente esses lábios sobre os meus e deixa que o tempo os faça despegarem-se. Por vezes tornas-te um labirinto quando não queres ouvir as outras pessoas, em dias de choro, de maldade sobre esse coração. A maldade que as gentes e o mundo teimam em depositar sobre ele, sobre ti.
Quando em pequena caiaste de joelhos sobre o chão, soltaste lágrimas de dor, de sofrimento, e foste de maneiras tão delicadas agarrar-te aos joelhos, chorando. Foi nesse momento que deuses e anjos choraram pela primeira vez, e foi por ti.
quarta-feira, agosto 13
Já alguma vez pensaste...
Já alguma vez pensaste que chegarias a ver o mundo das maneiras que o vês? Que a visão que temos do mundo mudaria ao longo dos tempos e que o amor iria ajudar a maneira como nos vemos a nós próprios, como vemos e nos damos com os outros. E que o acharmos a vida adulta a coisa mais simples de todas, se tornaria na mais complexa, mais desgastante e desonesta que há?
Alguma vez pensaste que te tornarias na pessoa que és hoje, que chegarias a amar quem já amaste, que irias chorar por pessoas que te chegaram a tocar de maneiras tão complexas que te deixavam com um nó na garganta impedindo-te de falar e outro nos pulmões que te impediam de respirar.
O mundo pode ser estranho e por vezes confuso, mas tenho a certeza de que quando juntamos as mãos, o que era complexo se torna simples e fácil. Teremos também de ter a certeza e o cuidado a quem damos a mão, pois a pessoa a quem a damos terá de ter tanta confiança em nós como nós nele. Terá essa pessoa de nos proteger dos males do mundo e nós a ela.
Entendes o que te quero dizer?
Que te dou a mão porque tenho confiança em ti.
domingo, agosto 10
Somos dois tolos...
Fecha os olhos meu amor. Deixa que te prove de novo os lábios para saber de que são feitos, a que sabem eles, a que devo eu a honesta e a maravilhosa oportunidade de saborear tais instrumentos de carinho. Num dia falamos de amor, no outro vivemos o ardor que nos consome o coração, que nos arrebita o corpo, que nos coloca de mãos a suar em bica, ou quando se ganha uma incerta comichão na cabeça, ou mesmo até em dias de frio em que os corpos se junto e dele nascem as maiores cumplicidades entre dois corpos, entre duas almas, entre duas pessoas que até então só falavam do amor que sentiam um pelo outro.
Colocamos as mãos nos bolsos um do outro na tentativa de dar o melhor de nós. Unimo-nos um ao outro com outra tentativa de fazer o nosso amor continuar a viver muito depois de termos morrido, ou caso queiras perceber melhor do que te falo, unimos os nossos corpos na tentativa de adiar a morte, de nos fazer sentir com a vida que nos foge pela ponta dos dedos, que nos foge do corpo sem nos dizer, sem nos perguntar, sem avisar.
Diz-me de que maneira preferes ser abraçada.
Diz-me de que maneira é que os meus beijos te fazem sentir especial.
Diz-me de que jeitos preferes o meu corpo.
Somos dois tolos quando se trata de falar de amor.
quinta-feira, julho 31
Deve ela ser humilde...
Deve ela ser humilde.
Sim! Humilde e com um grande coração. Que não tenha medo de sorrir, que não tenha medo de falhar, de se levantar sozinha ou pedir ajuda. Que seja orgulhosa mas que saiba dar o braço a torcer. Que seja corajosa o suficiente para pegar na vida pela mão ou quando esta lhe falhar, que lhe pegue pelos cornos. Que saiba dar valor às pequenas coisas e saiba dar e receber, principalmente dar e que não tenha medo de dar e partilhar. Que seja ela honesta, que seja ela sincera, que seja ela mulher com os seus defeitos e sabia assumir os seus erros, sem medos, sem vergonhas. Saiba ser mulher com responsabilidade, com maturidade. Que seja mãe, que seja mulher acima de todas as coisas e saiba usar as palavras para conseguir ganhar. Não ganhar de se tornar orgulhosa ou digna de algo, mas que saiba usar as palavras para mostrar (quando certa) que as coisas são "estas" e "não aquelas". Que não julgue ou aponte o dedo aos erros dos outros. Saiba dar a volta e mostrar a sua visão, o seu ponto de vista.
Tenha ou não dinheiro. E se tiver que seja humilde e que não se vanglorie-se que o tem, que tem poder, que tem isto ou tem aquilo. Saiba ela dar o valor às pequenas coisas que não se compram com dinheiro e sim aquelas que se adquirem com um sorriso, ou o simples obrigado. Seja capaz de valorizar cada gesto de carinho, de atenção, de compaixão, de amor e ternura. Seja ela sensível aos problemas dos outros e educada, mas que não torne a vida dos outros a sua. Seja ela firme na postura e na voz quando tal for necessário. Seja rainha ou princesa, mas não tenha medo ou vergonha de lavar casas-de-banho, que não tenha medo ou vergonha de meter as mãos na terra, que não tenha nojo quando limpar o rabo ao filho. Seja ela princesa ou rainha mas saiba como é viver como a gente pobre do povo e lhes dê valor. Que tenha coragem para continuar. E no dia em que se preocupar se é ou não uma boa mãe, que coloque os olhos na mãe dela e pense nas coisas boas e más que a fizeram tornar-se na mulher que é hoje e que isso sirva de exemplo. As boas atitudes prevalecem sempre. Deve ela ser humana!
O orgulho exagerado faz a alma horrorosa.
domingo, julho 27
Enquanto fores uma ilusão...
Era já altura de me dizeres onde foste desencantar esse sorriso. Em que lugar estranho e imundo foste tu recuperar a leveza do teu olhar. Em que melodia foste buscar o alegre canto, o leve timbre e essa tão doce voz. Até onde foste capaz de ir para conquistar esse angélico rosto, esse corpo feminino de formosas formas. Conta-me o teu segredo...
Sempre vi em ti um olhar tão digno e nobre, tão forte e cheio de vida que poderia jurar que as palavras que em tempos Homero escreveu se possam hoje aplicar a ti. «não parecia filha dum mortal, mas sim dum Deus».
Talvez enquanto fores uma ilusão, uma simples ideia do que não tenho em mim, do que gostava de poder tocar fora do que sou, fora deste corpo. Poder tocar um corpo que não o meu. O de conseguir sentir outras mãos sobre o meu rosto que não as minhas. Outras lágrimas sobre o peito que não as que me magoam quando as solto. Que as dores no peito sejam causadas pelas saudades de alguém e, a tristeza que me invade a alma e me faz tremer como se fosse um velho fossem causadas por algum beijo amargo sobre os meus lábios.
sábado, julho 26
Sobre o olhar atento...
Sobre o olhar atento das trinta e duas
pessoas que sentadas nas suas cadeiras ansiosamente esperavam pela cerimónia,
atravessas-te tu à frente do meu olhar, radiante, saída de uma preta limousine,
acompanhada do teu pai que fez questão de te abrir a porta e estender a mão,
cumprimentando-te como um verdadeiro cavalheiro. Pude ver a lágrima a rolar-te
pelo rosto, mesmo que tentasses não chorar por causa do momento, por causa das
fotografias que viriam a seguir, soltaste uma lágrima e o teu pai amparou-te no
seu ombro quando o abraças-te, quando o apertaste contra ti como se fosse a
ultima vez que visses o sorriso extraordinário do teu pai.
Seguraste-o pelo braço, ou terá sido ele a
fazer isso? Foi ele quem tomou as rédeas naquele momento. Estavas a tremer e
ele acalmou-te beijando-te a têmpora direita, também ele tremendo. Mas tremia
por ver a sua filha casar. Caminharam lentamente pelo corredor entapetado de
vermelho e esticando o meu braço recebi-te. Chorei ao sorrir-te, ao ter-te
diante de mim, tão bela, tão radiante e perfeita, com esse sorriso branco, com
esses olhos verdes, com esse carinho no rosto e esse amor suave pela ponta dos
dedos.
Sim! Choraste tu.
Sim! Sorri-te eu.
Duas árvores. Foi nisso que nos tornámos
nesse dia.
terça-feira, julho 22
Longe das minhas mãos...
Custa-me tanto ter-te longe das minhas mãos, dos meus braços, do meu peito, dos meus olhos, dos meus lábios. Por muito que tente imaginar-te ao meu lado é-me tão difícil reviver o teu cheiro no meu nariz, ouvir as tuas palavras carinhosas e motivadoras à porta dos meus ouvidos. Enterro-me completamente nos lençóis e cobertores enquanto me deito na cama, ou no sofá onde, passo algumas horas solitário, sozinho sem a tua presença, sem o teu braço a pedir-me conforto e um pedaço de calor.
Tento esquecer-te. Não, calma! Eu não te tento esquecer, quero dizer, tento ver-me livre dos pensamentos que me fazem nós no coração, como quando me tento lembrar do teu perfume, ou do tom da tua voz, ou ainda ao que sabiam os teus lábios, eu tento esquecer-me disso, porque já não me recordo de como era quando estavas comigo e por isso, tento esquecer.
Tenho apertos na garganta quando à memória me surgem as tuas palavras já com o teu tom de voz meio enferrujado de esquecimento: - Dorme bem, boa noite. - e me davas um beijo curto sobre os lábios, segurando-me a cabeça gentilmente.
Mais me custa ainda quando em certos dias a minha cabeça me prega partidas, - das boas - e me faz sentir-te cá e com isso corro um bocado depois de sair do trabalho até à florista mais próxima e ao mini-mercado para comprar chocolates para tos dar. Quando chego a casa e me deparo com o silêncio causado pela ausência do teu ser, acabo por colocar as flores na jarra junto à porta trocando-as pelas mortas que lá estão e os chocolates, acabo por abrir uma garrafa de vodka para ajudar a engolir tais afrodisíacos que me empanturram a garganta.
Se soubesses como é estranho escrever-te sem te conhecer... Torna-te real! Torna-te!
terça-feira, julho 15
Serei eu digno...
Quando tu não estás aqui só eu sei a falta que me fazes, a saudade que em mim despertas, a dor… A dor que me causas no peito ao largares a minha mão, a dor que me causas nos nós dos dedos, porque eu debato-me com o silêncio causado pela tua ausência. Debato-me contra paredes, contra as madeiras que se transformaram em armários e portas. Transformaram-se em tudo o que nos é tão útil tal como tu me encantaste a vida. Tu que com esse sorriso tão delicado, com esse brilho nos olhos sempre me conseguiste acalmar.
Envolve com os teus braços o meu corpo tenso. Beija com esse carinho que trazes nos lábios as feridas que fiz sacrificar sobre o meu corpo com o sentimento de desespero por te perder para sempre. Em forma de gente ou de luz, traz esses lábios para junto daquilo que mais precisa de ser beijado. O coração! Sim porque o coração também se partiu quando decidiste deixar-me ou terei sido eu quem te abandonou todo este tempo? Terei sido eu quem te mandou embora? Segreda-me aos ouvidos o pecado que cometi. Ajuda-me a libertar de toda esta dor.
Diz-me!
Serei eu digno de pisar a terra seca e rasgada do inferno?
Ou será antes o chão macio do paraíso?
sexta-feira, julho 11
Te magoar o rosto...
Há dias em que nada mais são do que apenas dias comuns. Dias em que tudo se envolve em rotina e por vezes quando me liberto da rotina e parto para longe da terra que me viu crescer dá-se o caso de dar de caras com gente que nunca vi, com feitios diferentes do meu, diferentes das gentes da minha terra e por vezes nesses momentos soltam-se sorrisos, gargalhadas, apertos de mãos, cumprimentos rápidos ou longos, sempre com um sorriso sobre os lábios, ou estampada no rosto. Gostava tanto de partilhar os meus dias, de partilhar o sorriso, a alegria, a leveza que a alma ganha. Partilhar as saudades de casa, de abraçar o corpo, de beijar a forma única dos seus lábios. Mas só posso imaginar e não ligar ao que a vida me rouba todos os dias. Enquanto eu conseguir ver um sorriso nos seus rostos, ou imaginar-lhes um, estarei bem. Mesmo que a figura feminina me falte sobre os ombros, sobre o coração tempestuoso, estarei bem, despreocupado vivendo cada dia com um novo raiar de sol.
Havia nela uma delicadeza. Os seus olhos eram algo que nunca tinha visto, o rosto era tão delicado, tão belo e silencioso. Transmitiu-me uma paz estranha, uma calma que pude sentir com suavidade a esbarrar contra o meu corpo. O seu sorriso era caloroso, confiante; Confortante devo eu dizer. Voz suave e bem colocada. Corpo atlético e bem tratado. Quem és? Como te chamas? Tu de perna traçada debruçada sobre um livro, tendo como destino, Coimbra. Não fungues, assoa-te. :)
Se a lágrima te magoar o rosto, lembra-te de a magoar também!
quarta-feira, julho 9
Fui comprada...
Acorda sua preguiçosa duma-figa. Hoje é dia de treino, é dia de correr dez quilómetros. Deixa-te de fitas meu amor, levanta mas é esse cu gordo da cama e vamos correr que já se faz tarde. Depois dizes que estás gorda. Levanta o cu da cama e vem comigo. Ainda te compro qualquer coisa. "-Tu e as tuas negociações!" dizes-me tu com esse olhar revirado com o sentimento de que "fui comprada". Já não há nada a fazer. Ou vens correr comigo ou ficas em casa a tomar conta das paredes. Escolhe. Ou cu gordo entre quatro paredes ou corpo magro por porta curta.
Tu não gostas de suar no sexo? De que estás à espera? Bora resmungo-na!
- "Tu falas para mim com palavras, eu olho para ti com sentimentos." - Dizes-me tu.
sábado, julho 5
Foi esse sorriso...
A cama está ocupada com dois corpos e eu dou comigo a olhar para o tecto a pensar em tudo o que já vivemos, em tudo o que já passamos, em tudo o que já te fiz sofrer e em todas as coisas maravilhosas que te fiz sentir. Lembro-me de todas as palavras de conforto que tu sempre foste capaz de dar. Ouço subitamente o meu coração bater com força. Olho-te vislumbrando um sorrido delicado, mas não é o mesmo sorriso que vi no primeiro dia que te deitaste comigo, é outro, completamente diferente. Levanto-me ao de-leve, visto-me com toda a rapidez que posso e desço as escadas do apartamento levando no pensamento esse sorriso delicado.
Descendo as escadas penso para mim próprio sobre como poderei eu voltar atrás? Recuar mais do que três anos. Apenas três anos para aquele dia antes de te ter conhecido. Certamente que eu nunca te teria dito "Olá"! Ter-te-ia deixado ir, porque tu mereces tanto mais do que tudo isto. Tanto mais do que um simples sorriso no rosto, tanto mais do que um falso conforto sobre o corpo. Não, meu amor, a culpa não é tua, é minha porque eu vejo nesse teu delicado rosto, que mereces muito mais do que isto, mereces muito mais do que tudo aquilo que te dou todos os dias. Mereces o calor das estrelas e não o frio da lua que olha sobre nós através da nossa janela.
Entro na loja ao fundo da rua, e saio com um saco nas mãos, correndo o mais que posso para que chegue antes do momento de acordares sem mim. No pensamento trago de novo a ideia de nunca te ter dito olá. Sim eu nunca te teria dito olá! Chego a casa com um sorriso estranho no rosto. Sobre o meu lado da cama deito o saco. O saco que na verdade é um ramo de flores.
Viraste para me abraçar. Mas a única coisa que abraçaste foi o ramo de flores. Acordas com os olhos ainda carregados de sono e olhas-as com questões. Vês-me e sorris, esfregas o olho direito e sorris intensamente. Nesse momento o que me ia na cabeça era se tinha escolhido as flores certas. Parece que sim. Sim! É esse o sorriso que ansiava ver esta manhã no teu rosto.
Foi esse sorriso que se manteve todo o dia.
sexta-feira, julho 4
Espero que gostes...
Colocando o meu nariz sobre a tua nuca é possível quase saborear o cheiro, o intenso aroma que a tua pele liberta depois de te dar as mãos, depois de cada beijo sobre esses sedosos lábios, ou sobre a delicada e confortante testa. Espero que gostes do novo cheiro que comprei para ti, não com a ideia de alterar o maravilhoso que ostentas naturalmente no corpo, as para aclamar com ainda mais intensidade a beleza do cheiro que carregas contigo nesse corpo belo e altivo.
Adorei o aroma assim que o cheirei nas costas da minha mão. Lembrei-me logo daquele sabonete que costumas usar para lavar o corpo, usando-o como gel de banho. Quando a tua pele se torna suave, macia e sedosa e lhe chego o nariz quase que à memória me vem o aroma do dia em que te beijei pela primeira vez. Aquele momento em que o teu cheiro natural se entranhou na minha memória, gravando para sempre o cheiro do teu corpo nos meus neurónios.
Espero que gostes do perfume.
segunda-feira, junho 30
Faltou pouco...
O dia urge com o seu frio a tirar-nos da cama. O mesmo frio que nos junto aos dois na cama. O mesmo frio que nos fez encontrar um ao outro no acaso do dia. O frio que te fez arrepiar e dar pele-de-galinha.
O teu inglês faz-me corar. O meu inglês faz-te rir. é estranho escrever-te. Falta já pouco para me ir embora.
O teu inglês faz-me corar. O meu inglês faz-te rir. é estranho escrever-te. Falta já pouco para me ir embora.
domingo, junho 29
Até que o meu coração decida...

A casa já não tem a mesma alegria desde que te foste embora. Julguei que esse sorriso significava algo entre nós e afinal significava algo entre outro. Como pude eu pensar que esse sorriso seria por minha causa? A cama à noite fica fria e o meu corpo arrepia-se por cada vez que penso nesse teu olhar, por cada vez que relembro a tua voz a dizer o meu nome. Gostava tanto de ser eu a ter-te nos braços. Fui tão burro pensar que esse sorriso carinho, esse brilho nos olhos seria em tudo culpa por minha causa e não o foi.
A porta está aberta. Pelo menos até ao dia em que o coração decida fechá-la..
A porta está aberta. Pelo menos até ao dia em que o coração decida fechá-la..
segunda-feira, junho 23
Este beijo suave...
Sobre o céu estrelado a companhia não podia ser mais gloriosa. Tu! Tu que com tanto carinho o peito me enches, com tanto amor me acalmas os nervos, com um beijo me fazes sentir de novo o ar com o seu doce e delicado sabor salgado. Ao mesmo tempo que me dás tanto e me pedes tão pouco e sendo eu igual, fico quase sem jeito, sem modos, sem palavras, sem falas, sem conversas, sem olhares. Sem nada por onde possa dizer: - Nem um beijo me dás!
Esses teus braços tão finos e suaves, tão cheios de bochecha muscular encantam-me o espírito, alegram-me a alma, enchem-me de força. Esses mesmos braços com que me abraças apertadamente, com força, com vinco e sem qualquer medo. Queres que te sinta, que sinta todo o teu amor bem junto do teu corpo, bem junto de ti. Enquanto sorris para mim e me apertas contra esse teu belíssimo corpo eu vou pensando: - Que sorte que tenho de tu me teres dado a mão.
E como tu és uma mulher que por vezes também tem as suas necessidades de menina-princesa, são os meus braços à tua volta e o peito encostado ao teu ouvido que permanece a maior parte do tempo. Dizes tu com esse carinhoso tom de voz: - Preciso de mimo, Pedro!
Este beijo suave que te deixo sobre a testa quente, não é de despedida, meu amor, é antes uma das minhas maneiras de te mostrar que me preocupo contigo. Que também choro por não conseguir ouvir as palavras deliciosas que o meu coração tanto te quer dizer.
Quantas vezes terei eu de te beijar?
Quantas vezes terei de me declarar?
Quantas vezes terei de dizer?: - Foi o teu sorriso que me despertou o interesse em ti.
sexta-feira, junho 20
Estarás cá...
Estarás cá quando eu voltar? Estarás decidida a acolher-me no teu peito protegendo-me com os teus braços? Estarás pronta quando eu chegar, quando eu voltar?
Eu sei que terei de largar a mão de muita coisa ao longo da vida, mas não quero fazê-lo contigo. A distância pode até ser grande, posso chegar a chorar do outro lado do telefone, quero que fiques a saber que gosto bastante de ti, que é o teu amor que me faz sentir o peito cheio de amor, é o teu coração que me embala nas noites frias, é o teu sorriso que me refresca nos dias de verão, é o teu beijo que me faz querer arriscar.
Estarás cá quando eu voltar?
Quando eu voltar prometo que estarei pronto para ti. Que terei um novo sorriso no rosto e um carinho especial nas mãos para cada toque que fizer em ti, no teu corpo, no teu rosto.
Dizer adeus é demasiado triste, digo-te antes até já que fica bem melhor e mais alegre.
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