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domingo, março 16

Voltou a manifestar...



Chegaste quando menos precisava de ti, quando menos queria algo contigo. Apareceste com o nevoeiro nas noites de inverno. Surgiste como o mar sobre as praias, como o mar que forma ondas enormes e cruas que levam tudo consigo não deixando nada para mais tarde ser apreciado. Tiveste esse efeito em mim, levaste tudo o que tinha para te dar ao inicio, sugaste-me a vida e durante semanas julguei que estaria a desfalecer, julguei que o meu fim estaria próximo. Levaste tudo o que eu era, levaste consigo todas as minhas forças e durante dias não disseste uma palavra, durante dias que não sorriste para mim, temi que nunca mais viesse a recuperar aquilo que soltei, aquilo que te dei de tão bom agrado. E quando já tudo parecia desabar sobre mim eis que surges de sorriso rasgado no rosto e uma lágrima negra a tocar na bochecha indo alojar-se no teu queixo. Abriste a boca e com a voz tão suave com a brisa que se sente no inicio do verão disseste : 

"Desculpa! Foi o medo que me fez separar de ti! Foi o medo!"

Quando a tua voz capturada pelo silêncio se voltou a manifestar foi apenas para dizer: 

"Perdoa-me!".

As lágrimas tomaram conta de mim, a minha voz ficou rouca e pude sentir a garganta a dar nós em si mesma, impedindo-me de falar. Mas ganhei coragem, engoli em seco, arranhei a garganta com as pontas dos dedos e falei: 

"Temi nunca mais voltar a ver-te, temi que este amor que tinha sobre o meu peito, este ardor que me crescia tão desalmadamente sobre o corpo secasse com a tua ausência, mas não foi isso que aconteceu, tive medo de nunca mais te ver, de nunca mais poder conversar contigo, de nunca mais podermos voltar a sair juntos, de te beijar os lábios delicados e segurar-te nas mãos que tal como as minhas teimam em ficar suadas quando se juntam uma na outra. Temi que a minha vida deixasse de ser importante para mim, pois tanto fiz para encontrar uma alma tão parecida como a minha que me ajudasse a encontrar e realizar os mesmos sonhos e quem sabe os sonhos um do outro, porque tal como tu eu nunca te julguei os sonhos, nunca te calei, nem nunca os matei."

Ela - Senti a tua falta! Falta de ouvir a tua voz e saudades de te ouvir resmungar...
- Não fui só eu que senti a tua falta, também a rua sentiu a tua ausência!
Ela - Sabes sempre como me encantar!

sexta-feira, março 14

Podemos não ser ricos...


Podemos não ser ricos. Podemos não chegar a sair de portugal. Podemos até não vestir as melhores marcas, ter e comprar das melhores marcas, mas o mais importante é nos termos um ao outro, porque nada é mais perfeito do que um sorriso ao fim do dia, nada é mais bonito que dar e receber um beijo, um carinho, uma preocupação em jeito de abraço, em jeito de um amor ternurento e silencioso.

Um simples sorriso consegue comprar tudo.
Se chegar a falhar não tem mal, haverá outro dia para se tentar.

Podemos não ser ricos, mas a maior riqueza que posso ter, é poder olhar para o mundo de frente e saber que não devo nada a ninguém, que ao olhar-te nos olhos sei que tenho sorte por te manteres ao meu lado, por me dares a mão e suportares as indelicadezas que chegam por vezes a sair de mim.


Podemos não ser ricos e, sabendo isso, até acho que chegamos a cuidar muito bem um o outro.

domingo, março 9

Que nome se dá...


Eras tudo o que eu sempre desejei na minha vida. Tu com o teu sorriso, com os teus amores sobre o peito, com as palavras meigas e carinhosas a saírem-te da boca, as expressões maravilhosas que tinhas sobre o rosto. Sempre te vi como o melhor amigo, como o meu melhor namorado, como o meu homem, o pai dos meus filhos. Sempre te vi como a maior loucura que alguma vez fiz na minha vida amorosa, na minha relação com alguém. No inicio quando as lágrimas me corriam o rosto faziam-me sentir bem, sentia-me alegre porque as lágrimas eram provocadas pelos teus risos, pelas tuas carinhosas e loucas palavras. 

Mas agora meu amor, agora choro quando levantas a mão e me gritas. Choro quando me puxas os cabelos, quando me bates no rosto ou me magoas no peito e, o coração dói. O meu coração dói-me tanto e custa-me tanto olhar para trás, olhar e recordar tudo o que tivemos, tudo o que fizemos um com o outro para agora estarmos assim. Eu estar assim. Custa-me a engolir a comida, custa-me ainda mais saber que vais chegar a casa e que a primeira coisa que possas fazer em vez de me dares um beijo nestes lábios doridos ou afagares com carinho este corpo que por vezes sinto já não ser o meu, custa-me saber que vais chegar a casa e que me irás levantar a mão para me bater, que irás puxar-me os cabelos, gritar comigo e chamar-me todo o tipo de nomes que tiveres para dizer.

O que fiz eu meu amor? O que fiz eu para merecer ser tratada assim?

Todos os dias o mundo vai-se embora. Todos os dias a vida parece desaparecer-te do seio, do peito. Todos os dias perdes a batalha e, quando a noite se põem o medo apodera-se de ti, envolve-te o estômago com borboletas, com ansiedades descomunais e não sabes o que fazer. Algo em ti provoca medo, pavor, vontade de querer fugir, de desaparecer, de morrer. Por vezes desejavas nunca o ter conhecido. És uma pessoa e tens sentimentos, tens uma boca e sabes falar, sabes escrever, sabes comunicar.  Sê forte o suficiente para dizer não ao que a vida te tem dado até hoje. Diz-lhe não, diz-lhe que as coisas não são como ela quer, que quem decide és tu, porque tu podes escolher. Escolhe!

Que nome se dá ao homem que coloca as mãos na mulher?
Que nome se dá ao homem que não é capaz de defender a filha?
Ainda dizem que o amor que lhes têm, é forte. Talvez mais forte do que o amor, seja a mão que cai sobre o rosto deixando-o marcado e, as palavras que fazem feridas impossíveis de cicatrizar.

Protege o que tens. Enfrenta o mal.

quarta-feira, março 5

Alguém para amar...


Eu não minto ao dizer que te adoro. Eu não minto ao dizer que gostava de te deter com abraços, de te deter com conversas curtas ou longas no café, ao telefone, por mensagens, ou quando o fim-de-semana se propõem, possamos sair para um passeio a dois onde nos preocupamos apenas um com o outro, sem pensar em mais nada, sem pensar em mais ninguém.

Gosto, adoro, encanto-me por completo quando pousas a tua cabeça no meu ombro. Preciso mesmo de alguém assim como tu. Alguém forte o suficiente para aguentar com as dificuldades da vida. Alguém para amar assim como tu.

terça-feira, março 4

O meu mais (in)delicado amor...


E se eu eu te contar que és importante para mim? Acreditarias no que te chegasse a dizer?
És a única mulher que até hoje me deu o peito não como um sitio de prazer, mas como um canto seguro e delicado onde pudesse descansar a cabeça. Foste a única a conseguir tirar-me as preocupações da cabeça, foste a única a conseguir fazer-me realmente descansar, desarmar o coração da cabeça, arrancar a dor do peito, a ânsia dos pulmões e a vida perturbada da ponta dos dedos.

Foste a única que ao passar as mãos pelo meu rosto me devolveste a inocência que a vida teima em levar-me.

E se eu te contar que és única?
Acreditas nas minhas palavras?
Acreditarias nas histórias que tenho para te contar?
AS coisas maravilhosas que os teus risos me fazem sentir?
Saberás porventura o que realmente o meu coração sente?
És a única capaz de me abraçar com força.
Amparas-me com uma magia tão cuidada, tão teimosa e delicada.

O teu mais suave gesto. O meu mais (in)delicado amor.

sábado, março 1

Quando se põem a noite...



Recordo-me de ti quando sinto a tua falta. Lembro-me dos teus sorrisos quando tenho falta deles. Anseio pelo teu peito sempre que me dá vontade de chorar. Mesmo que a distancia nos separe e as nossas vidas só se unam por breves momentos, breves e curtas horas, curtos minutos passados no café ou na padaria da esquina da rua, sinto-te presente, mesmo não te tendo comigo todos os dias. 

Somos uma espécie de relação estranha, não confusa, mas muito peculiar. Tratamos-nos como irmãos, é pelo menos assim que nos vemos, como irmãos. Mesmo não sendo tal coisa, damos-nos bem e, talvez seja isso que nos faz tão próximos, tão, tão cúmplices um com o outro, ou, um do outro.

Se o que eu escrevi não reflecte na realidade a relação que temos, pelo menos deixa-me sentir que assim, desta maneira que escrevo sobre nós, me continue a fazer sorrir todos os dias de manhã, e me faça aquecer o coração quando se põem a noite.

terça-feira, fevereiro 25

Como um rei sem coroa...


Pela primeira vez te digo que tenho mais vontade de abraçar o céu do que o teu corpo, tenho mais vontade de devorar as palavras do que os teus lábios. Esta noite eu quero-te distante, não fisicamente, mas mentalmente. Quero-te distante, quero sentir saudades tuas, quero poder sentir saudades dos teus lábios, sentir saudades da tua voz, do teu amor, do teu gosto, do teu carinho, da tua vida, quero sentir-te falta.

Se eu alguma vez perder o controlo quero que lá estejas para mim. Não para me secar as lágrimas, não para me levantar do chão, mas para me ajudar a curar as minhas feridas. Não preciso dos teus beijos, mas se os tiver como algo que me motive a tirar os joelhos do chão e a voltar a erguer-me diante do mundo, então beija-me, mima-me, atira contra mim todo o amor que tens dentro de ti. Quero-te ao meu lado para que eu possa sentir que aquilo que estou a viver não é nenhum sonho.

Hoje quero sentir-me como um rei sem coroa...
Evita tornares-te no passado, pois eu, preciso de ti como futuro!

domingo, fevereiro 23

Ao olhar-te...


Ao olhar-te, ao beijar-te, ao abraçar-te
com carinho, posso sentir-te melhor,
mais perto de mim...

Escrito na folha de mesa do restaurante "Ei"

sábado, fevereiro 22

Quero perder-me do mundo...


Estou farto de escrever sobre ti. Adorava poder viver-te com mais intensidade, perder-me no teu corpo da mesma maneira que me perco com as palavras. Perder-me nos teus lábios como me perco com os pensamentos. Perder-me com a tua voz como quando me perco ao ouvir música. Quero perder-me do mundo e encontrar-me em ti. 

Tenho milhares de pensamentos na minha cabeça e apenas um faz sentido para ti.

quarta-feira, fevereiro 19

Por vezes...


Atravessei o oceano para ver o teu sorriso outra vez.
Confesso que já tinha saudades de te ouvir sorrir.
Queria voltar a beijar-te, voltar a sentir os teus lábios.

Tive saudades do teu corpo, saudades do cheiro do teu perfume.
Por vezes quando fechava os olhos, conseguia ver-te, eras uma mera ilusão, um simples pensamento, mas conseguia ver-te mesmo assim. E apesar de estarmos tão distantes, tão soltos e cada um com a sua vida, sinto-te perto, sinto-te chegada.

domingo, fevereiro 16

E só mais uma coisa...


Há tantas coisas na minha cabeça neste momento, há tantas coisas que gostava de chorar, tantas coisas que gostava de te dizer, tantas outras que gostava de gritar até que os meus pulmões sangrassem. Adorava ver-te sorrir todos os dias, adorava poder sentir o teu peito, saborear os teus lábios, ouvir o teu coração e as palavras que mantens na cabeça. Adorava poder lavar-te o pé e massajar-te as costas. Pegar-te nas mãos com carinho, com dedicação e tratar de ti, prometer-te diante do mundo, diante do sol, debaixo da lua e das estrelas que para sempre tomarei conta de ti.

Ajoelho-me diante de ti. Observo o teu rosto sorridente a ficar sério, a ficar surpreso e pelos olhos passam-te milhares de pensamentos que te fazem esconder o rosto, que te fazem sorrir envergonhada.

Estou de joelhos, digo-te tudo aquilo que o coração há já demasiado tempo tem para te dizer. Em breve não estaremos juntos e ou digo-te agora tudo o que sempre me fizeste sentir, se não o fizer ficarei a viver num arrependimento de nunca o ter feito. Deves ficar a saber de que me aqueces a alma, de que me motivas, que me extravasas tudo de uma maneira tão natural como o próprio respirar. Tomas-me como teu companheiro para a tua vida? Não me quero casar contigo, sabe-o, apenas quero ser a pessoa com quem tu queiras passar a maior parte da tua vida. Diz-me, meu amor.

E só mais uma coisa...
Adoro quando me aqueces os pés nas noites de inverno.

segunda-feira, fevereiro 10

Contigo sinto-me capaz de arriscar...


Com o tempo conseguiste tornar-te naquela pessoa mais chegada a mim, na pessoa de quem eu sinto falta mal eu fecho a porta de casa, ou quando te telefono e tu não atendes ou mando mensagem e tu ficas horas sem responder, tudo porque estás a trabalhar. Posso olhar para ti durante horas a observar-te que nunca me canso, nunca me deixo aborrecer pelo silêncio entre nós. És uma magia andante, carregas no coração um carinho tão fofo e delicioso que me comove muitas vezes à noite. Não me canso de ouvir a tua voz, de te olhar nos olhos, de sentir o teu cheiro a entrar-me pelas narinas, de me acarinhar quando o dia foi mais cansativo, quando as dores no corpo voltam a atacar-me. Adoro a maneira como me acolhes no teu peito largando sempre um beijinho e um passar de mãos sobre os meus cabelos enquanto me falas das tuas coisas, dos teus medos, de tudo aquilo que durante o dia te aborreceu, das coisas que te fizeram sentir mal e as outras que te dão motivos para colocar um sorriso no rosto. As lidas são feitas a dois, mas quando um tem mais preguiça lá nos ajudamos. Fazemos pequenos favores um ao outro. "Amanhã lavo eu a loiça, pode ser?" Perguntas-me tu com um sorriso no rosto sentada no sofá. Eu acho estes pequenos momentos sempre tão maravilhosos. Por vezes quando vais para a cama e eu fico em frente ao computador a carregar nas teclas, eu escrevo, meu amor, eu escrevo sobre os nossos momentos, sobre aquilo que me faz apaixonar por ti todos os dias, sobre aquilo que me faz sentir seguro cada vez que estou contigo, porque é contigo que me sinto bem, é contigo que o medo não se manifesta, é contigo, meu amor.

Contigo sinto-me capaz de arriscar tudo na vida e avançar para o próximo passo, o próximo assunto de debate. O escolher o nome, comprar a roupa, se para rapaz ou rapariga, o que esperamos que ele/ela sejam no futuro e no fim acabamos sempre por dizer "quero que seja apenas feliz, só isso!". E nada mais do que isso nos importa, nada mais.

Posso arriscar e dizer que gostava de ter uma menina?
Que gostava que ela tivesse os teus olhos e o teu sorriso?
Gostava que tivesse um coração tão aconchegado como o teu.
Gostava que tivesse a tua maneira de ser.
Que tivesse o teu nariz e os teus lábios.
Gostava que fosse melhor escritora que o pai.

Não importa como ela nasça, sei que somos capazes de lhe dar o melhor de nós.
Dar-lhe um sorriso e um aconchego sempre que precisar de um, ou dois, ou mais.

Se ao menos tu, existisses...
4.1.2014

domingo, fevereiro 9

O façamos a sorrir...


Quando o mar deixa de fazer o seu indistinguível som o silêncio apodera-se das nossas vozes. Esperamos que o silêncio passe, que o som volte a fazer parte de nós. Por breves momentos ouvimos o nada, o vazio, o choro/sofrimento do mundo. Queremos abraçar aquele momento maravilhoso e nunca mais largar. Olhamos um para o outro, sorrimos sem largar qualquer palavra, qualquer som que perturbe aquele tão delicioso momento. Orgulho-me que o nosso silêncio seja agradável, que nos dê esta alegria que só olhando nos olhos um do outro entendemos o verdadeiro sentido das nossas vidas, o verdadeiro sentido do nosso amor, da cumplicidade que nos atormenta todos os dias, dos sorrisos rasgados, das lágrimas caídas sobre os nossos rostos, dos beijos longos ou curtos, das discussões, dos prazeres que os corpos tanto gostam de ter.


Quando te conheci senti a minha vida mudar.

Tudo à minha volta se tornou mais claro, mais novo e menos comum.
Só te quero a ti.

Se temos de morrer, que pelo menos o façamos a sorrir.

sábado, fevereiro 8

Aquece-me o rosto...


Amanhece o dia vem de mansinho, aquece-me o rosto e faz-me acordar sonolento. Viro-me para o teu lado e abraço-te com carinho, apodero-te em mim, contra mim, diante de mim, com os teus olhos fechados e os teus lábios unidos. Sinto a tua expiração ao tocar-me pelo peito, porque me fica quente, sinto-te a inspirar quando sobre ele ganho um frio estranho, como se tudo o que me estivesses a dar estivesse de certa maneira a ser-me tirado. Vislumbro-me com o teu suave sorriso, com os olhos fechados, com o rosto limpo da maquilhagem, limpo das máscaras e das mentiras de tudo aquilo que não é. Daquilo que não és. És um encanto e encantas-me também a mim quando com essa suave e penetrante voz me adoças o peito, me ajeitas a respiração, me arrancas do corpo os males e no rosto me colocas um sorriso, por mais simples que seja, por mais pequenino que o deixes sobre o meu coração será sempre a tua personalidade, o teu amor e carinho que me ião fazer sorrir, se não for por fora, por dentro de certo que estarei, meu amor.

Acende uma vela meu amor. 
Preciso que me ilumines a escuridão.

Tenho saudades...


Tenho saudades de tomar café contigo!

sexta-feira, fevereiro 7

Vejo-te no Comboio...

Tu passas todos os dias bem diante dos meus olhos. Há dias em que não apareces no comboio, há outros em que pura e simplesmente te sentas à minha frente em bancos de seis lugares, mais precisamente nos do meio da primeira carruagem e , quando apanho o comboio entre as 18h e as 19h tu vens na carruagem do meio. Eu vejo-te à distância e quando me vês parece que me olhas com gosto, não sei como explicar. Tudo parece tão estranho quando te olho nos olhos tentando descobrir o que raio está a surgir nessa cabeça. Vejo-te o rosto e é tão querido, observo o teu sorriso e é tão rasgado. Adoro a tua voz e a altura que tens de corpo. De ti sei pouco, apenas que poderás ser talvez uma enfermeira em algum hospital de Aveiro, pois o comboio é de Coimbra-Aveiro. Entras sempre na mesma estação sempre à mesma hora, Mogofores. Quando o comboio por lá pára os meus olhos ganham uma adrenalina que me faz procurar por ti, que me faz procurar pelos teus olhos. Usas óculos. Eu costumo estar sentado de costas para a porta de saída ao lado de uma rapariga, talvez a conversar. 

De ti também sei que tens um problema complicado no joelho, não sei dizer se no esquerdo ou no direito, apenas ouvi uma conversa tua com uma colega. E ainda no outro dia houve uma rapariga com quem começaste a falar. Tu de um lado e ela do outro com o corredor a separar-vos. Ela tinha caracóis e tu tinhas esse cabelo castanho claro e liso tão bonito como os teus olhos. Apesar de nunca lhes ter visto a cor eu gosto quando olhas para mim e da expressão que fazes quando os nossos olhares se cruzam. Tu mantens-te a olhar e rapidamente desvias o olhar.

Adorava saber o teu nome.

quinta-feira, fevereiro 6

Quero que seja o mais natural possível...



Sinto que estás cada vez mais perto de mim. Há uma certeza que me vai invadindo o peito calmamente. Não tenho presas para saber quem és, não tenho pressa para que o sol venha. Sinto que estás cada vez mais perto. Há medida que os dias vão passando e eu vou ganhando confiança sobre a minha pessoa apercebo-me de como tudo um dia destes irá tornar-se tão diferente. 

A vida custa quando se é feita sozinha, mas neste momento estou desejoso apenas para ver o teu sorriso. E se fores tu quem eu vi hoje no comboio, digo-te que tens um sorriso rasgado e uma voz bonita. A personalidade? Essa vai-se descobrindo com o tempo. Não me imagino contigo, não me ponho para aqui a pensar " e se fores tu a tal pessoa? ". Não penso e acho que é isso que tem tornado estes últimos dias tão maravilhosos. Porque a qualquer momento as coisas podem mudar/dar a volta e tudo será inesperado, porque quando acontecer, quero que seja o mais natural possível.

Cada vez me sinto mais perto de conhecer a minha cara metade.

terça-feira, fevereiro 4

És mais brilhante que o sol...


 - Estou grávida!

Caminho ao teu encontro enquanto as lágrimas me vão saindo sem qualquer tipo de esforço dos olhos. Esboço um sorriso e tu respondes com outro de igual amplitude. Soltas a tua primeira lágrima em meses e chego a tempo de a beijar delicadamente. O som do beijo perpetua-se sobre os meus ouvidos. Olho-te nos olhos e enquanto as lágrimas se vão apoderando do meu rosto beijo-te, beijo-te porque não sei o que dizer, que palavras usar para descrever o sentimento maravilhoso que estou a sentir neste momento. Tu ris e choras olhando para mim. Limpas as lágrimas mas eu teimo em tirar-te os braços do rosto. Deixa correr as lágrimas, deixa que a vida te encha a alma de vida, deixa-te sentir as lágrimas, deixa-te sentir a viver este momento, porque ele é único meu amor e não se repete mais nenhuma vez. Neste momento junta-se o ranho teimoso à confusão das lágrimas e dos beijos suaves e sentidos.

Há já tanto tempo que não sentia um beijo teu assim tão calmo, tão pausado, tão sem pressa nenhuma de acabar. O meu corpo não se excita a minha cabeça está focada nos teus lábios, em saborear tudo o que te vai ter à boca e do que dela sai. Há já tanto tempo que não te sentia assim tão calma, tão cheia de vida, cheia de uma energia contagiosa. 

Podes não te sentir preparada e, mesmo que eu sinta o mesmo, acho que deveríamos pegar neste momento as nossas vidas pelos colarinhos e mostrar-lhes quem manda nela.

És mais brilhante que o sol.

domingo, fevereiro 2

Assim que te larguei a mão...



O olhar que no teu rosto se fez assim que te larguei a mão, foi das coisas mais dolorosas de ver. Eu contia as lágrimas para não chorar diante de ti, não por orgulho, mas porque eu não queria chorar, mas agora que revejo tudo na minha cabeça eu deveria ter chorado, porque até hoje, depois de quase um ano, ainda não chorei a tua perda, a tua distancia, o teu amor, as tuas lágrimas, a tua vida que começava a fazer sentido dentro de mim. Mas não chorei porque achava que tinha de ser forte e dar-te o apoio necessário. Custou-me tanto ver-te de costas voltas para mim e de lágrimas no rosto. Era quando olhavas para trás que o meu corpo se arrepiava. Não foste só mais um, foste uma senhora, pequena, mas foste mulher. 

As estrelas diziam-me tantas vezes, nada ou deixa-te afundar. Mas eu não queria saber delas para nada, queria-te apenas a ti. Não escrevo agora sobre ti porque me sinto sozinho, mas sim porque sei que fui mau quando deveria era ter sido bom, que deveria ter dado mais um beijo e um abraço depois de já ter dado dois, que te devia ter amado com mais tempo. Que deveria ter-te ouvido mais e tentado perceber o que se passava dentro de ti. Ou talvez devesse o contrário ter acontecido. Deveria preocupar-me mais comigo primeiro, arrancar as maldades de dentro de mim. Aconteceu e estou grato por te ter conhecido. 

Por vezes pergunto-me se tudo o que fiz, esquecendo a meia dúzia de coisas más, se tudo o resto que te disse, que te fiz, que te dei, que te ofereci, se tudo isso teve algum efeito positivo em ti. Tinhas o mundo mesmo a teus pés. Tinhas tudo. Tinhas tudo para seres mais do que és hoje.

O meu reino perdeu a rainha. Tudo o que chego a amar rapidamente se distancia.

Já não sei...


Vou aprender a tocar guitarra, vou aprender a tocar piano, vou aprender a cantar, vou aprender a dançar, vou aprender tudo o que possa aprender antes que o meu coração pare. E depois de tudo vou tentar reconquistar-te. Porque não te quero perder de novo. Vou conseguir, tenho a certeza. Mesmo que não consiga chegar a aprender tudo, eu vou tentar arrancar todos os dias um sorriso teu. Vou todos os dias tentar colocar um orgulho nesses olhos. 

Adoro apertar-te nos meus braços e sentir o teu corpo quente. Gosto de ver de perto esses olhos, de sentir o teu perfume a entrar-me pelas narinas e gosto principalmente de te aconchegar a cabeça no meu peito, de te olhar e ver-te de ar sereno e delicado.

Já não sei o que mais escrever sobre ti. Sinto falta de um amor como o teu. Tenho saudades das tuas mãos. Tenho saudades do teu beijo ao fim do dia. Tenho saudades tuas meu amor.

quinta-feira, janeiro 30

Que perdesses esses medos...


Teimas em mandar bocas, teimas em teimar. Teimas em dizer que não tenho nada haver com as tuas coisas, que elas são tuas e só tuas. Teimas em chatear-te e a ir do oito ao oitenta por coisas simples, por coisas pequeninas demais para se fazer logo uma tempestade. Vives com insegurança e eu sofro com ela. Sofro porque não tens razão para ser insegura comigo e apesar de eu saber isto não to consigo fazer entender de que não tenho nada a esconder-te, de que não tenho necessidade de estar constantemente chateado contigo. Detesto quando começas com as tuas coisas, com as tuas manias e teimosias, cheia de medos e sabe-se lá mais o quê e, mos jogas à cara como se tivesse culpa. Como se tivesse culpa por teres medo de algo que nunca consegui até hoje entender, não tenho culpa de seres insegura e agarrada a mim, não tenho culpa que me insultes indirectamente.

Mesmo que te diga que te quero bem, que te quero de sorriso rasgado no rosto, tu parece que tens sempre alguma coisa escondida na manga, parece que esperas pela oportunidade perfeita para que quando eu falhe tu aí me ataques sem dó nem piedade, despindo-me a nu, despindo-me de todos os contra-argumentos que te possa dar, porque só tu nessa tua cabeça de passarinho bonito é que tens razão, sentes que só tu tens razão. Que tens razão para ficares chateada comigo. Que tens razão para me atirares as coisas me atirares à cara. Mas não tens razão nenhuma para teima, não tens razão para ter razão, não tenho culpa que tenhas tudo isso que te afecta a nível pessoal e profissional. Não tenho culpa e preciso de te dizer que ou aprendes aquilo que te quero ensinar e aquilo que tu sempre me pediste para que te ensinasse ou tenho pena de te dizer que gostava que tivesses mais vida dentro de ti e que não visses só as coisas negativas. 

Eu sei que nem tudo é perfeito, que não temos um castelo, mas tenta imaginar, sim?
Não é assim tão difícil sorrir um bocadinho todos os dias. Também a mim me dói a cabeça, também a mim me atacam os maus olhados, também a mim me acontece tanta merda e mesmo assim, eu continuo a sorrir para ti. Continuo a tentar colocar todos os dias um sorriso nesses olhos, um beijo nesses lábios e uma esperteza qualquer dentro dessa tua cabecinha que só sabe é magicar coisas para me magoar.

Gostava que perdesses esses medos todos e começasses a arriscar mais na tua vida.

terça-feira, janeiro 28

Seremos assim tão frágeis...


E quando choras eu não estou ao teu lado para te amparar, para te acudir num gesto tenro e delicado. Não estou e isso faz-me sentir tão mal, faz-me sentir tanta raiva de mim mesmo. Porque eu não cheguei a tempo, porque não estava lá, porque não te apertei com doçura entre os meus braços, porque faltei com um beijo, com um ombro, com uma palavra carinhosa, com algo que fizesse sentido naquele momento em que precisavas de apoio, de mimo, de segurança e bem estar.

Quando te jogas contra o meu peito para me maltratar, para me calar, para me dar dores no coração, as tuas palavras são capazes de deixar cicatrizes. Nesses momentos eu mal consigo respirar, mal consigo soltar uma palavra que seja na tua direcção. Sinto que mereço. Mereço mas por pouco tempo, porque tento logo dar a volta para que se acanhe em ti um sorriso. Prefiro ver-te sorrir do que a chorar de tristezas. E se alguma vez eu for o motivo para a tua tristeza diz-mo na cara, diz-mo, pois prefiro poder sabe-lo da tua boca e discutir o que de mal te faço e tentar mudar, do que acabar por sofrer ao descobrir quando já não estiver contigo. Eu 

Se tu saltares eu salto também.
Se tu arriscares eu arrisco também.
Se eu arriscar tu também arriscas?
Se eu saltar tu também saltas?

Seremos assim tão frágeis para nos escondermos por de trás de paredes criadas dentro da nossa mente? Eu julgo que está na altura de as deitar abaixo e deixar o monstro sair...

domingo, janeiro 26

Deste mais do que eu podia ter pedido...


Gostava de te poder dizer que nunca fui uma perda de tempo. 
Que me deste mais do que eu podia ter pedido.

E por muito estranho e cruel que alguma vez pude ter sido para ti, talvez era porque nessas alturas eu não me lembrava da maravilhosa pessoa que tu eras para mim, das coisas boas que me deste, das lágrimas de felicidade e das bofetadas no rosto quando te respondia torto, ou quando as palavras me saiam sem lhes medir a força e a dor que pudessem causar. Já fui mau, já fui bom, já fui tudo e ao mesmo tempo nada. Pude sempre achar-me um falhado, um completo louco ou desvairado, mas quando me seguravas no teu colo e olhavas com esses olhos brilhantes para mim, eu era tudo para ti, era a coisa mais perfeita que podias ter tido nos braços, que foi a melhor coisa que te podia ter acontecido na vida.

Apesar de querer ser sempre perfeito eu já mais irei esquecer das palavras de aconchego que me davas quando ia chorar para o teu colo, para os teus ombros, ou dos dias em que estava doente tu vinhas para perto de mim com um estranho sorriso, com um sorriso que só tu entendias, porque ao olhares para mim tu vias que estava mal, mas que com o teu amor, com esse teu carinho e a amabilidade sobre as pontas dos teus dedos, todos os males que me tinham atacado e deixado em tal estado deplorável, rapidamente me iria soltar.

Sempre foste capaz de enfrentar a escuridão para me dela tirares.
Sem ti perco-me, sem ti caio, sem ti sinto-me desamparado.

Obrigado, Mãe!

sábado, janeiro 25

Quando estou longe de ti...


Não me importa o tempo, não me importa o dinheiro nem as noites mal dormidas, desde que no fim me prometas que estarás comigo, que me irás abraçar e deixar sobre os meus lábios um ultimo beijo teu ficarei feliz. É estranho e ao mesmo tempo tão bom saber que independentemente de como sais vestida comigo, ou a maneira como te arranjas para sair, ficarei sempre com a ideia de que nada te precisa de ficar bem, que de alguma maneira o teu sorriso acaba sempre por tornar o teu interior sempre mais importante. Mas para te ser sincero gosto de te ver confiante, e tu dás-me a confiança de que preciso. Sinto-te como uma irmã, é tudo muito estranho, porque não estou contigo por gostar do que és por fora, mas sim porque te prefiro pela companhia, pela pessoa que és por dentro e por aquelas coisinhas que sinto na barriga quando me olhas nos olhos e sorris carinhosamente.

Beija-me, beija-me nem que seja sobre as bochechas. Eu posso sonhar, mas pelo menos sonho alegre. De que me vale acordar quando este sonho está a ser tão maravilhoso? E mesmo que não seja, porque raio é que não encontro a rapariga que me dá tantas alegrias como tu? Onde está a rapariga que me aceita como sou? Onde está? Onde anda? Mesmo que caia de joelhos eu continuarei a lutar para a encontrar. 

Não digas que sou eu que te protejo porque no nosso caso é mais ao contrário. Sabes ser decidida, sabes pegar o problema pelos colarinhos e dar umas valentes bofetadas quando é necessário. Sabes usar a voz e o seu tom. Mesmo que eu te defenda, tu preferes fazê-lo comigo, como se fosse o teu bebé, a tua coisa mais preciosa, como a mãe a um filho. Arreganhas o dente e mostras quem manda, mantens-te sempre ao meu lado e nunca à minha frente. Por ti eu punha este mundo de pernas para o ar. Deitava fogo ao céu e fazia apagar o brilho de todas as estrelas.

Eu não me quero sentir morto como me sinto por dentro quando estou longe de ti. Não quero que me partas o coração, não quero que me jogues ao chão. Eu prometo pela minha vida que eu irei ficar bem, bebé eu irei ficar bem. Eu prometo que esta não será a ultima vez porque eu consigo crescer a amar uma mentira enquanto não encontrar uma verdade para amar. Aprendi a sorrir dentro de mim.

Eu ando a perseguir algo mas não sei bem o que é. 
Talvez seja uma mera sombra tua. Talvez.

quarta-feira, janeiro 22

Nunca quis esta distância...


Nunca quis esta distância, este silêncio entre nós. Acho que ninguém realmente quer distancia e solidão, silêncio e uma falta qualquer de aconchego, de mimo, de amor, de paixão, de beijos e sorriso. 

Por vezes sinto que te foste embora para sempre, mesmo que possa estar contigo e sair contigo, parece que tu já tomaste a tua vida, já meteste um pé à frente do outro e... E eu tenho de seguir com a minha, mas torna-se tão difícil não te ter aqui, não te poder ver todos os dias. Mas o que agora me importa é saber que estás bem, porque, mesmo que para mim me custe olhar para a frente eu tenho planos para o futuro e penso que isso é o melhor que posso fazer para seguir com a minha vida. 

Fico preocupado ao pensar que poderei não voltar a encontrar-te na minha vida, ou pelo menos, conhecer alguém como tu, que cause um impacto tão forte e vincado como tu causaste quando te reencontrei. Talvez um dia a vida me sorria de outras maneiras, talvez um dia deixe de procurar e assim alguém como tu poderá aparecer. Até lá, vou observando as gentes, levando nãos atrás de nãos, até que alguma por fim me diga que sim e daí possa arrepiar-me todo por saber que a vida finalmente sorrio, mesmo que por um bocadinho.

segunda-feira, janeiro 20

Contigo...


Contigo é sempre tudo tão mágico. Consegues colocar no meu rosto um sorriso engraçado. Consegues por as minhas bochechas a corar, mesmo que a distancia nos separe tu tens esse efeito em mim. Alegro-me quando tu me inspiras a ser melhor, quando me motivas a escrever coisas de outra maneira, a tornar melhor tudo aquilo que sou. És especial e importante. Mesmo que as nossas personalidades choquem uma na outra, tudo vai lentamente compondo-se à nossa maneira, ao nosso jeito de que as coisas voltem a resultar.

O apoio mutuo faz com que cresçamos e com isso possamos saber como nos dirigirmos aos outros. Por vezes a tua língua doce tornasse demasiado destrutiva. Outras alturas quem ganha a vez de ter o lenço na mão para fazer maldades sou eu, e não escapo às tuas opressões, aos teus indelicados ataques e contra-ataques. Já os meus estoiram contigo, estoiram com a tua pessoa e isso faz-te chorar, faz com que te feches no quarto de banho chorando baba e ranho e quando a realidade se abate sobre ti, abres a porta, completamente ranhosa, cabelo despenteado e de braços abertos recebo-te com um carinho, com um sentimento de tristeza, vamos para o sofá os dois conversar sobre o que acabou de acontecer tentando perceber no que pudemos nós melhorar.

Quando comentamos as atitudes um do outro fartamos-nos de rir, pelas expressões, pelas palavras, por tudo. És-me estranha e ao mesmo tempo conheço-te tão bem.

sábado, janeiro 18

É nele que choro...


O segredo nos teus gestos, a agradável maneira como os teus finos dedos tratam as coisas, como se fossem coisas vindas de ti, feitas por ti com carinho, quase como se fossem teus filhos. Como posso eu olhar para a frente quando ao colocar os olhos no passado eu me encanto com a maneira maravilhosa de como foste tão querida para mim, tão simpática, tão humana, tão extremamente inovadora, inspiradora e imparável de me dar novo animo, nova ânsia de viver. Eu quero olhar para o presente com os mesmos olhos com que olho o passado, mas eu tenho medo de ao largar o passado que deixe de ser feliz, deixe de sentir o calor do teu saudoso corpo sobre o meu, o de não voltar a saber de cor os teus lábios, os teus jeitos, o teu calor, o teu cheiro, a tua amável personalidade. E isso deixa-me sem saber o que fazer, porque por vezes ao olhar para a frente tu não estás lá e, o meu maior medo é não encontrar ninguém como tu foste e continuas a ser para mim. Talvez o melhor a fazer seja largar a tua mão e olhar em frente, meu amor.

Embalas-me com tanto carinho quando sorris. 
É nele que penso, é nele que choro e, é nele que ganho força para viver.

Deixa cair um beijo...


Sei-te o tom de voz de cor e o que mais me agrada é que nunca se alterou desde o dia que te conheci, continua a ser sempre o mesmo, continua a ser aquele tom de voz suave e delicado, decidido e por vezes indefeso, mas sempre com um à vontade com as palavras que mais ninguém tem. Eu conheço de cor os teus lábios apesar de os beijar pouquíssimas vezes, sei as palmas das tuas mãos muito pouco, o que melhor te conheço é o rosto, mais exactamente meu amor, os teus olhos da cor âmbar.

Enquanto dormes eu beijo-te as bochechas, estou de frente para ti e observo-te a dormir, vejo os teus lábios um contra o outro, vejo o teu rosto de bebé, vejo o rosto totalmente descontraído contra a almofada, ficas tão querida enquanto dormes. Mimo-te com as costas dos dedos sobre as tuas bochechas e de vez em quando acaricio-te os cabelos louros. Sorrio a olhar para ti nesse estado de conforto total. Sinto-te viva, sonhadora, aventureira, lutadora. Sinto tanto e queria-te por mais outro tanto.

Quando não te toco sinto-me cair, quando não te beijo sinto-me perdido, quando não te tenho fico cego.
Quando deixares de existir dentro de mim, haverei de morrer. No dia da tua morte, caso sejas tu a minha companheira e, caso não tenha tido tempo para te dedicar o que sempre te quis dedicar, que faça de ti rainha, que a coroa te seja posta com jeito, que seja feita uma estátua em tua homenagem e o teu nome para sempre fique gravado na pedra.

Escrever sobre ti é sempre tão bom, sabe-me sempre tão vem. Torna-te real meu amor, torna-te real e todas as palavras que escrevo aqui para ti, ser-te-ão ditas com orgulho, os gestos serão dados com prazer, e todos os mimos que escrevo serão feitos sobre o teu corpo.

Deixa cair um beijo teu sobre os meus lábios.

segunda-feira, janeiro 13

Que importa...


Quero as tuas mãos sobre o meu rosto... Quando digo que sinto a tua falta é porque sinto mesmo a tua falta. Sinto falta daqueles risos naturais e não dos que parecem forçados a sair-te do rosto. Gostava quando me olhavas e me acariciavas a perna e por breves momentos soltavas um sorriso de orelha a orelha que te fazia fechar os olhos. Tenho saudades tuas, tenho saudades do cheiro do teu perfume. Para te ser sincero acho que já me esqueci de como era. Já me esqueci da cor dos teus olhos já me esqueci da forma do teu rosto, da cor dos teus lábios, mas não me esqueci da suave pele que as tuas mãos têm. 

- Olha como tudo arde meu amor! 
- Que importa que tudo arda? Tenho o que preciso mesmo aqui, ao meu lado, chorando lágrimas de tristeza. É verdade meu amor que a nossa vida arde, mas temo-nos um ao outro e, o que importa mais do que não isso, meu coração? Que importa que o céu caia e se desfaça, que a terra arda? Que importa tudo isso quando nos temos um ao outro?

domingo, janeiro 12

Quando não estás comigo...


Aproxima-te meu carinho. Há algo debaixo da tua pele que me deixa ansioso por te tocar, por te beijar esses lábios tão vermelhos, tão arreados de sangue tão vivo e intenso como a própria vida que tu levas. Há algo que me deixa com arrepios a cada toque, a cada beijo, a cada abraço, a cada olhar trocado, a cada mão dada, a cada caminho feito, a cada noite que dormimos juntos, há algo debaixo da tua pele que me faz morrer um bocado mais.

Quando não estás comigo, acordo todas as noites, acordo com um vazio no peito, com um frio do teu lado da cama que permanece vazio. Volta meu amor, sinto falta do teu calor, sinto falta dos teus mimos sobre as minhas costas, sinto falta do toque das tuas mãos, tenho saudades dos beijos nos meus ombros, dos risos que me calavas com um abraço tenro e doloroso. Tenho saudades de te abraçar por trás e fazer a concha, saudades de te beijar as costas, de cheirar o teu cabelo, de sentir as tuas mãos a aconchegar as minhas pernas. Tenho-te saudades.

Não te vás embora meu anjo, não me deixes aqui debaixo da chuva que me leva a alma, a mesma chuva que te estraga o cabelo quando menos esperas, a mesma chuva que já nos viu beijar tantas vezes. Fica aqui! Fica! Peço-te, fica! Eu grito o teu nome do fundo dos meus pulmões, eu choro, eu choro porque tu não me ouves, parece que não me vês ou não queres ver. Quando estás mal eu sou o primeiro a dar-te a mão, quando estou mal tu parece que me ignoras, parece que te esqueces de mim, parece que eu deixei de ser a pessoa que vias como tu, que vias como aquela que te amparava nas quedas, que te ajudava a levantar limpando as lágrimas, dava beijinhos nas feridas e levemente te colocava de novo no mundo, pronta para triunfar. Tenho saudades dos teus mimos sobre o meu peito, tenho saudades tuas meu amor, meu anjo, minha preciosa e deliciosa harmonia.

 Deixa-me sentir o teu perfume, sentir o teu calor, as tuas mãos sobre o meu rosto, os teus lábios sobre o meu nariz. Volta. Não te ter é como morrer devagarinho.

sábado, janeiro 11

Vou amar-te...


Um dia irei escrever nos teus braços, no teu peito, deixar escrito nos teus lábios as coisas boas que me fazes sentir, as emoções constantes que sinto ao ver o teu olhar, as ansiedades que me causas só de te ver morder o lábio, das nostalgias que me aconchegam o corpo quando me dás a tua mão e, fazes pousar levemente a minha cabeça sobre o teu ombro de mulher.

Eu irei partilhar contigo as minhas batatas fritas quando já tiveres comido todas das tuas e ainda estiveres com fome. Nunca irei quebrar uma promessa, se souber que não a posso concretizar digo-te logo que não, mas que poderei tentar. Irei beijar os cortes e os dedos entalados nas portas. Irei tentar não ser chato com aquelas minhas perguntas tolas e sem sentido algum, aquelas que te deixam chateada e sem vontade de me responder. Irei enviar-te presentes ao calhas, mesmo que não signifiquem nada. Não sempre, não a certos dias ou a certas horas, apenas quando eu quiser e sentir que mereces um, ou dois, ou talvez mais. Estarei sempre à tua espera uma hora mais cedo no sitio onde combinarmos encontrar-nos. Responder-te-ei com educação e farei com que estejas sempre a sorrir.

Irei agarrar-te pela mão e... Vou amar-te. Vou amar-te. Vou amar-te.

sexta-feira, janeiro 10

Tal como o sol o faz comigo...


Vai com cuidado digo-te eu. Vai devagar, dizes-me tu. Amo-te! Dizemos nós com um beijo sobre os nossos lábios. Agarras-me no braço e fazes-me parar, puxas-me para ti e soltas uma pequena lágrima que te corre bochecha a baixo e olhas-me com esse olhar tão doce, com essa voz suave e delicada e apertas-me com força o braço, nunca desviando o olhar dos meus olhos. Eu olho-te, observo-te e jogo os olhos à tua mão e volto a olhar-te. Tu vês-me sofrido e olhas para o que estás a fazer e lentamente largas o meu braço. Dás um passo a trás e dizes apenas "Desculpa, Pedro! Desculpa!" E desatas a chorar. Cobres o rosto com as tuas mãos, os soluços começam a ganhar força, a tua voz suave ganha um som intenso e horrendo e o teu corpo treme por todos os lados. as tuas lágrimas caiem no chão. Choras.

Pego-te por um braço e puxo-te para o meu peito onde continuas a chorar e a lamentar-te, a pedir-me desculpa enquanto no meu braço vai aparecendo a marca da tua insegurança, do teu medo, da tua ansiedade, do teu desconforto, do teu silêncio. Da vida que te mata aos poucos. Devagarinho comecei a balançar o meu corpo de um lado para o outro como se te segurasse nos meus braços como se fosses um bebé, a minha bebé. Do nada começamos a dançar lentamente e acabamos por nos rir. Nós nem pensamos nas coisas que fazemos um ao outro, simplesmente fazemos e pronto. Magoas-me com as tuas deixas, com os teus ciumes compulsivos, com as palavras amargas que expeles da boca, dos olhares tenebrosos com que me acusas de algo tão simples como o esquecer de comprar pão. O medo de te perder é grande, mas nada impede que faça de ti a mulher mais confiante e alegre durante o tempo que estiver contigo. Quero que chegues ao fim e te lembres do sorriso que coloquei no teu rosto, nos dias em que a tristeza te invadia o coração.

Eu já te encontrei e já te perdi. Voltei a encontrar-te e não te quero voltar a perder, não desta vez. Eu quero apenas dizer que me fazes sentir bem, que tu me alegras os dias, que me aqueces o peito, tal como o sol o faz comigo.

quinta-feira, janeiro 9

Sabe sempre tão bem...



Sabe sempre tão bem passar um serão no café a conversar contigo, a ver-te sorrir, a ver-te piscar os olhos, a fecha-los quando o riso é mais forte e tens de os fechar porque se não choras. Gosto quando colocas a tua mão sobre as minhas pernas em jeito de me chamar a atenção para alguma coisa que queres dizer e adoro o silêncio. Apenas o silêncio do mundo, das pessoas, dos carros, da vida que nos corre à volta e sem nos apercebermos invade-nos de uma maneira subtil e delicada.

Dás-me vontades de viver, de acreditar, de acordar cedo e escrever-te, simplesmente escrever-te.
Fazes-me querer viver cada segundo com uma vontade imensa de o ter todo em mim.
Quero viver devagarinho....

És maravilhosa!

Pode haver distancia entre nós...


Pode haver distância entre nós, posso eu morar em Coimbra e tu no Porto. Podes morar em Inglaterra e eu em França, mas já mais poderemos dizer um ao outro que a distância nos irá afastar, que nos impede de estar juntos, de nos vermos e beijar-nos. Não é ela que nos impede meu amor, não é! Apenas o tempo tem responsabilidade de tal coisa.

Eu viajei duas horas de comboio, esperei pela hora de ir ter contigo ao aeroporto mais quatro horas. Faltei um dia ao trabalho para poder estar contigo, para te poder ver durante duas horas meus amor, arrisquei tudo o que tinha para te voltar a ver, para voltar a sentir o teu calor, para voltar a sentir as bochechas rosadas, maravilhar-me com o sorriso e essa tua doce voz. Fazes-me apaixonar por ti toda a vez que estamos juntos, não me importam outras raparigas, não me importa o futuro ou o passado, apenas aquele pequeníssimo momento. Sofro de ansiedades quando dizes que para o mês que vem, ou que para a semana tu vais apanhar o comboio ou o avião para poder vir ter comigo, para podermos estar juntos mais um bocado. Eu faço a minha vida e tu a tua quando estamos longe um do outro e quando pudemos ver-nos, vemos e nada mais importa, não importa as contas bancárias, não importa o tempo que passamos fora de casa, o tempo que o telemóvel fica por atender, nada importa se não aquele curtinho, aquele minúsculo tempo que nos faz tão bem, que nos aquece os corações.

É só contigo que isto me acontece, é só contigo que tenho calafrios pela coluna abaixo, é só contigo que os beijos são delicados e suaves, é só contigo meu carinho. É só contigo que me perco em tentações, é só contigo que no corpo me nasce o pecado, é só contigo que o girar do mundo e as guerras das gentes se perdem no tempo e no espaço. Só contigo eu consigo respirar melhor.

Queria que o tempo parasse. Quero que o tempo pare! Oh, merda! Que o tempo pare meu amor! Que o teu sorriso te fique para sempre no rosto, que o teu coração palpite para sempre com a mesma força com que sorris e com a energia que respiras a vida à tua volta. Fica comigo meu anjo, fica aqui, comigo!

domingo, janeiro 5

Foram-se as estrelas...


Foram-se as estrelas, foram-se os caminhos, foram-se as esperanças, foram-se os carinhos, foram-se os beijos, foram-se os amanheceres, foram-se as noites junto a ti, foi-se tudo o que sempre gostei de viver contigo, foi-se tudo meu amor, foi-se tudo embora para longe, esvoaçando como quando o vento em pleno outono sopra com força as folhas das árvores, levando-as por vezes para longe, tão longe que nunca mais vêem a sua mãe.
Perdi a chave de minha casa, perdi a chave do meu coração, perdi tudo o que tinha teu, tudo o que tinha para te dar. Perdi-te, meu amor, meu anjo, meu carinho de alma, meu sorriso contagiante, minha doçura de mulher. Sempre me conseguiste dar um certo aconchego, um certo mimo e carinho. Foi no teu peito que chorei tantos segredos, foi nas tuas mãos que deixei beijos de alivio, foi nos teus lábios que deixei todo o amor que tive, foi sobre a tua testa que deixei o enorme e imenso respeito que te tenho. Foi sobre o teu nariz que deixei ficar a minha esperança, o meu futuro, a minha vida toda. Foste um passado que se transformou num presente, mas que não quis chegar ao futuro.


Foste impecável, foste impressionante e incomparável. 
Foste única pela maneira como me deste a tua mão.
Foste aquilo com que sempre sonhei. 

Foste o sonho que se tornou realidade.
Foste uma realidade que acabei por perder.

sexta-feira, janeiro 3

Meu pedacinho de algodão...


Seguro-te sobre o meu peito como se fosse a primeira vez que segura-se em ti, no teu corpo suave e delicado, sentindo o cheiro doce da roupa nova que a tua mãe com tanto amor, com tanto carinho demorou horas a escolher. Ela queria o melhor, o mais bonito, o mais perfeito para ti. Queria-te linda, queria-te perfeita com ele vestido. Mas eu não queria saber do que ela te queria comprar na altura, queria apenas saber que estavas bem quando ainda estavas dentro dela, dentro da sua barriga. Meu bem mais precioso.

Agora que estás cá fora, posso tocar-te nos pés, posso pegar-te nas mãos pequeninas e dar-te o dedo indicador ou o mindinho de ambas as minhas mãos, para que tu com a força de mulher que tens, mos apertes, como se me pedisses para nunca na tua vida eu te largue a mão, que mesmo que faças coisas más, para que nunca te deixe de amar. E não vou meu amor. Não vou deixar de te querer ver bem, deixar de te segurar pela mão e dar-te beijinhos na boca em sinal do meu amor. Porque tu és-me metade, és aquilo que sou e o que já fui. És a tua mãe em pessoa, porque tens os seus olhos, o seu nariz e a boca, tens o meu corpo, o corpo alto e esguio, tens as mãos grandes e as orelhas pequenas. Caracóis acastanhados como a tua avó tanto nos pediu. És tu meu anjo, és tu, meu pedacinho de algodão.

Segurar-te nos meus braços e poder beijar-te a testa pequenina e cheirosa, saborear os teus dedos quando os colocas na minha boca tentando puxar-me a língua ou arrancar-me com a tua força super-natural os meus dentes. Porque eu só quero que sejas feliz. Só quero que te tornes melhor do que eu, que ames os outros com o coração e com a tua razão. Espero que quando te apresentar o mundo, o consigas ver como uma grande tela branca, dar-te-ei as ferramentas e as tintas necessárias para o pintares da maneira que mais te convier.

Anseio pelo dia em que irás pronunciar "pai, mãe"
És o centro do nosso mundo e deitaríamos castelos e montanhas a baixo, só para te ver bem e feliz...


Para quando um dia nasceres. Saberás que não foi escrito em vão, mas a pensar no futuro de te fazer, de te ver nascer, de te criar e ver sorrir. Espero que gostes de o ler como eu gostei de o escrever.

Quando a alma me está fria...


Quando a alma me está fria, quando o corpo não me responde ao coração, quando as palavras não saem e os olhos não querem ver, lá vens tu, longe de tudo o que te mantém segura de todos os males, segura de tanto mau olhado, de tanto agoiro, longe do teu porto de abrigo que por vezes soltas sobre o meu peito indicando que to sou eu. Vens de longe só para me salvar, para me deixar um delicado beijo sobre os meus lábios, ou quando tu sentes que apenas preciso de um mimo, soltas um carinho sobre a minha testa e tocas no meu nariz com a ponta do teu dedo indicador e sorris. Sorris como se por magia toda a tristeza, todos os males, todas as feridas que tivesse no corpo subitamente se curassem tornando-se simples cicatrizes. 

Há momentos em que desejava ter-te só minha, ter-te apenas! Ter-te ao meu lado para te proteger, para colocar o meu braço à tua volta e fazer-te sentir segura comigo, segura do frio, segura das más palavras, segura e protegida de qualquer ameaça vinda do exterior. Ao beijar-te os tenros lábios saberia que estavas cheia de orgulho no peito, cheia de vida, cheia de prazer de te aventurares de novo na cama ou pelo mundo. Adoro o teu silêncio, adoro os teus sorrisos, adoro o teu choro e os teus carinhos. Adoro quando te esticas toda e sorris, quando me bates no peito e te desfazes em lágrimas. Não adoro ver-te chorar, mas gosto quando me olhas com aqueles teus olhos de má, ou quando os tens mais delicados, eles me fazem render à tua choradeira e eu abraço-te mesmo que não queiras, eu resisto a manter-te presa a mim, junto de mim. E choras. Choras porque alguma coisa te faz chorar, e só o fazes no meu peito, porque é quando choras que me és tanto, que te sinto mais, que me és natural, não quero dizer que quando sorris que não és sincera para mim, mas quando choras, oh, quando choras és tu, rapariga de sentimentos. Rapariga delicada e ansiosa, frágil e desprotegida. É quando choras que tu me puxas pelos braços, é quando pegas nas minhas mãos e as levas ao teu rosto para te dar aconchego. Mas nem sempre o fazes, não o fazes porque eu já to faço com carinho, já o faço para te acalmar a alma, para te pegar ao colo e cuidar de ti, tal como mereces.

Dás-me vontade de te ter aqui ao meu lado, para poder abraçar-te, para te poder beijar a testa e olhar nos teus olhos as coisas que não dizes, as coisas que não queres que eu saiba.

Amo quando o teu olhar se torna envergonhado.

quinta-feira, janeiro 2

Devagarinho meu amor...

Adoro-te encorajar. Até hoje nunca precisei de te ensinar a sorrir, pois sempre o tiveste no rosto, sempre foi sincero e genuíno, sempre te foi tão querido, tão simpático e extrovertido. Agradável momento aquele com que me acordas de manhã, aquele beijinho no rosto em forma de sms, aquele aperto no coração que sinto logo a seguir é tão estranho e ao mesmo tempo tão confortável, sentir que me queres perto de ti. Oh, meu amor, pudesse eu adormecer ao teu lado e acordar contigo ao meu. Fazer-te cócegas nos pés, ou beijar-te na nuca carregada de cabelos teus. Deixa-me adormecer sobre os teus joelhos, deixa-me adormecer nos teus braços, deixa-me dormir como se fosse teu, como se fosse o teu precioso bebé com que para sempre irás proteger de todos os males. 

Dá-me o teu amor e eu dar-te-ei a dobrar. Acarinha-me a alma, acarinha-me o rosto, dá-me o teu mimo sobre o meu pescoço. Peço-te uma pequena coisinha meu coração doce. Tolera os meus ciumes se eu tolerar os teus sobre mim.

Devagarinho meu amor, devagarinho.
Pois não tenho pressas de viver.

quarta-feira, janeiro 1

Quando escondo...


Alegras-me com o teu sorriso, com o encanto suave que te fica nos olhos quando estás comigo, quando sentes que te mimo, que te beijo as bochechas e te acarinho no meu peito. Gosto quando pousas a tua cabeça no meu ombro e adormeces a falar comigo. Ficas com um rosto tão querido, tão simplesmente fofinho e angelical, que só me dá vontade de te encher ainda mais de mimos, vontade de te pegar ao colo e levar-te para a cama onde posas descansar melhor. Ou dar-te o peito como o melhor sitio para dormires.

É quando escondo o meu rosto por entre os teus braços, por entre os cantos do teu peito, que encontro um abrigo, um lugar calmo onde posso chorar, onde o frio já não me pode tocar.

Até no silencio...


Preciso de ver esse sorriso bem como de ouvir a tua voz. Gosto de sentir o teu carinho a saltar-me para o corpo, as tuas lágrimas a tocarem-me no ombro, as minhas mãos sobre o teu rosto, ou segurando o teu corpo. És-me tão querida. Desfaz-me com o teu calor, desfaz-me com os teus beijos de língua, com os teus olhares que me vão matando por dentro. Adoro quando perguntas se está tudo bem, adoro quando me seguras na mão e me sorris quando choras um amo-te nos meus lábios, quando aninhas no meu peito ou quando te encostas a mim. Gosto da maneira suave que o tom da tua voz faz ao acordar-me de mansinho pela manhã. Fico atento quando me dás o teu apoio, até mesmo quando gritas comigo. 

Até no silencio, me fazes sentir bem.
Deixa-me amar-te!

domingo, dezembro 29

Só posso dizer...



Sou eu o único que tem medo? Sou eu o único que envolve o teu rosto com as mãos? Sou eu o único que te faz os olhos brilhar? Serei eu o único que te segura no queixo e te pede para não chorares?

Posso ser sincero contigo meu amor? Poderei eu dizer-te aquilo que o meu coração sente por ti sem que tu tires conclusões precipitadas sobre o assunto? Será que posso? Eu vou dizer na mesma tudo aquilo que há já tanto tempo te tenho para te contar.

Adoro a maneira como o teu sorriso me faz carinhos no coração, adoro como as tuas mãos envolvem o meu corpo, ou quando me queres contar alguma coisa e queres que tome atenção me abraças o braço com toda a força que tens no corpo, esse corpo que me faz ansiar de prazeres. Posso falar agora dos teus lábios? Dizer-te as maneiras como me encantam e enfeitiçam a alma? E esses olhos que são tão vivos, tão cheios de amor, de uma coisa estranha, como se tivessem uma força qualquer, uma inspiração, uma vontade de viver. 

Adoro as nossas conversas, podem não ser aquilo que sempre pensámos ter com alguém que nos é ou será tão querido. Adoro a tua voz e a maneira nortenha de como proferes certas palavras,aqueles tiques comunicativos que usas. As delicadas palavras e aquele arranhar de alma que acontece quando te chateias com alguma coisa. Parece que te conheço à anos, parece que todo o tempo que passou sem nos vermos tivéssemos juntos. É estranho explicar-te aquilo que me fazes sentir.

Fazes-me sentir amado, desejado, feliz, cheio de vida, cheio de força para mais um dia. E se isto que te digo não for suficiente para que um sorriso sobre os teus lábios surja, então que me beijes e eu então colocar-te-ei um sorriso nesses olhos e um amor nesses lábios.

Antes que te vás embora, deixa-me dizer-te aquilo que até hoje não tive coragem para te dizer. Eu não te amo, não! Eu adoro-te. Adoro os mimos que me dás sem te aperceberes. Não posso dizer que és tudo o que eu vejo, pois estaria a mentir, mas sabe bem falar contigo. Encantas-me a alma, inspiras-me, cativas-me, motivas-me.

Se por alguma razão nunca mais nos vermos, só posso dizer: Estou feliz por te ter conhecido.

sábado, dezembro 28

Arrepias-me o coração...


O meu corpo começa a aquecer assim que pouso os meus lábios nos teus. Aquele carinho que pela ponta dos teus dedos caiem no meu rosto fazem-me desejar sentir-te mais próxima de mim. Quero tocar o teu corpo, quero deliciar-me com o teu pescoço, quero apalpar descaradamente o teu peito, beijá-lo sem dó nem piedade, quero acarinhar-te a alma, quero ser bruto com o teu corpo. Vem calar o meu corpo com o teu.

Tiras-me a camisola e envolves a minha cintura com as tuas mãos frias, e como eu adoro senti-las no meu corpo, como te adoro sentir em cima de mim. Chama-me louco, chama-me tarado, tu sabes que gostas da maneira como te apalpo o rabo, a maneira como a minha língua te passa pelo pescoço, a maneira como a minha voz entra nos teus ouvidos. Os movimentos que o meu corpo faz quando sinto o teu tão quente, tão suado, tão cheio de sexo, arrebitado e pecaminoso.

Vem provocar o meu corpo esta noite. Tenho-te saudades.

quinta-feira, dezembro 26

Tu és a minha manhã...

Tu és a minha manhã, faça sol ou faça chuva. Quando me sento em cima do meu coração e choro como um danado, tu ouves-me ao longe. E quando ne vês naquele estado de completou caos, naquele sofrimento tão destruidor, corres para me abraçares, para me dares esse peito onde me aconchegas, onde me deixas chorar. Tu mesmo com esse sorriso no rosto, não me enganas, não me consegues esconder essa lágrima que quer ser livre.

Colocas a mão sobe o meu queixo encharcado de lágrimas e pedes-me para te olhar nos olhos. Assim que os levanto e vejo a tua beleza, a tua carinhosa alma repleta de vida e um intenso amor que te sai dos olhos, eu páro de chorar e beijo-te . limpas-me as lágrimas com os teus dedos delicados enquanto me chamas de tolo e doido.

Colocas as mãos nas minhas bochechas e dizes que gostas muito de mim e que não me queres nunca mais ver assim tão choroso. Olho para os teus olhos e seguro-te nos pulsos onde faço um aperto suave para que sintas que estou contigo. Para te sentir real. Para sentir e saber que não és um sonho.

Dá-me de novo o teu peito. Quero ouvir o teu coração bater. Meu carinho de alam.

terça-feira, dezembro 24

Cresce um silêncio que me aconchega a alma...



Olho-te nos olhos quando posso, digo quando posso porque nem sempre te apetece receber mimo, nem sempre te apetece receber aquele carinho que solto através das pontas dos meus dedos, ou dos meus lábios que anseiam tocar-te o rosto, as bochechas, os olhos, largar sobre as bochechas uma paixão, ou sobre a testa um carinho e um respeito que possa arrancar do teu ser os medos, os maus olhados, os choros e todas as incertezas que tenhas nessa alma. É-me difícil ficar indiferente à energia que sai do teu corpo, à agressividade e assertividade que os teus olhos soltam.

No momento em que os nossos olhos colidiram senti um choque a percorrer-me todo o coração. Agora sinto que posso gritar alto até que o coração me saia do peito, até os meus pulmões não aguentarem, até que a voz me doa, até esgotar todas as forças do meu corpo. Podem as estrelas deixarem de brilhar, pode a lua cair e o sol explodir, pode o silêncio por-se durante muitos dias, eu neste momento sinto-me aliviado. E sentir-me-ia mais se pudesse levantar esse queixo que faz esse rosto tão carinhoso esconder-se dos meus olhos. Olha-me, não tenhas medo, olha-me como me olhaste naquela outra vez. Podes tocar, podes falar para mim, não sou o lobo mau, e mesmo que fosse a minha dieta está em dia.

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Quando olho para ti, cresce um silêncio que me aconchega a alma.
Adorava falar-te, mas... A timidez pesa-me na voz.
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Adorava que tivesses sido tu a dizer-me o teu nome.


Desde o dia em que troquei olhares contigo o meu coração suspirou. Nesse dia só tinha vontade de te sorrir, de te dizer olá, de fechar os olhos e e sentir a tua respiração sobre o meu pescoço. Olhei-te com calma, com uma coisa estranha sobre o peito, como se uma mão me tocasse para me acalmar a respiração em completo caos. Mas, por muito que escreva sobre aquele pequenino momento eu não consigo dizer aquilo que sinto quando olhei de novo para ti. Não te consigo ler os olhos, não te consigo decifrar. Pareces um sol diante de mim que me cega de boas maneiras. E mesmo que te conseguisse ler o rosto eu não o iria gostar de fazer, porque gosto de conhecer cada gesto, cada palavra, cada sorriso, cada ponta de delicadeza que as tuas mãos tiverem, cada suspiro, cada pedaço de paixão, de ânsia que o teu coração sofra. Quero descobrir como ler o teu olhar aos poucos e poucos. Eu sei que deveria dizer-te isto pessoalmente, sei que sim, mas perdoa-me se ainda não tive a coragem para soltar mais palavras do que um obrigado, ou um cumprimento quando me cheguei perto de ti. Peço desculpa por ser tão assim, tão tímido com uma rapariga com uma personalidade tão forte, tão marcante e, que ao mesmo tempo delicada que se rendeu ao de-leve quando a olhei nos olhos. Tens um olhar carinhoso. Não são os olhos azuis que o faz delicado, é apenas a tua manifestação de timidez que apresentaste naquele dia, ou quando olho para ti e te vejo tão rosada, tão simples e calma, é disso que gosto no teu olhar. Eu peço desculpa, eu nem te conheço, apesar de ter sido capaz de perguntar o teu nome a uma amiga tua, sinto que te vou fazer perder tempo por leres isto, por leres os arrepios que sofro no coração por cada vez que olho para ti, para cada vez que me tento lembrar da tua voz, das mãos, do sorriso acanhado e tão bonito. Peço desculpa se não era isto que querias ler, ou se não querias nada disto. Como me sinto tão totó por escrever estas coisas aqui e não ter mais coragem para tas dizer cara-a-cara, segurando-te pelas mãos, olhando-te nos olhos sem os chegar a piscar uma única vez. Quero saber primeiro de cor o teu sorriso antes que solte um sorriso na tua direcção, talvez isto seja o medo de me magoar. Pode já alguém ter-te ficado com o coração, mas isso não me importa para já. Só gostava de ouvir de novo a tua voz acompanhada de um desses teus sorrisos. 

Essas bochechas rosadas, tão encarnadas como o sangue que te corre nas veias, tão vermelhas como a vida que te arrepia o coração. Deu-me calafrios pela espinha abaixo e fez-me ter vergonha de te voltar olhar. Menina querida, rosto simpático, olhar tenro e delicado. Lábios encarnados que se rasgam em centenas de sorrisos.

Adorava que tivesses sido tu a dizer-me o teu nome.

domingo, dezembro 22

Sobre o meu rosto bochechudo...


Os teus lábios esta manhã encontraram abrigo nos meus e, com a mesma facilidade se perderam deles, chorando logo de seguida como se me tivessem perdido para sempre. Não apenas os meus lábios mas também todo o meu ser, a minha pessoa, a minha energia. Pousaste a tua mão sobre o meu rosto bochechudo e sorriste para mim.

É agradável para mim enquanto rapaz, ver os teus olhos brilharem e o teu sorriso ser o mais vivo e vibrante possível quando estás comigo.  Não usas coroa e sei bem como não ligas a nada disso, mas de alguma maneira há dias em que tu, sim meu amor, meu carinho de alma, tu, pões nessa delicada cabeça sobre esses cabelos suaves uma coroa. Uma coroa invisível. Torna-te melhor, mais forte. Mais... Mais mulher com força, mulher com vida no interior do seu peito. há dias em que te sentes rainha, outras uma simples camponesa, ou quando andas de mal com a vida, a mulher mais infeliz de todas.

Pode isto parecer mal mas sinto que to devo dizer. Tu não és a minha rainha. Não és! És uma mulher. Com uma força e uma vontade de viver extraordinária. Tens uma mágoa, uma magia estranha que te sai dos olhos, da voz, do corpo que me cativa. Que me motiva e ser melhor. A inovar nas frases, nas maneiras de falar, de dar amor e carinho, de te amar, de te fazer sentir bem e aconchegada junto de mim, ou para cada vez que me beijas, que me olhas, que me tocas ou dás as mãos. Para cada vez que posas o teu ouvido sobre o meu peito para sentires este coração do diabo a bater carinhosamente diante de uma pessoa como tu. 

Podes nao ter coroa, podes até nem ser rainha, mas és uma pessoa mágica com um olhar diferente de tudo o que já vivi. Talvez seja do amor, ou do carinho que te tenho. Gosto de te estragar com mimos. Mas também de ser o diabo para ti. Sabendo que um dia ninguém será perfeito. Não tanto como eu gostaria de o ser para ti, ou qualquer outra rapariga/mulher.

Pedro Miguel Mota.-.22/12/2013.

domingo, dezembro 15

Encantas-me com o teu sorriso...


Encantas-me com o teu sorriso, tão doce, tão delicado, tão cheio de vida como esses olhos observadores que salpicam aventura, decisão, assertividade. E em certas alturas, um brilho caloroso, um carinho suave como quando me olhas e dás a mão. 

Quando no outro dia entrelaças-te os teus dedos nos meus senti que estavas decidida a mantê-los junto dos meus. Gostei, gostei bastante de te sentir assim tão viva, tão cheia de vida e aquela ânsia de me apertar contra ti, de me apertares com força e nunca mais me largar.

Quero os teus beijos! Quero a tua mão sobre o meu peito, quero os teus lábios sobre a minha boca. Quero-te em mim de novo. Cala-me e provoca-me arrepios no corpo. Solta o cabelo coração faz-te mais rebelde. *.*

sexta-feira, dezembro 13

Senhora princesa...


Cala-me num beijo, cala-me com a tua boca, com a tua mão sobre os meus lábios. Vem para cima de mim e gritar do fundo dos teus pulmões os ares, as agitações que o corpo tem quando se encosta ao meu. Será que me ouves dizer o teu nome? Gosto. Gosto quando me dás a mão e posso sentir os teus dedos a querer mais do que um entrelaçar de dedos, mais do que um tremor de mãos, mais do que um beijo delicado do pescoço aos lábios. Abre a boca quero saborear a tua língua, quero tocar-te no céu da boca, quero deliciar-me com a tua saliva, com os anseios que o teu peito faz crescer dentro de si. 

Senhora princesa, senhora rainha, tomai meu coração como seu, tomai este peito onde podeis escrever com os seus dedos o seu nome. Tomai este ombro onde podeis deitar a cabeça quando os momentos forem maus e as lágrimas precisarem de ser aconchegadas.

segunda-feira, dezembro 9

Encantas-me a alma...

Deita a tua cabeça sobre o meu peito e chora tudo o que tens a chorar. A.vontade de te tocar o rosto é tanta. A vontade de dar mimo nesse nariz, nessa delicada testa. Dar-te o amor que te possa rasgar o coração, que consiga aquecer-te o peito, tirar-te esses suspiros dos pulmões, essas preocupações e dúvidas da tua cabeça. Gostava tanto de te tocar, de te ver, de ouvir a tua voz a bater-me no peito enquanto brincava com os meus ouvidos. Se eu pudesse chorar a tristeza e a falta de mimo, de amor e carinho.

Se eu um dia te pegar ao colo e te jogar ao ar, não fiques com medo princesa. É que não sei que maneira mais encantada tenho para te ver sorrir como um bebé. Encantas-me a alma.

"Se eu morrer antes de acordar deste sonho garabto-te a alma para que com ela fiques."

sábado, dezembro 7

Arrepias-me...


Arrepias-me com esse olhar penetrante, com esses lábios encarnados, essas mãos delicadas e provocantes quando me chegam a tocar. Dá-me a provar esses lábios outra vez. Tenho saudades de te tocar, de te beijar a testa e encher-te de mimo.

Estou aqui meu amor. Não te abandonei. Posso estar longe rmas a minha cabeça está bem perto de ti. Talvez mais do que imaginas, mais do que sintas. Oh que saudade de te ver sorrir. De te ver de olhos ternurentos quando te beijo de forma provocante, deixando-te ansiosa e de coração aos pulos.

Adoro deter-te nos meus braços.