Páginas

terça-feira, julho 22

Longe das minhas mãos...


Custa-me tanto ter-te longe das minhas mãos, dos meus braços, do meu peito, dos meus olhos, dos meus lábios. Por muito que tente imaginar-te ao meu lado é-me tão difícil reviver o teu cheiro no meu nariz, ouvir as tuas palavras carinhosas e motivadoras à porta dos meus ouvidos. Enterro-me completamente nos lençóis e cobertores enquanto me deito na cama, ou no sofá onde, passo algumas horas solitário, sozinho sem a tua presença, sem o teu braço a pedir-me conforto e um pedaço de calor. 

Tento esquecer-te. Não, calma! Eu não te tento esquecer, quero dizer, tento ver-me livre dos pensamentos que me fazem nós no coração, como quando me tento lembrar do teu perfume, ou do tom da tua voz, ou ainda ao que sabiam os teus lábios, eu tento esquecer-me disso, porque já não me recordo de como era quando estavas comigo e por isso, tento esquecer.

Tenho apertos na garganta quando à memória me surgem as tuas palavras já com o teu tom de voz meio enferrujado de esquecimento: - Dorme bem, boa noite. - e me davas um beijo curto sobre os lábios, segurando-me a cabeça gentilmente.

Mais me custa ainda quando em certos dias a minha cabeça me prega partidas, - das boas - e me faz sentir-te cá e com isso corro um bocado depois de sair do trabalho até à florista mais próxima e ao mini-mercado para comprar chocolates para tos dar. Quando chego a casa e me deparo com o silêncio causado pela ausência do teu ser, acabo por colocar as flores na jarra junto à porta trocando-as pelas mortas que lá estão e os chocolates, acabo por abrir uma garrafa de vodka para ajudar a engolir tais afrodisíacos que me empanturram a garganta.

Se soubesses como é estranho escrever-te sem te conhecer... Torna-te real! Torna-te!

terça-feira, julho 15

Serei eu digno...


Quando tu não estás aqui só eu sei a falta que me fazes, a saudade que em mim despertas, a dor… A dor que me causas no peito ao largares a minha mão, a dor que me causas nos nós dos dedos, porque eu debato-me com o silêncio causado pela tua ausência. Debato-me contra paredes, contra as madeiras que se transformaram em armários e portas. Transformaram-se em tudo o que nos é tão útil tal como tu me encantaste a vida. Tu que com esse sorriso tão delicado, com esse brilho nos olhos sempre me conseguiste acalmar. 

Envolve com os teus braços o meu corpo tenso. Beija com esse carinho que trazes nos lábios as feridas que fiz sacrificar sobre o meu corpo com o sentimento de desespero por te perder para sempre. Em forma de gente ou de luz, traz esses lábios para junto daquilo que mais precisa de ser beijado. O coração! Sim porque o coração também se partiu quando decidiste deixar-me ou terei sido eu quem te abandonou todo este tempo? Terei sido eu quem te mandou embora? Segreda-me aos ouvidos o pecado que cometi. Ajuda-me a libertar de toda esta dor.

Diz-me!
Serei eu digno de pisar a terra seca e rasgada do inferno?
Ou será antes o chão macio do paraíso?

sexta-feira, julho 11

Te magoar o rosto...


Há dias em que nada mais são do que apenas dias comuns. Dias em que tudo se envolve em rotina e por vezes quando me liberto da rotina e parto para longe da terra que me viu crescer dá-se o caso de dar de caras com gente que nunca vi, com feitios diferentes do meu, diferentes das gentes da minha terra e por vezes nesses momentos soltam-se sorrisos, gargalhadas, apertos de mãos, cumprimentos rápidos ou longos, sempre com um sorriso sobre os lábios, ou estampada no rosto. Gostava tanto de partilhar os meus dias, de partilhar o sorriso, a alegria, a leveza que a alma ganha. Partilhar as saudades de casa, de abraçar o corpo, de beijar a forma única dos seus lábios. Mas só posso imaginar e não ligar ao que a vida me rouba todos os dias. Enquanto eu conseguir ver um sorriso nos seus rostos, ou imaginar-lhes um, estarei bem. Mesmo que a figura feminina me falte sobre os ombros, sobre o coração tempestuoso, estarei bem, despreocupado vivendo cada dia com um novo raiar de sol.

Havia nela uma delicadeza. Os seus olhos eram algo que nunca tinha visto, o rosto era tão delicado, tão belo e silencioso. Transmitiu-me uma paz estranha, uma calma que pude sentir com suavidade a esbarrar contra o meu corpo. O seu sorriso era caloroso, confiante; Confortante devo eu dizer. Voz suave e bem colocada. Corpo atlético e bem tratado. Quem és? Como te chamas? Tu de perna traçada debruçada sobre um livro, tendo como destino, Coimbra. Não fungues, assoa-te. :)

Se a lágrima te magoar o rosto, lembra-te de a magoar também!

quarta-feira, julho 9

Fui comprada...

Acorda sua preguiçosa duma-figa. Hoje é dia de treino, é dia de correr dez quilómetros. Deixa-te de fitas meu amor, levanta mas é esse cu gordo da cama e vamos correr que já se faz tarde. Depois dizes que estás gorda. Levanta o cu da cama e vem comigo. Ainda te compro qualquer coisa. "-Tu e as tuas negociações!" dizes-me tu com esse olhar revirado com o sentimento de que "fui comprada". Já não há nada a fazer. Ou vens correr comigo ou ficas em casa a tomar conta das paredes. Escolhe. Ou cu gordo entre quatro paredes ou corpo magro por porta curta.

Tu não gostas de suar no sexo? De que estás à espera? Bora resmungo-na!

- "Tu falas para mim com palavras, eu olho para ti com sentimentos." - Dizes-me tu.

sábado, julho 5

Foi esse sorriso...

A cama está ocupada com dois corpos e eu dou comigo a olhar para o tecto a pensar em tudo o que já vivemos, em tudo o que já passamos, em tudo o que já te fiz sofrer e em todas as coisas maravilhosas que te fiz sentir. Lembro-me de todas as palavras de conforto que tu sempre foste capaz de dar. Ouço subitamente o meu coração bater com força. Olho-te vislumbrando um sorrido delicado, mas não é o mesmo sorriso que vi no primeiro dia que te deitaste comigo, é outro, completamente diferente. Levanto-me ao de-leve, visto-me com toda a rapidez que posso e desço as escadas do apartamento levando no pensamento esse sorriso delicado.


Descendo as escadas penso para mim próprio sobre como poderei eu voltar atrás? Recuar mais do que três anos. Apenas três anos para aquele dia antes de te ter conhecido. Certamente que eu nunca te teria dito "Olá"! Ter-te-ia deixado ir, porque tu mereces tanto mais do que tudo isto. Tanto mais do que um simples sorriso no rosto, tanto mais do que um falso conforto sobre o corpo. Não, meu amor, a culpa não é tua, é minha porque eu vejo nesse teu delicado rosto, que mereces muito mais do que isto, mereces muito mais do que tudo aquilo que te dou todos os dias. Mereces o calor das estrelas e não o frio da lua que olha sobre nós através da nossa janela.

Entro na loja ao fundo da rua, e saio com um saco nas mãos, correndo o mais que posso para que chegue antes do momento de acordares sem mim. No pensamento trago de novo a ideia de nunca te ter dito olá. Sim eu nunca te teria dito olá! Chego a casa com um sorriso estranho no rosto. Sobre o meu lado da cama deito o saco. O saco que na verdade é um ramo de flores.

Viraste para me abraçar. Mas a única coisa que abraçaste foi o ramo de flores. Acordas com os olhos ainda carregados de sono e olhas-as com questões. Vês-me e sorris, esfregas o olho direito e sorris intensamente. Nesse momento o que me ia na cabeça era se tinha escolhido as flores certas. Parece que sim. Sim! É esse o sorriso que ansiava ver esta manhã no teu rosto.

Foi esse sorriso que se manteve todo o dia.

sexta-feira, julho 4

Espero que gostes...

 
Colocando o meu nariz sobre a tua nuca é possível quase saborear o cheiro, o intenso aroma que a tua pele liberta depois de te dar as mãos, depois de cada beijo sobre esses sedosos lábios, ou sobre a delicada e confortante testa. Espero que gostes do novo cheiro que comprei para ti, não com a ideia de alterar o maravilhoso que ostentas naturalmente no corpo, as para aclamar com ainda mais intensidade a beleza do cheiro que carregas contigo nesse corpo belo e altivo.
 
Adorei o aroma assim que o cheirei nas costas da minha mão. Lembrei-me logo daquele sabonete que costumas usar para lavar o corpo, usando-o como gel de banho. Quando a tua pele se torna suave, macia e sedosa e lhe chego o nariz quase que à memória me vem o aroma do dia em que te beijei pela primeira vez. Aquele momento em que o teu cheiro natural se entranhou na minha memória, gravando para sempre o cheiro do teu corpo nos meus neurónios.

Espero que gostes do perfume.

segunda-feira, junho 30

Faltou pouco...

O dia urge com o seu frio a tirar-nos da cama. O mesmo frio que nos junto aos dois na cama. O mesmo frio que nos fez encontrar um ao outro no acaso do dia. O frio que te fez arrepiar e dar pele-de-galinha.

O teu inglês faz-me corar. O meu inglês faz-te rir. é estranho escrever-te. Falta já pouco para me ir embora.

domingo, junho 29

Até que o meu coração decida...

 
A casa já não tem a mesma alegria desde que te foste embora. Julguei que esse sorriso significava algo entre nós e afinal significava algo entre outro. Como pude eu pensar que esse sorriso seria por minha causa? A cama à noite fica fria e o meu corpo arrepia-se por cada vez que penso nesse teu olhar, por cada vez que relembro a tua voz a dizer o meu nome. Gostava tanto de ser eu a ter-te nos braços. Fui tão burro pensar que esse sorriso carinho, esse brilho nos olhos seria em tudo culpa por minha causa e não o foi.

A porta está aberta. Pelo menos até ao dia em que o coração decida fechá-la..

segunda-feira, junho 23

Este beijo suave...


Sobre o céu estrelado a companhia não podia ser mais gloriosa. Tu! Tu que com tanto carinho o peito me enches, com tanto amor me acalmas os nervos, com um beijo me fazes sentir de novo o ar com o seu doce e delicado sabor salgado. Ao mesmo tempo que me dás tanto e me pedes tão pouco e sendo eu igual, fico quase sem jeito, sem modos, sem palavras, sem falas, sem conversas, sem olhares. Sem nada por onde possa dizer: - Nem um beijo me dás!

Esses teus braços tão finos e suaves, tão cheios de bochecha muscular encantam-me o espírito, alegram-me a alma, enchem-me de força. Esses mesmos braços com que me abraças apertadamente, com força, com vinco e sem qualquer medo. Queres que te sinta, que sinta todo o teu amor bem junto do teu corpo, bem junto de ti. Enquanto sorris para mim e me apertas contra esse teu belíssimo corpo eu vou pensando: - Que sorte que tenho de tu me teres dado a mão.

E como tu és uma mulher que por vezes também tem as suas necessidades de menina-princesa, são os meus braços à tua volta e o peito encostado ao teu ouvido que permanece a maior parte do tempo. Dizes tu com esse carinhoso tom de voz: - Preciso de mimo, Pedro!

Este beijo suave que te deixo sobre a testa quente, não é de despedida, meu amor, é antes uma das minhas maneiras de te mostrar que me preocupo contigo. Que também choro por não conseguir ouvir as palavras deliciosas que o meu coração tanto te quer dizer.

Quantas vezes terei eu de te beijar?
Quantas vezes terei de me declarar?
Quantas vezes terei de dizer?: - Foi o teu sorriso que me despertou o interesse em ti.

sexta-feira, junho 20

Estarás cá...

Estarás cá quando eu voltar? Estarás decidida a acolher-me no teu peito protegendo-me com os teus braços? Estarás pronta quando eu chegar, quando eu voltar?

Eu sei que terei de largar a mão de muita coisa ao longo da vida, mas não quero fazê-lo contigo. A distância pode até ser grande, posso chegar a chorar do outro lado do telefone, quero que fiques a saber que gosto bastante de ti, que é o teu amor que me faz sentir o peito cheio de amor, é o teu coração que me embala nas noites frias, é o teu sorriso que me refresca nos dias de verão, é o teu beijo que me faz querer arriscar.


Estarás cá quando eu voltar?
Quando eu voltar prometo que estarei pronto para ti. Que terei um novo sorriso no rosto e um carinho especial nas mãos para cada toque que fizer em ti, no teu corpo, no teu rosto.


Dizer adeus é demasiado triste, digo-te antes até já que fica bem melhor e mais alegre.

quinta-feira, junho 19

Nos meus olhos...


Já pensaste como consegues agredir num bom sentido a alma de qualquer um que tem a maravilhosa, a extraordinária possibilidade de vislumbrar esse radiante sorriso? Esse tão delicado, tão silencioso sorriso que fazes questão de ser a tua arma e moeda de troca em todas as situações. Para não falar da beleza desse teu rosto tão suave, tão de anjo, tão perfeito, com as suas irregularidades. Esse colo, esse peito tão caloroso, as mãos tão suaves como seda. Quando coras sinto que te toquei no ponto certo para de ti roubar mais um sorriso, mais um pedacinho de ti, não um beijo, não um abraço, mas algo que não consigo explicar. Adoro ouvir a tua voz do outro lado do telefone, adoro a maneira carinhosa como olhas para mim, adoro. Adoro sentir a tua presença diante de mim.

Consegues ver nos meus olhos o quanto me fizeste deixar a concha e simplesmente falar? Neste momento para te ser sincero acho que olhar para uma fotografia tua em que sorris foi o que me tirou todas as preocupações da cabeça, não sei se é mau, não sei se é bom, sei apenas que me aliviou.

"Há definitivamente algo em ti que me faz querer mais."

domingo, junho 15

A noite está a nu e cru...


O corpo treme. A boca seca. As mãos transpiram. As pernas perdem a força e a voz fica escondida na garganta. As palavras saem tortas. Os pulmões trabalham a todo o gás. Sinto na planta dos pés a erva do jardim, sinto o frio da chuva a penetrar-me na pele. Sobre a cabeça o cabelo molhado deixa-me a cabeça gelada. Os ombros a descobertos fazem-me sentir o frio da noite. As estrelas só me aquecem o coração, só me aquecem o peito quando as olho. 

Deito-me sobre a relva molhada a fim de puder sentir o mundo com mais intensidade. Sobre a barriga, do lado esquerdo, está a tua cabeça, ouvindo o bater do coração e o turbilhão infernal do meu estômago. Respiras profundamente tocando-me com uma certa delicadeza na barriga da perna. Beijas-me o umbigo e sorris com o maior e mais bonito suspiro. 

A noite está a nu e cru. Os corpos juntam-se. O calor das estrelas dissipasse à medida que os lábios se juntam, os corpos se unem, os dedos das mãos se entrelaçam e as almas se fundem uma na outra, libertando uma explosão de sentimentos sobre todos os sentidos dos nossos corpos.

A noite está a nu e cru, tal como nós.

sexta-feira, junho 13

Não podemos continuar...


Por vezes sinto que não faço parte da tua vida, como se houvesse uma espada que cortasse tudo o que nos possa chegar a unir. Agora que tenho a coragem para te dizer aquilo que sinto em relação a ti, é quando tu decides desaparecer. Decides ir embora levando contigo esse sorriso, esse corpo, essa beldade, esse carinho. Decides ir embora. Levas contigo a coragem que ganhei nestes últimos quinze dias. Agora não sei se deva dizer aquilo que sinto por ti ou se escondo tudo.

Não podemos continuar a andar em círculos. Eu digo-te o que sinto e engulo o "não", ou digo-te deixando-te ir. Perdendo-te mais uma vez. Desde o dia que te reencontrei foste a rapariga que me deu a força para me erguer da cama todos os dias, sorrindo sem medo, chorando sem vergonha, transformando-me melhor a cada dia. Fico contente por saber que nunca foste nenhuma miragem.

"Parece que quando tu queres alguém, esse alguém não te quer. E quando alguém te quer, tu não queres esse alguém. Mas quando ambos se querem, é quando vem alguma coisa de lado nenhum estragar tudo."

quarta-feira, junho 11

Como abraçar o teu coração....


As mãos mostram-se delicadas nas palmas e grosseiras nas costas. As veias povoam-tas sem dó ou qualquer sinal de misericórdia. Mostram a força e a dureza, a destreza e a brutalidade que a alma e a vida ajudaram a fazer delas o que são hoje, a fazer delas o que se vê quando andas com as mãos fora dos bolsos. A tua palma da mão é suave porque assim fazes para as ter. Dizes que o bebé deve sempre sentir a harmonia a cada toque intimo, seja no banho ou na muda de fralda. 

As costas direitas e ágeis, os braços finos mas carregados de força necessária para me abraçar, ou para suportar o peso da filha quando se carrega ao colo. O cabelo anda sempre apanhado, dizes que é mais fácil, retirando-te a constante preocupação de o colocares preso atrás das orelhas. Quando nãos estás a trabalhar, largas os vestidos, as camisas, os brincos, os anéis e os colares para te vestires de fato de treino e sapatilhas desportivas, tendo constantemente o cabelo amarrado. Até quando chegamos a sair de casa, vestes-te sempre de tons alegres, como o laranja, o vermelho, o verde, o amarelo, o cor-de-rosa. Não gostas do preto porque te faz lembrar o dia em que a tua mãe se vestiu completamente de tal cor porque o teu pai faleceu de cancro, não gostas do castanho porque te faz lembrar o podre da terra, não gostas do cinzento porque detestas os dias de chuva intensa.

A simplicidade está-te na alma, a força nos braços e o carinho no peito. Cada gesto, cada fala, cada beijo sobre a testa, cada aperto no teu peito, cada colo que dás à pequena "Inês" é um motivo para que ela, todos os dias sorria. Ela sorri porque aprendeu contigo, porque preferes o sorriso ao choro. Eu fico perdido pelos livros que se vão completando sobre a mesa de escrita, dizes sempre que adoras o que escrevo, dizes sempre para não os deixar incompletos, bem eu te ouço meu amor, mas por vezes o ser pai também tira bastante da alma de cada um. Mas tu. Tu parece que tens uma constante bateria agarrada a ti, sempre cheia de vida e energia.

O sorriso estampado no rosto surge todos os dias e permanece nele até que os teus olhos se fechem e o teu corpo lentamente repouse na cama, junto a mim, depois de leres mais um livro no meio de tantos que tens amontoados junto à tua mesinha de cabeceira, alguns oferecidos por amigos e outros tantos por mim, mas a maioria sem dúvida que foste tu que os compraste só para ler, porque devoras as letras com uma rapidez hábil, dizes que é como respirar o próprio ar que te mantém viva. A tua alma sossega agora sobre a almofada, o sorriso mantém-se, mas muito subtil pela noite dentro.

Beijar-te é como fazer amor com o teu corpo.
Beijar-te é como abraçar o teu coração.

Podias ser real. Por enquanto não o és.
E eu não me importo que sejas apenas um pedaço da minha imaginação. Sabe-me bem escrever-te!

Diz-lhe que me vais chamar...


Se pelo menos tu fosses capaz de ver o que vejo, pudesses sentir o que eu sinto quando olho para ti, ou, quando te chego a tocar no braço, no rabo, no rosto, nos lábios. Se pudesses sentir o mesmo que eu, farias tal e qual como eu? Tal e qual como eu estou a fazer agora? Que sinto uma palpitação no coração? Que as dores que surgem no meu corpo desaparecem quando a tua mão assenta sobre o meu rosto, sobre o meu peito quase como se me pedisses colo ou um sitio sossegado para nele deitares o teu corpo que treme, não por medo, mas porque te dói a alma, porque te sentes cansada da vida, porque me dizes às vezes quando nos sentamos para um café, que dói-te a alma por causa das exigências que ela faz sobre a tua vida.

Respira fundo quando o demónio te quiser atacar.
Respira fundo e diz-lhe que me vais chamar se ele tentar alguma coisa.

terça-feira, junho 10

Que te suje os lábios!...



As mãos tornam-se mais suaves e com a suavidade tornam-se mais escorregadias porque o coração está a palpitar demasiado depressa, demasiado excitado tornando a transpiração das mãos automaticamente mais intensa.

Tu! Tu és o meu sonho, és a mentira, és o frio que me ataca de noite, e o calor que me aquece de dia. Quero dar-te a mão, mas só para te sentir mais chegada a mim. Preciso de te sentir de outras maneiras, quero sentir-te mais intensamente, de outras maneiras sem ser pelas maneiras mais comuns. Será que me entendes? Será que percebes onde quero chegar? Talvez até nem eu saiba o que entender deste meu pensamento, porque, apesar de gostar de te beijar, sinto necessidade de te beijar de outras maneiras, beijar-te com mais força, mais intensidade, mais majestosidade.

Trinca-me os lábios! Faz-me sangrar! Deixa que te suje os lábios!

quarta-feira, junho 4

Um sorriso caloroso...


Esse gesto tão curto, tão subtil, tão harmonioso e delicado que é o teu sorriso. Oh que calor me dá ele sobre o peito, que calor me cobre o rosto, que conforto sobre as mãos que beijas, que silêncio que se fica quando os teus lábios tocam os meus enquanto mantens nesse rosto um sorriso caloroso. Posso dizer-te que também me encanta ver-te de lágrimas nos olhos, não num mau sentido, não que goste de te ver sofrer, de te ver de bochechas avermelhadas e os olhos inchados, é mais porque há um jeito que o teu lábio tem, uma maneira insensível que os teus olhos brotam para mim quando me olhas em sofrimento que me faz expelir do corpo, que me faz expelir do coração as amarguras que me afligem de noite, os medos que me atacam, quase como se deixasse de me preocupar com aquilo que me deixa tão mal, para ir a correr ao teu encontro, salvando-te, socorrendo-te de demónios, de ânsias e medos que te atormentam a tão deleitosa alma.

De onde vem toda essa ternura?

terça-feira, junho 3

Talvez porque...


Porque tu estás aqui! Tudo isto que temos não pode voltar a correr mal. Podemos até fazer de conta que está tudo mal, podemos fazer de conta que sabemos o que estamos a fazer, mas na realidade não sabemos, apenas sentimos que algo está diferente entre nós e dentro de nós. Vemos as expressões no rosto um do outro, vemos o sobrolho levantar quando há palavra que nos saem da boca sem quase nos apercebermos. As ideias encontram o seu caminho e os pensamentos organizam-se de maneiras tão gentis que quase cada momento que vivemos juntos dá para termos conversa.

Mal tu sabes o que sou capaz de fazer por ti. Talvez eu ainda não saiba o que sou capaz de fazer por ti, talvez porque ainda não te tenho e fico apenas com a pequena sensação de que sei o que era capaz de fazer por ti, talvez seja a única maneira - para já - de o meu coração se acalmar e a cabeça não ficar sempre a pensar em ti, num nós, numa casa, num filho ou dois, num cão ou gato, numa casa e um carro, num emprego ou dois, nas férias, no amor que tenho guardado no peito protegido por palavras secretas que saberás quando chegar a altura certa. Quando chegar a altura de apareceres e aceitares a minha mão.

Tento usar todas as palavras que conheço para explicar o que sinto. A cada dia se torna mais fácil, talvez seja por tua casa, talvez porque... Porque tu estás aqui!

segunda-feira, junho 2

Unir os nossos caminhos...


Se antes não te sentia como um todo, hoje posso dizer-te com certezas de que estou pronto para te sentir como um todo. Estou pronto para te dizer que sim aos teus pedidos, prontíssimo para te beijar na boca, para te apertar no meu corpo, pronto para te dizer as palavras que te fazem chorar de alegria.

As palavras, à medida que tas digo, que tas lanço com vontade, saem cada vez mais suaves, cada vez mais pausadas, mais sem medos, sem vergonhas, sem nada do que antes me impedia de te falar com maior à vontade. Tu mordes os lábios quando me ouves falar, piscas os olhos e sorris para mim quando te entretenho com as minhas histórias, e escangalhaste a rir quando lanço aquelas piadas, aquelas histórias curtas que são autenticas pérolas de comédia. Adoro ver-te sorrir, adoro ver-te bonita, adoro ver-te com uma alegria natural no rosto. És um encanto que me encanta.

Quero unir os nossos caminhos. Sentes-te preparada para o fazer comigo?

terça-feira, maio 27

Não sabes quando parar...


Achavas que me ia embora quando larguei a tua mão. Com isso desataste nós no coração. Não só desataste nós no meu coração como soltaste as lágrimas presas que te feriam o peito. Desfizeste-me em palavras. Rasgaste todas as cartas que te enviei e julgaste que estavas a agir bem, a agir bem perante a dor estranha que assombrava o teu coração. 

E eu meu amor? E eu? Não pensaste em mim?
Não julgaste por ventura que eu também tinha algo que me fazia dores no peito? Que quando eu não respondia aos teus telefonemas era porque estava no hospital? Que quando te sorria com lágrimas a pintarem-me o rosto de um vermelho rosado era porque sofria por não te ter todos os dias ao meu lado? Que quando te beijava com o corpo a tremer era porque me ferias os lábios com as tuas palavras? Porque me ferias o corpo com as tuas atitudes? Deixar cair a máscara meu anjo. Estou aqui. Posso eu ter largado a tua mão, mas eu permaneço aqui. E mesmo que o tenha feito continuas a ser a minha pedra preciosa.

Eu adorava continuar viver ao teu lado, mas eu já não suporto ver o sangue jorrar do meu corpo. É que por vezes tu és tão bonita. Já não sei em que pensar. Tornaste-te tão perfeita (desde o dia me que o quisesses-te ser) que não sabes quando parar.