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quarta-feira, junho 11

Como abraçar o teu coração....


As mãos mostram-se delicadas nas palmas e grosseiras nas costas. As veias povoam-tas sem dó ou qualquer sinal de misericórdia. Mostram a força e a dureza, a destreza e a brutalidade que a alma e a vida ajudaram a fazer delas o que são hoje, a fazer delas o que se vê quando andas com as mãos fora dos bolsos. A tua palma da mão é suave porque assim fazes para as ter. Dizes que o bebé deve sempre sentir a harmonia a cada toque intimo, seja no banho ou na muda de fralda. 

As costas direitas e ágeis, os braços finos mas carregados de força necessária para me abraçar, ou para suportar o peso da filha quando se carrega ao colo. O cabelo anda sempre apanhado, dizes que é mais fácil, retirando-te a constante preocupação de o colocares preso atrás das orelhas. Quando nãos estás a trabalhar, largas os vestidos, as camisas, os brincos, os anéis e os colares para te vestires de fato de treino e sapatilhas desportivas, tendo constantemente o cabelo amarrado. Até quando chegamos a sair de casa, vestes-te sempre de tons alegres, como o laranja, o vermelho, o verde, o amarelo, o cor-de-rosa. Não gostas do preto porque te faz lembrar o dia em que a tua mãe se vestiu completamente de tal cor porque o teu pai faleceu de cancro, não gostas do castanho porque te faz lembrar o podre da terra, não gostas do cinzento porque detestas os dias de chuva intensa.

A simplicidade está-te na alma, a força nos braços e o carinho no peito. Cada gesto, cada fala, cada beijo sobre a testa, cada aperto no teu peito, cada colo que dás à pequena "Inês" é um motivo para que ela, todos os dias sorria. Ela sorri porque aprendeu contigo, porque preferes o sorriso ao choro. Eu fico perdido pelos livros que se vão completando sobre a mesa de escrita, dizes sempre que adoras o que escrevo, dizes sempre para não os deixar incompletos, bem eu te ouço meu amor, mas por vezes o ser pai também tira bastante da alma de cada um. Mas tu. Tu parece que tens uma constante bateria agarrada a ti, sempre cheia de vida e energia.

O sorriso estampado no rosto surge todos os dias e permanece nele até que os teus olhos se fechem e o teu corpo lentamente repouse na cama, junto a mim, depois de leres mais um livro no meio de tantos que tens amontoados junto à tua mesinha de cabeceira, alguns oferecidos por amigos e outros tantos por mim, mas a maioria sem dúvida que foste tu que os compraste só para ler, porque devoras as letras com uma rapidez hábil, dizes que é como respirar o próprio ar que te mantém viva. A tua alma sossega agora sobre a almofada, o sorriso mantém-se, mas muito subtil pela noite dentro.

Beijar-te é como fazer amor com o teu corpo.
Beijar-te é como abraçar o teu coração.

Podias ser real. Por enquanto não o és.
E eu não me importo que sejas apenas um pedaço da minha imaginação. Sabe-me bem escrever-te!

Diz-lhe que me vais chamar...


Se pelo menos tu fosses capaz de ver o que vejo, pudesses sentir o que eu sinto quando olho para ti, ou, quando te chego a tocar no braço, no rabo, no rosto, nos lábios. Se pudesses sentir o mesmo que eu, farias tal e qual como eu? Tal e qual como eu estou a fazer agora? Que sinto uma palpitação no coração? Que as dores que surgem no meu corpo desaparecem quando a tua mão assenta sobre o meu rosto, sobre o meu peito quase como se me pedisses colo ou um sitio sossegado para nele deitares o teu corpo que treme, não por medo, mas porque te dói a alma, porque te sentes cansada da vida, porque me dizes às vezes quando nos sentamos para um café, que dói-te a alma por causa das exigências que ela faz sobre a tua vida.

Respira fundo quando o demónio te quiser atacar.
Respira fundo e diz-lhe que me vais chamar se ele tentar alguma coisa.

terça-feira, junho 10

Que te suje os lábios!...



As mãos tornam-se mais suaves e com a suavidade tornam-se mais escorregadias porque o coração está a palpitar demasiado depressa, demasiado excitado tornando a transpiração das mãos automaticamente mais intensa.

Tu! Tu és o meu sonho, és a mentira, és o frio que me ataca de noite, e o calor que me aquece de dia. Quero dar-te a mão, mas só para te sentir mais chegada a mim. Preciso de te sentir de outras maneiras, quero sentir-te mais intensamente, de outras maneiras sem ser pelas maneiras mais comuns. Será que me entendes? Será que percebes onde quero chegar? Talvez até nem eu saiba o que entender deste meu pensamento, porque, apesar de gostar de te beijar, sinto necessidade de te beijar de outras maneiras, beijar-te com mais força, mais intensidade, mais majestosidade.

Trinca-me os lábios! Faz-me sangrar! Deixa que te suje os lábios!

quarta-feira, junho 4

Um sorriso caloroso...


Esse gesto tão curto, tão subtil, tão harmonioso e delicado que é o teu sorriso. Oh que calor me dá ele sobre o peito, que calor me cobre o rosto, que conforto sobre as mãos que beijas, que silêncio que se fica quando os teus lábios tocam os meus enquanto mantens nesse rosto um sorriso caloroso. Posso dizer-te que também me encanta ver-te de lágrimas nos olhos, não num mau sentido, não que goste de te ver sofrer, de te ver de bochechas avermelhadas e os olhos inchados, é mais porque há um jeito que o teu lábio tem, uma maneira insensível que os teus olhos brotam para mim quando me olhas em sofrimento que me faz expelir do corpo, que me faz expelir do coração as amarguras que me afligem de noite, os medos que me atacam, quase como se deixasse de me preocupar com aquilo que me deixa tão mal, para ir a correr ao teu encontro, salvando-te, socorrendo-te de demónios, de ânsias e medos que te atormentam a tão deleitosa alma.

De onde vem toda essa ternura?

terça-feira, junho 3

Talvez porque...


Porque tu estás aqui! Tudo isto que temos não pode voltar a correr mal. Podemos até fazer de conta que está tudo mal, podemos fazer de conta que sabemos o que estamos a fazer, mas na realidade não sabemos, apenas sentimos que algo está diferente entre nós e dentro de nós. Vemos as expressões no rosto um do outro, vemos o sobrolho levantar quando há palavra que nos saem da boca sem quase nos apercebermos. As ideias encontram o seu caminho e os pensamentos organizam-se de maneiras tão gentis que quase cada momento que vivemos juntos dá para termos conversa.

Mal tu sabes o que sou capaz de fazer por ti. Talvez eu ainda não saiba o que sou capaz de fazer por ti, talvez porque ainda não te tenho e fico apenas com a pequena sensação de que sei o que era capaz de fazer por ti, talvez seja a única maneira - para já - de o meu coração se acalmar e a cabeça não ficar sempre a pensar em ti, num nós, numa casa, num filho ou dois, num cão ou gato, numa casa e um carro, num emprego ou dois, nas férias, no amor que tenho guardado no peito protegido por palavras secretas que saberás quando chegar a altura certa. Quando chegar a altura de apareceres e aceitares a minha mão.

Tento usar todas as palavras que conheço para explicar o que sinto. A cada dia se torna mais fácil, talvez seja por tua casa, talvez porque... Porque tu estás aqui!

segunda-feira, junho 2

Unir os nossos caminhos...


Se antes não te sentia como um todo, hoje posso dizer-te com certezas de que estou pronto para te sentir como um todo. Estou pronto para te dizer que sim aos teus pedidos, prontíssimo para te beijar na boca, para te apertar no meu corpo, pronto para te dizer as palavras que te fazem chorar de alegria.

As palavras, à medida que tas digo, que tas lanço com vontade, saem cada vez mais suaves, cada vez mais pausadas, mais sem medos, sem vergonhas, sem nada do que antes me impedia de te falar com maior à vontade. Tu mordes os lábios quando me ouves falar, piscas os olhos e sorris para mim quando te entretenho com as minhas histórias, e escangalhaste a rir quando lanço aquelas piadas, aquelas histórias curtas que são autenticas pérolas de comédia. Adoro ver-te sorrir, adoro ver-te bonita, adoro ver-te com uma alegria natural no rosto. És um encanto que me encanta.

Quero unir os nossos caminhos. Sentes-te preparada para o fazer comigo?

terça-feira, maio 27

Não sabes quando parar...


Achavas que me ia embora quando larguei a tua mão. Com isso desataste nós no coração. Não só desataste nós no meu coração como soltaste as lágrimas presas que te feriam o peito. Desfizeste-me em palavras. Rasgaste todas as cartas que te enviei e julgaste que estavas a agir bem, a agir bem perante a dor estranha que assombrava o teu coração. 

E eu meu amor? E eu? Não pensaste em mim?
Não julgaste por ventura que eu também tinha algo que me fazia dores no peito? Que quando eu não respondia aos teus telefonemas era porque estava no hospital? Que quando te sorria com lágrimas a pintarem-me o rosto de um vermelho rosado era porque sofria por não te ter todos os dias ao meu lado? Que quando te beijava com o corpo a tremer era porque me ferias os lábios com as tuas palavras? Porque me ferias o corpo com as tuas atitudes? Deixar cair a máscara meu anjo. Estou aqui. Posso eu ter largado a tua mão, mas eu permaneço aqui. E mesmo que o tenha feito continuas a ser a minha pedra preciosa.

Eu adorava continuar viver ao teu lado, mas eu já não suporto ver o sangue jorrar do meu corpo. É que por vezes tu és tão bonita. Já não sei em que pensar. Tornaste-te tão perfeita (desde o dia me que o quisesses-te ser) que não sabes quando parar.

Quando eu mais precisar...


Ergues-te diante de mim.
As palavras saem-te quase atropeladas umas nas outras. As tuas mãos tremem e dizes-me que não sabes bem porquê. Apoias o teu corpo sobre o meu envolvendo o meu pescoço com as tuas mãos. Onde foi que falhei? Perguntas-me tu quase de lágrima no rosto. Eu não sei onde falhaste, mas eu posso-te dizer em que é que eu falhei. Mas irei evitar dizer-te porque só quero resolver as coisas, só quero fazer o que é melhor para mim, o que é melhor para ti e o que nos pode fazer sentir bem um com o outro.

De certo modo ao arriscares, ao abrires o teu peito dessa maneira tão orgulhosa com uma pontinha de delicadesa fa-me sentir forte e ao mesmo tempo tão estranho.

És linda! E nunca deixes que ninguém te diga o contrário. És uma excelente profissional, és amável, sonhadora, calorosa, inteligente, boa comunicadora, adoro os teus interesses. Esforça-te minha ovelha negra, esforça-te para que tudo o que temos dê resultado. Se for preciso poderei sacrificar algumas coisas hoje para te ter comigo amanhã.

Diz-me apenas que estarás do outro lado do telefone quando eu mais precisar.


sábado, maio 24

As suas mãos tremem...


Tenho saudades dos dias em passava a manhã inteira deitado ao lado dela na cama. Saudades dos dias em que a tarde era passada a fazer amor, ou deitados sobre o sofá da sala a ver filmes embrulhados com o cobertor da cama. Tenho saudades de os seus sentir lábios secos ou molhados que me deixavam com um calor sobre o peito, que me faziam agarra-la de maneiras delicadas a fim de lhe beijar a testa, a fim de lhe beijar o peito, de lhe lamber o pescoço, de a segurar no meu colo enquanto libertava mimos e carinhos nas suas costas. Queria que o amor voltasse de novo ao meu peito, que voltasse a aquecer-me nas noites em que faz tanto frio, nas noites em que passo em branco, chorando com o rosto contra a almofada, com o rosto vermelho que nem o sangue que me sai dos lábios quando os mordo por ter medo de nunca mais vir a ter amor no coração, amor sobre as pontas dos dedos, medo de não encontrar alguém que se encaixe em mim com dificuldade, mas que ao mesmo tempo me deixe ser o que sou, deixo-a ser o que é.


Tenho saudades de sair e comer com ela, não é alguém em particular, mas a ideia do ela, talvez seja ela, num todo, reunindo-as como uma só. Porque cada uma teve a sua parte em mim, cada uma teve a sua maneira de me tocar no rosto deixando-me encantado e calorento.


As suas mãos tremem porque, de alguma maneira o beijo que lhe dei sobre a testa a fez sentir-se bem, calma, tranquila, desejada, amada. Também vi uma dor nos seus olhos, como se no passado tivesse havido alguém que tivesse também ele deixado um beijo na testa e dito que ficaria com ela para sempre e de alguma maneira ele, quebrou essa promessa e ela sente que eu serei mais um que lhe irá partir o coração, que irá brincar com os seus sentimentos. Foi quando notei aquela dor nos seus olhos que a abracei e dizendo-lhe enquanto a beijava na testa que não prometeria que ficaria com ela para sempre e sim que enquanto estivesse com ela, que a iria apoiar, estar sempre lá para ela confortando-a. Há qualquer coisa nela que me faz querer abraça-la, quer vê la todos os dias, que me faz não querer desistir dela, mas há alguma coisa dentro de mim que me diz que "Sim! Seria uma relação maravilhosa, mas que duraria pouco tempo". E eu não sei o que lhe dizer, como lhe dizer, como lhe falar e que palavras usar, porque sinto que ela era capaz de me ligar a meio da noite para me dizer "Fica comigo! Mesmo com esta distância, fica comigo!" E isso conforta-me de uma maneira que não consigo bem explicar.

Ela é calma, carinhosa e nunca ninguém me tratou assim como ela (sem ser a minha mãe). Ninguém fez tanto em tão pouco tempo como ela. Mesmo que não a conheça pessoalmente, julgo que o tempo será o meu melhor amigo neste momento. Não é um deixar "ir" é mais um "Deixa ver onde é que isto vai dar! Deixa que a natureza faça o seu caminho e vê onde vai dar!"

Quando está comigo a suas mãos tremem, ou devo antes dizer que, são as minhas que fazem mais barulho??

quinta-feira, maio 22

Tudo o que queria...


O teu olhar cai sobre a minha pessoa, observas-me com dedicação, com orgulho que te aquece o peito, que te rosa o rosto e te faz soltar sorrisos tolos. Tenho a percepção de que tens algo para me dizer, de que um só beijo não serve para demonstrar aquilo que me queres explicar, aquilo que me queres dizer com todo o sangue que te corre no corpo.

Tudo o que queria neste momento era saber esses lábios de cor. 
E se eu te dissesse que eras a única?
E se eu te dissesse que tu eras a mais importante para mim?
Que quando viravas costas ao mundo e  eu, quando eu fechava os olhos, simplesmente esperava que estivesses lá para mim. Que tivesses os teus joelhos prontos para que eu pudesse pousar a cabeça e descansar. Mas acho que não é isso que me passa pela cabeça. Porque sinto que não és tu, que de alguma maneira sinto que seria bom de mais seres tu, logo tu. Logo tu! Com esse olhar, com esse jeito, com esse sorriso diabólico que escondes quando finges coçar o cabelo ou o canto da tua boca.

quarta-feira, maio 21

Tu continuarias a sorrir...



Quero contar-te um segredo meu amor. Se disseres que sim à minha pergunta de amanhã, sabe que eu não sou perfeito. Que não sei como amar alguém, como meter conversa com alguém, como responder bem, como ser carinhoso, como dar amor, como dar mimos e fazer rir. Não sei, confesso que não sei dar o amor da mais perfeita e maravilhosa maneira como nos filmes, como nas histórias de encantar. Não sei meu amor. Não sei e não tenho pena por não saber, tenho mais pena porque também não sei viver, não sei como viver a vida. Não sei como a sentir, como a ver de outras maneiras que não aquelas que tenho na cabeça. Porque para dizer a verdade, tudo me parece distante, o amor, as amizades, as aventuras, o orgulho, a alegria, a diversão, parece que custa tanto, parece que tudo demora a juntar e a tornar-se como um. E eu tenho-me esforçado tanto, mas tanto meu amor, meu carinho.

Eu desejo tanto que a minha vida resulte e que os sonhos que tenho se concretizem.
Eu farei qualquer coisa para te ver feliz. Mesmo que não seja comigo, eu ficaria feliz porque pelo menos, tu continuarias a sorrir. E isso seria o meu maior orgulho. Mesmo não sabendo como falar para raparigas como tu, mesmo não sabendo como é que a vida no futuro será, eu não sei lidar com mulheres, não sei como lhes falar, como falar para ti por exemplo, meu amor. E talvez seja mau eu tratar-te por "meu amor", talvez seja, mas neste momento é a única coisa que me ajudar a manter a cabeça no lugar, é a única expressão que consegue tirar as coisas más da minha cabeça e por isso perdoa-me. 

Perdoa-me por te chamar tal coisa, perdoa-me ainda mais por escrever estas coisas. Perdoa-me! Sou um louco que se sente a afogar nas peripécias da vida. Talvez isto seja ao que chamam "Viver!"

Até que me tens feito bem...


Eu sinto! Eu sinto que não és tu aquela, eu sinto que não será a tua voz que irei ouvir todos os dias ao acordar do outro lado do telefone. Sinto que nunca saberei o tom do teu choro, sinto que nunca irei saborear os teus lábios, sinto que nunca irei sentir o teu coração. Sinto ainda que mesmo que as tuas mãos me toquem já mais irei senti-las a abraçar o meu corpo. Mesmo assim gosto do teu trato, gosto e adoro a maneira como o tom da tua voz me faz delicias no coração, de como o toque suave das tuas mãos me deixa confortável e com confiança para te deter em palavras.

Eu gostava de escrever isto, não com a ideia de que possas ler estas minhas palavras, mas para eu ter a certeza do que eu realmente sinto. Porque apesar de seres uma rapariga muito bonita e teres uma voz encantadora, sinto que não és tu. E se tiver errado faz-me ver o contrário antes que te vás embora, porque quando se tem o motivo para acordar todos os dias às seis da manhã, é porque realmente vale mesmo a pena a pessoa que faz um sacrifício dessa magnitude.

Até que me tens feito bem! :3

terça-feira, maio 20

Ainda só passaram dois dias...


Ainda só passaram dois dias!
Fica!

Tenho medo de te ver desaparecer com a mesma facilidade com que te encontrei.
Tenho medo de ficar com saudades tuas, dos teus olhos, da tua boca, da tua voz, das tuas mãos, do teu toque, do teu rosto, do teu nariz, do cheiro do teu corpo, da delicadeza das pontas dos dedos. 

É normal ter este medo todo? 
É normal chorar à noite sobre a almofada quando não te sinto? 
Quando não te vejo? 
Quando não ouço a tua voz? 
Quando não sinto o calor do teu corpo?
Quando a cor dos teus olhos subitamente ficam negros na minha cabeça?

domingo, maio 18

Já não conseguir...



Não deixes que me esqueça do teu amor, é tudo o que tenho.
Não deixes que eu perca o teu toque, é tudo o que eu tenho.
Não deixes de me amar, és tudo o que eu tenho.
Não deixes que me esqueça do teu nome.
Não me deixes esquecer da cor dos teus olhos.
Não me deixes esquecer do suave tom da tua voz.
És tudo o que eu tenho.

O que tenho eu no coração para já não conseguir sentir os teus lábios tocarem-me?


15_05_2014

Minha alma delicada...


O Diabo voltou a colocar os seus lábios nos meus ouvidos. Voltou para me colocar no coração um buraco e, um nó na garganta, impedindo-me de te dizer o quanto eu amo a tua voz, o quanto eu adoro a tua pele suave, o quanto amo beijar-te esses lábios, o quanto desejo beijar-te a nuca, o quanto me encho de vontades quando te acarinho o rosto, quando te encho de mimo, de um desejo bom e caloroso. Ele veio para me matar a alma, ele veio para me prender, para me manter longe de ti, porque acha que não mereces nada do que eu te chego a dar, acha ele que não mereces viver aquilo que tens vivido comigo. Porque no passado foi ele quem me disse que deverias ser - aos meus olhos - a inspiração para tudo, a motivação para eu acreditar de que o futuro independente de como venha ele a ser, serás tu sempre a minha preocupação, serás tu o motivo pelo qual vale a pena respirar o ar.

Por cada vez que observo o teu olhar uma chama ergue-se em mim que me faz querer agarrar-te e dizer: Amo-te... Meu amor! Minha alma delicada.

Há muito tempo não ouço o Diabo dizer:

Tira o ar dos teus pulmões e,
Da-lho a ela sem preocupações.
Merece mais ela do que tu.
Merece mais ela a vida do que tu.

quarta-feira, maio 14

És tudo o que tenho...


Não deixes de me tocar e espero que nunca, mas nunca, negues qualquer toque da minha parte. Não te esqueças do meu amor porque eu nunca me irei esquecer do teu. Trás de volta esses sorrisos tão calorosos, trás lá de novo esses lábios amorosos, trás de novo esse corpo sensual, trás para junto de mim esse rosto de anjo, essa voz com que me encanto. Fica de novo junto a mim agarrando-me pela mão, sempre pronta para me levantar se chegar a cair, sempre pronta a dar um beijo na ferida.

És tudo o que tenho!

sábado, maio 10

Significas o mundo...

Sê gentil, meu amor! Pudesse esse carinho que trazes nos olhos, esse carinho que trazes nas pontas dos dedos, esse amor que trazes amarrado ao coração, esse amor que é teu, que te é característico, tal como a voz que da tua garganta nasce. Pudesse eu dizer-te de como adoraria sentir de todas as formas e feitios o carinho dos teus olhos, o amor do teu coração e, a gentileza que sobre o teu corpo pousa como o dedo da mão de uma mãe sobre o rosto bochechudo do seu bebé.

Respirando levemente levas a tua mão ao meu rosto. Olhas-me com delicadeza e falas, falas baixinho como se achasses que quebrar o silêncio que existe entre nós nesse momento fosse o maior pecado de todos. E eu penso que tal acto seria quase tão cruel como partir o coração de alma tão pura e angelica como a de alguém como tu. O teu corpo treme, a tua voz treme, a tua mão treme. Descolas os lábios um do outro e vens aninha-los nos meus, fechas os olhos expirando fundo, parecendo que todo o medo te finalmente deixou em fim beijar-me, tocar-me, desejar-me melhor.

Significas o mundo para mim!
És muito mais do que tu julgas.

quarta-feira, maio 7

Diante de mim tenho-te a ti...

Diante de mim as tuas mãos.
Diante de mim os teus olhos.
Diante de mim o teu sorriso tímido.
Diante de mim tenho-te a ti.

Fosse o meu coração feito de ouro e toda agente mo cobiçava, toda a gente mas tu não, tu não que para ti há mais nele do que a luz que o faz brilhar, a luz que o faz parecer mágico e único. Na realidade ele é único, na realidade ele é verdadeiro e tão puro como o ouro, tão delicado e silencioso como os amores que te correm na veia, os amores que prendes no peito, os amores que vêm de dentro desse teu coração devorador de sentimentos. Leva-me ao teu encontro quando estiver sozinho. Levanta-me do chão se cair, tira-me de joelhos se sobre eles cair por já não ter forças para aguentar tanto do que a vida me poderá dar. Com o tempo eu tenho a certeza de que farei contigo tudo aquilo que te pedi agora.

Diante de mim tenho-te a ti... Olho-te pelo espelho e apercebo-me de como tudo o que há em ti me faz inspirar, me faz escrever coisas, umas lindas outras nem por isso. É certo meu amor, que um dia quando terminar a obra que tenho escrito, ta irei dedicar. A minha Magnum opus será a obra que te irá imortalizar, não a mim, mas a ti que foste os meus sentidos, foste a minha musa, o meu canto de inspiração, o peito afagado que me deu alento de continuar a lutar, de concluir o que tinha começado, sempre com um sorriso silencioso, sempre com uma mão a aconchegar-me a alma que sofria de uma dor estranha.

Diz-me! Haverá tempo para eu ver a minha obra concluída?

sábado, maio 3

Que tu, um dia...


Nunca pensei vir a deter-te em palavras cúmplices de uma paixão que arde dentro de mim. Mal consigo eu entender como fui capaz de falar para ti, de me meter contigo assim tão "naturalmente" como gosto de ser. Talvez seja por ter mudado a maneira como vejo o mundo, como te vejo a ti e a qualquer outra mulher, independentemente do passado, independentemente de tudo aquilo que fiz de mal, julgo eu saber que o futuro me espera - mesmo que incerto - alguma coisa para o qual eu nunca cheguei ainda a pensar ou sequer a reflectir. És estranha de uma boa maneira porque eu nunca sei que palavras te vão sair da boca, porque apesar de saber que o teu olhar rasgado e iluminado me faz querer beijar-te o rosto, ver-te de perto e sentir o cheiro do teu corpo, saborear cada poro do teu ombro ao pescoço, sinto que de alguma maneira sou correspondido com o mesmo olha com que te olho, é um desejo que não é bem um desejo, é um querer-te por inteira, mas lentamente, aos bocadinhos, como quando se alimenta um filho, colher-a-colher, lentamente como o passo de um caracol. Quero-te assim, perta, mas distante para que me obrigue a caminhar na tua direcção, não te quero toda de uma só vez, quero-te por bocados. 

Ultimamente tenho tentado ver-te pelo menos uma vês por dia, não sei qual é a tua reacção sobre isso, não sei ainda o que pensas cada vez que me vez de sorriso estampado no rosto, não sei o que pensas, mas julgava saber. Tu sorris quando me falas, os teus olhos brilham com intensidade e há já muito tempo que não vejo os olhos de alguém brilhar assim tanto como tu. Gostava de pensar que és a única, pelo menos foste a única capaz de roubar assim a minha atenção do mundo. Foste a rapariga-mulher que me fez tirar a máscara da timidez. Não te posso agradecer sobre aquilo que ainda não te contei, mas um dia espero poder contar-te, talvez quem saiba, quando aceitares o convite para o café eu te diga tudo, maçando - em principio - mas sempre com um carinho de bochecha-a-bochecha e uma vontade irresistível de te tocar nos lábios, no rosto fofo e carinhoso.

Por agora fico-me pelo pensamento de que tu, um dia, irás aceitar o meu convite.
Adoro apreciar a tua doce beleza. Tivesse eu metido contigo mais cedo...

sexta-feira, maio 2

O tom da tua voz...


O tom da tua voz é-me bom, o olhar que trocamos é intenso e as bochechas coram como as flores em dias de primavera. Toca-me no rosto, dá-me a tua mão, deixa-me ver de perto esses olhos. adoraria poder escrever-te uma coisa que faça jus àquilo que tu me fizeste sentir, mas na minha cabeça as palavras misturam-se, elas abalroaram-se mutuamente. É um sentimento bom, é estranho, não te quero mentir, falar para ti faz-me sentir bem, como se algo dentro de ti retirasse os demónios que o meu coração negro cria todas as noites para evitar que chore, para evitar sofrer com a solidão do meu pensamento, com o silêncio do meu quarto.

Não estou habituado a receber esse tipo de olhar, não estou habituado a ver esses tipo de sorrisos, não estou habituado há existência de um ser como tu.

Olho o céu azul à procura de um sorriso que me faça aquecer o peito, que me faça esquecer o dia que julgava ser perfeito. Tão estranhamente te vi com esse olhar tão intenso que a minha mente colocou mais uma estrela no céu.