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sábado, abril 26

Ela olhava-o...


Se for pecado gabar-te a beleza, gabar-te o colo do peito, gabar-te as costas do pescoço, se isso for pecado que seja rei no inferno, porque beleza como a tua é difícil de se encontrar. Cada palavra que penso em escrever-te, cada frase, cada texto, cada bocado de vida que tento criar com as letras, não mostram a beleza do teu rosto, o carinho do teu colo, a delicadeza das tuas mãos, o anseio que o teu coração, que o teu amor me faz sentir.

Talvez se estivesse mais vezes contigo, talvez, não sei bem como te dizer estas coisas, mas talvez tu pudesses ver aquilo que sou, a pessoa que te adora, que te enerva e irrita, que te faz sentir princesa e criada ao mesmo tempo. Todos os dias eu gostava de poder chorar no teu colo, todos os dias eu gostava de puder sentir o teu cheiro, saborear os teus lábios, apertar-te contra o meu peito, deter-te em palavras sussurradas ao ouvido.

Poder ver-te todos os dias é um desejo tornado realidade. É doloroso ver-te partir, é ainda mais doloroso saber que o teu sorriso me fere o coração, me fere a alma de diábo, e não devida. Não devia! Não devia de ser assim, devia dar-me alegrias, deveria dar-me atenção e amor, mas não. Mas não…

Dizer-te que gosto de ti é querer-te dizer mais do que as próprias palavras poderão algumas vez expressar. Posso eu escrever toda a minha vida sem conseguir explicar aquilo que sinto, cada vez que te olho, cada vez que o teu rosto se ilumina e o teu rosto me encanta, me aquece o corpo.

Os teus olhos percorrem o horizonte, percorrem o mar de gente. Preferes a praia à cidade, preferes o sorriso às lágrimas, preferes olhar o céu azulado que as nuvens negras no inverno.

Ela olhava-o com admiração. Sempre atenta a cada gesto seu, a cada trejeito de lábio, a cada palavra e som. Um orgulho correu-lhe no peito aquecendo as suas bochechas deixando-a rosada.

sexta-feira, abril 25

Estou a largar a tua mão..


Amo a maneira simples e delicada como te acanhas no meu peito, a maneira fofa que o teu corpo faz quando se enrola e se ajeita contra mim, quando o teu nariz se encosta na minha bochecha, quando os lábios me tocam o queixam, me tocam o ombro e, me beijam a mão que te passo no rosto. Fechas os olhos e sorris, sorris como se fosses uma criancinha cheia, carregada de mimo, carregada de felicidade. É ao ver-te assim tão cheia de vida que sinto o meu coração a aquecer, a tornar-se mole, mais calmo e brilhante, como esses olhos que me olham intensamente, que me rasgam a alma à procura do conforto de um colo, da amizade de um abraço, do calor de uma mão aconchegante, ou de um beijo delicioso largado com cuidado sobre a tua testa. Há dias em que penso em ti, em que sorriu quando ainda me recordo do teu rosto e da tua voz, da maneira maravilhosa do teu olhar sobre a minha pessoa.

Há poucas coisas neste mundo que são tão bonitas como tu, tão bonitas como o teu brilhar de olhos. Desculpa se te mato a paciencia por falar sempre do teu sorriso, por falar sempre da tua voz, da tua doce voz. Se os anjos têm voz, que a tua seja uma delas, pois quando falas, quando te declaras aos meus ouvidos, sinto a alma a crescer, sinto a tua doce voz a gatinhar dentro dos meus ouvidos, quase como se fosse algodão.

Quero com tudo isto dizer-te que - por muita pena que tenha de  não ter passado mais tempo da minha vida contigo - quero seguir em frente e neste momento estou a largar a tua mão.

O teu silêncio não tem poder sobre o meu coração.


Eu cometi tantos erros e hoje faço tanta coisa para tentar emendar o que fiz de mal no passado. Quero evitar errar de novo. Sinto-me a explodir de vida, quero tanto, fazer tanto, viver tanto e sentir outro tanto. Foste para mim aquilo que eu não podia ser para mim, deste-me aquilo que não tinha, e eu em troca dei-te as coisas de que não precisava, que tu não precisavas.

Projecto nas paredes da minha casa as dores que senti, as dores que te fiz sentir, na solidão que te causei, na ansiedade de que tanto sofri por não te ter diante de mim, deslumbrante sorrindo para mim, com o olhar tenro de menina-mulher. Evito dizer que tenho saudades tuas porque apenas tenho saudades da tua voz, do cheiro que o teu belo corpo soltava. Agora sei que ao olhar para a frente vendo todo um mar de oportunidades posso decidir caminhar sem medo ou voltar a falhar por me julgar ainda pequeno.

Se eu continuar a caminhar, estica-te e segura-me pelo braço e diz-me, Espera! Vamos falar!

quinta-feira, abril 24

Ganhei uma saudade...


Ganhei uma saudade que não consigo apagar, que não consigo fazer da boca do coração tirar, do peito arrancar, dos lábios limpar, dos olhos fazer desaparecer. As horas que faltam até ao fim do dia são por ti tornadas mais longas, como se conseguisses estica-las com magia, com um amor que te sai das mãos, do peito. Fazes os dias maus valerem sempre a pena.

Com isto acho que os meus sentimentos sobre ti se estão a tornar cada vez mais escassos, não te deixo de amar, mas de certo modo que o amor acalmou-se ao de-leve.

Continuo a adorar o teu sorriso.

segunda-feira, abril 21

De maneira diferente...


O teu olhar rasgava-me a alma. Talvez não fosse realmente rasgar, mas colocavas em mim um olhar sobre o qual eu não conseguia desviar o meu. Foste tão arrojada, tão bruta com o olhar, e tão meiga com o corpo que não sabia se estava a olhar para uma rapariga, se para um anjo, sei que parece fatela, que parece meio esquisito ou totalmente fora do contexto, mas foi o que senti, aliás, era o que sentia cada vez que te olhava nos olhos, cada vez que abrias a boca e respiravas fundo olhando para mim, fechando os olhos e encostavas a cabeça no banco. Olhavas-me com uma intensidade com a qual eu já há muito tempo não estava habituado, e há já muito tempo que não sentia isso de uma rapariga. Costuma ser ao contrario pois não é normal uma rapariga olhar para mim da mesma maneira que tu olhaste.

Eu sinto a chuva de maneira diferente.

sexta-feira, abril 18

Da mesma maneira que olho para ti...

Bate levemente o meu coração dentro do meu peito. Olho-te ao longe, procuro um sorriso teu, um carinho que te saia do rosto sem tu dares conta. Quando tu sorris oh, meu amor, meu anjo encantado, o mundo pára, o sol brilha com mais intensidade e a chuva que cai sem parar, subitamente cessa. Ela pausa como se por magia esse teu delicado e precioso sorriso lhe dissesse: - "Ei, para um bocadinho, oh chuva. Porque choras? Não deverias chorar, o tempo esta tão lindo e tu só pensas em estraga-lo com a tua água."

O teu sorriso encanta-me, embala-me de uma maneira que não consigo explicar, que não te conseguiria fazer entender mesmo com estas palavras. Transmites-me uma emoção boa, uma tranquilidade que só tenho quando me deito na cama já tarde, fecho os olhos e ouço o gélido silêncio do meu quarto. Imagino o teu corpo junto do meu, mas provavelmente estarei a fazer mal, deveria ter o teu corpo junto ao meu fisicamente. É-me tão difícil olhar para ti sabendo que nunca colocaste os teus olhos sobre mim, que nunca me irás olhar da mesma maneira que olho para ti.

segunda-feira, abril 14

Quase todos os dias...


Por mais que me imagine ao teu lado, por mais que imagine o teu rosto a sorrir, os teus lábios a tocarem nas minhas bochechas e as tuas mãos a pousarem delicadamente sobre as minhas pernas, por muito que eu me esforce, por muito que eu tente concretizar este mero futuro, este sonho estranho e tão cruel. Cruel porque me deixa assim, sem saber o que te escrever, sem saber o que chorar, o que sentir. Causa-me dores pelo corpo, pela alma, pelo coração que teima em continuar a bater por ti, ou por algo que é teu e eu não sei bem o que é.


Fico perdido a pensar no passado, sinto-me bem a pensar no presente e triste por imaginar o futuro.
Eu vejo-te nesse futuro, não sempre, mas em quase todos os dias, tu estás presente.

segunda-feira, abril 7

Teima em não aparecer...


Por muito que me digam que sou novo, ou que a vida corre depressa e devo o mais rapidamente possível encontrar alguém para casar, para ter filhos, para viver e dar netos aos meus pais, o mais difícil é encontrar a pessoa certa, a pessoa com cabeça, com força no peito, uma pessoa que saiba cair dez vezes e levantar-se de onze maneiras diferentes. Porque o mais importante é a coragem de enfrentar o mundo, de arranjar o que se parte, de cozer o coração que se rasga com o tempo, com os puxões de um lado para o outro. O calar dos gritos, o limpar das lágrimas que batem sobre o rosto rosado, sobre o rosto calmo ou entristecido.

A rapariga teima em não aparecer. Certo é o dia, não sabendo eu qual é, sei que é certo e que irá muito cedo aparecer diante de mim, a rapariga que os erros e os acertos da vida deram como trunfo para a relação, casar, ter filhos e viver.

sábado, abril 5

Intendo insultar o mundo...


Desejava que houvesse um nós.
Os teus demónios mudam-me o interior.
São pessoas como tu que me dão a razão de aprender.
É com as pessoas más que aprendo a não ser como elas
E com as pessoas boas a ser melhor.

Talvez te perguntes o porquê de que eu querer ser sempre mais e melhor. De ser tudo e tanta coisa ao mesmo tempo. Tens razão em dizer que sou um louco, que sou tolo por algumas vezes não ter a cabeça no lugar. Eu sei que tens razão quando dizes essas coisas e o facto de querer ser o melhor amanhã é porque te quero vem. Porque mesmo não tendo necessidade de te arrebatar o coração com as minhas palavras, são as atitudes que se ficam gravadas nas paredes do coração, neste caso, não no meu, mas no teu. Porque o teu sorriso significa muito mais para mim do que o dinheiro que cai todos os meses na conta bancária, porque ver-te alegre com a vida, alegre comigo, satisfeita como que a vida te tem dado de tão bom é maravilhoso, é mais aconchegante que os cobertores que nos protegem do frio.

(tenciono)Intendo insultar o mundo. 
Ao mundo, não a ti!

terça-feira, abril 1

Somos Reis, por agora...


Quando a coroa te foi posta na cabeça toda agente se ajoelhou, todas as mulheres soltaram lágrimas de ódio, de alegria, de felicidade, de desprezo, de pena e compaixão. As minhas foram de orgulho, de te ver assim, tão bonita, tão simples de sorriso rosado, de olhar tímido e satisfeito, de lágrima prestes a sair-te do canto do olho esbatendo nas bochechas encarnadas. Se não fosse a tua mão sobre a minha perna a acalmar-me o batimento do coração, certamente que quando me levantei para falar, para soltar as palavras que completavam o teu discurso e, certamente que,… Certamente que não teria forças para falar, certamente que as palavras não me sairiam da boca como te saíram a ti. Tu estavas nervosa, o que é normal, pois foste tu a coroada, já eu… Já eu sentia-me a perder o chão debaixo dos meus pés, sentia que tudo deixara de fazer sentir por breves segundos, por breves instantes que o teu sorriso e a tua mão foram a única coisa que me amparou neste desamparo momentâneo. Aconteceu como me tinha acontecido no pesadelo que tive antes de me sentar, aquela aterradora visão de que as palavras não me iriam sair bem da boca, que tudo o que eu queria dizer me saia totalmente ao contrário, foi um pensamento de puro terror.

Julguei mal as palavras que te saíram da boca. Foram quase todas elas dirigidas a mim, quase todas elas sobre mim. Sinto um alívio dentro de mim. Já mais te irei largar a mão, já mais te voltarei a fazer chorar.

Será que este silêncio alguma vez irá acabar? Voltarei a ouvir o tom da tua voz e sentir a textura suave e delicada das tuas mãos como senti naquele dia em que a coroa te foi colocada na cabeça?

sexta-feira, março 28

Cobiçar-te é...


Encontrar-te tem sido difícil, não sei se é do tempo, não sei se é da falta de sol que te impede de sair à rua, de arriscar e sentir o aroma do pólen no ar, ou se és alérgica a ele e por isso não sais de casa. Gostava de te ver, de te encontrar num canto qualquer da cidade. Gostava de te ver sorrir, de ouvir a tua voz e olhar-te nos olhos. Esforço-me para te fazer sorrir, para te colocar um sorriso nesses olhos, nesse rosto tímido e delicado, fazer-te cócegas no coração quente e silencioso. Quero que me fales e que não te fiques pelos olhares, quero que me toques e não te prendas com medos, quero tudo e não o futuro.
Quero-te agora e não depois. Espero que não te demores.

Cobiçar-te é amar-te, cobiçar-te é querer-te, cobiçar-te é... É desejar-te.

quarta-feira, março 26

Ou que te veja apenas...


Há uma coisa estranha que não consigo explicar, nem a ti nem a mim. Não sei como por em palavras o que me vai no pensamento. Desde aquele dia que te vi toda altiva, bem vestida lançando olhares na minha direcção, que cada vez que me recordo do teu rosto, cada vez que recordo o que trazias vestida naquele fim de tarde que uma alegria, uma emoção qualquer que me aquece o peito, que me aquece a alma, como se te tivesses tornado na razão, no motivo pelo qual acordo todos os dias, o motivo pelo qual deixei de ficar na cama mais cinco minutos depois de o despertador ter tocado. Porque me deste um motivo, transformaste-te num motivo, numa esperança, numa realidade. 

És o leão e eu a gazela.

Mesmo que nunca mais te volte a ver, mesmo que dentro de dias deixe de saber-te de cor, sei que pelo menos haverá esperança para mim, no sentido de que mais cedo do que penso, mais cedo do que espero e que não seja tarde, encontre assim alguém que me tenha perturbado as noites de sono, ou os dias completos a pensar em ti. Mesmo que não saiba o teu nome, mesmo que não saiba de onde és, do que gostas, acendeste uma luz, mostraste-me um caminho.

Que te volte a ver. Que tenha coragem para a próxima de te falar, de te tocar, ou que te veja apenas.

domingo, março 23

Te pudesse voltar a ver...


Tive a oportunidade de te tocar, de te falar, de te dizer aquilo que querias ouvir, mas com-ti-me, deixei-me estar sentado observando-te apenas. Olhando para tudo o que eras, para tudo o que és. Tu moça tão bonita, de rosto decidido e no teu fundo vi-te carinhosa, sorridente, amável, silenciosa, forte, robusta e delicada. Salto alto preto, calças justas pretas e um casaco vermelho, ou seria uma camisola? Não sei bem, deixei-me estar sentado enquanto ficaste em pé à espera talvez de uma amiga ou de uma irmã, nunca te antes e certamente que nunca mais te irei ver. Deliciei-me com o teu olhar, com a tua postura, com a tua atitude. Fui ou fomos desleixados por termos perdido a oportunidade de nos termos falado, talvez se não se tivessem sentado perto de mim eu a esta hora saberia o teu nome, saberia o tom da tua voz, saberia de cor o cheiro do teu perfume, sentiria o toque dos teus dedos no meu braço ou na minha mão. Vi-te no Continente de Anadia neste domingo ao fim de tarde pelas 16 horas. 

Formoso rosto, bonito corpo, olhar brilhante, desejo ardente e delicioso. Pudesse eu saber o teu nome. Oh! Se pelo menos te pudesse voltar a ver.

Para te querer de volta...



Amei-te sem querer. Amei-te porque precisava de me sentir vivo novamente. Amei-te porque me encantaste a alma, motivaste-me o coração a bater, inspiraste as minhas mãos a escrever coisas lindas, foste um anjo que me fez corar e chorar como um homem deve sempre chorar por uma mulher. De ti tenho apenas saudades da tua voz e dos teus lábios, não posso ter saudade de mais nada porque não és minha, não me pertences. Saber-te alegre é estar também eu alegre. Ver-te feliz é eu estar feliz, não na totalidade, mas pelo menos quando vejo o teu sorriso dás-me vontades de te beijar o rosto, o rosto, pois os lábios não mos deixas beijar-te. Não te abraço porque teimas que os corações se cheguem a tocar e desates a amar-me sem perceber o que realmente aconteceu para tal acontecer.

A sensação mais estranha que tenho sentido, não é a ausência do teu ser, a ausentaria do som da tua voz, do carinho das tuas mãos, da alegria do teu rosto e do estesiante amor dos teus lábios sobre os meus. Nada disso faz mais sentido do que ter apenas saudades do teu cheiro e, com isso ganho medos com os quais luto temporariamente, acabando sempre por ganhar, mas mesmo ao ganhar sinto-me fraco, sinto que a minha felicidade não depende de ti, depende de mim. Se me perguntares se ela faria mais sentido se te tivesse do meu lado, sim sem dúvida. Esse olhar que te torna tão mais meiga, tão mais suave e delicada, porque pode a tua voz ser de maria-rapaz, que só de te olhar nos olhos, perdes essa força, essa capacidade de deitar montanhas abaixo, perdes o jeito de má com quem sempre gostastes de andar. És orgulhosa e sempre soubeste deixar o orgulho de lado quando eu te pedia concelhos, quando te te pedia o peito para chorar.

Não te escrevo para te querer de volta, escrevo porque é o momento para seguir para a frente com a minha vida.

domingo, março 16

Voltou a manifestar...



Chegaste quando menos precisava de ti, quando menos queria algo contigo. Apareceste com o nevoeiro nas noites de inverno. Surgiste como o mar sobre as praias, como o mar que forma ondas enormes e cruas que levam tudo consigo não deixando nada para mais tarde ser apreciado. Tiveste esse efeito em mim, levaste tudo o que tinha para te dar ao inicio, sugaste-me a vida e durante semanas julguei que estaria a desfalecer, julguei que o meu fim estaria próximo. Levaste tudo o que eu era, levaste consigo todas as minhas forças e durante dias não disseste uma palavra, durante dias que não sorriste para mim, temi que nunca mais viesse a recuperar aquilo que soltei, aquilo que te dei de tão bom agrado. E quando já tudo parecia desabar sobre mim eis que surges de sorriso rasgado no rosto e uma lágrima negra a tocar na bochecha indo alojar-se no teu queixo. Abriste a boca e com a voz tão suave com a brisa que se sente no inicio do verão disseste : 

"Desculpa! Foi o medo que me fez separar de ti! Foi o medo!"

Quando a tua voz capturada pelo silêncio se voltou a manifestar foi apenas para dizer: 

"Perdoa-me!".

As lágrimas tomaram conta de mim, a minha voz ficou rouca e pude sentir a garganta a dar nós em si mesma, impedindo-me de falar. Mas ganhei coragem, engoli em seco, arranhei a garganta com as pontas dos dedos e falei: 

"Temi nunca mais voltar a ver-te, temi que este amor que tinha sobre o meu peito, este ardor que me crescia tão desalmadamente sobre o corpo secasse com a tua ausência, mas não foi isso que aconteceu, tive medo de nunca mais te ver, de nunca mais poder conversar contigo, de nunca mais podermos voltar a sair juntos, de te beijar os lábios delicados e segurar-te nas mãos que tal como as minhas teimam em ficar suadas quando se juntam uma na outra. Temi que a minha vida deixasse de ser importante para mim, pois tanto fiz para encontrar uma alma tão parecida como a minha que me ajudasse a encontrar e realizar os mesmos sonhos e quem sabe os sonhos um do outro, porque tal como tu eu nunca te julguei os sonhos, nunca te calei, nem nunca os matei."

Ela - Senti a tua falta! Falta de ouvir a tua voz e saudades de te ouvir resmungar...
- Não fui só eu que senti a tua falta, também a rua sentiu a tua ausência!
Ela - Sabes sempre como me encantar!

sexta-feira, março 14

Podemos não ser ricos...


Podemos não ser ricos. Podemos não chegar a sair de portugal. Podemos até não vestir as melhores marcas, ter e comprar das melhores marcas, mas o mais importante é nos termos um ao outro, porque nada é mais perfeito do que um sorriso ao fim do dia, nada é mais bonito que dar e receber um beijo, um carinho, uma preocupação em jeito de abraço, em jeito de um amor ternurento e silencioso.

Um simples sorriso consegue comprar tudo.
Se chegar a falhar não tem mal, haverá outro dia para se tentar.

Podemos não ser ricos, mas a maior riqueza que posso ter, é poder olhar para o mundo de frente e saber que não devo nada a ninguém, que ao olhar-te nos olhos sei que tenho sorte por te manteres ao meu lado, por me dares a mão e suportares as indelicadezas que chegam por vezes a sair de mim.


Podemos não ser ricos e, sabendo isso, até acho que chegamos a cuidar muito bem um o outro.

domingo, março 9

Que nome se dá...


Eras tudo o que eu sempre desejei na minha vida. Tu com o teu sorriso, com os teus amores sobre o peito, com as palavras meigas e carinhosas a saírem-te da boca, as expressões maravilhosas que tinhas sobre o rosto. Sempre te vi como o melhor amigo, como o meu melhor namorado, como o meu homem, o pai dos meus filhos. Sempre te vi como a maior loucura que alguma vez fiz na minha vida amorosa, na minha relação com alguém. No inicio quando as lágrimas me corriam o rosto faziam-me sentir bem, sentia-me alegre porque as lágrimas eram provocadas pelos teus risos, pelas tuas carinhosas e loucas palavras. 

Mas agora meu amor, agora choro quando levantas a mão e me gritas. Choro quando me puxas os cabelos, quando me bates no rosto ou me magoas no peito e, o coração dói. O meu coração dói-me tanto e custa-me tanto olhar para trás, olhar e recordar tudo o que tivemos, tudo o que fizemos um com o outro para agora estarmos assim. Eu estar assim. Custa-me a engolir a comida, custa-me ainda mais saber que vais chegar a casa e que a primeira coisa que possas fazer em vez de me dares um beijo nestes lábios doridos ou afagares com carinho este corpo que por vezes sinto já não ser o meu, custa-me saber que vais chegar a casa e que me irás levantar a mão para me bater, que irás puxar-me os cabelos, gritar comigo e chamar-me todo o tipo de nomes que tiveres para dizer.

O que fiz eu meu amor? O que fiz eu para merecer ser tratada assim?

Todos os dias o mundo vai-se embora. Todos os dias a vida parece desaparecer-te do seio, do peito. Todos os dias perdes a batalha e, quando a noite se põem o medo apodera-se de ti, envolve-te o estômago com borboletas, com ansiedades descomunais e não sabes o que fazer. Algo em ti provoca medo, pavor, vontade de querer fugir, de desaparecer, de morrer. Por vezes desejavas nunca o ter conhecido. És uma pessoa e tens sentimentos, tens uma boca e sabes falar, sabes escrever, sabes comunicar.  Sê forte o suficiente para dizer não ao que a vida te tem dado até hoje. Diz-lhe não, diz-lhe que as coisas não são como ela quer, que quem decide és tu, porque tu podes escolher. Escolhe!

Que nome se dá ao homem que coloca as mãos na mulher?
Que nome se dá ao homem que não é capaz de defender a filha?
Ainda dizem que o amor que lhes têm, é forte. Talvez mais forte do que o amor, seja a mão que cai sobre o rosto deixando-o marcado e, as palavras que fazem feridas impossíveis de cicatrizar.

Protege o que tens. Enfrenta o mal.

quarta-feira, março 5

Alguém para amar...


Eu não minto ao dizer que te adoro. Eu não minto ao dizer que gostava de te deter com abraços, de te deter com conversas curtas ou longas no café, ao telefone, por mensagens, ou quando o fim-de-semana se propõem, possamos sair para um passeio a dois onde nos preocupamos apenas um com o outro, sem pensar em mais nada, sem pensar em mais ninguém.

Gosto, adoro, encanto-me por completo quando pousas a tua cabeça no meu ombro. Preciso mesmo de alguém assim como tu. Alguém forte o suficiente para aguentar com as dificuldades da vida. Alguém para amar assim como tu.

terça-feira, março 4

O meu mais (in)delicado amor...


E se eu eu te contar que és importante para mim? Acreditarias no que te chegasse a dizer?
És a única mulher que até hoje me deu o peito não como um sitio de prazer, mas como um canto seguro e delicado onde pudesse descansar a cabeça. Foste a única a conseguir tirar-me as preocupações da cabeça, foste a única a conseguir fazer-me realmente descansar, desarmar o coração da cabeça, arrancar a dor do peito, a ânsia dos pulmões e a vida perturbada da ponta dos dedos.

Foste a única que ao passar as mãos pelo meu rosto me devolveste a inocência que a vida teima em levar-me.

E se eu te contar que és única?
Acreditas nas minhas palavras?
Acreditarias nas histórias que tenho para te contar?
AS coisas maravilhosas que os teus risos me fazem sentir?
Saberás porventura o que realmente o meu coração sente?
És a única capaz de me abraçar com força.
Amparas-me com uma magia tão cuidada, tão teimosa e delicada.

O teu mais suave gesto. O meu mais (in)delicado amor.

sábado, março 1

Quando se põem a noite...



Recordo-me de ti quando sinto a tua falta. Lembro-me dos teus sorrisos quando tenho falta deles. Anseio pelo teu peito sempre que me dá vontade de chorar. Mesmo que a distancia nos separe e as nossas vidas só se unam por breves momentos, breves e curtas horas, curtos minutos passados no café ou na padaria da esquina da rua, sinto-te presente, mesmo não te tendo comigo todos os dias. 

Somos uma espécie de relação estranha, não confusa, mas muito peculiar. Tratamos-nos como irmãos, é pelo menos assim que nos vemos, como irmãos. Mesmo não sendo tal coisa, damos-nos bem e, talvez seja isso que nos faz tão próximos, tão, tão cúmplices um com o outro, ou, um do outro.

Se o que eu escrevi não reflecte na realidade a relação que temos, pelo menos deixa-me sentir que assim, desta maneira que escrevo sobre nós, me continue a fazer sorrir todos os dias de manhã, e me faça aquecer o coração quando se põem a noite.