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terça-feira, fevereiro 25

Como um rei sem coroa...


Pela primeira vez te digo que tenho mais vontade de abraçar o céu do que o teu corpo, tenho mais vontade de devorar as palavras do que os teus lábios. Esta noite eu quero-te distante, não fisicamente, mas mentalmente. Quero-te distante, quero sentir saudades tuas, quero poder sentir saudades dos teus lábios, sentir saudades da tua voz, do teu amor, do teu gosto, do teu carinho, da tua vida, quero sentir-te falta.

Se eu alguma vez perder o controlo quero que lá estejas para mim. Não para me secar as lágrimas, não para me levantar do chão, mas para me ajudar a curar as minhas feridas. Não preciso dos teus beijos, mas se os tiver como algo que me motive a tirar os joelhos do chão e a voltar a erguer-me diante do mundo, então beija-me, mima-me, atira contra mim todo o amor que tens dentro de ti. Quero-te ao meu lado para que eu possa sentir que aquilo que estou a viver não é nenhum sonho.

Hoje quero sentir-me como um rei sem coroa...
Evita tornares-te no passado, pois eu, preciso de ti como futuro!

domingo, fevereiro 23

Ao olhar-te...


Ao olhar-te, ao beijar-te, ao abraçar-te
com carinho, posso sentir-te melhor,
mais perto de mim...

Escrito na folha de mesa do restaurante "Ei"

sábado, fevereiro 22

Quero perder-me do mundo...


Estou farto de escrever sobre ti. Adorava poder viver-te com mais intensidade, perder-me no teu corpo da mesma maneira que me perco com as palavras. Perder-me nos teus lábios como me perco com os pensamentos. Perder-me com a tua voz como quando me perco ao ouvir música. Quero perder-me do mundo e encontrar-me em ti. 

Tenho milhares de pensamentos na minha cabeça e apenas um faz sentido para ti.

quarta-feira, fevereiro 19

Por vezes...


Atravessei o oceano para ver o teu sorriso outra vez.
Confesso que já tinha saudades de te ouvir sorrir.
Queria voltar a beijar-te, voltar a sentir os teus lábios.

Tive saudades do teu corpo, saudades do cheiro do teu perfume.
Por vezes quando fechava os olhos, conseguia ver-te, eras uma mera ilusão, um simples pensamento, mas conseguia ver-te mesmo assim. E apesar de estarmos tão distantes, tão soltos e cada um com a sua vida, sinto-te perto, sinto-te chegada.

domingo, fevereiro 16

E só mais uma coisa...


Há tantas coisas na minha cabeça neste momento, há tantas coisas que gostava de chorar, tantas coisas que gostava de te dizer, tantas outras que gostava de gritar até que os meus pulmões sangrassem. Adorava ver-te sorrir todos os dias, adorava poder sentir o teu peito, saborear os teus lábios, ouvir o teu coração e as palavras que mantens na cabeça. Adorava poder lavar-te o pé e massajar-te as costas. Pegar-te nas mãos com carinho, com dedicação e tratar de ti, prometer-te diante do mundo, diante do sol, debaixo da lua e das estrelas que para sempre tomarei conta de ti.

Ajoelho-me diante de ti. Observo o teu rosto sorridente a ficar sério, a ficar surpreso e pelos olhos passam-te milhares de pensamentos que te fazem esconder o rosto, que te fazem sorrir envergonhada.

Estou de joelhos, digo-te tudo aquilo que o coração há já demasiado tempo tem para te dizer. Em breve não estaremos juntos e ou digo-te agora tudo o que sempre me fizeste sentir, se não o fizer ficarei a viver num arrependimento de nunca o ter feito. Deves ficar a saber de que me aqueces a alma, de que me motivas, que me extravasas tudo de uma maneira tão natural como o próprio respirar. Tomas-me como teu companheiro para a tua vida? Não me quero casar contigo, sabe-o, apenas quero ser a pessoa com quem tu queiras passar a maior parte da tua vida. Diz-me, meu amor.

E só mais uma coisa...
Adoro quando me aqueces os pés nas noites de inverno.

segunda-feira, fevereiro 10

Contigo sinto-me capaz de arriscar...


Com o tempo conseguiste tornar-te naquela pessoa mais chegada a mim, na pessoa de quem eu sinto falta mal eu fecho a porta de casa, ou quando te telefono e tu não atendes ou mando mensagem e tu ficas horas sem responder, tudo porque estás a trabalhar. Posso olhar para ti durante horas a observar-te que nunca me canso, nunca me deixo aborrecer pelo silêncio entre nós. És uma magia andante, carregas no coração um carinho tão fofo e delicioso que me comove muitas vezes à noite. Não me canso de ouvir a tua voz, de te olhar nos olhos, de sentir o teu cheiro a entrar-me pelas narinas, de me acarinhar quando o dia foi mais cansativo, quando as dores no corpo voltam a atacar-me. Adoro a maneira como me acolhes no teu peito largando sempre um beijinho e um passar de mãos sobre os meus cabelos enquanto me falas das tuas coisas, dos teus medos, de tudo aquilo que durante o dia te aborreceu, das coisas que te fizeram sentir mal e as outras que te dão motivos para colocar um sorriso no rosto. As lidas são feitas a dois, mas quando um tem mais preguiça lá nos ajudamos. Fazemos pequenos favores um ao outro. "Amanhã lavo eu a loiça, pode ser?" Perguntas-me tu com um sorriso no rosto sentada no sofá. Eu acho estes pequenos momentos sempre tão maravilhosos. Por vezes quando vais para a cama e eu fico em frente ao computador a carregar nas teclas, eu escrevo, meu amor, eu escrevo sobre os nossos momentos, sobre aquilo que me faz apaixonar por ti todos os dias, sobre aquilo que me faz sentir seguro cada vez que estou contigo, porque é contigo que me sinto bem, é contigo que o medo não se manifesta, é contigo, meu amor.

Contigo sinto-me capaz de arriscar tudo na vida e avançar para o próximo passo, o próximo assunto de debate. O escolher o nome, comprar a roupa, se para rapaz ou rapariga, o que esperamos que ele/ela sejam no futuro e no fim acabamos sempre por dizer "quero que seja apenas feliz, só isso!". E nada mais do que isso nos importa, nada mais.

Posso arriscar e dizer que gostava de ter uma menina?
Que gostava que ela tivesse os teus olhos e o teu sorriso?
Gostava que tivesse um coração tão aconchegado como o teu.
Gostava que tivesse a tua maneira de ser.
Que tivesse o teu nariz e os teus lábios.
Gostava que fosse melhor escritora que o pai.

Não importa como ela nasça, sei que somos capazes de lhe dar o melhor de nós.
Dar-lhe um sorriso e um aconchego sempre que precisar de um, ou dois, ou mais.

Se ao menos tu, existisses...
4.1.2014

domingo, fevereiro 9

O façamos a sorrir...


Quando o mar deixa de fazer o seu indistinguível som o silêncio apodera-se das nossas vozes. Esperamos que o silêncio passe, que o som volte a fazer parte de nós. Por breves momentos ouvimos o nada, o vazio, o choro/sofrimento do mundo. Queremos abraçar aquele momento maravilhoso e nunca mais largar. Olhamos um para o outro, sorrimos sem largar qualquer palavra, qualquer som que perturbe aquele tão delicioso momento. Orgulho-me que o nosso silêncio seja agradável, que nos dê esta alegria que só olhando nos olhos um do outro entendemos o verdadeiro sentido das nossas vidas, o verdadeiro sentido do nosso amor, da cumplicidade que nos atormenta todos os dias, dos sorrisos rasgados, das lágrimas caídas sobre os nossos rostos, dos beijos longos ou curtos, das discussões, dos prazeres que os corpos tanto gostam de ter.


Quando te conheci senti a minha vida mudar.

Tudo à minha volta se tornou mais claro, mais novo e menos comum.
Só te quero a ti.

Se temos de morrer, que pelo menos o façamos a sorrir.

sábado, fevereiro 8

Aquece-me o rosto...


Amanhece o dia vem de mansinho, aquece-me o rosto e faz-me acordar sonolento. Viro-me para o teu lado e abraço-te com carinho, apodero-te em mim, contra mim, diante de mim, com os teus olhos fechados e os teus lábios unidos. Sinto a tua expiração ao tocar-me pelo peito, porque me fica quente, sinto-te a inspirar quando sobre ele ganho um frio estranho, como se tudo o que me estivesses a dar estivesse de certa maneira a ser-me tirado. Vislumbro-me com o teu suave sorriso, com os olhos fechados, com o rosto limpo da maquilhagem, limpo das máscaras e das mentiras de tudo aquilo que não é. Daquilo que não és. És um encanto e encantas-me também a mim quando com essa suave e penetrante voz me adoças o peito, me ajeitas a respiração, me arrancas do corpo os males e no rosto me colocas um sorriso, por mais simples que seja, por mais pequenino que o deixes sobre o meu coração será sempre a tua personalidade, o teu amor e carinho que me ião fazer sorrir, se não for por fora, por dentro de certo que estarei, meu amor.

Acende uma vela meu amor. 
Preciso que me ilumines a escuridão.

Tenho saudades...


Tenho saudades de tomar café contigo!

sexta-feira, fevereiro 7

Vejo-te no Comboio...

Tu passas todos os dias bem diante dos meus olhos. Há dias em que não apareces no comboio, há outros em que pura e simplesmente te sentas à minha frente em bancos de seis lugares, mais precisamente nos do meio da primeira carruagem e , quando apanho o comboio entre as 18h e as 19h tu vens na carruagem do meio. Eu vejo-te à distância e quando me vês parece que me olhas com gosto, não sei como explicar. Tudo parece tão estranho quando te olho nos olhos tentando descobrir o que raio está a surgir nessa cabeça. Vejo-te o rosto e é tão querido, observo o teu sorriso e é tão rasgado. Adoro a tua voz e a altura que tens de corpo. De ti sei pouco, apenas que poderás ser talvez uma enfermeira em algum hospital de Aveiro, pois o comboio é de Coimbra-Aveiro. Entras sempre na mesma estação sempre à mesma hora, Mogofores. Quando o comboio por lá pára os meus olhos ganham uma adrenalina que me faz procurar por ti, que me faz procurar pelos teus olhos. Usas óculos. Eu costumo estar sentado de costas para a porta de saída ao lado de uma rapariga, talvez a conversar. 

De ti também sei que tens um problema complicado no joelho, não sei dizer se no esquerdo ou no direito, apenas ouvi uma conversa tua com uma colega. E ainda no outro dia houve uma rapariga com quem começaste a falar. Tu de um lado e ela do outro com o corredor a separar-vos. Ela tinha caracóis e tu tinhas esse cabelo castanho claro e liso tão bonito como os teus olhos. Apesar de nunca lhes ter visto a cor eu gosto quando olhas para mim e da expressão que fazes quando os nossos olhares se cruzam. Tu mantens-te a olhar e rapidamente desvias o olhar.

Adorava saber o teu nome.

quinta-feira, fevereiro 6

Quero que seja o mais natural possível...



Sinto que estás cada vez mais perto de mim. Há uma certeza que me vai invadindo o peito calmamente. Não tenho presas para saber quem és, não tenho pressa para que o sol venha. Sinto que estás cada vez mais perto. Há medida que os dias vão passando e eu vou ganhando confiança sobre a minha pessoa apercebo-me de como tudo um dia destes irá tornar-se tão diferente. 

A vida custa quando se é feita sozinha, mas neste momento estou desejoso apenas para ver o teu sorriso. E se fores tu quem eu vi hoje no comboio, digo-te que tens um sorriso rasgado e uma voz bonita. A personalidade? Essa vai-se descobrindo com o tempo. Não me imagino contigo, não me ponho para aqui a pensar " e se fores tu a tal pessoa? ". Não penso e acho que é isso que tem tornado estes últimos dias tão maravilhosos. Porque a qualquer momento as coisas podem mudar/dar a volta e tudo será inesperado, porque quando acontecer, quero que seja o mais natural possível.

Cada vez me sinto mais perto de conhecer a minha cara metade.

terça-feira, fevereiro 4

És mais brilhante que o sol...


 - Estou grávida!

Caminho ao teu encontro enquanto as lágrimas me vão saindo sem qualquer tipo de esforço dos olhos. Esboço um sorriso e tu respondes com outro de igual amplitude. Soltas a tua primeira lágrima em meses e chego a tempo de a beijar delicadamente. O som do beijo perpetua-se sobre os meus ouvidos. Olho-te nos olhos e enquanto as lágrimas se vão apoderando do meu rosto beijo-te, beijo-te porque não sei o que dizer, que palavras usar para descrever o sentimento maravilhoso que estou a sentir neste momento. Tu ris e choras olhando para mim. Limpas as lágrimas mas eu teimo em tirar-te os braços do rosto. Deixa correr as lágrimas, deixa que a vida te encha a alma de vida, deixa-te sentir as lágrimas, deixa-te sentir a viver este momento, porque ele é único meu amor e não se repete mais nenhuma vez. Neste momento junta-se o ranho teimoso à confusão das lágrimas e dos beijos suaves e sentidos.

Há já tanto tempo que não sentia um beijo teu assim tão calmo, tão pausado, tão sem pressa nenhuma de acabar. O meu corpo não se excita a minha cabeça está focada nos teus lábios, em saborear tudo o que te vai ter à boca e do que dela sai. Há já tanto tempo que não te sentia assim tão calma, tão cheia de vida, cheia de uma energia contagiosa. 

Podes não te sentir preparada e, mesmo que eu sinta o mesmo, acho que deveríamos pegar neste momento as nossas vidas pelos colarinhos e mostrar-lhes quem manda nela.

És mais brilhante que o sol.

domingo, fevereiro 2

Assim que te larguei a mão...



O olhar que no teu rosto se fez assim que te larguei a mão, foi das coisas mais dolorosas de ver. Eu contia as lágrimas para não chorar diante de ti, não por orgulho, mas porque eu não queria chorar, mas agora que revejo tudo na minha cabeça eu deveria ter chorado, porque até hoje, depois de quase um ano, ainda não chorei a tua perda, a tua distancia, o teu amor, as tuas lágrimas, a tua vida que começava a fazer sentido dentro de mim. Mas não chorei porque achava que tinha de ser forte e dar-te o apoio necessário. Custou-me tanto ver-te de costas voltas para mim e de lágrimas no rosto. Era quando olhavas para trás que o meu corpo se arrepiava. Não foste só mais um, foste uma senhora, pequena, mas foste mulher. 

As estrelas diziam-me tantas vezes, nada ou deixa-te afundar. Mas eu não queria saber delas para nada, queria-te apenas a ti. Não escrevo agora sobre ti porque me sinto sozinho, mas sim porque sei que fui mau quando deveria era ter sido bom, que deveria ter dado mais um beijo e um abraço depois de já ter dado dois, que te devia ter amado com mais tempo. Que deveria ter-te ouvido mais e tentado perceber o que se passava dentro de ti. Ou talvez devesse o contrário ter acontecido. Deveria preocupar-me mais comigo primeiro, arrancar as maldades de dentro de mim. Aconteceu e estou grato por te ter conhecido. 

Por vezes pergunto-me se tudo o que fiz, esquecendo a meia dúzia de coisas más, se tudo o resto que te disse, que te fiz, que te dei, que te ofereci, se tudo isso teve algum efeito positivo em ti. Tinhas o mundo mesmo a teus pés. Tinhas tudo. Tinhas tudo para seres mais do que és hoje.

O meu reino perdeu a rainha. Tudo o que chego a amar rapidamente se distancia.

Já não sei...


Vou aprender a tocar guitarra, vou aprender a tocar piano, vou aprender a cantar, vou aprender a dançar, vou aprender tudo o que possa aprender antes que o meu coração pare. E depois de tudo vou tentar reconquistar-te. Porque não te quero perder de novo. Vou conseguir, tenho a certeza. Mesmo que não consiga chegar a aprender tudo, eu vou tentar arrancar todos os dias um sorriso teu. Vou todos os dias tentar colocar um orgulho nesses olhos. 

Adoro apertar-te nos meus braços e sentir o teu corpo quente. Gosto de ver de perto esses olhos, de sentir o teu perfume a entrar-me pelas narinas e gosto principalmente de te aconchegar a cabeça no meu peito, de te olhar e ver-te de ar sereno e delicado.

Já não sei o que mais escrever sobre ti. Sinto falta de um amor como o teu. Tenho saudades das tuas mãos. Tenho saudades do teu beijo ao fim do dia. Tenho saudades tuas meu amor.

quinta-feira, janeiro 30

Que perdesses esses medos...


Teimas em mandar bocas, teimas em teimar. Teimas em dizer que não tenho nada haver com as tuas coisas, que elas são tuas e só tuas. Teimas em chatear-te e a ir do oito ao oitenta por coisas simples, por coisas pequeninas demais para se fazer logo uma tempestade. Vives com insegurança e eu sofro com ela. Sofro porque não tens razão para ser insegura comigo e apesar de eu saber isto não to consigo fazer entender de que não tenho nada a esconder-te, de que não tenho necessidade de estar constantemente chateado contigo. Detesto quando começas com as tuas coisas, com as tuas manias e teimosias, cheia de medos e sabe-se lá mais o quê e, mos jogas à cara como se tivesse culpa. Como se tivesse culpa por teres medo de algo que nunca consegui até hoje entender, não tenho culpa de seres insegura e agarrada a mim, não tenho culpa que me insultes indirectamente.

Mesmo que te diga que te quero bem, que te quero de sorriso rasgado no rosto, tu parece que tens sempre alguma coisa escondida na manga, parece que esperas pela oportunidade perfeita para que quando eu falhe tu aí me ataques sem dó nem piedade, despindo-me a nu, despindo-me de todos os contra-argumentos que te possa dar, porque só tu nessa tua cabeça de passarinho bonito é que tens razão, sentes que só tu tens razão. Que tens razão para ficares chateada comigo. Que tens razão para me atirares as coisas me atirares à cara. Mas não tens razão nenhuma para teima, não tens razão para ter razão, não tenho culpa que tenhas tudo isso que te afecta a nível pessoal e profissional. Não tenho culpa e preciso de te dizer que ou aprendes aquilo que te quero ensinar e aquilo que tu sempre me pediste para que te ensinasse ou tenho pena de te dizer que gostava que tivesses mais vida dentro de ti e que não visses só as coisas negativas. 

Eu sei que nem tudo é perfeito, que não temos um castelo, mas tenta imaginar, sim?
Não é assim tão difícil sorrir um bocadinho todos os dias. Também a mim me dói a cabeça, também a mim me atacam os maus olhados, também a mim me acontece tanta merda e mesmo assim, eu continuo a sorrir para ti. Continuo a tentar colocar todos os dias um sorriso nesses olhos, um beijo nesses lábios e uma esperteza qualquer dentro dessa tua cabecinha que só sabe é magicar coisas para me magoar.

Gostava que perdesses esses medos todos e começasses a arriscar mais na tua vida.

terça-feira, janeiro 28

Seremos assim tão frágeis...


E quando choras eu não estou ao teu lado para te amparar, para te acudir num gesto tenro e delicado. Não estou e isso faz-me sentir tão mal, faz-me sentir tanta raiva de mim mesmo. Porque eu não cheguei a tempo, porque não estava lá, porque não te apertei com doçura entre os meus braços, porque faltei com um beijo, com um ombro, com uma palavra carinhosa, com algo que fizesse sentido naquele momento em que precisavas de apoio, de mimo, de segurança e bem estar.

Quando te jogas contra o meu peito para me maltratar, para me calar, para me dar dores no coração, as tuas palavras são capazes de deixar cicatrizes. Nesses momentos eu mal consigo respirar, mal consigo soltar uma palavra que seja na tua direcção. Sinto que mereço. Mereço mas por pouco tempo, porque tento logo dar a volta para que se acanhe em ti um sorriso. Prefiro ver-te sorrir do que a chorar de tristezas. E se alguma vez eu for o motivo para a tua tristeza diz-mo na cara, diz-mo, pois prefiro poder sabe-lo da tua boca e discutir o que de mal te faço e tentar mudar, do que acabar por sofrer ao descobrir quando já não estiver contigo. Eu 

Se tu saltares eu salto também.
Se tu arriscares eu arrisco também.
Se eu arriscar tu também arriscas?
Se eu saltar tu também saltas?

Seremos assim tão frágeis para nos escondermos por de trás de paredes criadas dentro da nossa mente? Eu julgo que está na altura de as deitar abaixo e deixar o monstro sair...

domingo, janeiro 26

Deste mais do que eu podia ter pedido...


Gostava de te poder dizer que nunca fui uma perda de tempo. 
Que me deste mais do que eu podia ter pedido.

E por muito estranho e cruel que alguma vez pude ter sido para ti, talvez era porque nessas alturas eu não me lembrava da maravilhosa pessoa que tu eras para mim, das coisas boas que me deste, das lágrimas de felicidade e das bofetadas no rosto quando te respondia torto, ou quando as palavras me saiam sem lhes medir a força e a dor que pudessem causar. Já fui mau, já fui bom, já fui tudo e ao mesmo tempo nada. Pude sempre achar-me um falhado, um completo louco ou desvairado, mas quando me seguravas no teu colo e olhavas com esses olhos brilhantes para mim, eu era tudo para ti, era a coisa mais perfeita que podias ter tido nos braços, que foi a melhor coisa que te podia ter acontecido na vida.

Apesar de querer ser sempre perfeito eu já mais irei esquecer das palavras de aconchego que me davas quando ia chorar para o teu colo, para os teus ombros, ou dos dias em que estava doente tu vinhas para perto de mim com um estranho sorriso, com um sorriso que só tu entendias, porque ao olhares para mim tu vias que estava mal, mas que com o teu amor, com esse teu carinho e a amabilidade sobre as pontas dos teus dedos, todos os males que me tinham atacado e deixado em tal estado deplorável, rapidamente me iria soltar.

Sempre foste capaz de enfrentar a escuridão para me dela tirares.
Sem ti perco-me, sem ti caio, sem ti sinto-me desamparado.

Obrigado, Mãe!

sábado, janeiro 25

Quando estou longe de ti...


Não me importa o tempo, não me importa o dinheiro nem as noites mal dormidas, desde que no fim me prometas que estarás comigo, que me irás abraçar e deixar sobre os meus lábios um ultimo beijo teu ficarei feliz. É estranho e ao mesmo tempo tão bom saber que independentemente de como sais vestida comigo, ou a maneira como te arranjas para sair, ficarei sempre com a ideia de que nada te precisa de ficar bem, que de alguma maneira o teu sorriso acaba sempre por tornar o teu interior sempre mais importante. Mas para te ser sincero gosto de te ver confiante, e tu dás-me a confiança de que preciso. Sinto-te como uma irmã, é tudo muito estranho, porque não estou contigo por gostar do que és por fora, mas sim porque te prefiro pela companhia, pela pessoa que és por dentro e por aquelas coisinhas que sinto na barriga quando me olhas nos olhos e sorris carinhosamente.

Beija-me, beija-me nem que seja sobre as bochechas. Eu posso sonhar, mas pelo menos sonho alegre. De que me vale acordar quando este sonho está a ser tão maravilhoso? E mesmo que não seja, porque raio é que não encontro a rapariga que me dá tantas alegrias como tu? Onde está a rapariga que me aceita como sou? Onde está? Onde anda? Mesmo que caia de joelhos eu continuarei a lutar para a encontrar. 

Não digas que sou eu que te protejo porque no nosso caso é mais ao contrário. Sabes ser decidida, sabes pegar o problema pelos colarinhos e dar umas valentes bofetadas quando é necessário. Sabes usar a voz e o seu tom. Mesmo que eu te defenda, tu preferes fazê-lo comigo, como se fosse o teu bebé, a tua coisa mais preciosa, como a mãe a um filho. Arreganhas o dente e mostras quem manda, mantens-te sempre ao meu lado e nunca à minha frente. Por ti eu punha este mundo de pernas para o ar. Deitava fogo ao céu e fazia apagar o brilho de todas as estrelas.

Eu não me quero sentir morto como me sinto por dentro quando estou longe de ti. Não quero que me partas o coração, não quero que me jogues ao chão. Eu prometo pela minha vida que eu irei ficar bem, bebé eu irei ficar bem. Eu prometo que esta não será a ultima vez porque eu consigo crescer a amar uma mentira enquanto não encontrar uma verdade para amar. Aprendi a sorrir dentro de mim.

Eu ando a perseguir algo mas não sei bem o que é. 
Talvez seja uma mera sombra tua. Talvez.

quarta-feira, janeiro 22

Nunca quis esta distância...


Nunca quis esta distância, este silêncio entre nós. Acho que ninguém realmente quer distancia e solidão, silêncio e uma falta qualquer de aconchego, de mimo, de amor, de paixão, de beijos e sorriso. 

Por vezes sinto que te foste embora para sempre, mesmo que possa estar contigo e sair contigo, parece que tu já tomaste a tua vida, já meteste um pé à frente do outro e... E eu tenho de seguir com a minha, mas torna-se tão difícil não te ter aqui, não te poder ver todos os dias. Mas o que agora me importa é saber que estás bem, porque, mesmo que para mim me custe olhar para a frente eu tenho planos para o futuro e penso que isso é o melhor que posso fazer para seguir com a minha vida. 

Fico preocupado ao pensar que poderei não voltar a encontrar-te na minha vida, ou pelo menos, conhecer alguém como tu, que cause um impacto tão forte e vincado como tu causaste quando te reencontrei. Talvez um dia a vida me sorria de outras maneiras, talvez um dia deixe de procurar e assim alguém como tu poderá aparecer. Até lá, vou observando as gentes, levando nãos atrás de nãos, até que alguma por fim me diga que sim e daí possa arrepiar-me todo por saber que a vida finalmente sorrio, mesmo que por um bocadinho.

segunda-feira, janeiro 20

Contigo...


Contigo é sempre tudo tão mágico. Consegues colocar no meu rosto um sorriso engraçado. Consegues por as minhas bochechas a corar, mesmo que a distancia nos separe tu tens esse efeito em mim. Alegro-me quando tu me inspiras a ser melhor, quando me motivas a escrever coisas de outra maneira, a tornar melhor tudo aquilo que sou. És especial e importante. Mesmo que as nossas personalidades choquem uma na outra, tudo vai lentamente compondo-se à nossa maneira, ao nosso jeito de que as coisas voltem a resultar.

O apoio mutuo faz com que cresçamos e com isso possamos saber como nos dirigirmos aos outros. Por vezes a tua língua doce tornasse demasiado destrutiva. Outras alturas quem ganha a vez de ter o lenço na mão para fazer maldades sou eu, e não escapo às tuas opressões, aos teus indelicados ataques e contra-ataques. Já os meus estoiram contigo, estoiram com a tua pessoa e isso faz-te chorar, faz com que te feches no quarto de banho chorando baba e ranho e quando a realidade se abate sobre ti, abres a porta, completamente ranhosa, cabelo despenteado e de braços abertos recebo-te com um carinho, com um sentimento de tristeza, vamos para o sofá os dois conversar sobre o que acabou de acontecer tentando perceber no que pudemos nós melhorar.

Quando comentamos as atitudes um do outro fartamos-nos de rir, pelas expressões, pelas palavras, por tudo. És-me estranha e ao mesmo tempo conheço-te tão bem.