Páginas

quinta-feira, janeiro 30

Que perdesses esses medos...


Teimas em mandar bocas, teimas em teimar. Teimas em dizer que não tenho nada haver com as tuas coisas, que elas são tuas e só tuas. Teimas em chatear-te e a ir do oito ao oitenta por coisas simples, por coisas pequeninas demais para se fazer logo uma tempestade. Vives com insegurança e eu sofro com ela. Sofro porque não tens razão para ser insegura comigo e apesar de eu saber isto não to consigo fazer entender de que não tenho nada a esconder-te, de que não tenho necessidade de estar constantemente chateado contigo. Detesto quando começas com as tuas coisas, com as tuas manias e teimosias, cheia de medos e sabe-se lá mais o quê e, mos jogas à cara como se tivesse culpa. Como se tivesse culpa por teres medo de algo que nunca consegui até hoje entender, não tenho culpa de seres insegura e agarrada a mim, não tenho culpa que me insultes indirectamente.

Mesmo que te diga que te quero bem, que te quero de sorriso rasgado no rosto, tu parece que tens sempre alguma coisa escondida na manga, parece que esperas pela oportunidade perfeita para que quando eu falhe tu aí me ataques sem dó nem piedade, despindo-me a nu, despindo-me de todos os contra-argumentos que te possa dar, porque só tu nessa tua cabeça de passarinho bonito é que tens razão, sentes que só tu tens razão. Que tens razão para ficares chateada comigo. Que tens razão para me atirares as coisas me atirares à cara. Mas não tens razão nenhuma para teima, não tens razão para ter razão, não tenho culpa que tenhas tudo isso que te afecta a nível pessoal e profissional. Não tenho culpa e preciso de te dizer que ou aprendes aquilo que te quero ensinar e aquilo que tu sempre me pediste para que te ensinasse ou tenho pena de te dizer que gostava que tivesses mais vida dentro de ti e que não visses só as coisas negativas. 

Eu sei que nem tudo é perfeito, que não temos um castelo, mas tenta imaginar, sim?
Não é assim tão difícil sorrir um bocadinho todos os dias. Também a mim me dói a cabeça, também a mim me atacam os maus olhados, também a mim me acontece tanta merda e mesmo assim, eu continuo a sorrir para ti. Continuo a tentar colocar todos os dias um sorriso nesses olhos, um beijo nesses lábios e uma esperteza qualquer dentro dessa tua cabecinha que só sabe é magicar coisas para me magoar.

Gostava que perdesses esses medos todos e começasses a arriscar mais na tua vida.

terça-feira, janeiro 28

Seremos assim tão frágeis...


E quando choras eu não estou ao teu lado para te amparar, para te acudir num gesto tenro e delicado. Não estou e isso faz-me sentir tão mal, faz-me sentir tanta raiva de mim mesmo. Porque eu não cheguei a tempo, porque não estava lá, porque não te apertei com doçura entre os meus braços, porque faltei com um beijo, com um ombro, com uma palavra carinhosa, com algo que fizesse sentido naquele momento em que precisavas de apoio, de mimo, de segurança e bem estar.

Quando te jogas contra o meu peito para me maltratar, para me calar, para me dar dores no coração, as tuas palavras são capazes de deixar cicatrizes. Nesses momentos eu mal consigo respirar, mal consigo soltar uma palavra que seja na tua direcção. Sinto que mereço. Mereço mas por pouco tempo, porque tento logo dar a volta para que se acanhe em ti um sorriso. Prefiro ver-te sorrir do que a chorar de tristezas. E se alguma vez eu for o motivo para a tua tristeza diz-mo na cara, diz-mo, pois prefiro poder sabe-lo da tua boca e discutir o que de mal te faço e tentar mudar, do que acabar por sofrer ao descobrir quando já não estiver contigo. Eu 

Se tu saltares eu salto também.
Se tu arriscares eu arrisco também.
Se eu arriscar tu também arriscas?
Se eu saltar tu também saltas?

Seremos assim tão frágeis para nos escondermos por de trás de paredes criadas dentro da nossa mente? Eu julgo que está na altura de as deitar abaixo e deixar o monstro sair...

domingo, janeiro 26

Deste mais do que eu podia ter pedido...


Gostava de te poder dizer que nunca fui uma perda de tempo. 
Que me deste mais do que eu podia ter pedido.

E por muito estranho e cruel que alguma vez pude ter sido para ti, talvez era porque nessas alturas eu não me lembrava da maravilhosa pessoa que tu eras para mim, das coisas boas que me deste, das lágrimas de felicidade e das bofetadas no rosto quando te respondia torto, ou quando as palavras me saiam sem lhes medir a força e a dor que pudessem causar. Já fui mau, já fui bom, já fui tudo e ao mesmo tempo nada. Pude sempre achar-me um falhado, um completo louco ou desvairado, mas quando me seguravas no teu colo e olhavas com esses olhos brilhantes para mim, eu era tudo para ti, era a coisa mais perfeita que podias ter tido nos braços, que foi a melhor coisa que te podia ter acontecido na vida.

Apesar de querer ser sempre perfeito eu já mais irei esquecer das palavras de aconchego que me davas quando ia chorar para o teu colo, para os teus ombros, ou dos dias em que estava doente tu vinhas para perto de mim com um estranho sorriso, com um sorriso que só tu entendias, porque ao olhares para mim tu vias que estava mal, mas que com o teu amor, com esse teu carinho e a amabilidade sobre as pontas dos teus dedos, todos os males que me tinham atacado e deixado em tal estado deplorável, rapidamente me iria soltar.

Sempre foste capaz de enfrentar a escuridão para me dela tirares.
Sem ti perco-me, sem ti caio, sem ti sinto-me desamparado.

Obrigado, Mãe!

sábado, janeiro 25

Quando estou longe de ti...


Não me importa o tempo, não me importa o dinheiro nem as noites mal dormidas, desde que no fim me prometas que estarás comigo, que me irás abraçar e deixar sobre os meus lábios um ultimo beijo teu ficarei feliz. É estranho e ao mesmo tempo tão bom saber que independentemente de como sais vestida comigo, ou a maneira como te arranjas para sair, ficarei sempre com a ideia de que nada te precisa de ficar bem, que de alguma maneira o teu sorriso acaba sempre por tornar o teu interior sempre mais importante. Mas para te ser sincero gosto de te ver confiante, e tu dás-me a confiança de que preciso. Sinto-te como uma irmã, é tudo muito estranho, porque não estou contigo por gostar do que és por fora, mas sim porque te prefiro pela companhia, pela pessoa que és por dentro e por aquelas coisinhas que sinto na barriga quando me olhas nos olhos e sorris carinhosamente.

Beija-me, beija-me nem que seja sobre as bochechas. Eu posso sonhar, mas pelo menos sonho alegre. De que me vale acordar quando este sonho está a ser tão maravilhoso? E mesmo que não seja, porque raio é que não encontro a rapariga que me dá tantas alegrias como tu? Onde está a rapariga que me aceita como sou? Onde está? Onde anda? Mesmo que caia de joelhos eu continuarei a lutar para a encontrar. 

Não digas que sou eu que te protejo porque no nosso caso é mais ao contrário. Sabes ser decidida, sabes pegar o problema pelos colarinhos e dar umas valentes bofetadas quando é necessário. Sabes usar a voz e o seu tom. Mesmo que eu te defenda, tu preferes fazê-lo comigo, como se fosse o teu bebé, a tua coisa mais preciosa, como a mãe a um filho. Arreganhas o dente e mostras quem manda, mantens-te sempre ao meu lado e nunca à minha frente. Por ti eu punha este mundo de pernas para o ar. Deitava fogo ao céu e fazia apagar o brilho de todas as estrelas.

Eu não me quero sentir morto como me sinto por dentro quando estou longe de ti. Não quero que me partas o coração, não quero que me jogues ao chão. Eu prometo pela minha vida que eu irei ficar bem, bebé eu irei ficar bem. Eu prometo que esta não será a ultima vez porque eu consigo crescer a amar uma mentira enquanto não encontrar uma verdade para amar. Aprendi a sorrir dentro de mim.

Eu ando a perseguir algo mas não sei bem o que é. 
Talvez seja uma mera sombra tua. Talvez.

quarta-feira, janeiro 22

Nunca quis esta distância...


Nunca quis esta distância, este silêncio entre nós. Acho que ninguém realmente quer distancia e solidão, silêncio e uma falta qualquer de aconchego, de mimo, de amor, de paixão, de beijos e sorriso. 

Por vezes sinto que te foste embora para sempre, mesmo que possa estar contigo e sair contigo, parece que tu já tomaste a tua vida, já meteste um pé à frente do outro e... E eu tenho de seguir com a minha, mas torna-se tão difícil não te ter aqui, não te poder ver todos os dias. Mas o que agora me importa é saber que estás bem, porque, mesmo que para mim me custe olhar para a frente eu tenho planos para o futuro e penso que isso é o melhor que posso fazer para seguir com a minha vida. 

Fico preocupado ao pensar que poderei não voltar a encontrar-te na minha vida, ou pelo menos, conhecer alguém como tu, que cause um impacto tão forte e vincado como tu causaste quando te reencontrei. Talvez um dia a vida me sorria de outras maneiras, talvez um dia deixe de procurar e assim alguém como tu poderá aparecer. Até lá, vou observando as gentes, levando nãos atrás de nãos, até que alguma por fim me diga que sim e daí possa arrepiar-me todo por saber que a vida finalmente sorrio, mesmo que por um bocadinho.

segunda-feira, janeiro 20

Contigo...


Contigo é sempre tudo tão mágico. Consegues colocar no meu rosto um sorriso engraçado. Consegues por as minhas bochechas a corar, mesmo que a distancia nos separe tu tens esse efeito em mim. Alegro-me quando tu me inspiras a ser melhor, quando me motivas a escrever coisas de outra maneira, a tornar melhor tudo aquilo que sou. És especial e importante. Mesmo que as nossas personalidades choquem uma na outra, tudo vai lentamente compondo-se à nossa maneira, ao nosso jeito de que as coisas voltem a resultar.

O apoio mutuo faz com que cresçamos e com isso possamos saber como nos dirigirmos aos outros. Por vezes a tua língua doce tornasse demasiado destrutiva. Outras alturas quem ganha a vez de ter o lenço na mão para fazer maldades sou eu, e não escapo às tuas opressões, aos teus indelicados ataques e contra-ataques. Já os meus estoiram contigo, estoiram com a tua pessoa e isso faz-te chorar, faz com que te feches no quarto de banho chorando baba e ranho e quando a realidade se abate sobre ti, abres a porta, completamente ranhosa, cabelo despenteado e de braços abertos recebo-te com um carinho, com um sentimento de tristeza, vamos para o sofá os dois conversar sobre o que acabou de acontecer tentando perceber no que pudemos nós melhorar.

Quando comentamos as atitudes um do outro fartamos-nos de rir, pelas expressões, pelas palavras, por tudo. És-me estranha e ao mesmo tempo conheço-te tão bem.

sábado, janeiro 18

É nele que choro...


O segredo nos teus gestos, a agradável maneira como os teus finos dedos tratam as coisas, como se fossem coisas vindas de ti, feitas por ti com carinho, quase como se fossem teus filhos. Como posso eu olhar para a frente quando ao colocar os olhos no passado eu me encanto com a maneira maravilhosa de como foste tão querida para mim, tão simpática, tão humana, tão extremamente inovadora, inspiradora e imparável de me dar novo animo, nova ânsia de viver. Eu quero olhar para o presente com os mesmos olhos com que olho o passado, mas eu tenho medo de ao largar o passado que deixe de ser feliz, deixe de sentir o calor do teu saudoso corpo sobre o meu, o de não voltar a saber de cor os teus lábios, os teus jeitos, o teu calor, o teu cheiro, a tua amável personalidade. E isso deixa-me sem saber o que fazer, porque por vezes ao olhar para a frente tu não estás lá e, o meu maior medo é não encontrar ninguém como tu foste e continuas a ser para mim. Talvez o melhor a fazer seja largar a tua mão e olhar em frente, meu amor.

Embalas-me com tanto carinho quando sorris. 
É nele que penso, é nele que choro e, é nele que ganho força para viver.

Deixa cair um beijo...


Sei-te o tom de voz de cor e o que mais me agrada é que nunca se alterou desde o dia que te conheci, continua a ser sempre o mesmo, continua a ser aquele tom de voz suave e delicado, decidido e por vezes indefeso, mas sempre com um à vontade com as palavras que mais ninguém tem. Eu conheço de cor os teus lábios apesar de os beijar pouquíssimas vezes, sei as palmas das tuas mãos muito pouco, o que melhor te conheço é o rosto, mais exactamente meu amor, os teus olhos da cor âmbar.

Enquanto dormes eu beijo-te as bochechas, estou de frente para ti e observo-te a dormir, vejo os teus lábios um contra o outro, vejo o teu rosto de bebé, vejo o rosto totalmente descontraído contra a almofada, ficas tão querida enquanto dormes. Mimo-te com as costas dos dedos sobre as tuas bochechas e de vez em quando acaricio-te os cabelos louros. Sorrio a olhar para ti nesse estado de conforto total. Sinto-te viva, sonhadora, aventureira, lutadora. Sinto tanto e queria-te por mais outro tanto.

Quando não te toco sinto-me cair, quando não te beijo sinto-me perdido, quando não te tenho fico cego.
Quando deixares de existir dentro de mim, haverei de morrer. No dia da tua morte, caso sejas tu a minha companheira e, caso não tenha tido tempo para te dedicar o que sempre te quis dedicar, que faça de ti rainha, que a coroa te seja posta com jeito, que seja feita uma estátua em tua homenagem e o teu nome para sempre fique gravado na pedra.

Escrever sobre ti é sempre tão bom, sabe-me sempre tão vem. Torna-te real meu amor, torna-te real e todas as palavras que escrevo aqui para ti, ser-te-ão ditas com orgulho, os gestos serão dados com prazer, e todos os mimos que escrevo serão feitos sobre o teu corpo.

Deixa cair um beijo teu sobre os meus lábios.

segunda-feira, janeiro 13

Que importa...


Quero as tuas mãos sobre o meu rosto... Quando digo que sinto a tua falta é porque sinto mesmo a tua falta. Sinto falta daqueles risos naturais e não dos que parecem forçados a sair-te do rosto. Gostava quando me olhavas e me acariciavas a perna e por breves momentos soltavas um sorriso de orelha a orelha que te fazia fechar os olhos. Tenho saudades tuas, tenho saudades do cheiro do teu perfume. Para te ser sincero acho que já me esqueci de como era. Já me esqueci da cor dos teus olhos já me esqueci da forma do teu rosto, da cor dos teus lábios, mas não me esqueci da suave pele que as tuas mãos têm. 

- Olha como tudo arde meu amor! 
- Que importa que tudo arda? Tenho o que preciso mesmo aqui, ao meu lado, chorando lágrimas de tristeza. É verdade meu amor que a nossa vida arde, mas temo-nos um ao outro e, o que importa mais do que não isso, meu coração? Que importa que o céu caia e se desfaça, que a terra arda? Que importa tudo isso quando nos temos um ao outro?

domingo, janeiro 12

Quando não estás comigo...


Aproxima-te meu carinho. Há algo debaixo da tua pele que me deixa ansioso por te tocar, por te beijar esses lábios tão vermelhos, tão arreados de sangue tão vivo e intenso como a própria vida que tu levas. Há algo que me deixa com arrepios a cada toque, a cada beijo, a cada abraço, a cada olhar trocado, a cada mão dada, a cada caminho feito, a cada noite que dormimos juntos, há algo debaixo da tua pele que me faz morrer um bocado mais.

Quando não estás comigo, acordo todas as noites, acordo com um vazio no peito, com um frio do teu lado da cama que permanece vazio. Volta meu amor, sinto falta do teu calor, sinto falta dos teus mimos sobre as minhas costas, sinto falta do toque das tuas mãos, tenho saudades dos beijos nos meus ombros, dos risos que me calavas com um abraço tenro e doloroso. Tenho saudades de te abraçar por trás e fazer a concha, saudades de te beijar as costas, de cheirar o teu cabelo, de sentir as tuas mãos a aconchegar as minhas pernas. Tenho-te saudades.

Não te vás embora meu anjo, não me deixes aqui debaixo da chuva que me leva a alma, a mesma chuva que te estraga o cabelo quando menos esperas, a mesma chuva que já nos viu beijar tantas vezes. Fica aqui! Fica! Peço-te, fica! Eu grito o teu nome do fundo dos meus pulmões, eu choro, eu choro porque tu não me ouves, parece que não me vês ou não queres ver. Quando estás mal eu sou o primeiro a dar-te a mão, quando estou mal tu parece que me ignoras, parece que te esqueces de mim, parece que eu deixei de ser a pessoa que vias como tu, que vias como aquela que te amparava nas quedas, que te ajudava a levantar limpando as lágrimas, dava beijinhos nas feridas e levemente te colocava de novo no mundo, pronta para triunfar. Tenho saudades dos teus mimos sobre o meu peito, tenho saudades tuas meu amor, meu anjo, minha preciosa e deliciosa harmonia.

 Deixa-me sentir o teu perfume, sentir o teu calor, as tuas mãos sobre o meu rosto, os teus lábios sobre o meu nariz. Volta. Não te ter é como morrer devagarinho.

sábado, janeiro 11

Vou amar-te...


Um dia irei escrever nos teus braços, no teu peito, deixar escrito nos teus lábios as coisas boas que me fazes sentir, as emoções constantes que sinto ao ver o teu olhar, as ansiedades que me causas só de te ver morder o lábio, das nostalgias que me aconchegam o corpo quando me dás a tua mão e, fazes pousar levemente a minha cabeça sobre o teu ombro de mulher.

Eu irei partilhar contigo as minhas batatas fritas quando já tiveres comido todas das tuas e ainda estiveres com fome. Nunca irei quebrar uma promessa, se souber que não a posso concretizar digo-te logo que não, mas que poderei tentar. Irei beijar os cortes e os dedos entalados nas portas. Irei tentar não ser chato com aquelas minhas perguntas tolas e sem sentido algum, aquelas que te deixam chateada e sem vontade de me responder. Irei enviar-te presentes ao calhas, mesmo que não signifiquem nada. Não sempre, não a certos dias ou a certas horas, apenas quando eu quiser e sentir que mereces um, ou dois, ou talvez mais. Estarei sempre à tua espera uma hora mais cedo no sitio onde combinarmos encontrar-nos. Responder-te-ei com educação e farei com que estejas sempre a sorrir.

Irei agarrar-te pela mão e... Vou amar-te. Vou amar-te. Vou amar-te.

sexta-feira, janeiro 10

Tal como o sol o faz comigo...


Vai com cuidado digo-te eu. Vai devagar, dizes-me tu. Amo-te! Dizemos nós com um beijo sobre os nossos lábios. Agarras-me no braço e fazes-me parar, puxas-me para ti e soltas uma pequena lágrima que te corre bochecha a baixo e olhas-me com esse olhar tão doce, com essa voz suave e delicada e apertas-me com força o braço, nunca desviando o olhar dos meus olhos. Eu olho-te, observo-te e jogo os olhos à tua mão e volto a olhar-te. Tu vês-me sofrido e olhas para o que estás a fazer e lentamente largas o meu braço. Dás um passo a trás e dizes apenas "Desculpa, Pedro! Desculpa!" E desatas a chorar. Cobres o rosto com as tuas mãos, os soluços começam a ganhar força, a tua voz suave ganha um som intenso e horrendo e o teu corpo treme por todos os lados. as tuas lágrimas caiem no chão. Choras.

Pego-te por um braço e puxo-te para o meu peito onde continuas a chorar e a lamentar-te, a pedir-me desculpa enquanto no meu braço vai aparecendo a marca da tua insegurança, do teu medo, da tua ansiedade, do teu desconforto, do teu silêncio. Da vida que te mata aos poucos. Devagarinho comecei a balançar o meu corpo de um lado para o outro como se te segurasse nos meus braços como se fosses um bebé, a minha bebé. Do nada começamos a dançar lentamente e acabamos por nos rir. Nós nem pensamos nas coisas que fazemos um ao outro, simplesmente fazemos e pronto. Magoas-me com as tuas deixas, com os teus ciumes compulsivos, com as palavras amargas que expeles da boca, dos olhares tenebrosos com que me acusas de algo tão simples como o esquecer de comprar pão. O medo de te perder é grande, mas nada impede que faça de ti a mulher mais confiante e alegre durante o tempo que estiver contigo. Quero que chegues ao fim e te lembres do sorriso que coloquei no teu rosto, nos dias em que a tristeza te invadia o coração.

Eu já te encontrei e já te perdi. Voltei a encontrar-te e não te quero voltar a perder, não desta vez. Eu quero apenas dizer que me fazes sentir bem, que tu me alegras os dias, que me aqueces o peito, tal como o sol o faz comigo.

quinta-feira, janeiro 9

Sabe sempre tão bem...



Sabe sempre tão bem passar um serão no café a conversar contigo, a ver-te sorrir, a ver-te piscar os olhos, a fecha-los quando o riso é mais forte e tens de os fechar porque se não choras. Gosto quando colocas a tua mão sobre as minhas pernas em jeito de me chamar a atenção para alguma coisa que queres dizer e adoro o silêncio. Apenas o silêncio do mundo, das pessoas, dos carros, da vida que nos corre à volta e sem nos apercebermos invade-nos de uma maneira subtil e delicada.

Dás-me vontades de viver, de acreditar, de acordar cedo e escrever-te, simplesmente escrever-te.
Fazes-me querer viver cada segundo com uma vontade imensa de o ter todo em mim.
Quero viver devagarinho....

És maravilhosa!

Pode haver distancia entre nós...


Pode haver distância entre nós, posso eu morar em Coimbra e tu no Porto. Podes morar em Inglaterra e eu em França, mas já mais poderemos dizer um ao outro que a distância nos irá afastar, que nos impede de estar juntos, de nos vermos e beijar-nos. Não é ela que nos impede meu amor, não é! Apenas o tempo tem responsabilidade de tal coisa.

Eu viajei duas horas de comboio, esperei pela hora de ir ter contigo ao aeroporto mais quatro horas. Faltei um dia ao trabalho para poder estar contigo, para te poder ver durante duas horas meus amor, arrisquei tudo o que tinha para te voltar a ver, para voltar a sentir o teu calor, para voltar a sentir as bochechas rosadas, maravilhar-me com o sorriso e essa tua doce voz. Fazes-me apaixonar por ti toda a vez que estamos juntos, não me importam outras raparigas, não me importa o futuro ou o passado, apenas aquele pequeníssimo momento. Sofro de ansiedades quando dizes que para o mês que vem, ou que para a semana tu vais apanhar o comboio ou o avião para poder vir ter comigo, para podermos estar juntos mais um bocado. Eu faço a minha vida e tu a tua quando estamos longe um do outro e quando pudemos ver-nos, vemos e nada mais importa, não importa as contas bancárias, não importa o tempo que passamos fora de casa, o tempo que o telemóvel fica por atender, nada importa se não aquele curtinho, aquele minúsculo tempo que nos faz tão bem, que nos aquece os corações.

É só contigo que isto me acontece, é só contigo que tenho calafrios pela coluna abaixo, é só contigo que os beijos são delicados e suaves, é só contigo meu carinho. É só contigo que me perco em tentações, é só contigo que no corpo me nasce o pecado, é só contigo que o girar do mundo e as guerras das gentes se perdem no tempo e no espaço. Só contigo eu consigo respirar melhor.

Queria que o tempo parasse. Quero que o tempo pare! Oh, merda! Que o tempo pare meu amor! Que o teu sorriso te fique para sempre no rosto, que o teu coração palpite para sempre com a mesma força com que sorris e com a energia que respiras a vida à tua volta. Fica comigo meu anjo, fica aqui, comigo!

domingo, janeiro 5

Foram-se as estrelas...


Foram-se as estrelas, foram-se os caminhos, foram-se as esperanças, foram-se os carinhos, foram-se os beijos, foram-se os amanheceres, foram-se as noites junto a ti, foi-se tudo o que sempre gostei de viver contigo, foi-se tudo meu amor, foi-se tudo embora para longe, esvoaçando como quando o vento em pleno outono sopra com força as folhas das árvores, levando-as por vezes para longe, tão longe que nunca mais vêem a sua mãe.
Perdi a chave de minha casa, perdi a chave do meu coração, perdi tudo o que tinha teu, tudo o que tinha para te dar. Perdi-te, meu amor, meu anjo, meu carinho de alma, meu sorriso contagiante, minha doçura de mulher. Sempre me conseguiste dar um certo aconchego, um certo mimo e carinho. Foi no teu peito que chorei tantos segredos, foi nas tuas mãos que deixei beijos de alivio, foi nos teus lábios que deixei todo o amor que tive, foi sobre a tua testa que deixei o enorme e imenso respeito que te tenho. Foi sobre o teu nariz que deixei ficar a minha esperança, o meu futuro, a minha vida toda. Foste um passado que se transformou num presente, mas que não quis chegar ao futuro.


Foste impecável, foste impressionante e incomparável. 
Foste única pela maneira como me deste a tua mão.
Foste aquilo com que sempre sonhei. 

Foste o sonho que se tornou realidade.
Foste uma realidade que acabei por perder.

sexta-feira, janeiro 3

Meu pedacinho de algodão...


Seguro-te sobre o meu peito como se fosse a primeira vez que segura-se em ti, no teu corpo suave e delicado, sentindo o cheiro doce da roupa nova que a tua mãe com tanto amor, com tanto carinho demorou horas a escolher. Ela queria o melhor, o mais bonito, o mais perfeito para ti. Queria-te linda, queria-te perfeita com ele vestido. Mas eu não queria saber do que ela te queria comprar na altura, queria apenas saber que estavas bem quando ainda estavas dentro dela, dentro da sua barriga. Meu bem mais precioso.

Agora que estás cá fora, posso tocar-te nos pés, posso pegar-te nas mãos pequeninas e dar-te o dedo indicador ou o mindinho de ambas as minhas mãos, para que tu com a força de mulher que tens, mos apertes, como se me pedisses para nunca na tua vida eu te largue a mão, que mesmo que faças coisas más, para que nunca te deixe de amar. E não vou meu amor. Não vou deixar de te querer ver bem, deixar de te segurar pela mão e dar-te beijinhos na boca em sinal do meu amor. Porque tu és-me metade, és aquilo que sou e o que já fui. És a tua mãe em pessoa, porque tens os seus olhos, o seu nariz e a boca, tens o meu corpo, o corpo alto e esguio, tens as mãos grandes e as orelhas pequenas. Caracóis acastanhados como a tua avó tanto nos pediu. És tu meu anjo, és tu, meu pedacinho de algodão.

Segurar-te nos meus braços e poder beijar-te a testa pequenina e cheirosa, saborear os teus dedos quando os colocas na minha boca tentando puxar-me a língua ou arrancar-me com a tua força super-natural os meus dentes. Porque eu só quero que sejas feliz. Só quero que te tornes melhor do que eu, que ames os outros com o coração e com a tua razão. Espero que quando te apresentar o mundo, o consigas ver como uma grande tela branca, dar-te-ei as ferramentas e as tintas necessárias para o pintares da maneira que mais te convier.

Anseio pelo dia em que irás pronunciar "pai, mãe"
És o centro do nosso mundo e deitaríamos castelos e montanhas a baixo, só para te ver bem e feliz...


Para quando um dia nasceres. Saberás que não foi escrito em vão, mas a pensar no futuro de te fazer, de te ver nascer, de te criar e ver sorrir. Espero que gostes de o ler como eu gostei de o escrever.

Quando a alma me está fria...


Quando a alma me está fria, quando o corpo não me responde ao coração, quando as palavras não saem e os olhos não querem ver, lá vens tu, longe de tudo o que te mantém segura de todos os males, segura de tanto mau olhado, de tanto agoiro, longe do teu porto de abrigo que por vezes soltas sobre o meu peito indicando que to sou eu. Vens de longe só para me salvar, para me deixar um delicado beijo sobre os meus lábios, ou quando tu sentes que apenas preciso de um mimo, soltas um carinho sobre a minha testa e tocas no meu nariz com a ponta do teu dedo indicador e sorris. Sorris como se por magia toda a tristeza, todos os males, todas as feridas que tivesse no corpo subitamente se curassem tornando-se simples cicatrizes. 

Há momentos em que desejava ter-te só minha, ter-te apenas! Ter-te ao meu lado para te proteger, para colocar o meu braço à tua volta e fazer-te sentir segura comigo, segura do frio, segura das más palavras, segura e protegida de qualquer ameaça vinda do exterior. Ao beijar-te os tenros lábios saberia que estavas cheia de orgulho no peito, cheia de vida, cheia de prazer de te aventurares de novo na cama ou pelo mundo. Adoro o teu silêncio, adoro os teus sorrisos, adoro o teu choro e os teus carinhos. Adoro quando te esticas toda e sorris, quando me bates no peito e te desfazes em lágrimas. Não adoro ver-te chorar, mas gosto quando me olhas com aqueles teus olhos de má, ou quando os tens mais delicados, eles me fazem render à tua choradeira e eu abraço-te mesmo que não queiras, eu resisto a manter-te presa a mim, junto de mim. E choras. Choras porque alguma coisa te faz chorar, e só o fazes no meu peito, porque é quando choras que me és tanto, que te sinto mais, que me és natural, não quero dizer que quando sorris que não és sincera para mim, mas quando choras, oh, quando choras és tu, rapariga de sentimentos. Rapariga delicada e ansiosa, frágil e desprotegida. É quando choras que tu me puxas pelos braços, é quando pegas nas minhas mãos e as levas ao teu rosto para te dar aconchego. Mas nem sempre o fazes, não o fazes porque eu já to faço com carinho, já o faço para te acalmar a alma, para te pegar ao colo e cuidar de ti, tal como mereces.

Dás-me vontade de te ter aqui ao meu lado, para poder abraçar-te, para te poder beijar a testa e olhar nos teus olhos as coisas que não dizes, as coisas que não queres que eu saiba.

Amo quando o teu olhar se torna envergonhado.

quinta-feira, janeiro 2

Devagarinho meu amor...

Adoro-te encorajar. Até hoje nunca precisei de te ensinar a sorrir, pois sempre o tiveste no rosto, sempre foi sincero e genuíno, sempre te foi tão querido, tão simpático e extrovertido. Agradável momento aquele com que me acordas de manhã, aquele beijinho no rosto em forma de sms, aquele aperto no coração que sinto logo a seguir é tão estranho e ao mesmo tempo tão confortável, sentir que me queres perto de ti. Oh, meu amor, pudesse eu adormecer ao teu lado e acordar contigo ao meu. Fazer-te cócegas nos pés, ou beijar-te na nuca carregada de cabelos teus. Deixa-me adormecer sobre os teus joelhos, deixa-me adormecer nos teus braços, deixa-me dormir como se fosse teu, como se fosse o teu precioso bebé com que para sempre irás proteger de todos os males. 

Dá-me o teu amor e eu dar-te-ei a dobrar. Acarinha-me a alma, acarinha-me o rosto, dá-me o teu mimo sobre o meu pescoço. Peço-te uma pequena coisinha meu coração doce. Tolera os meus ciumes se eu tolerar os teus sobre mim.

Devagarinho meu amor, devagarinho.
Pois não tenho pressas de viver.

quarta-feira, janeiro 1

Quando escondo...


Alegras-me com o teu sorriso, com o encanto suave que te fica nos olhos quando estás comigo, quando sentes que te mimo, que te beijo as bochechas e te acarinho no meu peito. Gosto quando pousas a tua cabeça no meu ombro e adormeces a falar comigo. Ficas com um rosto tão querido, tão simplesmente fofinho e angelical, que só me dá vontade de te encher ainda mais de mimos, vontade de te pegar ao colo e levar-te para a cama onde posas descansar melhor. Ou dar-te o peito como o melhor sitio para dormires.

É quando escondo o meu rosto por entre os teus braços, por entre os cantos do teu peito, que encontro um abrigo, um lugar calmo onde posso chorar, onde o frio já não me pode tocar.

Até no silencio...


Preciso de ver esse sorriso bem como de ouvir a tua voz. Gosto de sentir o teu carinho a saltar-me para o corpo, as tuas lágrimas a tocarem-me no ombro, as minhas mãos sobre o teu rosto, ou segurando o teu corpo. És-me tão querida. Desfaz-me com o teu calor, desfaz-me com os teus beijos de língua, com os teus olhares que me vão matando por dentro. Adoro quando perguntas se está tudo bem, adoro quando me seguras na mão e me sorris quando choras um amo-te nos meus lábios, quando aninhas no meu peito ou quando te encostas a mim. Gosto da maneira suave que o tom da tua voz faz ao acordar-me de mansinho pela manhã. Fico atento quando me dás o teu apoio, até mesmo quando gritas comigo. 

Até no silencio, me fazes sentir bem.
Deixa-me amar-te!