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sábado, janeiro 18

É nele que choro...


O segredo nos teus gestos, a agradável maneira como os teus finos dedos tratam as coisas, como se fossem coisas vindas de ti, feitas por ti com carinho, quase como se fossem teus filhos. Como posso eu olhar para a frente quando ao colocar os olhos no passado eu me encanto com a maneira maravilhosa de como foste tão querida para mim, tão simpática, tão humana, tão extremamente inovadora, inspiradora e imparável de me dar novo animo, nova ânsia de viver. Eu quero olhar para o presente com os mesmos olhos com que olho o passado, mas eu tenho medo de ao largar o passado que deixe de ser feliz, deixe de sentir o calor do teu saudoso corpo sobre o meu, o de não voltar a saber de cor os teus lábios, os teus jeitos, o teu calor, o teu cheiro, a tua amável personalidade. E isso deixa-me sem saber o que fazer, porque por vezes ao olhar para a frente tu não estás lá e, o meu maior medo é não encontrar ninguém como tu foste e continuas a ser para mim. Talvez o melhor a fazer seja largar a tua mão e olhar em frente, meu amor.

Embalas-me com tanto carinho quando sorris. 
É nele que penso, é nele que choro e, é nele que ganho força para viver.

Deixa cair um beijo...


Sei-te o tom de voz de cor e o que mais me agrada é que nunca se alterou desde o dia que te conheci, continua a ser sempre o mesmo, continua a ser aquele tom de voz suave e delicado, decidido e por vezes indefeso, mas sempre com um à vontade com as palavras que mais ninguém tem. Eu conheço de cor os teus lábios apesar de os beijar pouquíssimas vezes, sei as palmas das tuas mãos muito pouco, o que melhor te conheço é o rosto, mais exactamente meu amor, os teus olhos da cor âmbar.

Enquanto dormes eu beijo-te as bochechas, estou de frente para ti e observo-te a dormir, vejo os teus lábios um contra o outro, vejo o teu rosto de bebé, vejo o rosto totalmente descontraído contra a almofada, ficas tão querida enquanto dormes. Mimo-te com as costas dos dedos sobre as tuas bochechas e de vez em quando acaricio-te os cabelos louros. Sorrio a olhar para ti nesse estado de conforto total. Sinto-te viva, sonhadora, aventureira, lutadora. Sinto tanto e queria-te por mais outro tanto.

Quando não te toco sinto-me cair, quando não te beijo sinto-me perdido, quando não te tenho fico cego.
Quando deixares de existir dentro de mim, haverei de morrer. No dia da tua morte, caso sejas tu a minha companheira e, caso não tenha tido tempo para te dedicar o que sempre te quis dedicar, que faça de ti rainha, que a coroa te seja posta com jeito, que seja feita uma estátua em tua homenagem e o teu nome para sempre fique gravado na pedra.

Escrever sobre ti é sempre tão bom, sabe-me sempre tão vem. Torna-te real meu amor, torna-te real e todas as palavras que escrevo aqui para ti, ser-te-ão ditas com orgulho, os gestos serão dados com prazer, e todos os mimos que escrevo serão feitos sobre o teu corpo.

Deixa cair um beijo teu sobre os meus lábios.

segunda-feira, janeiro 13

Que importa...


Quero as tuas mãos sobre o meu rosto... Quando digo que sinto a tua falta é porque sinto mesmo a tua falta. Sinto falta daqueles risos naturais e não dos que parecem forçados a sair-te do rosto. Gostava quando me olhavas e me acariciavas a perna e por breves momentos soltavas um sorriso de orelha a orelha que te fazia fechar os olhos. Tenho saudades tuas, tenho saudades do cheiro do teu perfume. Para te ser sincero acho que já me esqueci de como era. Já me esqueci da cor dos teus olhos já me esqueci da forma do teu rosto, da cor dos teus lábios, mas não me esqueci da suave pele que as tuas mãos têm. 

- Olha como tudo arde meu amor! 
- Que importa que tudo arda? Tenho o que preciso mesmo aqui, ao meu lado, chorando lágrimas de tristeza. É verdade meu amor que a nossa vida arde, mas temo-nos um ao outro e, o que importa mais do que não isso, meu coração? Que importa que o céu caia e se desfaça, que a terra arda? Que importa tudo isso quando nos temos um ao outro?

domingo, janeiro 12

Quando não estás comigo...


Aproxima-te meu carinho. Há algo debaixo da tua pele que me deixa ansioso por te tocar, por te beijar esses lábios tão vermelhos, tão arreados de sangue tão vivo e intenso como a própria vida que tu levas. Há algo que me deixa com arrepios a cada toque, a cada beijo, a cada abraço, a cada olhar trocado, a cada mão dada, a cada caminho feito, a cada noite que dormimos juntos, há algo debaixo da tua pele que me faz morrer um bocado mais.

Quando não estás comigo, acordo todas as noites, acordo com um vazio no peito, com um frio do teu lado da cama que permanece vazio. Volta meu amor, sinto falta do teu calor, sinto falta dos teus mimos sobre as minhas costas, sinto falta do toque das tuas mãos, tenho saudades dos beijos nos meus ombros, dos risos que me calavas com um abraço tenro e doloroso. Tenho saudades de te abraçar por trás e fazer a concha, saudades de te beijar as costas, de cheirar o teu cabelo, de sentir as tuas mãos a aconchegar as minhas pernas. Tenho-te saudades.

Não te vás embora meu anjo, não me deixes aqui debaixo da chuva que me leva a alma, a mesma chuva que te estraga o cabelo quando menos esperas, a mesma chuva que já nos viu beijar tantas vezes. Fica aqui! Fica! Peço-te, fica! Eu grito o teu nome do fundo dos meus pulmões, eu choro, eu choro porque tu não me ouves, parece que não me vês ou não queres ver. Quando estás mal eu sou o primeiro a dar-te a mão, quando estou mal tu parece que me ignoras, parece que te esqueces de mim, parece que eu deixei de ser a pessoa que vias como tu, que vias como aquela que te amparava nas quedas, que te ajudava a levantar limpando as lágrimas, dava beijinhos nas feridas e levemente te colocava de novo no mundo, pronta para triunfar. Tenho saudades dos teus mimos sobre o meu peito, tenho saudades tuas meu amor, meu anjo, minha preciosa e deliciosa harmonia.

 Deixa-me sentir o teu perfume, sentir o teu calor, as tuas mãos sobre o meu rosto, os teus lábios sobre o meu nariz. Volta. Não te ter é como morrer devagarinho.

sábado, janeiro 11

Vou amar-te...


Um dia irei escrever nos teus braços, no teu peito, deixar escrito nos teus lábios as coisas boas que me fazes sentir, as emoções constantes que sinto ao ver o teu olhar, as ansiedades que me causas só de te ver morder o lábio, das nostalgias que me aconchegam o corpo quando me dás a tua mão e, fazes pousar levemente a minha cabeça sobre o teu ombro de mulher.

Eu irei partilhar contigo as minhas batatas fritas quando já tiveres comido todas das tuas e ainda estiveres com fome. Nunca irei quebrar uma promessa, se souber que não a posso concretizar digo-te logo que não, mas que poderei tentar. Irei beijar os cortes e os dedos entalados nas portas. Irei tentar não ser chato com aquelas minhas perguntas tolas e sem sentido algum, aquelas que te deixam chateada e sem vontade de me responder. Irei enviar-te presentes ao calhas, mesmo que não signifiquem nada. Não sempre, não a certos dias ou a certas horas, apenas quando eu quiser e sentir que mereces um, ou dois, ou talvez mais. Estarei sempre à tua espera uma hora mais cedo no sitio onde combinarmos encontrar-nos. Responder-te-ei com educação e farei com que estejas sempre a sorrir.

Irei agarrar-te pela mão e... Vou amar-te. Vou amar-te. Vou amar-te.

sexta-feira, janeiro 10

Tal como o sol o faz comigo...


Vai com cuidado digo-te eu. Vai devagar, dizes-me tu. Amo-te! Dizemos nós com um beijo sobre os nossos lábios. Agarras-me no braço e fazes-me parar, puxas-me para ti e soltas uma pequena lágrima que te corre bochecha a baixo e olhas-me com esse olhar tão doce, com essa voz suave e delicada e apertas-me com força o braço, nunca desviando o olhar dos meus olhos. Eu olho-te, observo-te e jogo os olhos à tua mão e volto a olhar-te. Tu vês-me sofrido e olhas para o que estás a fazer e lentamente largas o meu braço. Dás um passo a trás e dizes apenas "Desculpa, Pedro! Desculpa!" E desatas a chorar. Cobres o rosto com as tuas mãos, os soluços começam a ganhar força, a tua voz suave ganha um som intenso e horrendo e o teu corpo treme por todos os lados. as tuas lágrimas caiem no chão. Choras.

Pego-te por um braço e puxo-te para o meu peito onde continuas a chorar e a lamentar-te, a pedir-me desculpa enquanto no meu braço vai aparecendo a marca da tua insegurança, do teu medo, da tua ansiedade, do teu desconforto, do teu silêncio. Da vida que te mata aos poucos. Devagarinho comecei a balançar o meu corpo de um lado para o outro como se te segurasse nos meus braços como se fosses um bebé, a minha bebé. Do nada começamos a dançar lentamente e acabamos por nos rir. Nós nem pensamos nas coisas que fazemos um ao outro, simplesmente fazemos e pronto. Magoas-me com as tuas deixas, com os teus ciumes compulsivos, com as palavras amargas que expeles da boca, dos olhares tenebrosos com que me acusas de algo tão simples como o esquecer de comprar pão. O medo de te perder é grande, mas nada impede que faça de ti a mulher mais confiante e alegre durante o tempo que estiver contigo. Quero que chegues ao fim e te lembres do sorriso que coloquei no teu rosto, nos dias em que a tristeza te invadia o coração.

Eu já te encontrei e já te perdi. Voltei a encontrar-te e não te quero voltar a perder, não desta vez. Eu quero apenas dizer que me fazes sentir bem, que tu me alegras os dias, que me aqueces o peito, tal como o sol o faz comigo.

quinta-feira, janeiro 9

Sabe sempre tão bem...



Sabe sempre tão bem passar um serão no café a conversar contigo, a ver-te sorrir, a ver-te piscar os olhos, a fecha-los quando o riso é mais forte e tens de os fechar porque se não choras. Gosto quando colocas a tua mão sobre as minhas pernas em jeito de me chamar a atenção para alguma coisa que queres dizer e adoro o silêncio. Apenas o silêncio do mundo, das pessoas, dos carros, da vida que nos corre à volta e sem nos apercebermos invade-nos de uma maneira subtil e delicada.

Dás-me vontades de viver, de acreditar, de acordar cedo e escrever-te, simplesmente escrever-te.
Fazes-me querer viver cada segundo com uma vontade imensa de o ter todo em mim.
Quero viver devagarinho....

És maravilhosa!

Pode haver distancia entre nós...


Pode haver distância entre nós, posso eu morar em Coimbra e tu no Porto. Podes morar em Inglaterra e eu em França, mas já mais poderemos dizer um ao outro que a distância nos irá afastar, que nos impede de estar juntos, de nos vermos e beijar-nos. Não é ela que nos impede meu amor, não é! Apenas o tempo tem responsabilidade de tal coisa.

Eu viajei duas horas de comboio, esperei pela hora de ir ter contigo ao aeroporto mais quatro horas. Faltei um dia ao trabalho para poder estar contigo, para te poder ver durante duas horas meus amor, arrisquei tudo o que tinha para te voltar a ver, para voltar a sentir o teu calor, para voltar a sentir as bochechas rosadas, maravilhar-me com o sorriso e essa tua doce voz. Fazes-me apaixonar por ti toda a vez que estamos juntos, não me importam outras raparigas, não me importa o futuro ou o passado, apenas aquele pequeníssimo momento. Sofro de ansiedades quando dizes que para o mês que vem, ou que para a semana tu vais apanhar o comboio ou o avião para poder vir ter comigo, para podermos estar juntos mais um bocado. Eu faço a minha vida e tu a tua quando estamos longe um do outro e quando pudemos ver-nos, vemos e nada mais importa, não importa as contas bancárias, não importa o tempo que passamos fora de casa, o tempo que o telemóvel fica por atender, nada importa se não aquele curtinho, aquele minúsculo tempo que nos faz tão bem, que nos aquece os corações.

É só contigo que isto me acontece, é só contigo que tenho calafrios pela coluna abaixo, é só contigo que os beijos são delicados e suaves, é só contigo meu carinho. É só contigo que me perco em tentações, é só contigo que no corpo me nasce o pecado, é só contigo que o girar do mundo e as guerras das gentes se perdem no tempo e no espaço. Só contigo eu consigo respirar melhor.

Queria que o tempo parasse. Quero que o tempo pare! Oh, merda! Que o tempo pare meu amor! Que o teu sorriso te fique para sempre no rosto, que o teu coração palpite para sempre com a mesma força com que sorris e com a energia que respiras a vida à tua volta. Fica comigo meu anjo, fica aqui, comigo!

domingo, janeiro 5

Foram-se as estrelas...


Foram-se as estrelas, foram-se os caminhos, foram-se as esperanças, foram-se os carinhos, foram-se os beijos, foram-se os amanheceres, foram-se as noites junto a ti, foi-se tudo o que sempre gostei de viver contigo, foi-se tudo meu amor, foi-se tudo embora para longe, esvoaçando como quando o vento em pleno outono sopra com força as folhas das árvores, levando-as por vezes para longe, tão longe que nunca mais vêem a sua mãe.
Perdi a chave de minha casa, perdi a chave do meu coração, perdi tudo o que tinha teu, tudo o que tinha para te dar. Perdi-te, meu amor, meu anjo, meu carinho de alma, meu sorriso contagiante, minha doçura de mulher. Sempre me conseguiste dar um certo aconchego, um certo mimo e carinho. Foi no teu peito que chorei tantos segredos, foi nas tuas mãos que deixei beijos de alivio, foi nos teus lábios que deixei todo o amor que tive, foi sobre a tua testa que deixei o enorme e imenso respeito que te tenho. Foi sobre o teu nariz que deixei ficar a minha esperança, o meu futuro, a minha vida toda. Foste um passado que se transformou num presente, mas que não quis chegar ao futuro.


Foste impecável, foste impressionante e incomparável. 
Foste única pela maneira como me deste a tua mão.
Foste aquilo com que sempre sonhei. 

Foste o sonho que se tornou realidade.
Foste uma realidade que acabei por perder.

sexta-feira, janeiro 3

Meu pedacinho de algodão...


Seguro-te sobre o meu peito como se fosse a primeira vez que segura-se em ti, no teu corpo suave e delicado, sentindo o cheiro doce da roupa nova que a tua mãe com tanto amor, com tanto carinho demorou horas a escolher. Ela queria o melhor, o mais bonito, o mais perfeito para ti. Queria-te linda, queria-te perfeita com ele vestido. Mas eu não queria saber do que ela te queria comprar na altura, queria apenas saber que estavas bem quando ainda estavas dentro dela, dentro da sua barriga. Meu bem mais precioso.

Agora que estás cá fora, posso tocar-te nos pés, posso pegar-te nas mãos pequeninas e dar-te o dedo indicador ou o mindinho de ambas as minhas mãos, para que tu com a força de mulher que tens, mos apertes, como se me pedisses para nunca na tua vida eu te largue a mão, que mesmo que faças coisas más, para que nunca te deixe de amar. E não vou meu amor. Não vou deixar de te querer ver bem, deixar de te segurar pela mão e dar-te beijinhos na boca em sinal do meu amor. Porque tu és-me metade, és aquilo que sou e o que já fui. És a tua mãe em pessoa, porque tens os seus olhos, o seu nariz e a boca, tens o meu corpo, o corpo alto e esguio, tens as mãos grandes e as orelhas pequenas. Caracóis acastanhados como a tua avó tanto nos pediu. És tu meu anjo, és tu, meu pedacinho de algodão.

Segurar-te nos meus braços e poder beijar-te a testa pequenina e cheirosa, saborear os teus dedos quando os colocas na minha boca tentando puxar-me a língua ou arrancar-me com a tua força super-natural os meus dentes. Porque eu só quero que sejas feliz. Só quero que te tornes melhor do que eu, que ames os outros com o coração e com a tua razão. Espero que quando te apresentar o mundo, o consigas ver como uma grande tela branca, dar-te-ei as ferramentas e as tintas necessárias para o pintares da maneira que mais te convier.

Anseio pelo dia em que irás pronunciar "pai, mãe"
És o centro do nosso mundo e deitaríamos castelos e montanhas a baixo, só para te ver bem e feliz...


Para quando um dia nasceres. Saberás que não foi escrito em vão, mas a pensar no futuro de te fazer, de te ver nascer, de te criar e ver sorrir. Espero que gostes de o ler como eu gostei de o escrever.

Quando a alma me está fria...


Quando a alma me está fria, quando o corpo não me responde ao coração, quando as palavras não saem e os olhos não querem ver, lá vens tu, longe de tudo o que te mantém segura de todos os males, segura de tanto mau olhado, de tanto agoiro, longe do teu porto de abrigo que por vezes soltas sobre o meu peito indicando que to sou eu. Vens de longe só para me salvar, para me deixar um delicado beijo sobre os meus lábios, ou quando tu sentes que apenas preciso de um mimo, soltas um carinho sobre a minha testa e tocas no meu nariz com a ponta do teu dedo indicador e sorris. Sorris como se por magia toda a tristeza, todos os males, todas as feridas que tivesse no corpo subitamente se curassem tornando-se simples cicatrizes. 

Há momentos em que desejava ter-te só minha, ter-te apenas! Ter-te ao meu lado para te proteger, para colocar o meu braço à tua volta e fazer-te sentir segura comigo, segura do frio, segura das más palavras, segura e protegida de qualquer ameaça vinda do exterior. Ao beijar-te os tenros lábios saberia que estavas cheia de orgulho no peito, cheia de vida, cheia de prazer de te aventurares de novo na cama ou pelo mundo. Adoro o teu silêncio, adoro os teus sorrisos, adoro o teu choro e os teus carinhos. Adoro quando te esticas toda e sorris, quando me bates no peito e te desfazes em lágrimas. Não adoro ver-te chorar, mas gosto quando me olhas com aqueles teus olhos de má, ou quando os tens mais delicados, eles me fazem render à tua choradeira e eu abraço-te mesmo que não queiras, eu resisto a manter-te presa a mim, junto de mim. E choras. Choras porque alguma coisa te faz chorar, e só o fazes no meu peito, porque é quando choras que me és tanto, que te sinto mais, que me és natural, não quero dizer que quando sorris que não és sincera para mim, mas quando choras, oh, quando choras és tu, rapariga de sentimentos. Rapariga delicada e ansiosa, frágil e desprotegida. É quando choras que tu me puxas pelos braços, é quando pegas nas minhas mãos e as levas ao teu rosto para te dar aconchego. Mas nem sempre o fazes, não o fazes porque eu já to faço com carinho, já o faço para te acalmar a alma, para te pegar ao colo e cuidar de ti, tal como mereces.

Dás-me vontade de te ter aqui ao meu lado, para poder abraçar-te, para te poder beijar a testa e olhar nos teus olhos as coisas que não dizes, as coisas que não queres que eu saiba.

Amo quando o teu olhar se torna envergonhado.

quinta-feira, janeiro 2

Devagarinho meu amor...

Adoro-te encorajar. Até hoje nunca precisei de te ensinar a sorrir, pois sempre o tiveste no rosto, sempre foi sincero e genuíno, sempre te foi tão querido, tão simpático e extrovertido. Agradável momento aquele com que me acordas de manhã, aquele beijinho no rosto em forma de sms, aquele aperto no coração que sinto logo a seguir é tão estranho e ao mesmo tempo tão confortável, sentir que me queres perto de ti. Oh, meu amor, pudesse eu adormecer ao teu lado e acordar contigo ao meu. Fazer-te cócegas nos pés, ou beijar-te na nuca carregada de cabelos teus. Deixa-me adormecer sobre os teus joelhos, deixa-me adormecer nos teus braços, deixa-me dormir como se fosse teu, como se fosse o teu precioso bebé com que para sempre irás proteger de todos os males. 

Dá-me o teu amor e eu dar-te-ei a dobrar. Acarinha-me a alma, acarinha-me o rosto, dá-me o teu mimo sobre o meu pescoço. Peço-te uma pequena coisinha meu coração doce. Tolera os meus ciumes se eu tolerar os teus sobre mim.

Devagarinho meu amor, devagarinho.
Pois não tenho pressas de viver.

quarta-feira, janeiro 1

Quando escondo...


Alegras-me com o teu sorriso, com o encanto suave que te fica nos olhos quando estás comigo, quando sentes que te mimo, que te beijo as bochechas e te acarinho no meu peito. Gosto quando pousas a tua cabeça no meu ombro e adormeces a falar comigo. Ficas com um rosto tão querido, tão simplesmente fofinho e angelical, que só me dá vontade de te encher ainda mais de mimos, vontade de te pegar ao colo e levar-te para a cama onde posas descansar melhor. Ou dar-te o peito como o melhor sitio para dormires.

É quando escondo o meu rosto por entre os teus braços, por entre os cantos do teu peito, que encontro um abrigo, um lugar calmo onde posso chorar, onde o frio já não me pode tocar.

Até no silencio...


Preciso de ver esse sorriso bem como de ouvir a tua voz. Gosto de sentir o teu carinho a saltar-me para o corpo, as tuas lágrimas a tocarem-me no ombro, as minhas mãos sobre o teu rosto, ou segurando o teu corpo. És-me tão querida. Desfaz-me com o teu calor, desfaz-me com os teus beijos de língua, com os teus olhares que me vão matando por dentro. Adoro quando perguntas se está tudo bem, adoro quando me seguras na mão e me sorris quando choras um amo-te nos meus lábios, quando aninhas no meu peito ou quando te encostas a mim. Gosto da maneira suave que o tom da tua voz faz ao acordar-me de mansinho pela manhã. Fico atento quando me dás o teu apoio, até mesmo quando gritas comigo. 

Até no silencio, me fazes sentir bem.
Deixa-me amar-te!

domingo, dezembro 29

Só posso dizer...



Sou eu o único que tem medo? Sou eu o único que envolve o teu rosto com as mãos? Sou eu o único que te faz os olhos brilhar? Serei eu o único que te segura no queixo e te pede para não chorares?

Posso ser sincero contigo meu amor? Poderei eu dizer-te aquilo que o meu coração sente por ti sem que tu tires conclusões precipitadas sobre o assunto? Será que posso? Eu vou dizer na mesma tudo aquilo que há já tanto tempo te tenho para te contar.

Adoro a maneira como o teu sorriso me faz carinhos no coração, adoro como as tuas mãos envolvem o meu corpo, ou quando me queres contar alguma coisa e queres que tome atenção me abraças o braço com toda a força que tens no corpo, esse corpo que me faz ansiar de prazeres. Posso falar agora dos teus lábios? Dizer-te as maneiras como me encantam e enfeitiçam a alma? E esses olhos que são tão vivos, tão cheios de amor, de uma coisa estranha, como se tivessem uma força qualquer, uma inspiração, uma vontade de viver. 

Adoro as nossas conversas, podem não ser aquilo que sempre pensámos ter com alguém que nos é ou será tão querido. Adoro a tua voz e a maneira nortenha de como proferes certas palavras,aqueles tiques comunicativos que usas. As delicadas palavras e aquele arranhar de alma que acontece quando te chateias com alguma coisa. Parece que te conheço à anos, parece que todo o tempo que passou sem nos vermos tivéssemos juntos. É estranho explicar-te aquilo que me fazes sentir.

Fazes-me sentir amado, desejado, feliz, cheio de vida, cheio de força para mais um dia. E se isto que te digo não for suficiente para que um sorriso sobre os teus lábios surja, então que me beijes e eu então colocar-te-ei um sorriso nesses olhos e um amor nesses lábios.

Antes que te vás embora, deixa-me dizer-te aquilo que até hoje não tive coragem para te dizer. Eu não te amo, não! Eu adoro-te. Adoro os mimos que me dás sem te aperceberes. Não posso dizer que és tudo o que eu vejo, pois estaria a mentir, mas sabe bem falar contigo. Encantas-me a alma, inspiras-me, cativas-me, motivas-me.

Se por alguma razão nunca mais nos vermos, só posso dizer: Estou feliz por te ter conhecido.

sábado, dezembro 28

Arrepias-me o coração...


O meu corpo começa a aquecer assim que pouso os meus lábios nos teus. Aquele carinho que pela ponta dos teus dedos caiem no meu rosto fazem-me desejar sentir-te mais próxima de mim. Quero tocar o teu corpo, quero deliciar-me com o teu pescoço, quero apalpar descaradamente o teu peito, beijá-lo sem dó nem piedade, quero acarinhar-te a alma, quero ser bruto com o teu corpo. Vem calar o meu corpo com o teu.

Tiras-me a camisola e envolves a minha cintura com as tuas mãos frias, e como eu adoro senti-las no meu corpo, como te adoro sentir em cima de mim. Chama-me louco, chama-me tarado, tu sabes que gostas da maneira como te apalpo o rabo, a maneira como a minha língua te passa pelo pescoço, a maneira como a minha voz entra nos teus ouvidos. Os movimentos que o meu corpo faz quando sinto o teu tão quente, tão suado, tão cheio de sexo, arrebitado e pecaminoso.

Vem provocar o meu corpo esta noite. Tenho-te saudades.

quinta-feira, dezembro 26

Tu és a minha manhã...

Tu és a minha manhã, faça sol ou faça chuva. Quando me sento em cima do meu coração e choro como um danado, tu ouves-me ao longe. E quando ne vês naquele estado de completou caos, naquele sofrimento tão destruidor, corres para me abraçares, para me dares esse peito onde me aconchegas, onde me deixas chorar. Tu mesmo com esse sorriso no rosto, não me enganas, não me consegues esconder essa lágrima que quer ser livre.

Colocas a mão sobe o meu queixo encharcado de lágrimas e pedes-me para te olhar nos olhos. Assim que os levanto e vejo a tua beleza, a tua carinhosa alma repleta de vida e um intenso amor que te sai dos olhos, eu páro de chorar e beijo-te . limpas-me as lágrimas com os teus dedos delicados enquanto me chamas de tolo e doido.

Colocas as mãos nas minhas bochechas e dizes que gostas muito de mim e que não me queres nunca mais ver assim tão choroso. Olho para os teus olhos e seguro-te nos pulsos onde faço um aperto suave para que sintas que estou contigo. Para te sentir real. Para sentir e saber que não és um sonho.

Dá-me de novo o teu peito. Quero ouvir o teu coração bater. Meu carinho de alam.

terça-feira, dezembro 24

Cresce um silêncio que me aconchega a alma...



Olho-te nos olhos quando posso, digo quando posso porque nem sempre te apetece receber mimo, nem sempre te apetece receber aquele carinho que solto através das pontas dos meus dedos, ou dos meus lábios que anseiam tocar-te o rosto, as bochechas, os olhos, largar sobre as bochechas uma paixão, ou sobre a testa um carinho e um respeito que possa arrancar do teu ser os medos, os maus olhados, os choros e todas as incertezas que tenhas nessa alma. É-me difícil ficar indiferente à energia que sai do teu corpo, à agressividade e assertividade que os teus olhos soltam.

No momento em que os nossos olhos colidiram senti um choque a percorrer-me todo o coração. Agora sinto que posso gritar alto até que o coração me saia do peito, até os meus pulmões não aguentarem, até que a voz me doa, até esgotar todas as forças do meu corpo. Podem as estrelas deixarem de brilhar, pode a lua cair e o sol explodir, pode o silêncio por-se durante muitos dias, eu neste momento sinto-me aliviado. E sentir-me-ia mais se pudesse levantar esse queixo que faz esse rosto tão carinhoso esconder-se dos meus olhos. Olha-me, não tenhas medo, olha-me como me olhaste naquela outra vez. Podes tocar, podes falar para mim, não sou o lobo mau, e mesmo que fosse a minha dieta está em dia.

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Quando olho para ti, cresce um silêncio que me aconchega a alma.
Adorava falar-te, mas... A timidez pesa-me na voz.
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Adorava que tivesses sido tu a dizer-me o teu nome.


Desde o dia em que troquei olhares contigo o meu coração suspirou. Nesse dia só tinha vontade de te sorrir, de te dizer olá, de fechar os olhos e e sentir a tua respiração sobre o meu pescoço. Olhei-te com calma, com uma coisa estranha sobre o peito, como se uma mão me tocasse para me acalmar a respiração em completo caos. Mas, por muito que escreva sobre aquele pequenino momento eu não consigo dizer aquilo que sinto quando olhei de novo para ti. Não te consigo ler os olhos, não te consigo decifrar. Pareces um sol diante de mim que me cega de boas maneiras. E mesmo que te conseguisse ler o rosto eu não o iria gostar de fazer, porque gosto de conhecer cada gesto, cada palavra, cada sorriso, cada ponta de delicadeza que as tuas mãos tiverem, cada suspiro, cada pedaço de paixão, de ânsia que o teu coração sofra. Quero descobrir como ler o teu olhar aos poucos e poucos. Eu sei que deveria dizer-te isto pessoalmente, sei que sim, mas perdoa-me se ainda não tive a coragem para soltar mais palavras do que um obrigado, ou um cumprimento quando me cheguei perto de ti. Peço desculpa por ser tão assim, tão tímido com uma rapariga com uma personalidade tão forte, tão marcante e, que ao mesmo tempo delicada que se rendeu ao de-leve quando a olhei nos olhos. Tens um olhar carinhoso. Não são os olhos azuis que o faz delicado, é apenas a tua manifestação de timidez que apresentaste naquele dia, ou quando olho para ti e te vejo tão rosada, tão simples e calma, é disso que gosto no teu olhar. Eu peço desculpa, eu nem te conheço, apesar de ter sido capaz de perguntar o teu nome a uma amiga tua, sinto que te vou fazer perder tempo por leres isto, por leres os arrepios que sofro no coração por cada vez que olho para ti, para cada vez que me tento lembrar da tua voz, das mãos, do sorriso acanhado e tão bonito. Peço desculpa se não era isto que querias ler, ou se não querias nada disto. Como me sinto tão totó por escrever estas coisas aqui e não ter mais coragem para tas dizer cara-a-cara, segurando-te pelas mãos, olhando-te nos olhos sem os chegar a piscar uma única vez. Quero saber primeiro de cor o teu sorriso antes que solte um sorriso na tua direcção, talvez isto seja o medo de me magoar. Pode já alguém ter-te ficado com o coração, mas isso não me importa para já. Só gostava de ouvir de novo a tua voz acompanhada de um desses teus sorrisos. 

Essas bochechas rosadas, tão encarnadas como o sangue que te corre nas veias, tão vermelhas como a vida que te arrepia o coração. Deu-me calafrios pela espinha abaixo e fez-me ter vergonha de te voltar olhar. Menina querida, rosto simpático, olhar tenro e delicado. Lábios encarnados que se rasgam em centenas de sorrisos.

Adorava que tivesses sido tu a dizer-me o teu nome.

domingo, dezembro 22

Sobre o meu rosto bochechudo...


Os teus lábios esta manhã encontraram abrigo nos meus e, com a mesma facilidade se perderam deles, chorando logo de seguida como se me tivessem perdido para sempre. Não apenas os meus lábios mas também todo o meu ser, a minha pessoa, a minha energia. Pousaste a tua mão sobre o meu rosto bochechudo e sorriste para mim.

É agradável para mim enquanto rapaz, ver os teus olhos brilharem e o teu sorriso ser o mais vivo e vibrante possível quando estás comigo.  Não usas coroa e sei bem como não ligas a nada disso, mas de alguma maneira há dias em que tu, sim meu amor, meu carinho de alma, tu, pões nessa delicada cabeça sobre esses cabelos suaves uma coroa. Uma coroa invisível. Torna-te melhor, mais forte. Mais... Mais mulher com força, mulher com vida no interior do seu peito. há dias em que te sentes rainha, outras uma simples camponesa, ou quando andas de mal com a vida, a mulher mais infeliz de todas.

Pode isto parecer mal mas sinto que to devo dizer. Tu não és a minha rainha. Não és! És uma mulher. Com uma força e uma vontade de viver extraordinária. Tens uma mágoa, uma magia estranha que te sai dos olhos, da voz, do corpo que me cativa. Que me motiva e ser melhor. A inovar nas frases, nas maneiras de falar, de dar amor e carinho, de te amar, de te fazer sentir bem e aconchegada junto de mim, ou para cada vez que me beijas, que me olhas, que me tocas ou dás as mãos. Para cada vez que posas o teu ouvido sobre o meu peito para sentires este coração do diabo a bater carinhosamente diante de uma pessoa como tu. 

Podes nao ter coroa, podes até nem ser rainha, mas és uma pessoa mágica com um olhar diferente de tudo o que já vivi. Talvez seja do amor, ou do carinho que te tenho. Gosto de te estragar com mimos. Mas também de ser o diabo para ti. Sabendo que um dia ninguém será perfeito. Não tanto como eu gostaria de o ser para ti, ou qualquer outra rapariga/mulher.

Pedro Miguel Mota.-.22/12/2013.