Páginas

domingo, dezembro 29

Só posso dizer...



Sou eu o único que tem medo? Sou eu o único que envolve o teu rosto com as mãos? Sou eu o único que te faz os olhos brilhar? Serei eu o único que te segura no queixo e te pede para não chorares?

Posso ser sincero contigo meu amor? Poderei eu dizer-te aquilo que o meu coração sente por ti sem que tu tires conclusões precipitadas sobre o assunto? Será que posso? Eu vou dizer na mesma tudo aquilo que há já tanto tempo te tenho para te contar.

Adoro a maneira como o teu sorriso me faz carinhos no coração, adoro como as tuas mãos envolvem o meu corpo, ou quando me queres contar alguma coisa e queres que tome atenção me abraças o braço com toda a força que tens no corpo, esse corpo que me faz ansiar de prazeres. Posso falar agora dos teus lábios? Dizer-te as maneiras como me encantam e enfeitiçam a alma? E esses olhos que são tão vivos, tão cheios de amor, de uma coisa estranha, como se tivessem uma força qualquer, uma inspiração, uma vontade de viver. 

Adoro as nossas conversas, podem não ser aquilo que sempre pensámos ter com alguém que nos é ou será tão querido. Adoro a tua voz e a maneira nortenha de como proferes certas palavras,aqueles tiques comunicativos que usas. As delicadas palavras e aquele arranhar de alma que acontece quando te chateias com alguma coisa. Parece que te conheço à anos, parece que todo o tempo que passou sem nos vermos tivéssemos juntos. É estranho explicar-te aquilo que me fazes sentir.

Fazes-me sentir amado, desejado, feliz, cheio de vida, cheio de força para mais um dia. E se isto que te digo não for suficiente para que um sorriso sobre os teus lábios surja, então que me beijes e eu então colocar-te-ei um sorriso nesses olhos e um amor nesses lábios.

Antes que te vás embora, deixa-me dizer-te aquilo que até hoje não tive coragem para te dizer. Eu não te amo, não! Eu adoro-te. Adoro os mimos que me dás sem te aperceberes. Não posso dizer que és tudo o que eu vejo, pois estaria a mentir, mas sabe bem falar contigo. Encantas-me a alma, inspiras-me, cativas-me, motivas-me.

Se por alguma razão nunca mais nos vermos, só posso dizer: Estou feliz por te ter conhecido.

sábado, dezembro 28

Arrepias-me o coração...


O meu corpo começa a aquecer assim que pouso os meus lábios nos teus. Aquele carinho que pela ponta dos teus dedos caiem no meu rosto fazem-me desejar sentir-te mais próxima de mim. Quero tocar o teu corpo, quero deliciar-me com o teu pescoço, quero apalpar descaradamente o teu peito, beijá-lo sem dó nem piedade, quero acarinhar-te a alma, quero ser bruto com o teu corpo. Vem calar o meu corpo com o teu.

Tiras-me a camisola e envolves a minha cintura com as tuas mãos frias, e como eu adoro senti-las no meu corpo, como te adoro sentir em cima de mim. Chama-me louco, chama-me tarado, tu sabes que gostas da maneira como te apalpo o rabo, a maneira como a minha língua te passa pelo pescoço, a maneira como a minha voz entra nos teus ouvidos. Os movimentos que o meu corpo faz quando sinto o teu tão quente, tão suado, tão cheio de sexo, arrebitado e pecaminoso.

Vem provocar o meu corpo esta noite. Tenho-te saudades.

quinta-feira, dezembro 26

Tu és a minha manhã...

Tu és a minha manhã, faça sol ou faça chuva. Quando me sento em cima do meu coração e choro como um danado, tu ouves-me ao longe. E quando ne vês naquele estado de completou caos, naquele sofrimento tão destruidor, corres para me abraçares, para me dares esse peito onde me aconchegas, onde me deixas chorar. Tu mesmo com esse sorriso no rosto, não me enganas, não me consegues esconder essa lágrima que quer ser livre.

Colocas a mão sobe o meu queixo encharcado de lágrimas e pedes-me para te olhar nos olhos. Assim que os levanto e vejo a tua beleza, a tua carinhosa alma repleta de vida e um intenso amor que te sai dos olhos, eu páro de chorar e beijo-te . limpas-me as lágrimas com os teus dedos delicados enquanto me chamas de tolo e doido.

Colocas as mãos nas minhas bochechas e dizes que gostas muito de mim e que não me queres nunca mais ver assim tão choroso. Olho para os teus olhos e seguro-te nos pulsos onde faço um aperto suave para que sintas que estou contigo. Para te sentir real. Para sentir e saber que não és um sonho.

Dá-me de novo o teu peito. Quero ouvir o teu coração bater. Meu carinho de alam.

terça-feira, dezembro 24

Cresce um silêncio que me aconchega a alma...



Olho-te nos olhos quando posso, digo quando posso porque nem sempre te apetece receber mimo, nem sempre te apetece receber aquele carinho que solto através das pontas dos meus dedos, ou dos meus lábios que anseiam tocar-te o rosto, as bochechas, os olhos, largar sobre as bochechas uma paixão, ou sobre a testa um carinho e um respeito que possa arrancar do teu ser os medos, os maus olhados, os choros e todas as incertezas que tenhas nessa alma. É-me difícil ficar indiferente à energia que sai do teu corpo, à agressividade e assertividade que os teus olhos soltam.

No momento em que os nossos olhos colidiram senti um choque a percorrer-me todo o coração. Agora sinto que posso gritar alto até que o coração me saia do peito, até os meus pulmões não aguentarem, até que a voz me doa, até esgotar todas as forças do meu corpo. Podem as estrelas deixarem de brilhar, pode a lua cair e o sol explodir, pode o silêncio por-se durante muitos dias, eu neste momento sinto-me aliviado. E sentir-me-ia mais se pudesse levantar esse queixo que faz esse rosto tão carinhoso esconder-se dos meus olhos. Olha-me, não tenhas medo, olha-me como me olhaste naquela outra vez. Podes tocar, podes falar para mim, não sou o lobo mau, e mesmo que fosse a minha dieta está em dia.

-----«»-----
Quando olho para ti, cresce um silêncio que me aconchega a alma.
Adorava falar-te, mas... A timidez pesa-me na voz.
-----«»-----

Adorava que tivesses sido tu a dizer-me o teu nome.


Desde o dia em que troquei olhares contigo o meu coração suspirou. Nesse dia só tinha vontade de te sorrir, de te dizer olá, de fechar os olhos e e sentir a tua respiração sobre o meu pescoço. Olhei-te com calma, com uma coisa estranha sobre o peito, como se uma mão me tocasse para me acalmar a respiração em completo caos. Mas, por muito que escreva sobre aquele pequenino momento eu não consigo dizer aquilo que sinto quando olhei de novo para ti. Não te consigo ler os olhos, não te consigo decifrar. Pareces um sol diante de mim que me cega de boas maneiras. E mesmo que te conseguisse ler o rosto eu não o iria gostar de fazer, porque gosto de conhecer cada gesto, cada palavra, cada sorriso, cada ponta de delicadeza que as tuas mãos tiverem, cada suspiro, cada pedaço de paixão, de ânsia que o teu coração sofra. Quero descobrir como ler o teu olhar aos poucos e poucos. Eu sei que deveria dizer-te isto pessoalmente, sei que sim, mas perdoa-me se ainda não tive a coragem para soltar mais palavras do que um obrigado, ou um cumprimento quando me cheguei perto de ti. Peço desculpa por ser tão assim, tão tímido com uma rapariga com uma personalidade tão forte, tão marcante e, que ao mesmo tempo delicada que se rendeu ao de-leve quando a olhei nos olhos. Tens um olhar carinhoso. Não são os olhos azuis que o faz delicado, é apenas a tua manifestação de timidez que apresentaste naquele dia, ou quando olho para ti e te vejo tão rosada, tão simples e calma, é disso que gosto no teu olhar. Eu peço desculpa, eu nem te conheço, apesar de ter sido capaz de perguntar o teu nome a uma amiga tua, sinto que te vou fazer perder tempo por leres isto, por leres os arrepios que sofro no coração por cada vez que olho para ti, para cada vez que me tento lembrar da tua voz, das mãos, do sorriso acanhado e tão bonito. Peço desculpa se não era isto que querias ler, ou se não querias nada disto. Como me sinto tão totó por escrever estas coisas aqui e não ter mais coragem para tas dizer cara-a-cara, segurando-te pelas mãos, olhando-te nos olhos sem os chegar a piscar uma única vez. Quero saber primeiro de cor o teu sorriso antes que solte um sorriso na tua direcção, talvez isto seja o medo de me magoar. Pode já alguém ter-te ficado com o coração, mas isso não me importa para já. Só gostava de ouvir de novo a tua voz acompanhada de um desses teus sorrisos. 

Essas bochechas rosadas, tão encarnadas como o sangue que te corre nas veias, tão vermelhas como a vida que te arrepia o coração. Deu-me calafrios pela espinha abaixo e fez-me ter vergonha de te voltar olhar. Menina querida, rosto simpático, olhar tenro e delicado. Lábios encarnados que se rasgam em centenas de sorrisos.

Adorava que tivesses sido tu a dizer-me o teu nome.

domingo, dezembro 22

Sobre o meu rosto bochechudo...


Os teus lábios esta manhã encontraram abrigo nos meus e, com a mesma facilidade se perderam deles, chorando logo de seguida como se me tivessem perdido para sempre. Não apenas os meus lábios mas também todo o meu ser, a minha pessoa, a minha energia. Pousaste a tua mão sobre o meu rosto bochechudo e sorriste para mim.

É agradável para mim enquanto rapaz, ver os teus olhos brilharem e o teu sorriso ser o mais vivo e vibrante possível quando estás comigo.  Não usas coroa e sei bem como não ligas a nada disso, mas de alguma maneira há dias em que tu, sim meu amor, meu carinho de alma, tu, pões nessa delicada cabeça sobre esses cabelos suaves uma coroa. Uma coroa invisível. Torna-te melhor, mais forte. Mais... Mais mulher com força, mulher com vida no interior do seu peito. há dias em que te sentes rainha, outras uma simples camponesa, ou quando andas de mal com a vida, a mulher mais infeliz de todas.

Pode isto parecer mal mas sinto que to devo dizer. Tu não és a minha rainha. Não és! És uma mulher. Com uma força e uma vontade de viver extraordinária. Tens uma mágoa, uma magia estranha que te sai dos olhos, da voz, do corpo que me cativa. Que me motiva e ser melhor. A inovar nas frases, nas maneiras de falar, de dar amor e carinho, de te amar, de te fazer sentir bem e aconchegada junto de mim, ou para cada vez que me beijas, que me olhas, que me tocas ou dás as mãos. Para cada vez que posas o teu ouvido sobre o meu peito para sentires este coração do diabo a bater carinhosamente diante de uma pessoa como tu. 

Podes nao ter coroa, podes até nem ser rainha, mas és uma pessoa mágica com um olhar diferente de tudo o que já vivi. Talvez seja do amor, ou do carinho que te tenho. Gosto de te estragar com mimos. Mas também de ser o diabo para ti. Sabendo que um dia ninguém será perfeito. Não tanto como eu gostaria de o ser para ti, ou qualquer outra rapariga/mulher.

Pedro Miguel Mota.-.22/12/2013.

domingo, dezembro 15

Encantas-me com o teu sorriso...


Encantas-me com o teu sorriso, tão doce, tão delicado, tão cheio de vida como esses olhos observadores que salpicam aventura, decisão, assertividade. E em certas alturas, um brilho caloroso, um carinho suave como quando me olhas e dás a mão. 

Quando no outro dia entrelaças-te os teus dedos nos meus senti que estavas decidida a mantê-los junto dos meus. Gostei, gostei bastante de te sentir assim tão viva, tão cheia de vida e aquela ânsia de me apertar contra ti, de me apertares com força e nunca mais me largar.

Quero os teus beijos! Quero a tua mão sobre o meu peito, quero os teus lábios sobre a minha boca. Quero-te em mim de novo. Cala-me e provoca-me arrepios no corpo. Solta o cabelo coração faz-te mais rebelde. *.*

sexta-feira, dezembro 13

Senhora princesa...


Cala-me num beijo, cala-me com a tua boca, com a tua mão sobre os meus lábios. Vem para cima de mim e gritar do fundo dos teus pulmões os ares, as agitações que o corpo tem quando se encosta ao meu. Será que me ouves dizer o teu nome? Gosto. Gosto quando me dás a mão e posso sentir os teus dedos a querer mais do que um entrelaçar de dedos, mais do que um tremor de mãos, mais do que um beijo delicado do pescoço aos lábios. Abre a boca quero saborear a tua língua, quero tocar-te no céu da boca, quero deliciar-me com a tua saliva, com os anseios que o teu peito faz crescer dentro de si. 

Senhora princesa, senhora rainha, tomai meu coração como seu, tomai este peito onde podeis escrever com os seus dedos o seu nome. Tomai este ombro onde podeis deitar a cabeça quando os momentos forem maus e as lágrimas precisarem de ser aconchegadas.

segunda-feira, dezembro 9

Encantas-me a alma...

Deita a tua cabeça sobre o meu peito e chora tudo o que tens a chorar. A.vontade de te tocar o rosto é tanta. A vontade de dar mimo nesse nariz, nessa delicada testa. Dar-te o amor que te possa rasgar o coração, que consiga aquecer-te o peito, tirar-te esses suspiros dos pulmões, essas preocupações e dúvidas da tua cabeça. Gostava tanto de te tocar, de te ver, de ouvir a tua voz a bater-me no peito enquanto brincava com os meus ouvidos. Se eu pudesse chorar a tristeza e a falta de mimo, de amor e carinho.

Se eu um dia te pegar ao colo e te jogar ao ar, não fiques com medo princesa. É que não sei que maneira mais encantada tenho para te ver sorrir como um bebé. Encantas-me a alma.

"Se eu morrer antes de acordar deste sonho garabto-te a alma para que com ela fiques."

sábado, dezembro 7

Arrepias-me...


Arrepias-me com esse olhar penetrante, com esses lábios encarnados, essas mãos delicadas e provocantes quando me chegam a tocar. Dá-me a provar esses lábios outra vez. Tenho saudades de te tocar, de te beijar a testa e encher-te de mimo.

Estou aqui meu amor. Não te abandonei. Posso estar longe rmas a minha cabeça está bem perto de ti. Talvez mais do que imaginas, mais do que sintas. Oh que saudade de te ver sorrir. De te ver de olhos ternurentos quando te beijo de forma provocante, deixando-te ansiosa e de coração aos pulos.

Adoro deter-te nos meus braços.

domingo, dezembro 1

É agradável ver-te sorrir...

A manhã acorda com um delicado sorriso, com uma delicada brisa que te despenteia os cabelos acastanhados fazendo-os esvoaçar contra a tua fronte esbranquiçada. Esses olhos encolhidos e os ombros cobertos pelo grande cachecol tremem com o frio. Ao ver-te tremer coloco o meu ombro em volta do teu torço e suavemente esse frio que te mata o corpo vai desaparecendo. Beijo a testa e o pescoço destapado e acarinhas-me os cabelos e olhas-me nos olhos sorrindo e beijando-me os lábios. Sorriu e digo um "gosto de ti!" que te deixa com um ligeiro calor no peito.

É agradável ver-te sorrir, ver-te fechar os olhos e voltar a abri-los, tenho a sensação de que quando o fazes um bocadinho de ti se renova, como se fosse o ar expelido dos pulmões que se torna novo outra vez. Aqueces-me o peito, tiras-me os males do corpo.

quarta-feira, novembro 27

Já mal consigo respirar...


Meu amor, minha rainha, meu encanto de alma, minha alma gémea, minha amante. Tenho-te saudades. Tenho saudades desses lábios avermelhados, dessas bochechas rosadas, do pescoço sedoso. Volta para mim, volta. Sofro de vazios dentro de mim, a minha alma anda perdida, já não vejo o caminho que piso, e se o piso não sei por onde ando. Volta, preciso da tua luz, dessa alegria contagiante que trazias sempre contigo. Que trazias nos olhos amarelados, e nesse teu cabelo louro. Tenho saudades do teu amor, do teu mimo, da tua boca, dos teus seios, das tuas ancas, das tuas delicadas mãos. Sofro de anseios e não sei o que fazer. Eras a vida dentro de mim e agora que partiste és um passado que gostaria de viver como presente, como futuro.

Eu já mal consigo respirar. a tua ausência é-me tão complicada de digerir. Tenho medo de perder as memórias que tenho do teu rosto e da tua suave voz.

domingo, novembro 24

Não sou inocente...


Retira todas as más palavras que disseste deste meu precioso coração. Solta lá palavras de alegria na minha direcção e vem apanhá-las nos meus braços. Beija-me deliciosamente os lábios olhando-me nos olhos. Diz que me amas, diz que precisas de mim, não digas palavras vazias, sem qualquer sentido, sem qualquer sentimento. Fala o que tu tanto me queres dizer. Diz-me tudo o que te apetece, mas no fim, pede desculpa e limpa-me as lágrimas que me fizeres derramar, abraçando-me, largando um carinho, um mimo nos lábios tenros. A tua voz treme cada vez que me olhas nos olhos, o teu cheiro permanece no meu pescoço, o sabor dos teus lábios ficam-me nos meus. E agora eu vejo a alegria nos teus olhos, somos o que éramos suposto ser. Isto é tudo mais do que um sonho. Nunca desejei tanto aquilo que estamos a viver, apesar de saber que um dia vamos ter de dizer adeus às mãos dadas, aos beijos que damos em desejoso pecado, ao prazer carnal, aos desafios que por vezes enfrentamos e a vida que por breves horas temos juntos. 

É tão bom desejar-te a melhor vida do mundo, desejar-te as melhores felicidades com esse teu príncipe que mantens guardado no coração. É gratificante ver um sorriso teu, um olhar brilhante.

Não me tenhas medo, eu não sou o lobo mau! Eu sou o que vês. Não sou inocente nem livre de pecados.

quarta-feira, novembro 20

Não quero que chores a minha partida...

Acordar todos os dias de manha e olhar para ti enquanto dormes, faz-me aquecer o coração. Chego a sorrir quando observo esse lindo e bonito sorriso no teu rosto. Adoro os momentos em que me vou para levantar da cama e em que tu apercebendo-te da minha ida, deixas-te  ficar de olhos fechados e esticas a mão para me deter na minha ida para longe de ti. Dizes então carinhosamente "Fica! Fica meu amor! Só mais um bocadinho..." E eu respondo "Mas tenho de ir trabalhar." - " Eu sei, só até o frio ir embora então." "Haha está bem princesa. Ó que bela adormecia me saíste."

Costumo chegar o meu corpo para junto de teu e sinto-o tremer. Abraço-te e aperto-te com força contra mim. Enroscas-te  no meu peito e sussurras "Obrigado meu príncipe!". A minha mão direita não se cansa de te acalmar os sonhos, de te tocar ao de-leve os cabelos caídos na almofada. Esfregas o nariz e coças o olho, como se tivesses uma comichão muito incomodativa, mas sou apenas eu a dar-te amor, a estragar-te com mimo. Respiras fundo e soltas o ar sobre o meu peito, ao sentir o calor, alegro-me. Aproximo-te dos teus lábios e beijo-os com paixão e saudade. Fecho os olhos e espero que me dês um sinal. E esse sinal é a tua mão a envolver-me o pescoço puxando-me para ti. Olho o despertador com desagrado. Já se está a por tarde e tenho mesmo de sair. Beijo-te a testa e saio sem muitos movimentos bruscos, não te quero tirar esse sorriso do rosto, não quero que chores a minha partida, quero-te assim, simples e carinhosa, simples e calorenta.

Dormes como um anjo sobre uma delicada nuvem branca.

Sorri meu amor, sorri...

Quero dar-te tudo o que tenho, tudo o que sou. És um cantinho no mundo, um lugar seguro onde posso deitar a minha cabeça a chorar por um bocadinho para assim tirar este peso da consciência, este stress que a vida me dá todos os dias, estes anseios de sonhos e de futuros que tenho na cabeça. 

Eu sei que também choras, que também sofres como toda agente, talvez mais um bocadinho, talvez menos. Eu estou aqui e vou estar sempre aqui se precisares de mim, se precisares de alguém para te ouvir. Estou aqui e não vou embora. Dou-te um ombro, dois se for preciso. Vou sempre limpar-te essas lágrimas quando escorrerem bochecha abaixo. Segurar-te-ei as mãos e aquece-las-ei quando for preciso. Pegar-te-ei ao colo quando já não conseguires mais, quando o cansaço da vida te der uma valente porrada nas pernas. Estou aqui, vou sempre estar. Quero colocar um sorriso nesse rosto tão lindo, dar uma luz para esses olhos brilharem como mais nada no mundo.

Sorri meu amor, sorri, espera por mim pois estou a chegar.
O que eu dava para ouvir a tua voz ou para ver esse teu querido sorriso neste momento. A vontade de te apertar contra o meu peito e dizer que podes chorar o quanto te apetecer, mas para ficares calma e descansada que não irei embora, não te vou largar a mão. Tu fazes-me sentir tanta coisa boa.

terça-feira, novembro 19

Vi com o meu...


A pele clara pela falta de sol torna-te tão perfeita, torna-te tão bonita aos meus olhos. Quero lá saber dos defeitos que achas que tens, tanto físicos como da tua personalidade. Pouco se me importa que tenhas demónios como eu, pouco me importo com os maus sonhos que tenhas, com as vontades que a vida te der, desde que esteja contigo e na tua mão possa tocar sem muitas grandezas, apenas a simplicidade de te dar um amor pelas pontas dos dedos. É sobre os teus olhos que eu tantas vezes me perco no dia-a-dia. Também é nos teus olhos que eu adoro perder-me, deixar cair o cobertor que me cobre o corpo do frio, pois cada vez que te beijo, tudo à minha volta desaparece, todos os sons, todos os estragos, tudo se fica no silêncio.

Esse nariz pequeno, esses lábios encarnados, essas mãos suaves e tão delicadas, os olhos da cor do ouro, os cabelos castanhos carregados de cachos, cachos de caracóis tão bonitos. Como poderei eu fazer chegar até ti o melhor que há dentro de mim? De que maneiras poderei eu deliciar-te o coração, deliciar sobre o teu peito o mimo, o carinho, a atenção, o respeito, a confiança, a paixão, o choro que carrego na alma? 

Terei de fazer uma crueldade no meu coração, para que vejas no teu as coisas bonitas que já vi com o meu.

domingo, novembro 17

Meu delicioso Outono...


O meu Outono chegou com um olhar carinhoso que me levantou e tirou os joelhos do chão. Finalmente pude sentir uma mão com toque delicado que me acarinhou como este meu Outono. O frio ataca-me o corpo mas quando este amor aperta-me nos seus braços deixo de o sentir, quando ela chega os seus lábios para junto dos meus, os tremores desaparecem e volta um gostar tranquilo e calmo. Eu recebi-o de peito aberto, preparando-me para o pior e para o melhor. 

Eu não irei atirá-lo ao chão, não irei abusar dele, apenas o quero sentir mais e mais a cada dia. Quero poder sentir a brisa fresca da madrugada a bater-me no rosto enquanto este Outono sorri para mim com um brilho nos olhos, com um calor fofinho, com um amor a sair-lhe pelas pontas dos dedos. Custa-me tanto ter de o partilhar com o mundo. 

Ele também precisa de viver noutras vidas, não apenas na minha. O meu problema é que tenho muito medo de o perder. Fica meu delicioso Outono.

sábado, novembro 16

Mudou-me a alma...


O momento em que vi as tuas mãos a tocarem o meu corpo, as tuas delicadas mãos que me deram um sentimento tão profundo que acho que bati no fundo da minha alma. Olhei-te nos olhos e vi esse teu rosto carinhoso, esse teu rosto de bebe que me dá tanto agrado ao olhar para ele. Esse nariz traquina, os lábios aventureiros, o peito desassossegado de tantos amores, de tantos desgostos e tormentos. O teu corpo treme, o teu corpo geme, dá-me sinais de que é agradável os movimentos que executamos em plena sintonia. - "Beijas tão bem!" dizes-me tu ganhando um brilho nos olhos e eu ganho apenas bochechas rosadas e uns lábios que se ficaram pelo tímido.

Maravilho-me cada vez mais a cada toque teu nos meus lábios, a cada vez que cheiro o teu pescoço e sinto o teu cheiro característico e tão bom. Eu já mal sei o que te dizer, encantas-me a alma, alegras-me os dias. Eu vejo a minha vida contigo, mas também sem ti. Consigo imaginar-nos aos dois juntos, com dois lindos filhos, com uma casa cheia de alegria onde todos os nossos amigos podem lá ir e podermos estar algumas horas juntos a discutir ou a debater qualquer coisa.

O teu olhar mudou mudou-me. Mudou-me a alma.

quinta-feira, novembro 14

Provocas o meu corpo...


Provocas o meu corpo ao ponto de me fazer gemer de prazer, de me fazer arranhar-te o corpo. Que desejo me causas nas pontas dos dedos, a vontade que me dás de te rasgar a roupa, de te puxar contra mim com ainda mais força. Fazes-me arrepios no peito, fazes-me cócegas no coração. Esse teu linguado molhado, provoca-me os calores, leva-me quase aos extremos do prazer. Mas tu és má! Paras antes de lá chegar, não continuas com o desejo que de os nossos corpos quererem ver-se juntos.

Esse carinho que tens nos olhos, a emoção complicada de te explicar. Eles brilham, eles choram, eles emocionam-se quando me vêem, quando me deixam de ver, e ganham uma nova excitação quando passa um rapaz que não te importavas de "comer". És vida dentro de um corpo jeitoso, com um rabo jeitoso e um peito tão acolhedor. Não é o dinheiro que me deixa feliz, não é o trabalho que me faz acordar todos os dias cedo, é mais o facto de saber que assim que te disser bom dia ficarás com um sorriso no rosto e isso é o que mais importa. Vem percorrer o meu corpo com esses teus lábios provocadores.

Ainda tenho o teu cheiro no meu pescoço. Não tenciono tirá-lo de lá!

quarta-feira, novembro 13

Onde irei encontrar alguém...


Guardo sempre um carinho no bolso para depois mais tarde to dar com alegria, to dar com prazer e satisfação, ara que possa fazer-te sorrir, para que possa ver esses teus olhos a brilharem com uma chama estranha e tão quente. Uma chama que te aquece as mãos, que te aquece o peito e o coração.

Tu das-me alento, das-me esperança.Quantas vezes te tenho de dizer que mesmo quando choras, mesmo quando és má, tu és linda, és a minha musa, a minha maior perdição e distracção, és o pecado, és o demónio com o qual eu luto. És quem me dá cabo da cabeça, quem me dá cabo do corpo, quem me dá cabo do coração. Essas tuas perfeitas imperfeições, esses gostos, esses braços, esses lábios, esses amores, esses carinhos que me dás, sinto que não consigo dar-te o mesmo de volta.

Há uma ferida no meu coração que teimo em abrir. Curas-a por mim? Acho que não sou lá muito bom com estas coisas de coração, acho que não sou bom a arranjar corações estragados e pintados de preto, tal como o meu. Se conseguires arranjar fica com ele. Ser-te-à mais útil.

Onde irei encontrar alguém tão perfeita como tu? O que eu adorava ver-te sorrir neste momento. O que eu dava para te ver neste preciso momento. Tenho saudades do teu calor, saudades do teu cheiro, saudades do teu olhar, das tuas palavras, da tua voz, do teu nariz, das tuas maçãs trincadas. Eu sei que sou um rapaz imperfeito, o pior de todos eles e sei que perco por ser assim tão imperfeito, que te perco a ti a cada minuto que passa, que me cheguei a ti e agora sentes que estou a mais e que talvez precise de ir embora. Mesmo quando o sol não nasça, continuo a cantar para ti, mesmo que não veja o teu olhar, permaneço com o teu rosto na minha memória. Mesmo saudoso dos teus lábios guardei delicadamente e com muito jeitinho alguns dos teus melhores beijos num cantinho do meu coração, para que sempre que precisar de me animar possa lá ir buscar-te um beijo. Um beijo roubado com carinho.

Limpa-me as lágrimas.