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terça-feira, novembro 12

Tu és um pedaço do céu...


É com esse teu sorriso que começas a dar alegria ao meu dia. O teu corpo transmite vida, transmite a delicadeza de um coração aventureiro que no fundo também gosta de carinho, que também gosta de sofrer um bocadinho de amores profundos. As mãos são a tua chave para me atacar o coração, os seus pequenos gestos soltam em mim deliciosos sentimentos que me dão alegria.

Oh que pecado me és no coração, que espinho nas minhas mãos. Como te gosto de segurar, de sentir as tuas mãos no meu rosto, de saborear os lábios que mesmo secos conseguem dar-me doces desejos a cada toque. Tens a vontade de viver intensamente e a vontade de amar apaixonadamente. Também eu tenho essas vontades. Sorri para mim e junta numa pequena bola o teu bonito cabelo, fica-te super fofo.

Tu és um pedaço do céu.
Santificado seja o teu amor, tanto nos lábios como no coração.

segunda-feira, novembro 11

Os teus beijos são doces...


As tuas mãos choram sobre o meu peito. Aquecem-no como carinho, com vontade como os teus beijos me aqueceram os lábios. Aninhas o teu rosto no meu peito e usas as minhas mãos para te acariciem pausadamente a cabeça e o corpo, respirando delicadamente, tal e qual como és em pessoa. Tu meu carinho. Passamos o dia deitados no sofá a ver filmes, a conversar e a beber chávenas com chocolate quente ou aqueles cafés em copos do café da esquina. Quando te levantas para ir apenas ao quarto de banho detenho-te com rapidez porque eu não te quero longe de mim nem um segundo que seja. Não quero! "Fica!" digo-te eu com o coração já a pular-me no peito. O teu rosto diz-me que voltarás o mais rápido possível para os meus braços, onde tu costumas dar os teus mimos, o teu carinho, a tua alegria contagiante.

Adoro quando me levantas o queixo com a mão quente. Adoro quando me confortas com esse olhar. Não queres que chore diante de ti, por isso passas os meus momentos de tristeza a limpar-me as lágrimas do rosto uma a uma. Quando elas chegam aos meus lábios beijas-mos segurando-o até que sintas que parei de chorar.

As lágrimas são-me salgadas, mas os teus beijos são doces.

domingo, novembro 10

Cuida dele por mim.


Os teus olhos durante a noite fecham-se e os meus mantêm-se abertos, porque eu não sou capaz de os fechar, porque tenho medo. Tenho medo que desapareças tão rapidamente como surgem miragens no deserto. Tenho medo que assim que fechar os olhos tu te vás embora deixando-me a dormir na cama. Quantas vezes tenho eu de te dizer que caíste no meu coração e de alguma maneira maravilhosa conseguiste ficar e encaixares-te na minha vida de uma maneira tão mágica, tão simples, tão carinhosa e acolhedora. Que... És uma inspiração, um cantinho de refugio, onde te posso dizer tudo, onde te pergunto coisas tão estúpidas que por vezes sinto que deves achar que sou louco, que realmente só posso ter o diabo no corpo e que mesmo assim dás-me a mão e sentes o meu coração bater levemente. Ou outras vezes com força quando me beijas sem eu estar à espera.

Oh se eu te pudesse ter clonada, se eu pudesse conhecer assim alguém como tu, alguém com essa vida tão extraordinária dentro de ti, com perfeições e imperfeições. Olha-me nos olhos e chora. Quero ver-te chorar porque gostava de te aconchegar nos maus momentos, gostava de poder saborear essa tão bonita testa mais vezes, de passar as minhas mãos no teu cabelo e de sussurrar as palavras que tenho guardadas só para tas dizer a ti.

Toma o meu coração! Cuida dele por mim. Eu sei que farás um bom trabalho.

O que os teus olhos vêem...


Oh querida, como gosto de te tocar no rosto, de te ver com esses olhos a brilharem quando sorris, quando te cresce uma alma nova quando te faço rir , quando te toco no rosto e te acaricio as têmporas ou o nariz, as bochechas e esse pescoço seco que solta aromas que me deixam enfeitiçado pelo teu corpo. Cresce uma espécie de chama que não te consigo explicar, uma coisa totalmente diferente, como se tudo o que fizéssemos juntos significasse alguma coisa, quase como se nos preparássemos um ao outro para outra pessoa, para a vida, para o mundo, para um amanha que está perto.

As estrelas choram e o que mais importa é que consigo sentir o teu corpo junto ao meu, sinto as tuas mãos sobre o meu peito que se apertam e fazes um esforço para te conteres. Gostava de te dizer como adorava tanto ver-te todos os dias, de te dar um pequenito beijo nesses lábios tenros, de ver de perto os olhos acastanhados, de passar as minhas mãos pelo teu rosto. Adoro os teus carinhos, as conversas, tudo o que parecia estranho ao inicio e que agora parece saber a tão pouco.

Deixa-me ver o que os teus olhos vêem, deixa-me partilhar as maravilhas que vejo. Se eu pudesse ao menos ficar com um beijo teu para sempre guardado na minha memória. Como se a cada vez que os quisesse sentir de novo, pudesse beijá-los mesmo que não tivesses comigo.

quinta-feira, novembro 7

Dói-me ver-te partir....


Limpaste as lágrimas do meu rosto e pousaste as tuas mãos sobre o meu peito. Aninhas-te a tua cabeça entre o ombro e o meu queixo. O teu pescoço ficou à mercê dos meus carinhos, dos meus beijos de lábios feridos.Os teus lábios são o meu remédio, princesa, perco-me quando me beijas, quando soltas a língua e me tocas nos lábios com ela. És adorável, és deliciosa, és divertida, és risonha e comunicativa. És tudo e outro tanto. Surges sempre vestida de maneiras diferentes, mas sempre tão bem vestida, gosto disso, gosto de te ver assim tão "crescida" tão mulher.

Quando te vais embora o meu coração grita, grita tanto que não o consigo calar. Ele chora, e faz-me a mim chorar, embrulho-me nos lençóis da minha cama e fico-me pelo silencio do meu quarto. Avisto a lua pela janela e penso em ti, nos teus olhos, na tua voz a ecoar nos meus ouvidos, nas palavras, na vida que trazes no corpo.

Dói-me ver-te partir.

quarta-feira, novembro 6

Só mais um pedaço de ti...


A mão suavemente passa pelos teus cabelos negros e cai sobre o peito do pescoço que agarra com firmeza, com atitude e te faz puxar para mim, para que leves esses lábios contra os meus e assim possa deliciar-me com eles. O teu corpo está a tremer e o meu mantém-se controlável, até que tu colocas as tuas mãos sobre o meu peito, logo depois me desmancho em prazeres, gemidos silenciosos.

Quero-te de novo. Só mais um pedaço de ti, por-favor.

terça-feira, novembro 5

Sorrisos em todo o lado...


Princesa! Minha querida! São esses os teus olhos que fixam tão intensamente? Meu anjo! Eu vejo os teu os sorrisos em todo o lado, eu sinto o cheiro do teu corpo nas minhas roupas! Querida! Pára! A noite cai e só consigo imaginar o teu corpo junto do meu e imagino também a tua voz, o teu bafo quente sobre o meu peito.  Eu toco nos teus lábios e olho para os teus olhos. O teu sorriso faz-me voar, faz-me sentir as coisas que há já tanto tempo não sentia. Tenho tanta coisa para te contar aos ouvidos. Eu estou bem, acho eu. Penso eu que estou bem. Mas estou para aqui a escrever na tentativa de tentar perceber no que é que isto vai dar. O tempo mata-me a cada segundo que passo sem um sorriso como o teu, sem um olhar energético como o teu, sem um mimo, um carinho de bochecha como tu dás com tanto amor.

"Olha para ti seu tolo miserável, levante, pára de estar de joelhos, as tuas preces caíram em ouvidos moucos de Deus e ele virou-te as costas, os portões do paraíso estão fechados e estás a bater nesse momento às portas do inferno. Tens sorte por não te levar a alma comigo."

Essa tua silhueta traduz-se como "Um paraíso perfeito onde gosto de colocar as minhas mãos". Essas curvas, esse rabo dá-me um gosto estranho, um gosto de os poder ver todos os dias, de lhes poder tocar, de os sentir e de te sentir a ti, com delicadeza, com aquele carinho que parece que nunca acaba. Amanhã talvez já cá não esteja.


domingo, novembro 3

Acanhaste-te sobre o meu peito...


Acanhaste-te sobre o meu peito e encostaste a tua cabeça no meu ombro esquerdo, suspiraste, remexendo com a cabeça para te chegares mais perto de mim. Beijei-te os lábios secos e logo de seguida a testa, que chegaste para a frente para ta beijar de novo. Apertei-te contra mim e disse: "Estou aqui!" Voltaste a soltar um pequeno suspiro e apertaste-me contra ti. Podia sentir o calor do teu corpo, a pureza do teu respirar, o bafo quente que batia sobre o meu ombro direito e como o teu corpo se entrelaçava no meu a fim de impedir que eu fosse retirado de ti, como se eu fosse uma almofada ou um peluche que te ajudava a proteger de monstros ou porque te facilitava o adormeceres calmamente. Deixei-me estar quieto e só não podia abraçar-te mais, beijar-te mais, falar-te mais, deter-te mais, aconchegar-te mais, porque só de te ver de olhos fechados com esses lábios tão bonitos fiquei impávido a olhar para ti, a ver-te dormir tão tranquilamente.

Poderia viver uma vida inteira que nem todas as palavras que escrevesse não eram suficientes para explicar o que o coração cala e o peito sente.

Não deixes a minha mão...


Beija-me o coração e diz que me amas. Aperta-me contra o teu peito e respira sobre o meu pescoço e não largues aquilo que seguras com tanta força. Gostava de te levar ao outro lado do meu ser, de te mostrar as coisas novas de que sou capaz de fazer, das maravilhosas palavras que te posso dedicar ou escrever. Quero mostrar-te um mundo melhor, dá-me a tua mão cruza os dedos e vamos voar juntos. Adoro provar os teus lábios, estejam secos ou deliciosamente molhados. Sinto o coração a querer falar mas sei que não o posso deixar fazer isso, pois poderei perder-te e eu não quero nada disso.

Tenho saudades desses lábios e só partiste à uma hora. Tenho saudades desse corpo, dessa paixão que te faz brilhar os olhos. Adoro a tua personalidade e a voz que te sai da boca. Adorava passar o dia contigo, de te mostrar o que já vi e poder ver aquilo que já viste. Adorava escrever para ti, adorava escrever contigo, adorava e queria, porque dizer quero talvez seja demasiado complicado ou como tu dizes "esquisito".

Mesmo que não venha a acontecer de novo nada entre nós, quero que saibas como adoro ouvir-te falar, de como adoro olhar-te os olhos brilhantes, de te saborear os lábios, de provar o teu corpo com a língua e de te ver estremecer com suspiros e gemidos delicados.

"Não deixes a minha mão!"

quinta-feira, outubro 31

Talvez amanha...


Sento-me no banco do jardim sozinho, espero-te à largas e demoradas horas e nem um sinal de ti, nem uma mensagem, um recado, um telefonema, nada. Agora tento encontrar uma solução, ou fico até que escureça na esperança de que apareças ou parto de novo para a minha vida ansiando que haja outro dia, outra hora em que possa esperar por ti. Como poderei eu fazer tamanha espera. A espera de te encontrar de novo na rua ao cruzar-me contigo e voltar-me para trás e sorrir para ti, esticar-me para te agarrar o pulso e saber que também tu procuras alguém como eu.

Se pelo menos tu pudesses ficar só por mais um bocadinho. Mas por hoje não estás, hoje não, talvez amanha, quem sabe?

sábado, outubro 26

Foi bom sentir o teu rosto...


Olá minha Alice. Acho que já não sabia sorrir, mas quando abriste a boca e dela saíram histórias da tua vida pude-me rir contigo, coisas que antes não fazia. Fizeste-me aperceber de como a vida muda tanto. Foi bom sentir o teu rosto, apertar-te contra o meu corpo e poder ouvir a tua voz, olhar-te nos olhos e ver a vida que expeles através deles. Adorei cheirar de novo aquele teu cheiro característico.

Se não nos voltarmos a ver mais, gostava que soubesses que naquele dia à noite a conversa que durou das dez da noite até às três da manhã foi uma coisa que gostei de o fazer contigo, há muito que não falava com ninguém, há muito que precisava de falar, de tirar de dentro de mim esta vontade enorme de falar com alguém. Gostei, espero que tenha valido para ti teres estado comigo, para a próxima vamos até ao café, prometo-te isso.

domingo, outubro 20

Deixa-me entrar nos teus sonhos...


Centenas de dias passaram e eu ainda penso em ti. Ainda penso no nosso primeiro beijo,nas mãos dadas e no aperto que o coração ganhou que foi tão profundo e marcante. Conheci tanta gente antes e depois de te ter conhecido, e tantas outras ainda espero conhecer e continuo aqui À espera de ouvir um pedaço da tua voz, ver um bocadinho dos teus olhos, saborear os lábios que sempre me foram tão delicados, sentir os teus cabelos a passar por entre os meus dedos.

Eu não irei esquecer aquilo que vivemos juntos. Ainda consigo ver os nossos lábios juntos, mesmo que os horrores da vida nos façam separar ainda vejo as nossas mãos dadas. Se cair gostava de cair contigo, se me levantar gostava de me levantar contigo. Como podia eu esquecer alguém com essa personalidade, alguém que arriscava as más línguas para falar o que lhe ia na cabeça?

Meu amor fecha os olhos e deixa-me entrar nos teus sonhos hoje à noite.

sábado, outubro 19

Salva-me desta ansiedade...


Salva-me desta ansiedade que tenho de te beijar!

Os meus olhos perseguem os teus gestos, os teus movimentos. A minha mente imagina as minhas a percorrerem-te as formas físicas, a curvas que o teu corpo moldou com o passar do tempo. Olho-te o rosto com agrado, olho-te os lábios ainda com mais excitação e anseio. Percebo que estás muito longe, muito longe para que eu algum dia te possa ter como mais do que simples amiga, percebo também que já mais sentirei o teu coração bater, os sabor dos lábios, a suavidade do teu cabelo, já mais saberei de cor as linhas dos teus olhos azulados, já mais sentirei o calor do teu corpo, já mais terei o prazer de te segurar ao colo ou de te abrigar no meu peito, de te dar um ombro onde possas desabafar e estes meus ouvidos para te ouvirem falar. Posso adorar a tua voz mas percebo que não terei o orgulho de os ouvir todos os dias de manhã.

Mesmo sabendo que nunca terei a oportunidade de te conhecer melhor, vou imaginando e escrevendo sobre ti, pode ser que algum dia calhe conhecer alguém que me faça sentir como tu me fazes sentir.

domingo, outubro 13

Talvez estejam certos...


Não podes ser substituída. Principalmente daquelas manhas de domingo em que a partir das nove da manhã vamos até ao café de excelência para tomarmos o pequeno almoço. Entre risos, mãos dadas, beijos no rosto e troca de olhares pecaminosos, deliro com o teu charme, coma tua voz, coma simplicidade com que levas a tua vida, a maneira como tratas os outros com tanta educação e quando precisas de ser mais assertiva fazes-o cm cuidado e com um tom de voz de maturidade. Não tens medo de usar o que tens de melhor. Não tenho medo quando me largas a mão para cumprimentar um amigo, pois antes de o fazeres colocas a tua outra mão por cima da minha e dizes que só vais cumprimentar um amigo. Não sais a correr como todas as outras raparigas normais da tua idade. És diferente, tens a capacidade de ser flexível e ao mesmo tempo de pensar em estar comigo. E quando digo que deverias estar sozinha porque também se precisa de estar sozinho, dizes apenas que podes estar sozinha e ao mesmo tempo fazer-me companhia, porque percebes que eu nunca te irei interromper quando a tua vida não estiver bem. Talvez por sentires que eu sou mais um pilar na tua vida, mais um apoio onde podes chorar, como sempre te deixei usar o meu ombro. Não és totalmente o tipo de rapariga que eu imaginei, mas sem dúvida que tens qualidades que mete inveja a muita rapariga.

Pode muita gente dizer que ficarias mais bonita se estivesses morta, mas talvez estejam certos em parte, porque até quando dormes consegues ser perfeita, carinhosa, tímida e ao mesmo tempo e sei que pode ser confuso, até mesmo a dormir és imperfeita. Apesar de não ligar às imperfeições porque elas são os que nos fazem querer ser melhores a cada dia, só posso apontar para onde és mais delicada.

Não me interessa o passado que tiveste. Não vivemos no passado e se tens segredos, deixa-os continuar a serem segredos. Eu acredito em ti.

sábado, outubro 12

Tudo parece fazer sentido...

Eu amo-te! Sempre amei! Amo a forma como o teu nariz fica quando te ris. Amo a doce voz que soltas das cordas vocais e que me fazem alegrar os dias. Amo quando me pegas na mão pedindo-me inconscientemente que te proteja de alguma coisa. Adoro quando falas para mim sobre o que te preocupa e contas-me os teus segredos e desvairos. Adoro quando me apertas no meu dos teus braços contra o teu peito. Adoro como o teu corpo se encaixa no meu. adoro como os teus olhos brilham quando olham para mim, a inteligência que vai nessa tua cabeça, da tua despreocupação, dessa vontade de criar vida onde ela não há, de alterar e de desfazer futuros de alterar passados na memória, de ler livros em voz doce e harmoniosa. Adoro como o teu corpo mantém o cheiro, esse teu cheiro natural a baunilha ou quando estás mais descansada, o cheiro a rosas.

Apesar de muitas vezes não gostar do tom e da maneira como falas de ti, como falas assim mal do que és, do que achas que és, do que achas que em ti te fica tão mal, quando te torna tão perfeita, tão única e deliciosa à minha alma.

Tudo parece fazer sentido quando olho, falo, sinto o teu calor, saboreio os teus lábios. 
Tudo parece fazer sentido.

segunda-feira, outubro 7

Carregas no teu ventre...

Carregas no teu ventre sangue do meu sangue, amor do meu amor.

domingo, outubro 6

Até que a morte me toque com a sua mão...

A tua cara rechonchuda faz-me pensar em querer-te mimar, dar pequenos beijos nas bochechas, pequenos pontos de carinho na tua testa, na ponta do teu nariz, nos lábios secos, provar as tuas orelhas com a ponta da língua. Passar os dias inteiros a olhar para o teu rosto. Esse rosto que me faz apaixonar, que me faz querer escrever sobre o que o meu coração sente, sobre o que o meu coração pensa, sobre o que o meu coração deseja sobre a tua pessoa. Esse rosto que tu escondes com a mão quando sorris, esses olhos que escondes quando os fechas ao chorar. 

Encosto a minha cabeça no teu ombro e levas a tua mão ao meu rosto ou aos meus cabelos tocando-lhes com a delicadeza de um anjo. Beijas-me a testa. Ou quando não lhes chegas beijas-me os cabelos, ou então pegas nas minhas mãos e levas-as ao teu peito onde as poisas e as mantens seguras para sentir o teu coração bater. 

Talvez numa tentativa de acalmares este corpo que se mata aos poucos e poucos para proferir e escrever as melhores e piores palavras sobre ti e para ti.

Até que a morte me toque com a sua mão, aguardo pelo dia em que dirás o meu nome. 

Toco-te nos lábios...


Toco-te nos lábios com a ponta dos meus dedos. Transpiro das mãos e limpo-as ás calças. Olho para os teus cabelos loiros, para os olhos azuis, para a testa carregada de sardas, para as bochechas rosadas que te deixam carinhosa. Olho para ti, para a pessoa que és diante de mim. Engulo em seco, suspiro por breves segundos por um desejo de te sentir o coração nas mãos. Senti-lo com a sua força, com a sua vida que parece não querer nunca acabar. Os teus olhos tremem, vasculham nos meus uma resposta, uma direcção, um sinal para poderes levar esses teus deliciosos lábios directamente aos meus para acalmares a respiração que começa a trocar-te os sentidos.

Assim que senti os teus lábios nos meus o meu coração parou e uma lágrima soltou-se atirando-se para as bochechas que a levaram para a ponta do queixo e lá ficou. Levantas a mão e com o dedo acolhes a gota na tua mão levas-a à boca e saboreias a lágrima saída do meu corpo. Sorris e beijas-me novamente, com mais intensidade que antes. O teu corpo cola-se ao meu e o teu coração não mostra sinais de me querer abandonar. Abraças-me e não me deixas nem por nada, não me deixas até que o beijo seja completo.

Sinto a falta de agarrar um coração pelas mãos e segredar-lhe coisas. Segredar-lhe o que o coração sente e a cabeça cala. Sinto falta de ouvir uma voz doce a encantar-me há noite.

quarta-feira, outubro 2

Começo a perder o jeito de viver as aventuras sozinho...



Pensas em mim quando estás sozinha e sem mais ninguém para te amar? Eu penso. Penso muito, porque quando estou sozinho e sem ninguém para me amar perco-me em pensamentos que não são os melhores, não são os mais saudáveis ara mim. Eu sou o homem que nunca terás e tu a mulher que nunca terei. Perco-me nas curvas do teu corpo, nas linhas que os teus olhos criam no horizonte quando olhas através de mim. Sim é assim que te vejo, senhora, rosada nas bochechas, mãos brancas e pele do corpo pálida, sardas na cara, cabelos louros, olhos azuis como a água que corre no rio, lábios cor-de-rosa avermelhados.

Estou a ficar velho e começo a perder o jeito de viver as aventuras sozinho, começo a perder a voz e no coração as conversas começam a ter mais produtividade. As mãos começam a ganhar calos, a ficarem enrugadas e deformadas, os cabelos brancos começam a aparecer e tu parece que à medida que o tempo passa vais ficando mais jovem, mais bonita, mais limpa do peso que a idade tem sobre as costas, limpa dos medos, limpa das coisas más, porque já mal olhas para trás, já mal deixas que as portas se fecham sobre ti. Soltas gritos de contente e choras quando sentes vontade.

Um dia morreremos e tudo o que fizemos e não contámos a ninguém ou não escrevemos com palavras será esquecido. Perdemos a voz, perdemos a sensibilidade nas pontas dos dedos, nos corpos, mas os olhos e os lábios continuarão a sentir o amor de cada um.

domingo, setembro 29

Posso beijar-te o pescoço?


Tenho uma enorme vontade de te beijar esses lábios avermelhados. De saber de cór o te nome e gravar o teu numero de telemóvel. Tenho vontade de voltar a ter ansiedade de receber uma sms e no meu pensamento estar o teu nome associado. Oh que vontade tenho de te segurar pela cintura e beijar-te lentamente, sentir a tua saliva a tocar-me na língua, de sentir o teu peito a respirar fundo e os teus seios a sentirem um desejo ambicioso. A vontade que tenho de saborear os teus lábios, saber de cór a cor dos teus olhos, o cheiro do teu perfume, as palmas das mãos.

Seu eu pudesse saber ao menos o teu nome...
Se eu ao menos pudesses chorar no teu ombro nos dias em que a trovoada teima em fazer-me medo com o seu estrondoso barulho. Se te pudesse abraçar com força. 

Posso beijar-te o pescoço?