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domingo, outubro 20

Deixa-me entrar nos teus sonhos...


Centenas de dias passaram e eu ainda penso em ti. Ainda penso no nosso primeiro beijo,nas mãos dadas e no aperto que o coração ganhou que foi tão profundo e marcante. Conheci tanta gente antes e depois de te ter conhecido, e tantas outras ainda espero conhecer e continuo aqui À espera de ouvir um pedaço da tua voz, ver um bocadinho dos teus olhos, saborear os lábios que sempre me foram tão delicados, sentir os teus cabelos a passar por entre os meus dedos.

Eu não irei esquecer aquilo que vivemos juntos. Ainda consigo ver os nossos lábios juntos, mesmo que os horrores da vida nos façam separar ainda vejo as nossas mãos dadas. Se cair gostava de cair contigo, se me levantar gostava de me levantar contigo. Como podia eu esquecer alguém com essa personalidade, alguém que arriscava as más línguas para falar o que lhe ia na cabeça?

Meu amor fecha os olhos e deixa-me entrar nos teus sonhos hoje à noite.

sábado, outubro 19

Salva-me desta ansiedade...


Salva-me desta ansiedade que tenho de te beijar!

Os meus olhos perseguem os teus gestos, os teus movimentos. A minha mente imagina as minhas a percorrerem-te as formas físicas, a curvas que o teu corpo moldou com o passar do tempo. Olho-te o rosto com agrado, olho-te os lábios ainda com mais excitação e anseio. Percebo que estás muito longe, muito longe para que eu algum dia te possa ter como mais do que simples amiga, percebo também que já mais sentirei o teu coração bater, os sabor dos lábios, a suavidade do teu cabelo, já mais saberei de cor as linhas dos teus olhos azulados, já mais sentirei o calor do teu corpo, já mais terei o prazer de te segurar ao colo ou de te abrigar no meu peito, de te dar um ombro onde possas desabafar e estes meus ouvidos para te ouvirem falar. Posso adorar a tua voz mas percebo que não terei o orgulho de os ouvir todos os dias de manhã.

Mesmo sabendo que nunca terei a oportunidade de te conhecer melhor, vou imaginando e escrevendo sobre ti, pode ser que algum dia calhe conhecer alguém que me faça sentir como tu me fazes sentir.

domingo, outubro 13

Talvez estejam certos...


Não podes ser substituída. Principalmente daquelas manhas de domingo em que a partir das nove da manhã vamos até ao café de excelência para tomarmos o pequeno almoço. Entre risos, mãos dadas, beijos no rosto e troca de olhares pecaminosos, deliro com o teu charme, coma tua voz, coma simplicidade com que levas a tua vida, a maneira como tratas os outros com tanta educação e quando precisas de ser mais assertiva fazes-o cm cuidado e com um tom de voz de maturidade. Não tens medo de usar o que tens de melhor. Não tenho medo quando me largas a mão para cumprimentar um amigo, pois antes de o fazeres colocas a tua outra mão por cima da minha e dizes que só vais cumprimentar um amigo. Não sais a correr como todas as outras raparigas normais da tua idade. És diferente, tens a capacidade de ser flexível e ao mesmo tempo de pensar em estar comigo. E quando digo que deverias estar sozinha porque também se precisa de estar sozinho, dizes apenas que podes estar sozinha e ao mesmo tempo fazer-me companhia, porque percebes que eu nunca te irei interromper quando a tua vida não estiver bem. Talvez por sentires que eu sou mais um pilar na tua vida, mais um apoio onde podes chorar, como sempre te deixei usar o meu ombro. Não és totalmente o tipo de rapariga que eu imaginei, mas sem dúvida que tens qualidades que mete inveja a muita rapariga.

Pode muita gente dizer que ficarias mais bonita se estivesses morta, mas talvez estejam certos em parte, porque até quando dormes consegues ser perfeita, carinhosa, tímida e ao mesmo tempo e sei que pode ser confuso, até mesmo a dormir és imperfeita. Apesar de não ligar às imperfeições porque elas são os que nos fazem querer ser melhores a cada dia, só posso apontar para onde és mais delicada.

Não me interessa o passado que tiveste. Não vivemos no passado e se tens segredos, deixa-os continuar a serem segredos. Eu acredito em ti.

sábado, outubro 12

Tudo parece fazer sentido...

Eu amo-te! Sempre amei! Amo a forma como o teu nariz fica quando te ris. Amo a doce voz que soltas das cordas vocais e que me fazem alegrar os dias. Amo quando me pegas na mão pedindo-me inconscientemente que te proteja de alguma coisa. Adoro quando falas para mim sobre o que te preocupa e contas-me os teus segredos e desvairos. Adoro quando me apertas no meu dos teus braços contra o teu peito. Adoro como o teu corpo se encaixa no meu. adoro como os teus olhos brilham quando olham para mim, a inteligência que vai nessa tua cabeça, da tua despreocupação, dessa vontade de criar vida onde ela não há, de alterar e de desfazer futuros de alterar passados na memória, de ler livros em voz doce e harmoniosa. Adoro como o teu corpo mantém o cheiro, esse teu cheiro natural a baunilha ou quando estás mais descansada, o cheiro a rosas.

Apesar de muitas vezes não gostar do tom e da maneira como falas de ti, como falas assim mal do que és, do que achas que és, do que achas que em ti te fica tão mal, quando te torna tão perfeita, tão única e deliciosa à minha alma.

Tudo parece fazer sentido quando olho, falo, sinto o teu calor, saboreio os teus lábios. 
Tudo parece fazer sentido.

segunda-feira, outubro 7

Carregas no teu ventre...

Carregas no teu ventre sangue do meu sangue, amor do meu amor.

domingo, outubro 6

Até que a morte me toque com a sua mão...

A tua cara rechonchuda faz-me pensar em querer-te mimar, dar pequenos beijos nas bochechas, pequenos pontos de carinho na tua testa, na ponta do teu nariz, nos lábios secos, provar as tuas orelhas com a ponta da língua. Passar os dias inteiros a olhar para o teu rosto. Esse rosto que me faz apaixonar, que me faz querer escrever sobre o que o meu coração sente, sobre o que o meu coração pensa, sobre o que o meu coração deseja sobre a tua pessoa. Esse rosto que tu escondes com a mão quando sorris, esses olhos que escondes quando os fechas ao chorar. 

Encosto a minha cabeça no teu ombro e levas a tua mão ao meu rosto ou aos meus cabelos tocando-lhes com a delicadeza de um anjo. Beijas-me a testa. Ou quando não lhes chegas beijas-me os cabelos, ou então pegas nas minhas mãos e levas-as ao teu peito onde as poisas e as mantens seguras para sentir o teu coração bater. 

Talvez numa tentativa de acalmares este corpo que se mata aos poucos e poucos para proferir e escrever as melhores e piores palavras sobre ti e para ti.

Até que a morte me toque com a sua mão, aguardo pelo dia em que dirás o meu nome. 

Toco-te nos lábios...


Toco-te nos lábios com a ponta dos meus dedos. Transpiro das mãos e limpo-as ás calças. Olho para os teus cabelos loiros, para os olhos azuis, para a testa carregada de sardas, para as bochechas rosadas que te deixam carinhosa. Olho para ti, para a pessoa que és diante de mim. Engulo em seco, suspiro por breves segundos por um desejo de te sentir o coração nas mãos. Senti-lo com a sua força, com a sua vida que parece não querer nunca acabar. Os teus olhos tremem, vasculham nos meus uma resposta, uma direcção, um sinal para poderes levar esses teus deliciosos lábios directamente aos meus para acalmares a respiração que começa a trocar-te os sentidos.

Assim que senti os teus lábios nos meus o meu coração parou e uma lágrima soltou-se atirando-se para as bochechas que a levaram para a ponta do queixo e lá ficou. Levantas a mão e com o dedo acolhes a gota na tua mão levas-a à boca e saboreias a lágrima saída do meu corpo. Sorris e beijas-me novamente, com mais intensidade que antes. O teu corpo cola-se ao meu e o teu coração não mostra sinais de me querer abandonar. Abraças-me e não me deixas nem por nada, não me deixas até que o beijo seja completo.

Sinto a falta de agarrar um coração pelas mãos e segredar-lhe coisas. Segredar-lhe o que o coração sente e a cabeça cala. Sinto falta de ouvir uma voz doce a encantar-me há noite.

quarta-feira, outubro 2

Começo a perder o jeito de viver as aventuras sozinho...



Pensas em mim quando estás sozinha e sem mais ninguém para te amar? Eu penso. Penso muito, porque quando estou sozinho e sem ninguém para me amar perco-me em pensamentos que não são os melhores, não são os mais saudáveis ara mim. Eu sou o homem que nunca terás e tu a mulher que nunca terei. Perco-me nas curvas do teu corpo, nas linhas que os teus olhos criam no horizonte quando olhas através de mim. Sim é assim que te vejo, senhora, rosada nas bochechas, mãos brancas e pele do corpo pálida, sardas na cara, cabelos louros, olhos azuis como a água que corre no rio, lábios cor-de-rosa avermelhados.

Estou a ficar velho e começo a perder o jeito de viver as aventuras sozinho, começo a perder a voz e no coração as conversas começam a ter mais produtividade. As mãos começam a ganhar calos, a ficarem enrugadas e deformadas, os cabelos brancos começam a aparecer e tu parece que à medida que o tempo passa vais ficando mais jovem, mais bonita, mais limpa do peso que a idade tem sobre as costas, limpa dos medos, limpa das coisas más, porque já mal olhas para trás, já mal deixas que as portas se fecham sobre ti. Soltas gritos de contente e choras quando sentes vontade.

Um dia morreremos e tudo o que fizemos e não contámos a ninguém ou não escrevemos com palavras será esquecido. Perdemos a voz, perdemos a sensibilidade nas pontas dos dedos, nos corpos, mas os olhos e os lábios continuarão a sentir o amor de cada um.

domingo, setembro 29

Posso beijar-te o pescoço?


Tenho uma enorme vontade de te beijar esses lábios avermelhados. De saber de cór o te nome e gravar o teu numero de telemóvel. Tenho vontade de voltar a ter ansiedade de receber uma sms e no meu pensamento estar o teu nome associado. Oh que vontade tenho de te segurar pela cintura e beijar-te lentamente, sentir a tua saliva a tocar-me na língua, de sentir o teu peito a respirar fundo e os teus seios a sentirem um desejo ambicioso. A vontade que tenho de saborear os teus lábios, saber de cór a cor dos teus olhos, o cheiro do teu perfume, as palmas das mãos.

Seu eu pudesse saber ao menos o teu nome...
Se eu ao menos pudesses chorar no teu ombro nos dias em que a trovoada teima em fazer-me medo com o seu estrondoso barulho. Se te pudesse abraçar com força. 

Posso beijar-te o pescoço?

quinta-feira, setembro 26

Vejo-nos aos dois...


Olho esses olhos azuis à procura de uma palavra, de um gesto, de uma força, de um motivo que me leve a soltar palavras desta minha garganta e que as transforme numa conversa. Percorro os teus lábios com os meus olhos, imagino-me a saboreá los, a provar o doce que lhes está associado. Deixa-me prová-los, deixa-me sentir os teus peitos nas minhas mãos, sentir os teus cabelos no meu rosto e o teu respirar relaxado nas minhas costas. Abraça-me e sente-me teu, sente-me preso a ti.

Vejo-nos aos dois juntos sabes? Será que sabes? Olho para ti e sinto que a cada dia te perco e a cada dia ganho mais um bocado teu. Um sorriso, um olhar cúmplice, a voz doce e os olhos que ganham vida. Excitas-me o corpo, melhor dizendo, a mente. Viajo para sítios que não existem aqui, sítios onde mais ninguém existe sem sermos só nós dois.

domingo, setembro 22

Quero mesmo...


O sangue corre-me nas veias envenenadas pelo amor que petrifiquei no meu coração de ti. Será que me aceitarás como sou? Será que verás em mim algo mais do que um rapaz, algo mais do que um simples conjunto de coisas boas e más, mais do que lábios para beijar? Mais do que mãos para segurar e um corpo para tratar? Será que verás mais do que eu vejo de mim mesmo? Lentamente eu afundo-me dentro de mim mesmo, dentro do meu coração que está como pedra desde o dia em que te vi. É tão estranho dizer-te que adoraria provar essa beleza que os teus lábios carregam, essa aventura que trazes nos olhos.

Quero mesmo saborear as costas das tuas mãos com um gesto de carinho, sentir os teus pensamentos com delicadeza quando as minhas mãos passarem pela tua testa acabando pelos cabelos. As minhas mãos estão na tua cintura e não tenho medo. 

Se me aceitares como sou poderás ajudar-me a limpar o sangue que tenho nas mãos?

quinta-feira, setembro 19

As palavras...


As palavras que uso para comunicar contigo são o mais simples que pode existir, não te quero confusa ou a pensar muito no que digo, quero-te rápida, tal como eu me quero rápido a falar de formas simples e descomplicadas. Posso agarrar-te na mão, pela cintura e deliciar-te com um beijo nos lábios ou na testa, mas as palavras que te disser serão sempre as mais fáceis de entender, porque já que o coração não se quer entender com os amores e os amores com o coração, então eu tentarei fazer-te entender tudo o que vou sentido sobre ti, por ti, e com a vida que tenho.

sábado, setembro 14

És alguém que se pode tornar...


Tenta dar o que de melhor tens no teu peito, o melhor da tua personalidade. Conta-me como és, não quero saber das tuas maldades, dos teus passados, dos demónios . Quero apenas saber pelo que vives e te motiva viver. Tu és apenas mais um olhar, mais uma alma que me pode cativar, amar, cultivar, que me pode fazer nunca esquecer.

Eu não te vou julgar pelo passado que tiveste. Não estás no passado e nem isto é o passado. Estamos no presente é será para sempre assim que irei estar contigo, no presente.

És alguém que se pode tornar especial e essencial.

sexta-feira, setembro 13

Memórias de um coração partido.



Memórias de um coração partido. Criei-te à minha perfeita imagem, meu semelhante com características que desejava encontrar num individuo de sexo feminino e que pudesse de alguma maneira partilhar a sua vida ao meu lado, dar-me a mão e carregar nos bolsos mimos e doces beijos que me pudessem satisfazer os gostos dos lábios, que tivesse por natureza um perfume. Eu faço-o sozinho por algum motivo, criei-te, criei-vos porque podia, porque desde o inicio que soube que tinha coração mas não tinha raparigas reais para amar, necessitei de o treinar para me sentir preparado para satisfazer o dar de mãos. Já lá vai tanto tempo que o coração ainda permanece partido, talvez porque ainda nenhuma se tornou perfeita, ou se se tornou rapidamente me estragou o coração e eu deixei, sempre deixei porque achava que merecia.

Julgava que a rapariga com quem ficaria seria a ultima com quem estaria para o resto da vida, mas enganei-me e ainda bem. Pensando melhor depois de cair da graça do paraíso apercebi-me de que até hoje a criação que fiz na minha cabeça já mais se irá tornar real, não posso colocar fasquias nas raparigas que conheço, não posso esperar delas a perfeição. E mesmo que eu nunca lhes pedisse a perfeição, sei que esta rapariga que criei nunca me poderá dizer um amo-te, ou dar-me beijos, abraços, mimos e poder sentir-lhe o corpo.

Ganho uma pena por não poder tocar no corpo que criei. Em breve estarei entre as estrelas, em breve a rapariga poderá tornar-se real. Não vou esperar, começo hoje a caminhar!

quinta-feira, setembro 12

Nos teus lábios....


Cada vez que olho para ti o meu nome está nos teus lábios. Ora o teu ombro ora o teu peito são dois sítios onde tu costumas fazer-me deitar o rosto para sossegar depois de um dia de muito trabalho. Posso ouvir o teu coração quente a bater com calma, despreocupada com a vida. Como gosto de te sentir assim, feliz e tranquila. Durante o dia perco-me por caminhos desconhecidos, mas chegado a casa tu estás sempre com esse sorriso contagiante que me faz de novo encontrar o caminho certo e colocar na cabeça as coisas que durante o dia perdi. As minhas obrigações, as preocupações para com a nossa vida. Sou de confiança meu amor? Acredita que se não te tivesse há já muito tempo estaria perdido no meio da escuridão, perdido entre demónios e monstros que quando estou longe de ti me amaldiçoam com as suas manhas.

Há alturas em que o sol não nasce para ti e aí chego-me para o teu lado, apoiando-te, levando um carinho à cama, um abraço em forma de mimos, um "amo-te" como suspiro põem-te logo um sorriso simpático no rosto. Mas tu não queres só mimo, queres que cuide de ti, que trate do teu corpo, da tua alma, porque quando o sol não nasce para ti, precisas de mim para te recompor, para evitares cair no fundo do abismo. Assim que começas a cair só posso lançar o meu braço para que o segures. É claro que te vou manter sempre segura, é claro que prometo cuidar de ti e a ajudar a cuidar da nossa vida, dos nossos futuros. O meu medo, minha delicada alma gémea é temer o pior para ti, temer o pior para a nossa vida a dois.

Tu foste todo este tempo o meu perfume, foste o suspirar de uma alegria que teimou em ficar no coração, marcada no peito com um sinal bem negro. Tu foste a alma que me deu vida, tu foste a alma que me deu a mão quando eu mais precisava. És como um anjo meu amor. No dia em que me encontraste eu estava de joelhos a chorar. Lembro-me de me teres tocado no ombro passado a mão pelo meu cabelo e disseste com essa tua suave voz "Não deixes que o medo te faça isso ao coração". És tu o meu mundo, és tu a força que preciso. Beija-me outra vez. Preciso de sentir que és real, preciso de sentir que estás comigo. Segura a minha mão, mete a mão no meu peito e sente o coração bater. As tuas palavras são como carinhos, são como beijos deliciosos sobre os meus lábios. Cada vez que olho para ti sinto-me a viver o momento e nada passa, nada muda, és a estrela dos meus olhos.

Tenho medo de perder alguém como tu, mesmo sabendo que és apenas uma invenção do meu coração, tenho medo de perder o jeito para escrever para ti, de escrever para alguém que encontre, ou me encontre a mim, que me diga "ei, como te chamas?" Preciso de ti...

Esse alguém...


O amor é uma coisa divertida mas também uma coisa sadia. Espero tanto dele que quando acho que estamos a caminhar com os mesmos pés é quando tudo está descontrolado. Acontece que nem sempre as pessoas compreendem o que me vai no coração, porque elas não conseguem ver os arco-íris, as alegrias que crio sobre o amor, os sonhos que tenho sobre o amor. Como é difícil ver a reacção das outras pessoas ao saberem que estou interessado nelas, ou por algum motivo as acho completamente perfeitas, com os seus olhos brilhantes, os seus lábios levemente avermelhados e o seu pequeno e tão fofo nariz.

Se digo o amor que lhes tenho no peito parece que recebo uma chapada. Principalmente quando lhes vejo o anel no dedo ou quando elas falam com orgulho do namorado que têm, mesmo que eu nunca lhes pergunte por ele, elas têm sempre de o proferir, como se me estivessem a dizer-me na cara, ou como se me atirassem à cara que nada querem comigo. Então eu acordo todos os dias de manhã e espero que dentro da minha cabeça se crie uma rapariga qualquer que me toque com as suas mãos, me beije os braços, as bochechas, os lábios secos, dando-me um certo consolo que me dê animo à vida, que me faça sorrir de felicidade e com isso retribua o mimo e os pequenos gestos de amor que ela tem para comigo. Fazer com que antes de sair para trabalhar me obrigue a dar-lhe um beijo de despedidas. Passar a mão nas suas bochechas rosadas enquanto me riu com a sua cara de sono. Por muito que deseje, por muito que queira alguém com quem partilhar os dias da vida, parece que demora encontrar esse alguém.

Esse alguém com quem espero ter filhos, cuidar tanto deles que se fartem de mim. Um alguém que me dê motivos para chegar a casa todos os dias que mesmo cansado ainda tenha aquela chama acesa dentro de mim para lhe dar um aperto no coração, fazer uma lágrima escorrer bochecha a baixo por ter saudades minhas, e eu sofra da mesma maneira. Nem sempre lhe vou tocar no cabelo ou dizer-lhe que as coisas vão correr bem, mas o mais normal é que vou sempre segurar-lhe nas mãos, segurar-lhe e proteger sempre o coração, impedindo que este se faça em mil pedaços, porque eu também tenho medo de perder tudo. Não ter certeza do futuro e nem certeza de que terei filhos e uma mulher que seja a inspiração para continuar a soltar palavras de amor, ou simplesmente palavras.

Quando olho para vocês (as raparigas do dia-a-dia) fico com a sensação de que nunca, já mais serei digno de te merecer, que não estou preparado para te segurar nos braços, ou de te beijar os lábios, apalpar-te os seios, ou colocar as mãos no rabo, porque nem tudo é amor, nem tudo é físico, também as palavras merecem destaque na relação e tenho medo, sempre medo que por muito que olhe para vocês. fico sempre com a sensação de que nunca irei ter uma rapariga assim tão perfeita como vocês. Certamente que raparigas como vocês já têm namorado. Sonho demasiado e perco tanto por causa disso, porque ao fim do dia só quero sentir-me preenchido, só me quero sentir desejado e desejar alguém que me seja cúmplice na vida.

Por vezes tenho vontade de desistir de procurar... Sou um tolo por acreditar que poderei ter alguém para amar.

quarta-feira, setembro 11

E em mais nada quero pensar...




Se eu não tivesse visto a dor nos teus olhos, julgo que já mais cairia de amores por ti. Ver os teus olhos brilharem das quase lágrimas soltas a escorrerem invisivelmente bochecha abaixo. O primeiro dia que te vi foi tão estranho e aquele momento em que apresentaste a tua maravilhosa voz para mim fez-me acanhar de medo, de vergonha e de uma estranha ansiedade, uma coisa que me fez nascer borboletas na barriga. Sofri ter de ir embora do comboio, sofri porque não te conseguia ler através dos olhos, porque por mais que olhasse para ti e por vezes trocássemos olhares, eu tinha-te medo, sofria por não te conseguir ler, não te saber o interior, principalmente por não te conseguir dizer uma única palavra. Esse teu olhar tão forte, seguro, orgulhoso, robusto. Fazes-me ter medo de ti, medo de que me possas chegar a tocar no coração e eu não estar preparado para aguentar com a força que pareces trazer no teu corpo.

Quando começo a pensar no teu rosto não consigo pensar em mais nada e em mais nada quero pensar. Quando me esqueço de como é, anseio logo naquele momento pelo dia de amanhã, esperando ansiosamente pelo comboio que te trás, para que te possa ver. Para que possa ver esses teus lindos lábios, esses teus lindos olhos, esses cabelos da cor do sol. Adorava poder tocar-te.

O meu coração estava dormente e precisava de um choque para o fazer despertar. Esse choque?
Foste tu...

Se isto for um erro, então espero que seja apenas um que valha a pena arriscar. Talvez eu esteja errado desde o início. Mas daqui pareces o céu azul em dias de primavera. É claro que te quero segurar nos braços, é claro que gostava de te poder ver todos os dias, é claro que gostava de te conhecer, de falar contigo. Adorava ouvir de novo a tua voz. Adorava que dissesses o meu nome (Pedro) que me pedisses para ficar. Poder ouvir a tua voz e ver os teus lábios mexerem-se. Ou só simplesmente olhar para ti.

terça-feira, setembro 10

Os teus olhos...


Os teus olhos fizeram-me de novo ter medo de ti. Felizmente que me fiz forte o suficiente para controlar este medo que  tanto me causam cada vez que me olhas. Respiro fundo enquanto olho para ti ,observo o teu nariz, a sua forma, os olhos redondos e essa tua pele bronzeada, e falando no nariz, adorei a curva que faz. A cada dia que passa tento saborear mais um pouco de ti, mesmo que à distancia eu tento saber-te ler, saber-te de cor, decorar as tuas formas, o movimento dos teus lábios, o som da tua voz.

Assim que sorriste apaixonei-me ainda mais por ti. Hoje consegui ler-te melhor. Deixaste cair o demónio que te protegia, porque quando me viste com outra rapariga, nos teus olhos quase escorriam lágrimas, quase comendo-a viva, não é verdade? Gosto de te ver assim toda assanhada de pêlo irisado, de fogo nos olhos e o coração a querer gritar que sou teu, mesmo que não o seja (ainda).

Quando me levantei e tu sorriste de novo a olhar para o telemóvel fiquei quase de coração partido, julgando eu (e mal talvez) que uma rapariga tão bonita como tu estava já com um pretendente a fazer às suas mãos. Pena que ainda não tenha tido coragem para me dirigir até ti e prender-te numa curta conversa. 

Cada vez que te vejo fico feliz e triste ao mesmo tempo.
Feliz porque acho que posso vir a ter a minha oportunidade e triste porque posso já tê-la perdido.

domingo, setembro 8

Antes de me deitar...



Antes de me deitar olho para a cama de casal vazia e começo a pensar de como seria tão bom ter-te já nela deitada à minha espera a veres uma coisa qualquer na televisão ou se preferires algo mais intelectual e saudável para a cabeça, estares com os olhos colocados num livro de luz de candeeiro do teu lado acesso, vestida com uma leve camisa de dormir notando-se o soutien de tons bege. Talvez esteja a sonhar demasiado alto, talvez esteja neste momento distante da realidade mas é o que me tem feito acordar cedo e com vontade de voltar a olhar para cima sem medo, sem vergonha. Inspiraste-me a escrever sobre o amor outra vez, uma coisa que à já muito tempo não conseguia fazer de forma espontânea e com tanta facilidade, já mal conseguia sonhar.

Quando começo a pensar no teu rosto não consigo pensar em mais nada e em mais nada quero pensar, pois quando me esqueço de como é o teu rosto anseio logo naquele momento pelo dia de amanhã ara que estejas no comboio e te possa ver com esses lindos lábios, com esses teus lindos olhos e cabelos tão deliciosos. Adorava poder tocar-te. Deixa cair de novo aquele clip que me fez despertar, aquele clip que te fez apresentar a tua voz para mim.

Sorri só um bocadinho para mim. Quero suspirar um futuro, suspirar um beijo. Quem me dera saber o que pensas tu de mim, o que anseias, se é que pensas em mim, se chegas a sentir alguma coisa, ou tanto disto como eu.

Acendeste em mim um fogo que agora parece não querer deixar de me aquecer.

quinta-feira, setembro 5

Fiquei a pensar em ti o dia todo...

Sete da manhã, linha de comboio com ligação a Aveiro. Entrei e deparei-me com uma figura feminina com um olhar espantoso, calmo mas com um interior muito intenso, tão forte e vibrante. Conversava com alguém, talvez a mãe ou uma tia, ou um simples "estranho". Olhava-me procurando desvendar pormenores sobre a minha pessoa enquanto eu tentava fazer o mesmo mas com timidez. Observava-a a ler ou a estudar apontamentos. As penas tinha-as cruzadas com os pés virados para mim, apercebi-me logo sobre o seu interesse. Também eu tinha interesse em saber-lhe muita coisa, saber-lhe o nome, ver melhor aqueles ser olhos vibrantes, pode saborear os lábios encarnados. E se pudesse ir mais longe e perdoai-me quem me lê, adoraria afagar-lhe o peito, senti-lo com as palmas das minhas mãos. Mas o principal era saber o nome e o número de telemóvel. Queria tanto dizer-lhe algo mas não sabia o que fazer nem o que dizer.

Olhava-a com um certo cuidado, não me queria intrometer na sua leitura, no seu espaço pessoal. Assim que chegou o meu destino apercebi-me que por mais que a olhasse, por mais que lhe quisesse dizer alguma coisa, sentia que já não havia nada a fazer, a oportunidade tinha morrido ali.


Levantei-me e dirigi-me para a porta e olhei-te várias vezes e quando te apercebeste de que era ali a minha ultima estação, olhaste-me com um olhar choroso e preocupado. Custou-me tanto olhar para ti assim. Não trocámos palavras só simples olhares na viagem que durou vinte e dois minutos. 
Esse cabelo meio loiro e as ancas, oh essas ancas e essas pernas deixaram-me nervoso de olhar para ti, olhava mas ficava com vergonha, vergonha de apreciar a tua beleza. Lembro-me que deixaste cair um clip e eu apanhei-o e deito olhando nos olhos e agradeceste com um "Obrigado jovem" somos todos jovens.

Fiquei a pensar em ti o dia todo.