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quinta-feira, outubro 27

Amei-te numa altura...

Soube que seria difícil. Tinha medo de fingir algo que na realidade pudesse não sentir sobre ti. Mas a verdade é que senti. Vivi-te apaixonadamente. Senti tudo e um nada. Senti que podias ser a tal que me ia fazer finalmente arrancar da rotina, tirar da bocas os disssbores que a vida me dera e que por culpa minha os tive. Fui sempre eu. Desejei-te sem julgar. Amei-te sem culpa ou julgar das tuas acções no passado. Fiz-te rir genuinamente. Julgo eu. Sempre te disse o que estava a sentir. Sempre te disse o que sentia. O que pensava. E tu. Oh tu não dizias nada disso. Não falavas sobre o assunto. Tinhas medo talvez? Gostava de ter sabido as coisas que na cabeça tinhas. As verdadeiras razões desse medo que te fazia ficar muda sobre os sentimentos, sobre tudo o que pensavas. Nunca me disseste.

A unica coisa que posso dizer qye me tenhas dito é: "ainda nao gosto de ti, mas obrigado por seres meu amigo."

Amei-te numa altura em que mais precisava de ser amado de volta. Amei-te e fiz coisas que não era capaz de fazer por mais ninguém a não ser a minha mãe. E nem a ela fiz as coisas que fiz contigo.

quinta-feira, outubro 20

Tens de ser tu...

Desde aquele dia em que o não te saiu da boca, a minha mente não tem parado de me incomodar. O Diabo falou-me coisas ao ouvido, disse as coisas certas, as coisas que não esperava ouvir, mas disse-mas e aceitei-as. Quero fazer tudo, experimentar tudo. Quero-te levar comigo. Quero mostrar-te como são as coisas vistas através dos meus olhos, através dos meus sentidos, através dos meus sentimentos. Porque eu sofro tal como tu. Sim sei que sofres, ninguem pode fingir. Tenho tido o gosto de desde o dia em que coloquei os olhos em ti pela primeira vez, de me sentir encantado com a facilidade que tens de sorrir, de dizer que sim quando queres dizer não. Fizeste-me sentir inteiro, cheio de vida, cheio de coisas que senti há tantos anos.

E apesar de seres rabugenta, de atrofiarez e aziares com tudo, sei que gostas de mim, ou não ficarias chateada por coisas tão pequeninas. Não sabes como me aceitar (acredito que seja mais este o medo que tenhas do que qualquer outro) porque eu sou tudo aquilo que nunca terás em mais ninguem. Sou tudo aquilo que tu amas e odeias. Sou aquilo que procuras nos outros mas não encontras. A única coisa que encontras nos outros são pedaços de tudo o que tenho guardado, tudo o que a mais te escondo porque deves ser tu a descobrir. Deves ser tu a perguntar, a puxar por mim, a pedir de mim. Deves ser tu e não ser eu o único a entregar-te de bandeja aquilo que o coração por tantos anos se dedicou a construir.

Por muito que te ame, tens de ser tu a provocar em mim a abertura total do meu coração.

"Tu foste embora e o mundo ainda não parou um segundo."

quarta-feira, outubro 19

Gostamos um do outro...

Por muitas raparigas que passem por mim na rua, Por muitas raparigas com quem fale. Por muitas que conheça, nenhuma fez o que fizeste comigo. Nenhuma fez acreditar em mim como tu fizeste. Nenhuma tem o teu sorriso, nenhuma tem o teu perfume, nenhuma tem a tua maneira rabujenta de ser e ver as coisas á tua volta. Nenhuma delas és tu. Se não gostassemos um do outro, não tentavamos fazer com que tudo resultasse, deixariamos de falar. Sinto-me culpado, eu sei, por muitas vezes fazer-te ficar aziada, ou pelo menos ficares chateada, mesmo que não seja com o propósito para tal. Desculpa-me meu amor, meu carinho de alma, meu peito doce, minhas mãos delicadas, minha testa suave. Se eu não gostasse de ti e se tu não gostasses de mim não falavamos, não davamos um tempo. Porque eu sinto que de alguma forma tu tens medo de me perder por causa de uma birra qualquer entre nós os dois, começada ou por ti, ou por mim.

Gostamos um do outro, não é segredo para mim, e não pode ser para ti. Chateamonos porque nos amamos, porque temos ciumes. Porque as coisas nem sempre saiem como queremos, ou porque de uma maneira ou de outra, o ciume ganha, a raiva ganha, a inveja ganha, o silencio ganha, a angustia e a ansiedade ganham. E ficamos a pernos numa escuridão em que nenhum escolheu viver.

No fundo o que te quero dizer meu amor, é que eu sei que sou complicado de lidar, sou teimoso até dizer chega, tal como tu. E temos de aprender a lidar um com o o outro se queremos que as coisas resultem. Eu sei que te custa, acredito que sim. Que te custa dizer o que sentes, de mostrares que gostas de mim, de quereres o meu amor, o meu carinho, o meu mimo. Eu sei que pode ser dificil para mim. Mas peço-te que tentes que te esforçes só um pedaço e me digas, por palavras, gestos, ou situações de que gostas de mim, de que te preocupes comigo e de que quando vês alguma rapariga a meter-se comigo, tu sentes ciumes, queres-me só teu.

Diz-me o que realmente sentes, e serei para sempre teu.

quinta-feira, outubro 13

E este sou eu...

Ela - "Há amores que não se esquecem. Nem têm de esquecer. Simplesmente têm de ficar guardados num local especial no nosso coração. E vão estar sempre lá... Para nos fazer lembrar do quão capazes de amar nós somos."

Ele - Mas eu não me quero lembrar do quao capaz de amar sou. porque eu sei que sou capaz de amar e do quanto. eu não quero é deixar de sentir as coisas boas que sinto. mesmo sem ela, mesmo que não me queira, mesmo que ja nao esteja com ela. eu quero continuar a sentir o que sinto, as coisas bonitas que o "amor" me faz fazer, me faz sentir. E perdi as forças quando me disse "não, só como amigo" porque mesmo eu sabendo, a frase cortou-me o coração, abriu-me a alma, secou-me os olhos, tirou-me a vida do corpo, a alegria do rosto e o brilho dos olhos. Matou-me o orgulho, enterrou-o para que nunca mais o pudesse encontrar. tudo por causa de uma simples frase. e isso destroi-me a cada segundo, a cada momento que passa e me lembro da doce voz dela a dizer-me a tal frase quase como uma "facada".

Ela - "É muito recente, vai passar. Vai doer, mas vai passar."

Ele - Eu não sofro só por este. sofro por todos os nãos. Porque me magoaram na altura em que mais precisava da cumplicidade do sim. do abraço apertado que elas me podiam dar. Sofro por nunca chorei, porque se choro deixo de me preocupar, de me importar, deixo de as ter com carinho no "coração", no pensamento. Mas sofro. Sofro porque tenho tanto para dar, tanto para fazer, tanto para ver e fazer ver e não chego a completar viagens que tenho na minha cabeça, dos momentos que quero viver com a outra pessoa. E sofro porque os sonhos viram ideias de papel, viram sombras de algo que nunca chegou a ser. Sofro porque amo demasiado com o coração. Sofro porque não sou eu que lhes vou beijar a testa antes de dormir, porque não sou eu que lhes vou dizer o quanto gosto delas, porque não sou eu que irei viver com elas o seu sorriso, não lhes irei limpar as lágrimas, ou dar a mão quando precisarem, porque eu não estou lá, porque não fui eu quem quiseram em primeiro. mas depois chamam-me anjo e isso por muito que me aqueça o peito, também o parte. Sofro porque penso ter amado em vão.

Os fracos amores...

É ela. É ela e mais nenhuma. Só e apenas ela. - Penso.
Mesmo que nada me diga que ficarás por muito mais tempo. Mesmo que nada, nem tu, me digam que ficarás, que irás querer-me por mais tempo. Eu fico. Fico até não poder mais, até que o coração deixe de gostar de sofrer por anciedade. Sofrer pelo sim que não és capaz de dizer. Porque por muito que eu me dedique, por muito que me esforce, algum dia a luta terminará e ficarás sozinha, tal como eu. E quem vai sofrer mais sou eu. Porque te amei de maneiras que não me chegaste a amar, porque te dei tudo o que tinha, porque dei de mim até o que não sabia ser capaz de dar. Porque és especial e ao mesmo tempo partes-me o coração quando não falas, quando pedes ao silencio para falar por ti. Quando ficas horas sem responder, quando não atendes o telefone. E sofro. Sofro porque gosto de ti. Porque continuo a pensar que um dia dirás sim. Um dia irás aceitar. E se demorares talvez esse dia chegue e talvez já seja tarde de mais. Porque gostar de ti é suicidio. Gostar da maneira como eu gosto. Porque dar-te o carinho que te dou sem resposta, sem que me dês nada de volta é matar em mim cada bocado que há de ti.

"Choro porque me completas os fracos amores que ainda tenho para dar."

quinta-feira, outubro 6

O amor não é só...

Oh meu amor ledo e cego, tanto te tenho para contar, tanto para fazer contigo.

Há algo que tenho vindo a remexer vezes e vezes sem conta na minha cabeça, por vezes sonho até com o momento, ouço-me a falar, imagino as tuas reacções, que possas dizer, o que poderão dizer os teus olhos, os gestos do teu corpo, tudo. E, aquilo que tanto quero fazer, dá-me em certos modos um medo, medo que não seja visto da maneira como eu quero, que vejas como um sinal de fraqueza, como algo que faz de mim demasiado sensível, demasiado romântico e todos sabemos que homens românticos morrem sempre antes de chegar a beijar.

Porque eu sei que as raparigas gostam de rapazes sentimentais só em filmes, porque na vida real, oh, o que elas mais gostam é deles brutos, maus, mal-educados, arrogantes, que andem a porrada por elas, que digam asneiras, que fiquem bêbedos com elas, que façam figuras e arranjem confusão com outras pessoas. Que as iludam todos os dias, que lhes mintam, que as tratem mal, que lhes levantem a mão, que lhes gritem e lhes chamem nomes. Que as deixem pendoradas à porta do trabalho, a porta do restaurante, a porta do café. E quando elas engravidam, não vão querer saber mais de vocês. E se quiserem saber fazem para mudar, mas nunca mudam, nunca irão. Porque eles não são fracos, não são humildes, não tem coragem de se dobrar por outros. E são este tipo de rapazes que tenho medo que gostes. São este tipo de rapazes que fazem o tipo de rapaz que sou, parecerem maus, estúpidos, demasiado sensíveis, demasiado românticos, demasiado preocupados contigo. Porque sou do tipo de rapaz que se dá, que se mete, que fala, que se ri e faz rir, que gosta de amar de todas as maneiras possíveis, que gosta da aventura, que trata bem, que fala bem, que te tira do sério, mas logo a seguir pede desculpas. Que te beija na chuva, que te leva a passear, que te faz sair de casa sempre para um sitio novo. Que quer fazer de tudo para que nada fique por sentir, nada fique por dizer, nada fique por viver, enquanto estiveres do meu lado. Sou o tipo de rapaz que te tira o sono, que te dá sono. Sou o tipo de rapaz que te dá o à-vontade para seres quem és sem julgar. Sou o tipo de rapaz que só de te ver sorrir se derrete. Que só de ouvir a tua voz se lhe parte o coração. Que só de te beijar cada centímetro da tua suave testa morre um pedaço mais. Que sente o mundo quando te beija as mãos, quando te olha nos olhos e vê alegria.

Sou fraco por ser mais calmo que a a maioria? Não! Mas sim, sou sentimental. Sei também ser o filho da puta que tanto adoras. Mas é o carinho que me habita em demasia no peito. Porque por mais que diga que goste de ti e chegue a fazer-te aquilo que já tenho andado a remexer vezes e vezes sem conta na minha cabeça, o meu maior medo és tu. Porque a incerteza das tuas palavras mata-me, destrói-me, faz-me em pedaços, dilacera-me a alma.

Eu não procuro ser como os outros dos filmes, não quer ser apenas sensível contigo. Eu quero amar-te e amar-te é conhecer-te e para te conhecer eu tenho de me dar a conhecer. Porque o amor não é só dar a mão, não é só beijar delicadamente ou apaixonadamente sobre os lábios, sobre a testa, sobre o peito, sobre as mãos. Não é só sexo, não é só paixão. O amor não é só passear, não é só dizer as coisas mais bonitas ao ouvido, ou dizer as coisas mais doces à pessoa que tanto gostamos. Amar é sacrificar cada pedaço de nós, por cada pedaço da outra pessoa. Amar é dizer que sim, quando queremos dizer não, e dizer não quando queremos dizer sim. Amar é fugir, é chorar sem razão. É gritar com o outro e não falar durante um par de horas. É discutir e mais tarde cada um se aninhar no peito um do outro e dizer as coisas amargas que nenhum tinha coragem de dizer na altura, dizer também as coisas doces, dizer o que é certo, dizer o que se sente, o que se pensa. O amor não é só dar prendas, não é só mimar, não é só fazer coisas juntos. Amar é cada um ter o seu espaço, cada um dar ânimo e coragem ao outro.

Porque o amor não é só flores, não é esperar que a outra pessoa saiba exactamente o que tu sentes ou pensas. O amor não é só um acalmar o outro, ou perseguir quando outro sai porta fora. O amor não é um plano. Amor não é ela acalmar-te quando gritas para ela. É ela gritar de volta para ti, mesmo na tua cara para te acordar e manter o controlo, não da discussão, mas das coisas que possas dizer. E mesmo depois de uma luta, é ela/ele aparecer à tua porta na manhã seguinte. Amor não é ela dizer as coisas certas ou saber como lidar contigo. Por isso não, o amor não são as coisas bonitas que vemos nos filmes, não é ela passar a mão pelo teu cabelo e dizer que tudo ficará bem. É sim ela ficar do teu lado e dizer que está tão preocupada e com tanto medo como tu.

Amar é pousar gentilmente o coração nas palmas da mão da outra pessoa e dizer-lhe: “Está aqui, faz com ele o que quiseres. Torna-o em pedaços, ou esquece que alguma vez te dei, desde que tu o tenhas.”

Amar é guardar no peito lágrimas e sorrisos.

terça-feira, outubro 4

De viver eternamente...

Oh meu suave e doce amor. Quanto da tua delicada e formosa forma me salvou da mais horrorosa escuridão? Foram os teus olhos que tiraram a graça de todos os outros. Foram as tuas mãos que me colocaram sobre o peito a vontade de viver eternamente.
Beija-me. Oh beija-me meu anjo, meu pedaço do céu que a inveja não deixa durar muito.

sábado, outubro 1

Quando estou contigo...

Quando estou contigo tento acender o cerebro e o coração. Mas só consigo acender o coração. Já quando estou longe de ti, acendem-se os dois. Passo o tempo a pensar em ti, a sentir algo sobre ti. A querer sentir-te todos os dias. E no meu pensamento vou tentando reconstruir frases e sons e inventando outras formas de preservar a tua doce voz. Essa voz que eu tanto adorava poder ouvir todos os dias. O coração alegra quando te vê sorrir, e sofre de uma saudade imensa quando recorda cada bocadinho teu em memórias e em desenhos que tenho teus.

Quero poder ver esse teu lindo sorriso todos os dias.