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sábado, fevereiro 28

O que sentes tu?

É agradável quando pousas a tua cabeça no meu ombro. Sabe bem quando é a minha vez de pousar a minha cabeça sobre o teu peito, sobre as tuas pernas, sobre o teu ombro, quando me acarinhas o rosto e me beijas a testa falando com voz doce para eu descansar. Sabes que tenho a cabeça sempre a trabalhar e por isso fazes tudo para me acalmar o pensamento. Mal sei como te agradecer. As idas ao fim-de-semana à baixa do Porto, ou as mini-férias que fazemos volta e meia na Guarda, ou nas serras do Gerês são do pouco que posso dizer em que estou de cabeça limpa de problemas, podemos viver, podemos sentir-nos um ao outro, podemos aproveitar os momentos a dois, os risos, as palavras amigas e as mais amargas, porque o mau também faz parte da relação. Fazes-me querer aproveitar cada vez mais a vida. Ganho a cada pedaço teu uma vontade enorme de gritar o teu nome.

Eu estou aqui. Não me vou embora, por isso podes chorar, podes gritar, podes desabafar todos os teus problemas, pois até agora tens-me ouvido, tens-me feito descansar a cabeça com o teu amor, com o teu carinho, com bocadinhos de ti, com a humildade e a disponibilidade que tens para me arrefecer o corpo.

O que sentes tu? Eu sei o que sinto quando te vejo sorrir para mim fazendo sinal para descansar a cabeça sobre o teu ombro.

quinta-feira, fevereiro 26

Agradável ou não...

 
 
Segurar-te pela mão é coisa do passado? E os beijos são o quê? Os mimos no nariz? As palavras ditas sobre o teu peito que sobe e desce com a ternura do teu respirar. É do passado olhar para ti com carinho e desejar o melhor para ti? É mau? Será do passado desejar-te felicidade? Seja comigo ou com qualquer outro? É do passado dizer que te amo? Antiquado talvez? Fora de moda? Se o amor não é sincero, que ganhamos nós com isso? Em que pé ficamos? Que dúvidas temos, sobre mim, sobre ti, sobre nós, sobre o futuro, sobre o que temos agora? Como podemos dizer da melhor maneira, com as palavras mais simples do mundo, aquilo que o coração sente? Aquilo que nos faz pesar a alma, que causa um nó no estômago.
 
No momento em que te vi, no meio da chuva, com ela a cair com força como se te quisesse arrancar a roupa do corpo, como se te quisesse fazer desaparecer, aproximei-me de ti e não pude destingir entre as gotas da chuva e as lágrimas no teu rosto. São tantas as noites que recordo os teus olhos tristes. São tantas as noites que recordo as palavras fortes que proferes contra ti. São tantas as noites que passo em branco a pensar nos teus carinhos. São mais ainda as noites que passo em que me arrependo de não te ter dado a mão nas alturas que devia.
Algumas vezes quando a noite se põem eu ponho-me a pensar como gostava tanto de dormir para sempre. Mas depois olho para ti, para a pessoa que foste ao início, a pessoa que vi crescer diante de mim e a pessoa que agora és. Nada mais me dá orgulho do que ver-te sorrir, ver-te chegar ao topo da montanha e gritar a pulmões vivos o gosto que tens pela vida. E voltas os teus olhos para mim e lanças de novo o olhar ao mundo. Respiras fundo, devolves o olhar e sorris. Os meus braços mesmo estando velhos e quase sem força, conseguem ainda dar-te o apoio de que precisas. Não há coisa mais deliciosa do que ter a tua voz a bater sobre o meu peito, de ter a tua cabeça sobre ele enquanto adormeces a ouvir o meu coração bater. E se o carinho não te interessar, a viagem, o passeio de fim-de-semana, o gargalhar à noite no café, e as conversas intermináveis, serão uma boa solução.
 
Até lá. Tudo o que vier, agradável ou não, será recebido com todo o gosto.

terça-feira, fevereiro 24

Há um tempo para tudo...


Há um tempo para tudo. Há um tempo para ter medo ao inicio, um tempo para trocar olhares, outro tempo para trocar palavras, trocar beijos, trocar amores e lágrimas. Mas não há nenhum tempo em que o coração de um chegue sequer a pertencer ao outro. Por mais "amo-te" que digamos, por mais lágrimas de felicidade que deitemos cá para fora, por mais palavras honestas e humildes despejemos para este lado, este lado exposto ao mundo nu e cru, o coração não sairá o seu sitio, por muito que queiramos, serão apenas as palavras, os abraços, os choros as alegrias, os sorrisos e olhares que chegam a ser trocados de sitio e muitas vezes, a alma ganha outras forças, outras vidas que antes não tinha, que antes não produzia. E agora que os beijos se tocaram, os olhares se desviam, e os corpos se juntam, podemos dizer que trocámos os corações de lugar. Querias tu que cuidasse do teu, que dele cuidasse como se de um bebé se tratasse, mas não o posso fazer, infelicidade minha, meu anjo, nem tu podes cuidar do meu, dar-lhe forças, tocar-lhe quando te apetecer, como fazes com as fotografias que tens no telemóvel que podes ver e rever uma e outra vez até que a vista se canse de me olhar tão atentamente.

Por mais defeitos que notes ter, por mais rasgos no corpo que achas que tenhas, para mim serão sempre pedaços de ti, perdidos, abandonados, pedaços de ti que queres apagar, fazer desaparecer, esquecer. São parte de ti e serão para mim pedaços de alma que me servirão como pontos de referencia para me lembrar de ti. Pode a tua voz não ser doce, mas acredito que a alma to seja. Talvez sem que eu me aperceba me estejas a dar bocadinhos de ti em cada palavra, em cada gesto, em cada momento. Chamo-lhes pedaços, pois não te podes entregar por inteira e de uma só vez.

Tenho medos e inseguranças tal como tu. Porque o amor é coisa criada e é tido com maldade no coração.

sexta-feira, fevereiro 6

O amor é uma avalanche...


Abranda. Ouve-me primeiro antes de abrires a boca para dizeres coisas más a meu respeito. Ou coisas boas se for o caso. Este sou eu nos melhores e piores dias. Não procuro em ti a pessoa que foste, antes a pessoa que és, a pessoa que te poderás tornar. O passado só a ti compete julgar não a mim que nada sei ainda sobre ti, que a nada tenho audácia para o fazer, nem a falta de vergonha para incriminar algo sobre a tua pessoa. Atiras-te demasiado depressa às pessoas e às respostas negativas que elas fazem sobre ti. Eu estou aqui para te amar, para te conhecer melhor do que a ti mesma se me deixares. Quero abraçar-te, segurar-te, apertar-te forte contra o meu peito, com a força que a vida me deixando como réstia dentro do meu corpo já fracturado fisicamente. Vou segurando em ti o tempo que puder, e espero que me possas servir de apoio nos momentos que precisar.

Peço-te apenas que me garantas um lugar no coração, que me garantas um carinho na hora de dormir e, um incontrolável sorriso para dias de chuva, dias de mau agoiro, dias em que o sol deseje não brilhar os nossos três mundos. O teu, o meu e aquele em que vivemos juntos. Juntos é como anseias ficar, juntos é como eu faço para ficar. Seria crime se dissesse que me tinhas roubado a alma.

Em que mundo é que eu vou para a cama depois de e acordar depois de ti? Bem ficarei sempre à espera que me telefones a dizer que acordaste, que tiveste um sonho maravilhoso, em que sorrias, dançavas e cantavas e eu vou-te dizer que nunca deixar de pensar em ti desde que me levantei da cama onde dormias.

O amor é uma avalanche, leva tua à frente, só pára quando a força escasseia no interior, ou algo se atravessa no seu caminho com a capacidade de o parar.